De olho no inimigo invisível

Olá, pessoal!

Quem já ouviu falar do HPV?

O Papiloma Vírus Humano (HPV) e suas variações, que são mais de 200, é um vírus oncogênico, isto é, capaz de formar tumores malignos. Essa doença é diagnosticada como neoplasia maligna.

O HPV além de causar o câncer do colo do útero muito conhecido por ser o causador desse tipo de doença, mas esquecido em relação a outros tipos que ele causa, como: câncer de pênis, de canal anal, da vulva (atual para vulva), cabeça e pescoço. Para ter uma dimensão dessa realidade, vamos analisar os números:

Segundo o Instituto Nacional do Câncer – INCA:

– Em 2011, o câncer de útero fez 5.160 óbitos no Brasil;

– Em 2014, foram diagnosticados 15.590 casos.

Praticamente o triplo de diagnósticos.

[…] ” o câncer de colo de útero é mundialmente o terceiro mais comum entre as mulheres. Já em países em desenvolvimento , ele já vai para o segundo lugar. Em regiões pobres como a nossa, no Nordeste, mais especificamente no Maranhão, o câncer de colo de útero sobe para o primeiro lugar.”

Dr. Sc. Flávia Cabral em Biologia Humana e Experimental.

No estudo “ Impactos da infecção pelo Papiloma Vírus Humano na tumorigênese dos carcinomas do colo do útero , pênis, cabeça e pescoço na população maranhese.” percebeu-se que existe uma relação entre a condição socioeconômica e o número elevado de novos casos. As causas estariam relacionadas à: diagnóstico precoce através do exame preventivo, comportamento promíscuo, falta de uso de preservativos nas relações sexuais.

Mulheres que apresentam condilomas, que são verrugas na vagina, ao darem à luz a crianças de parto normal podem transmitir o vírus para o bebê ocasionando o desenvolvimento de papilomas de laringe, causado pelos HPV,s dos tipos 6 a 11. Nesse caso, as crianças terão que ser submetidas a traqueostomia, causando muitas dores.

A vacinação contra o HPV é oferecida a meninas de 9 a 13 anos . Em 2014, para meninas de 11 a 13 anos, pelo Ministério da Saúde e também em clínicas particulares em três doses para garantir proteção efetiva. E o Ministério da Saúde já estuda a possibilidade de aplicação de vacinas nos meninos a partir de 2017.

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde 2013 – Percepção do Estado de saúde, Estilos de Vida e Doenças  Crônicas, 0,6 % da População Baiana apresenta uma proporção de pessoas de 18 anos ou mais de idade  que se refere ao diagnóstico médico de câncer. (IBGE, 2013)

Então fica a dica: prevenção através de vacinação e do exame papanicolau e uso de preservativo nas relações sexuais.

Ana Cristina Rangel

Professora de Biologia da Rede Pública da Rede Estadual de Ensino

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Radiola PW: a Mulher Pode Ser, Fazer e Acontecer

Hoje, 8 de março, é o Dia Internacional da Mulher. Uma data simbólica, mas que não deve ser o único mote para reflexões acerca da presença da mulher na nossa sociedade. Atualmente, discussões voltadas para o empoderamento feminino e contra o machismo são feitas em todos os lugares, principalmente na internet, através de suas redes sociais. O debate é acirrado. Alguns depoimentos são repletos de equívocos e de radicalismos; outros, bastante pertinentes e enriquecedores. Contudo, o fato de as pessoas estarem refletindo sobre a questão, já é um ponto positivo diante do histórico ignorante, descabido e manipulador de subjugação feminina.

Fig. 1: o Dia Internacional da Mulher é todo dia. Imagem: Josymar Alves

Fig. 1: o Dia Internacional da Mulher é todo dia. Imagem: Josymar Alves

Em 1982, no disco Caminhos do Coração, o cantor e compositor Gonzaguinha deu um recado contra essa ideia e mostrou o quanto a mulher é dona de sua própria vida e de suas vontades. A música Ser, fazer e acontecer é uma obra que parece ter sido feita hoje, de tão atual. Na canção, o eu lírico é feminino e já começa o discurso criticando a “dona moral”: “Que uma mulher pode nunca nada/Isso eu já sei/É o grito da dona moral/Todo dia no ouvido da gente”. Mas o grito da dona moral não surte efeito, a independência feminina é reiterada nos seguintes versos: “E meu caminho eu faço/Não quero saber que me digam dessa lei”.

