Eu assino embaixo. E você?

O Projeto ASSINO EMBAIXO é um belo exemplo a compartilhar. Idealizou-se a partir da percepção de que algumas pessoas cegas, adultas, alfabetizadas, em  diferentes níveis de escolaridade, assinavam através  da impressão digital. A amostragem foi constatada através dos referenciais do Centro de Apoio Pedagógico às Pessoas com  Deficiência Visual de  Belo Horizonte – CAP/BH. Constatou-se que pessoas que não assinam são tratadas como se fossem analfabetas e passam por constrangimento em algumas situações como: abrir uma conta, um crediário ou quando  não conseguem dar um autógrafo, assinar uma lista de presença, comprovante de matrícula ou diploma, firmar um contrato, entre outras atividades do cotidiano. Conforme *Izilda Maria de Campos, o projeto surgiu  “para ajudar um colega de trabalho cego congênito a assinar a folha de presença do servidor” (ele usava a impressão digital no registro de presença).

Desta forma, foi criada uma disciplina e horário para este fim. Consultas foram realizadas ao Instituto de Identificação e ao Ministério da Educação sobre normas de validação de assinatura e rubrica, visando formalizar os requisitos para fins de registro e reconhecimento de documentação em geral. Organizou-se, então, uma forma de padronização de assinatura – um retângulo desenhado num papelão (Fig.01), para facilitar o movimento das mãos, estabelecendo limites e espaço. Segundo Izilda Maria de Campos, “o ensino da assinatura baseia-se em uma metodologia aberta, flexível e individualizada; por meio da qual se aprende a escrever o nome por extenso, a rubricar e a usar um marcador ou guia confeccionado para este fim. Consiste em uma interação dialógica, centrada nos conhecimentos prévios, interesses, motivações e experiências individuais na qual se valorizam a percepção tátil e a expressão corporal”.

projeto II

Fig.01 Retângulo no papelão usado para treino das assinaturas cursivas.

De acordo com as características pessoais, as atividades são definidas e modificadas para cada assinatura, conforme cada aprendente. Observe como funcionaram estas atividades exploratórias, visitando  a página 44, da Cartilha Atendimento Educacional Especializado. Assim, a descoberta da nova forma de assinar seu nome culminou no referido projeto, as assinaturas antes através de impressão digital, passam a ser assinadas de forma cursiva pelos aprendentes. Esta rica experiência foi demonstrada  através de alguns relatos:

“Auxiliar de biblioteca, solista de uma banda de música, 34 anos, divorciada, tem dois filhos, ensino médio. Relatou que há muito tempo despertou nela o desejo de aprender a assinar e, às vezes, ficava triste por ter uma formação, saber ler, escrever e, no entanto, constar na identidade um não assina.

“Auxiliar de secretaria, 23 anos, casada, mãe de dois filhos, ensino médio. Considera que aprender assinar é importante porque hoje em dia serve para tudo… Tendo um documento assinado posso ter conta corrente, cartão de crédito, fazer compras pelo crediário, assinar o ponto, enfim exercer a cidadania”.

Desta forma, o Projeto ASSINO EMBAIXO, valida  seu propósito e objetivo que vai além do simples ato de assinar. Ele exerce função social, pois resgata a autonomia, emancipação, fortalecendo a autoestima, afirmando e legitimando a cidadania.

Fica a Dica!

Profª da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia.

Josenir Hayne Gomes.

 

Fontes:

http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee_dv.pdf

http://www.bancodeescola.com/assino.htm

________________________________________________________________________________________________

* izilda@pbh.gov.br

izildamc@yahoo.com.br

Professora especializada na área de deficiência visual, trabalha no Centro de Apoio Pedagógico às Pessoas com Deficiência Visual de Belo Horizonte – CAP/BH.

Pedagoga, pós-graduada em Alfabetização: Interdisciplinaridade e construção.

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Mais qualidade na Educação Inclusiva: uma meta para os próximos anos

Ministério da Educação (MEC), através da Secretaria de Educação Continuada e Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), tem a intenção de ampliar a qualidade da educação inclusiva e especial nos próximos anos. A meta faz parte do Plano Nacional de Educação (PNE) e tem até 2024 para ser cumprida. Nesse sentido, a recente Lei 13.146/2015, que institui o Estatuto da Pessoa com Deficiência, deve ser uma aliada nesse processo.

Ela é “destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania”. Sendo assim, o documento surge para exigir algo que já deveria ser uma prática social: o respeito e a equidade para as pessoas com deficiência.

Fig. 1: Educação Inclusiva em discussão. Imagem: Josymar Alves

Fig. 1: Educação Inclusiva: um dever de toda a sociedade. Imagem: Josymar Alves

No capítulo IV da referida legislação, os educadores encontram as possibilidades para implementar, efetivamente, a qualidade prevista no PNE. O que não significa que vão fazê-lo apenas para cumprir uma meta, mas no intuito de, a cada dia, tornar natural e verdadeira a tão sonhada e necessária inclusão.

Para isso, alguns tópicos fundamentais devem ser considerados, como o aprimoramento dos sistemas educacionais e a exigência da presença da temática no projeto pedagógico de cada instituição; a oferta de educação bilíngue (“…em Libras como primeira língua e na modalidade escrita da língua portuguesa como segunda língua, em escolas e classes bilíngues e em escolas inclusivas”) e o uso de recursos de tecnologia assistiva (“oferta de ensino da Libras, do Sistema Braille e de uso de recursos de tecnologia assistiva, de forma a ampliar habilidades funcionais dos estudantes, promovendo sua autonomia e participação”).

Fig. 2: Educação Inclusiva em discussão. Imagem: Josymar Alves

Fig. 2: Educação Inclusiva em discussão. Imagem: Josymar Alves

Contudo, cabe ao inciso XIV uma das mais importantes recomendações do Estatuto e que vai auxiliar na busca de mais qualidade na educação inclusiva: “XIV – inclusão em conteúdos curriculares, em cursos de nível superior e de educação profissional técnica e tecnológica, de temas relacionados à pessoa com deficiência nos respectivos campos de conhecimento”. Por que é importante? Porque, dessa forma, a lei traz um elemento central para o debate: os cursos de formação de professores. Esses profissionais precisam de uma formação de qualidade para saber lidar e compreender o universo das pessoas com deficiência. A qualidade da educação não pode prescindir disso, afinal trata-se de um direito de todos.

Para complementar os seus conhecimentos, assista ao episódio abaixo, do quadro Diversidades, que faz parte do programa Intervalo, produzido pela Rede Anísio Teixeira. O vídeo foi publicado no Ambiente Educacional Web (AEW) , em dezembro de 2014.

 

Até o próximo!

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

A Matemática Inclusiva

Nos últimos anos, temos percebido uma mudança muito grande nas repartições e meios urbanos  no que se refere à promoção da acessibilidade. Lembro-me como se fosse hoje:  eram raros  os espaços atentos a esta  questão, o  que dificultava ou mesmo inviabilizava a circulação de cadeirantes ou indivíduos com mobilidade reduzida nesses espaços. Há pouco tempo, não era difícil encontrarmos escolas com corredores muito estreitos, caixas eletrônicos com altura inacessível a cadeirantes, espaços urbanos  sem rampa de acesso, sinaleiras sem sinais sonoros e etc.

Na verdade, de lá pra cá, todas as mudanças ocorridas nestes últimos anos, teve uma motivação fundamentada em eventos históricos. As primeiras discussões sobre o tema só surgiram nos Estados Unidos, fruto dos heróis de guerras que sofreram mutilação na Segunda Guerra Mundial e Vietnã. De lá pra cá, muitas mudanças ocorreram. Em 1981, a Organização das Nações Unidas publicou as Normas sobre a Igualdade de Oportunidades para as Pessoas com Deficiência. No Brasil, em 1985, através da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, foi lançada a Norma Técnica NBR9050, que trata sobre acessibilidade às edificações, mobiliários, espaços e equipamentos urbanos.