A música, além de mostrar que a mulher é quem decide o seu destino, clama pela igualdade de gênero, uma vez que ninguém deveria ter privilégios na sociedade por ser isso ou aquilo: “É que sinto exatamente/Aquilo que sente qualquer um que respira/Uma perna de calça/Não dá mais direito a ninguém/De transar o que seja viver”. Esses versos, em especial, nos remetem ao que diz um dos artigos da Lei Maria da Penha, em vigor desde 2006: “Toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social”.

No desfecho, o compositor deixa bem evidente um traço da personalidade do eu lírico da canção: é uma mulher forte, obstinada e que não aceita viver de forma subserviente. Os dois últimos versos trazem uma afirmação que reforça essa maneira de viver: “Que uma mulher pode nunca é deixar/De ser, e fazer e acontecer”. Ou seja, a mulher é livre para fazer o que quiser, quando e como quiser. Quem tem o direito de tolher as suas vontades? Fica a indagação.

Abaixo, segue a letra da canção. Você pode ouvir o áudio no site oficial de Gonzaguinha.

Ser, fazer e acontecer

(Gonzaguinha)

Que uma mulher pode nunca nada/Isso eu já sei/É o grito da dona moral/Todo dia no ouvido da gente/É que eu estou pela vida na luta/Eu também sei/E meu caminho eu faço/Nem quero saber que me digam dessa lei/Porque já sofri, já chorei, já amei/Vou sofrer, vou chorar e voltar a amar/Porque já dormi, já sonhei e acordei/E vou dormir, vou sonhar, pois eu nunca cansei/É que sinto exatamente/Aquilo que sente qualquer um que respira/Uma perna de calça/Não dá mais direito a ninguém/De transar o que seja viver/E por isso eu prossigo e quero e grito /No ouvido dessa tal de dona moral/Que uma mulher pode nunca é deixar/De ser, e fazer e acontecer

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Seja rosa! Não provoque!

Você já notou que em nossa cidade, nesse mês de outubro, alguns monumentos, viadutos, etc. ,estão iluminados na cor rosa? Você sabe o porquê disso? Certamente que sim. Mas se não sabe, vai aí uma dica: trata-se do “Outubro Rosa”. Assim como a fitinha vermelha simboliza a campanha anti-HIV, a cor rosa foi escolhida para simbolizar a luta contra o câncer de mama.

Fitinhas coloridas de rosa foram distribuídas durante uma corrida que ocorreu nos Estados Unidos, no ano de 1990. Foi a partir daí que o “Outubro Rosa” teve início, com o objetivo de conscientizar sobre o câncer de mama.

Imagem: Ana Rita

Imagem: Ana Rita

Imagem: Ana Rita

Imagem: Ana Rita

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Outubro Rosa, a Campanha Rosa, Fundação Laço Rosa, Fundação do Câncer, e o INCA , abraçam a mesma causa: lutar contra o mal que acomete milhões de pessoas no mundo todo, o câncer!

Atenção! Os índices de câncer de mama vêm aumentando, tanto em países desenvolvidos, como nos países em desenvolvimento. No entanto, Sociedade Brasileira de Mastologia afirma que há diferenças nas taxas de incidências da doença entre as regiões brasileiras , sendo a Região Sudeste a de maior índice, seguida da Região Sul, Centro-Oeste, Nordeste, e a Região Norte.

Entre as mulheres do mundo e as brasileiras, o câncer de mama é o mais comum. O diagnóstico precoce é fundamental. A partir dele, a cura torna-se muito viável. É indicado fazer o autoexame, no entanto, só isso não basta, é necessário ir ao ginecologista uma vez por ano. Geralmente, antes dos 35 anos de idade, é menos comum o aparecimento do câncer de mamas. No entanto, mulheres com idade a partir dos 50 anos, ou mais , devem ficar ainda mais atentas, pois a partir dessa faixa etária é mais comum o aparecimento desse tipo de doença.

Você sabia que o homem também pode ser acometido por esse tipo de câncer? Num percentual de 1% dos casos da doença?Pois é, vamos ficar de olhos e ouvidos bem atentos.

Até breve!

Ana Rita Medrado.
Professora da Rede Pública de Ensino da Bahia.
Referências:

http://www.fundacaolacorosa.com/ . Acesso em 12/10/2015.

http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/mama . Acesso em 12/10/2015.

http://www.geriatrics.com.br/blog/?tag=cancer-de-mama . Acesso em 12/10/2015.

http://www.geriatrics.com.br/cead/noticias/outubro-rosa-mes-de-conscientizacao-a-respeito-do-cancer-de-mama . Acesso em 12/10/2015.

http://oncoguia.com.br/site/print.php?cat=143&id=2803&menu=2 . Acesso em 12/10/2015.