O processo de projetar ambientes cada vez mais abrangentes e menos restritivos é um desafio para os arquitetos e engenheiros. É através da Matemática que os profissionais da área conseguem tornar esses projetos uma realidade. Ela é utilizada para determinar a largura e declividade dos passeios, dimensões e área de vagas em estacionamentos públicos, ângulos de rotação para manobra de cadeiras de rodas, altura ideal para manipulação de comandos, controles de elevadores, sinalizações de trânsitos e etc.

 Para facilitar o trabalho destes profissionais, a NBR 9050 possui um conjunto de determinações e normas, referentes à acessibilidade, nos projetos de arquitetura, urbanismo e transporte, assim como no planejamento de equipamentos, acessórios, comunicações e serviços. Para aplicar essas normas, o arquiteto utiliza uma série de conceitos matemáticos, que envolvem desde o simples ato de mensurar, até o de cálculos mais complexos, como o de áreas e inclinações de rampas.

 O projeto desses espaços requer alguns cuidados, especialmente, para os cadeirantes. A dificuldade que eles enfrentam para se deslocar demanda corredores de circulação que tenham largura mínima de 0,90m, uma vez que o módulo de referência (projeção de 0,80m por 1,20m no piso, ocupada por uma pessoa utilizando cadeira de rodas) tem largura de 0,80m.

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As áreas destinadas para manobra de cadeiras de rodas sem deslocamento devem ter medidas que permitam que o cadeirante efetue giros de 90°, 180° e 360°. Para efetuar um giro de 90°, a área deverá ter medidas de 1,20m x 1,20m; para rotação de 180°, a área deverá ter medidas de 1,50m x 1,20m e para rotação de 360°, a circunferência deverá ter diâmetro de 1,50m.

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Outro cuidado importante refere-se à ergonomia dos mobiliários e equipamentos. Itens como mesa de trabalho e estudos, caixas eletrônicos, bilheteria, telefones públicos, dentre outros, devem estar adequados aos cadeirantes. A ilustração a seguir reúne uma série de medidas e ângulos que devem ser observados na adequação desses equipamentos e mobiliários:

André2As vagas de estacionamento destinadas aos cadeirantes também devem atender a uma série de normas. A área destinada ao estacionamento de cadeirantes, sejam eles condutores ou não, deve facilitar seu embarque e desembarque. Assim, o primeiro item a ser observado, é a sinalização horizontal e vertical, indicando que se trata de uma vaga especial, além disso, a vaga deve contar com uma área lateral, destinada ao desembarque e circulação de cadeirantes. Para que essa área de circulação atenda às normas técnicas, ela deverá ter no mínimo 1,20m de largura, e deverá estar devidamente sinalizada por faixas transversais amarelas pintadas no chão, para que não sejam obstruídas; impedindo, assim, a circulação de cadeirantes.

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Não podemos deixar de fazer referência ao acesso aos banheiros e vestiários,  que devem obedecer aos parâmetros da norma  no que diz respeito à instalação de bacia, mictório, lavatório, boxe de chuveiro, acessórios e barras de apoio, além das áreas de circulação, transferência, aproximação e alcance, ou seja, todos os itens tratados nesse texto deverão ser observados, agregados a elementos como barras de apoio que, segundo a norma, devem suportar a resistência a um esforço mínimo de 1.500N, em qualquer sentido e estar firmemente fixados na parede.

Todos esses exemplos nos mostram a importância da Matemática na viabilização e construção de espaços inclusivos. Todavia, sem esses conhecimentos elementares dessa área do conhecimento, arquitetos e engenheiros teriam muita dificuldade para executar esses projetos.

Quer aprender mais sobre o tema? Não perca tempo, acesse agora, o Ambiente Educacional Web, AEW,  e tenha acesso a uma grande variedade de objetos educacionais que tratam da inclusão.

André Soledade

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino

 

Referência:

Portal Ambiente Educacional Web. Disponível em:<http://bit.ly/1plsrD2> Acesso em 25 de julho de 2015.