E você, vai de Rosa?

Imagem: Wikipedia

Imagem: Wikipedia

A campanha Outubro Rosa começou nos Estados Unidos e tomou proporções mundiais. O movimento tem o objetivo de esclarecer as causas, as prevenções e os tratamentos para o câncer de mama, pois quando detectado em em fases iniciais, em grande parte dos casos, existem chances de cura. O tratamento pode ser por meio cirúrgico e complementado com técnicas de radioterapia e quimioterapia.

O câncer de mama nem sempre apresenta causa específica, mas algumas medidas podem ser tomadas como ações profiláticas. Um das principais formas de prevenir é adotar uma alimentação bastante saudável, além da prática de  atividades físicas.

Novidade! Três cientistas acabam de receber o Prêmio Nobel de Química neste ano. A pesquisa revela sobre o funcionamento das células e possibilitará novas descobertas para o tratamento contra o câncer. E vai aí, a dica!

Qual sua Flor?

Atenção, mulherada

Rosa ,Jasmim ou simplesmente Vera

a campanha é sincera

Outubro Rosa chegou

e o mundo alcançou

pra avisar a população

campanha de conscientização

merece atenção

Desde 1990

fique atenta!

qualquer alteração

precisa observação

primeira orientação é a

autopalpação

busque logo avaliação

com periodicidade, não importa sua idade

diminua mortalidade

Imagem: Wikipedia

Imagem: Wikipedia

Não importa seu tom

rosa magenta ou rosa-choque

pra não levar um choque

faça logo seu exame

em qualquer espaço geográfico

ele é mamográfico

com todo respeito,

vamos todos ter peito

Rede Anísio vem avisar

que o melhor é se informar

maridos, namorados, namoridos

vamos todos ser amigos

Seja qual FLOR sua flor : Acácia, Gardênia ou Hortência,

tenham sempre consciência

prevenção é a melhor opção

busque sempre informação

porque câncer de mama pode ter cura, mana!

Mônica Mota

Professora da Rede Pública de Ensino da Bahia

 

Indústria da Beleza na RadiolaPW

Olá, pessoal!

Queremos com esse texto dialogar um pouco sobre a indústria da beleza, principalmente o que tange nossa cultura brasileira e os padrões impostos pela mídia, os quais invariavelmente condicionam a um consumo irresponsável. Segundo dados do Instituto Euromonitor, empresa mundial de pesquisa de mercado, o Brasil é, o terceiro maior consumidor de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos do mundo. Fica atrás apenas dos Estados Unidos e Japão.

É da natureza humana refletir que estar bem a partir de uma boa aparência física, essa temática nos conduz para uma abrangente discussão, onde aqui podemos destacar alguns pontos: a abertura global do comercio, onde proporciona a venda de um mesmo produto em lugares bem distintos do planeta, desconsiderando aspectos socioculturais e até financeiros; as sugestões das marcas para uso dos seus produtos e a sensação de status que imprimem em suas publicidades; o uso de animais em testes de cosméticos; o movimento pela diversidade cultural que está superando o clichê “padrão de beleza”; as diferentes áreas da indústria de cosméticos: maquiagem, higiene pessoal, dermocosméticos, dentre outros. Os ditos “padrões” são realmente impostos ou meramente copiados?.

Imagem: Mem Costa

Imagem: Mem Costa

Pois bem, apresentamos a musica e o videoclipe Nouveau Parfum ou Novo Perfume, da cantora húngara Boglárka Csemer, artisticamente conhecida como Boggie. Ela canta em francês e faz uma crítica ao monopólio mundial da indústria da moda e da ditadura da beleza, intencionalmente direcionada às mulheres e atualmente em franco crescimento no âmbito masculino. Na sequência do videoclipe, ela, numa edição de filmagem é completamente transfigurada para aquilo que os meios de comunicação condicionam como “expressão máxima do estilo, corpo e aparência ideal”.

Questionamos, qual o padrão de beleza ideal?. Até podemos sugerir uma resposta: Seja como você é, com a beleza que você tem, sem que seja produto de ninguém.

Segue letra da música na versão em francês e tradução para o português.

Nouveau Parfum

Soit Prada, Hugo Boss, Chanel, Giorgio Armani

Cartier, Azarro, Sisley, Escada, Gucci Naf Naf

Nina Ricci, Lancôme, Kenzo

Et encore en plus encore, encore

                    Soit Bruno Banani, La Bastidane,  Estée Lauder

Guerlain, Burberry et Thierry Mugler, Bourjois

Chloé, Jean-Paul Gautier, Valentino et je n’en sais plus

Lequel je choisis?