Portal vida mais livre. Disponível em:<http://www.vidamaislivre.com.br/colunas/post.php?id=479&/quando_e_onde_comecaram_a_falar_em_acessibilidade> Acesso em 25 de julho de 2015.

Portal da Associação Brasileira de Normas Técnicas. Disponível em:<http://www.abnt.org.br/> Acesso em 25 de julho de 2015.

Todas as figuras foram retiradas da NBR 9050.

CINE PW: Andaraí do Passado e do Presente

Por Fátima Coelho

Olá!

O Filmei! traz o vídeo: Andaraí do Passado e do Presente – autoria de Josinei dos Anjos Araujo – Colégio Estadual Edgar Silva – do município de Andaraí / Bahia.
O documentário aborda, paralelamente, o cinema, a cidade e seus moradores”, como diz Josinei:

[…] a história de um antigo cinema […] com equipamentos antigos, como os carretéis de filme 16 mm.[…]

[…] O Alto do Ibirapitanga […] no principio era só matagal desabitado, mas hoje é uma região que concentra boa parte da população, senão a maioria.”

O vídeo, oportunamente, faz também a interação escolar inclusiva, conforme o decreto nº 3.298 de 19992. Esta interação é exemplarmente apresentada, da mesma forma, nas temáticas abordadas. Ou seja, podemos indefinidamente estimular, através do audiovisual, a memória do passado, quer esteja relacionada à cultura, ao desenvolvimento espacial da cidade, à fala dos seus moradores ou de Lucas Santos Batista que lindamente apresenta com Josinei Andaraí do Passado e do Presente!
Clique na imagem e assista ao vídeo.

 

Captura de tela de 2015-07-27 16:40:45

REFERÊNCIAS:
 1-http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/3801 – Acessado dia 11 de julho 2015
 2- http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee_df.pdf – Acessado dia 11 de julho 2015
3- http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/ttransversais.pdf – Lei nº 11.645 de 10 / 03 / 2008. Acessado dia 11 de julho 2015
 4 – HOUAISS, Antônio (Coord.). Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa . São Paulo: objetiva, 2007. (01 Cd-rom)

 

 

 

 

De ponto em ponto e de tecla em tecla

Hoje, estamos iniciando uma semana temática aqui no blog. O assunto da vez é Educação Especial. Vamos refletir sobre isso? Fique à vontade para discutir com a gente, através dos comentários. A sua participação é muito importante!

O Sistema Braille (SB) é um código universal de leitura tátil e escrita, utilizado por pessoas com deficiência visual. Ele foi criado pelo francês Louis Braille, em 1825. No Brasil, foi adotado em 1854, de acordo com informações do Ministério da Educação (MEC). O SB trouxe ganhos significativos para a educação, pois possibilitou uma integração mais ampla das pessoas com deficiência visual na sociedade.

Em 2006, o MEC publicou, através da então Secretaria de Educação Especial (atual Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão – Secadi), o documento Grafia Braille para a Língua Portuguesa, que contém informações importantes para quem deseja se aprofundar na temática. Ela, a grafia, foi aprovada pela portaria n.º 2.678, de 24 de setembro de 2002. Da publicação, vale a pena destacar o apêndice que trata sobre a escrita braille em contexto informático, na página 67.

O Instituto Benjamin Constant, pioneiro no assunto, possui um vasto material em vídeo, texto e áudio falando sobre braille. Nesse sentido, vale a pena também conhecer o site Braille Virtual, vinculado à Universidade de São Paulo (USP), que oferece, gratuitamente, um curso de braille. Em abril de 2013, também fizemos menção a esse site, através do texto Deficiência Visual e Literatura – O livro com duas escritas. No Ambiente Educacional Web (AEW), o vídeo Programa Especial- Recursos para pessoas com deficiência visual, esclarece mais pontos sobre o tema. Quem é da área de Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias, pode aproveitar o material Grafia Química Braille para Uso no Brasil, que também está no AEW.

Até o próximo!

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino

O que é Tecnologia Assistiva?

Olá, pessoal!

As Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) têm ajudado diversas pessoas a ultrapassarem barreiras de tempo e espaço, superando limitações físicas. Vamos conversar e refletir um pouco sobre o assunto, pois mesmo após avanços na legislação, é preciso garantir o acesso de todos a informação. E, com o intuito de permitir autonomia e independência às pessoas com deficiência, foi criado o Comitê de Ajudas Técnicas da Subsecretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (2009), que assim define “Tecnologia Assistiva”:

[…] área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação, de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social. [sic]

Partindo desse pressuposto, precisamos pensar como as Tecnologias Assistivas estão auxiliando as pessoas com deficiência. No episódio Ciência e Tecnologia a Serviço da Inclusão, do Programa Especial, da TV Brasil, veremos o exemplo de uma cadeira de rodas inteligente, equipada com sensores que auxiliam na detecção de obstáculos e o usuário pode movimentá-la com comandos de pensamento.

Isso tem muito haver com o que coloca o filósofo Pierre Levy. Para ele, os sistemas cognitivos humanos podem então transferir ao computador a tarefa de construir e de manter em dia representações que eles antes deviam elaborar com os fracos recursos de sua memória de trabalho ou aqueles, rudimentares e estáticos, do lápis e papel. Os esquemas, mapas ou diagramas interativos estão entre as interfaces mais importantes das tecnologias intelectuais de suporte informático (1993, p.40).

Para um aprofundamento da questão, indicamos a tese da artista/educadora, professora de inglês e tradutora Ana Amália Barbosa, doutora em Artes Visuais pela ECA/USP e que atualmente dá continuidade à sua pesquisa no pós-doutorado da UNESP/SP. Ana Amália é tetraplégica em razão de um AVC (Acidente Vascular Cerebral) no tronco cerebral que a deixou muda e disfágica (não consegue mastigar e engolir); comunica-se usando o olhar, um discreto movimento de queixo e um programa de computador desenvolvido especialmente para ela, onde toca um sensor com o queixo para escolher cada letra e formar, assim, as palavras. Com muita força e superação, nada a impede de lecionar artes visuais a um grupo de seis crianças com lesões cerebrais, que não falam e têm dificuldade de enxergar; além de fazer palestra sobre comunicação e tecnologias assistivas. Ana Amália também relata um pouco da sua rotina no blog http://amaliabarbosa.zip.net/. Sua tese está no repositório do USP. Segue o link: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27160/tde-22052013-164504/pt-br.php

Outra dica legal é o blog do professor Ari Vieira, sociólogo, bacharel em Direito, que desenvolve projetos de educação para crianças com deficiência e várias atividades educacionais na modalidade a distância, em especial cursos de inclusão de pessoas com deficiência no âmbito escolar e social. Ari traz nas suas postagens a questão da acessibilidade voltada para mobilidade, formação de professores e experiências de pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida nas escolas. Acesse o blog em: http://arivieiracet.blogspot.com.br/.

Referências:

Brasil. Subsecretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Comitê de Ajudas Técnicas. Tecnologia Assistiva. – Brasília : CORDE, 2009.138 p.

LEVY, P. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da Informática. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993.

Blog Pedagogiando. Disponível em:

<http://pedagogiando.blogspot.com.br/2012/05/tenho-algo-dizer.html>. Acesso em agosto 2014.

Educação Especial: para ler e praticar

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Oi, pessoal! Tudo bem? A Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) tem, no seu acervo digital, uma série de publicações que contribuem para fomentar e implementar práticas de educação especial. Nesse sentido, professores, estudantes e pesquisadores podem ampliar os conhecimentos acerca dessa temática. E todo mundo ganha!

O acervo é repleto de cartilhas, livros, documentários (com libras e com audiodescrição), fascículos, revistas e ensaios. Entre os títulos, vale a pena destacar a série de livros Atendimento Educacional Especializado (AEE), uma ação do Ministério da Educação para contribuir no aperfeiçoamento de professores. Cada livro trata de uma limitação diferente: pessoa com surdez, deficiência física, deficiência mental e deficiência visual.

A dica está aí. Agora, é começar a ler e colocar em prática. Vamos lá!