Pourquoi je choisis?

Qui veut que je choisisse?

Je ne suis pas leur produit

De beauté, d’préciosité

Ils ne peuvent pas me changer

Sans pareille, nonpareille Le nouveau parfum, c’est moi-même,le nouveau parfum, c’est moi

Nouveau parfum

Nouveau parfum

Soit Roberto Cavalli, Bulgari, Givengi

Dolce & Gabana, Paco rabana, soit Lacoste

Tommy Hilfiger, Yves Saint Laurent et je n’en sais plus

Lequel je choisis?

Pourquoi je choisis?

Qui veut que je choisisse?

Je ne suis pas leur produit

De beauté, d’préciosité

Ils ne peuvent pas me changer

Sans pareille, nonpareille Le nouveau parfum, c’est moi-même, le nouveau parfum, c’est moi

nouveau parfum

De beauté, d’préciosité

Ils ne peuvent pas me changer

Sans pareille, nonpareille Le nouveau parfum, c’est moi-même, le nouveau parfum, c’est moi

nouveau parfum

Nouveau parfum. (x2)

Novo Perfume

Sou Prada, Hugo Boss, Chanel, Giorgio Armani

Cartier Azarro, Sisley, Escada, Gucci Naf Naf

Nina Ricci, Lancôme, Kenzo

E ainda mais, mesmo

Sou de Bruno Banani, The Bastidane,            Estee Lauder

Guerlain, Burberry e Thierry Mugler, Bourjois

Chloe, Jean Paul Gautier, Valentino e eu não sei mais

O que eu escolho?

Por que eu escolho?

Quem quer que eu escolha?

Eu não sou seu produto

Da beleza, da preciosidade

Eles não podem me mudar

Incomparável, única O novo perfume sou eu mesma, o novo perfume, sou eu

Novo Perfume

Novo Perfume

Sou Roberto Cavalli, Bulgari, Givengi

Dolce & Gabana, Paco Rabana ou Lacoste

Tommy Hilfiger, Yves Saint Laurent e eu não sei mais

O que eu escolho?

Por que eu escolho?

Quem quer que eu escolha?

Eu não sou seu produto

Da beleza, da preciosidade

Eles não podem me mudar

Incomparável, única O novo perfume sou eu mesma, o novo perfume, sou eu

Novo Perfume

Da beleza, da preciosidade

Eles não podem me mudar

Incomparável, única O novo perfume sou eu mesma, o novo perfume, sou eu

Novo Perfume

Novo Perfume. (x2)

 
Fontes:

OUTUBRO ROSA E O ROSA

laçoOutubro Rosa, é uma campanha de conscientização realizada por diversos órgãos no mês de outubro dirigida à sociedade e às mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

O movimento surgiu em 1990 na primeira Corrida pela Cura da doença, realizada em Nova York, e desde então é promovida anualmente na cidade. Entretanto, somente em 1997 é que entidades das cidades de Yuba e Lodi, também nos Estados Unidos, começaram a promover atividades voltadas ao diagnóstico e prevenção da doença, escolhendo o mês de outubro como epicentro das ações.

Hoje, o Outubro Rosa é realizado em vários lugares do mundo, inclusive no Brasil. O ‘rosa’ remete à cor do laço que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. A popularidade do Outubro Rosa alcançou o mundo de forma bonita, elegante e feminina, com o ato de iluminar de rosa monumentos, prédios públicos, pontes, teatros e etc., motivando e unindo diversos povos em torno de tão nobre causa. Isso faz com que a iluminação em rosa assuma importante papel, pois tornou-se uma leitura visual, compreendida em qualquer lugar do mundo e abraçado por todos aqueles que amam a vida.

A cor-de-rosa é um tema tradicional dos quartos de meninas. Representa a fantasia, o encantamento e o mundo mágico vivido pelas princesas nos contos infantis. É a cor preferida de muitas meninas e adolescentes, expressando meiguice, doçura e inocência.

Mas, será que a cor rosa existe?

“Pode parecer bobagem, mas existe um enorme debate envolvendo o rosa. Se você pesquisar, vai descobrir que a cor rosa não existe no espectro visível de cores (que é composto pelas cores vermelha, alaranjada, amarela, verde, azul, anil e violeta) e ela nem é considerada uma onda ou partícula. O problema reside no fato de que o rosa é resultado da combinação dos comprimentos de onda roxo e vermelho que, curiosamente, se encontram em extremidades opostas do espectro de cores, portanto não se misturam!”

“Evidentemente, não estamos falando aqui de pigmentos — branco e vermelho — que podem ser combinados para conseguirmos determinada coloração, e para responder à questão da inexistência da cor rosa, primeiro temos que entender um pouquinho sobre a teoria das cores e como o nosso cérebro processa as tonalidades que os nossos olhos enxergam.”

“A retina — presente nos olhos humanos — é a estrutura responsável por transmitir as informações visuais ao cérebro. Ela é composta por milhões de bastonetes, que reagem aos estímulos luminosos, e cones, que reconhecem as cores e são de três tipos diferentes, sendo que cada tipo é sensível a um comprimento de onda específico: curto, médio e longo.”

“Agora, imagine o espectro visível de cores. Os comprimentos de onda mais longos correspondem às cores que vão do vermelho ao amarelo, os médios chegam até o verde, e os comprimentos de onda mais curtos correspondem às cores azuladas, chegando até o violeta. Percebeu que não existe nada de “rosa” até aqui?”

“Basicamente, as cores que enxergamos correspondem à forma como os nossos olhos interpretam a luz refletida pelos objetos que observamos. Absorvida a luz, esses órgãos veem o tom — ou o comprimento de onda — que o objeto “rejeita”. Sendo assim, quando todas as cores são refletidas, vemos a cor branca, e quando todas são absorvidas, vemos a preta.”

“É por essa razão que vemos as bananas como sendo amarelas, por exemplo, porque essa é a cor que elas refletem, enquanto absorvem as demais. Teoricamente, de acordo com os cientistas, o rosa corresponderia à ausência da cor verde. Mas, em realidade, se pararmos para pensar, assim como o rosa, as cores só existem nas nossas cabeças, onde são processadas pelo cérebro a partir dos estímulos luminosos capturados e transmitidos pelos olhos.”

“Isso significa que as cores não são propriedades da luz nem dos objetos que a refletem, mas sim ilusões criadas em nossas cabecinhas. Portanto, embora no espectro de cores simplesmente não exista um comprimento de onda que corresponda ao rosa — e é aqui que o “cientificamente” se encaixa —, seria errado dizer que essa cor não existe, pois, se fosse assim, teríamos que admitir que nenhuma outra cor existe também.” (Texto extraído do site Mega Curioso)

MEGA CURIOSO. Disponível em < http://www.megacurioso.com.br/fisica-e-quimica/39993-voce-sabia-que-cientificamente-a-cor-rosa-nao-existe-.htm>. Acesso em 06/10/2014, 15h.

OUTUBRO ROSA. Disponível em <http://www.outubrorosa.org.br/historia.htm>. Acesso em 06/10/2014, 8h45

WIKIPÉDIA. Disponível em < http://pt.wikipedia.org/wiki/Outubro_Rosa>. Acesso em 06/10/2016, 8h30.

Gêneros e sexualidades em março

Olá, galera!

Março foi um mês bastante produtivo para nossas discussões, pois alinhamos mais nosso diálogo quanto aos assuntos que envolvem as relações de gêneros e sexualidades. Compartilhamos com vocês textos, filmes, vídeos e músicas que embalaram nossos diálogos em torno dos avanços conquistados, das lutas travadas, das buscas e dos entraves que ainda envolvem as diversidades de gêneros e sexualidades.

ÍndiceNosso propósito foi o de agregar o conhecimento dos temas transversais em torno de uma mesma causa, uma vez que a promoção do respeito às diversidades também envolve os processos educacionais. Com isso, agradecemos pela interação de todas/os que colaboraram neste sentido, visitaram nossos conteúdos e interagiram conosco através das redes sociais e de comentários.

Acreditamos que a prática da justiça é possível com a participação de todas/os, que as transformações sociais devem priorizar o respeito entre as pessoas e, sobretudo, que revolucionar é caminhar para construção participativa de um mundo cada vez mais acessível à vida coletiva. Os temas e discussões apresentados não podem ser só específicos de um mês, por isso consideramos que foi importante aprofundar algumas discussões específicas, mas elas não podem sair da pauta das discussões em nenhum momento. Assim, seguimos compartilhando e dialogando por meio do site temático “Gênero e Sexualidade”. Sinta-se à vontade para continuar acompanhando nossas conversas, interagir, sugerir, questionar, opinar, criticar e juntar -se a esta construção.

Continue conosco e até mais!

“O sonho da igualdade só cresce no terreno do respeito pelas diferenças.”
(Augusto Cury)