Lições Indígenas

Fig.1: Aldeia indígena – interação com a natureza. Fonte: pt.wikipedia.org

Os povos indígenas manejam os recursos naturais de maneira sustentável. Eles procuram aplicar estratégias de uso dos recursos que, mesmo transformando seu ambiente, não alteram os princípios de funcionamento e nem colocam em risco as condições de reprodução deste meio. Trocando em miúdos, eles apenas consomem para sobreviver, utilizam apenas o necessário, sem excedentes! Tomemos como exemplo a visão destes povos como homens “naturais”, defensores da natureza. Os índígenas têm consciência da sua dependência – não apenas física, mas sobretudo cosmológica – em relação ao meio ambiente. O modo como evitam a sobrecarga dos recursos ambientais ao dividir a aldeia cada vez que a população se torna excessiva “é de uma enorme sabedoria”. Desta forma, evita-se o superpovoamento. “Temos que aprender a ser indíos, antes que seja tarde”, foi essa a principal mensagem dada pelo antropólogo Eduardo Viveiros de Castro.

Os Yanomami, por exemplo, utilizam a palavra urihi para se referir à “terra-floresta”: entidade viva, dotada de um “sopro vital” e de um “princípio de fertilidade” de origem mítica. Urihi é habitada e animada por espíritos diversos, entre eles os espíritos dos pajés yanomami, também seus guardiões. A sobrevivência dos homens e a manutenção da vida em sociedade, no que diz respeito, por exemplo, à obtenção dos alimentos e a proteção contra doenças, depende das relações travadas com esses espíritos da floresta. Dessa maneira, a natureza, para os Yanomami, é um cenário do qual não se separa a intervenção humana, no entanto, esta intervenção se faz de forma sustentável.

O formato de sustentabilidade – um conceito sistêmico, ou seja, correlaciona e integra de forma organizada os aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade. A palavra-chave é continuidade e como essas vertentes podem se manter em equilíbrio ao longo do tempo. Segundo Luiz Carlos Cabrera (FGV) a norueguesa Gro Brundtland, publicou um livreto chamado Our Common Future, que relacionava meio ambiente com progresso. Nele, escreveu-se pela primeira vez o conceito: “Desenvolvimento sustentável significa suprir as necessidades do presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprirem as próprias necessidades”. Os povos indígenas não só preservam o meio cuidando da natureza, como atendem as necessidades de gerações sem esgotar seus recursos. As sociedades indígenas são inspiradoras e sofisticadas!

(…) Amantes da natureza

Eles são incapazes

Com certeza

De maltratar uma fêmea

Ou de poluir o rio e o mar

Preservando o equilíbrio ecológico

Da terra,fauna e flora

Pois em sua glória,o índio

Era o exemplo puro e perfeito

Próximo da harmonia

Da fraternidade e da alegria (…)

(Letra de Jorge Ben Jor)

 

Fontes Consultadas:

http://brasileiros.com.br/2014/08/temos-que-aprender-a-ser-indios-diz-antropologo/

http://pib.socioambiental.org/pt/c/no-brasil-atual/modos-de-vida/Indios-e-o-meio-ambiente

http://www2.unifesp.br/centros/cedess/CD-Rom/ativprati2.htm

http://pib.socioambiental.org/pt/povo/yanomami/581

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_474382.shtml

Josenir Hayne Gomes

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino

 

 

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Agora diga quem é “zica”!

Vamos combater o Aedes aegypiti, artrópode vulgarmente conhecido como “mosquito da dengue”? Esse Vetor de transmissão de arbovírus, como o vírus da dengue, do chikungunya, da febre amarela e também do zika vírus, que são doenças do tipo arboviroses (infecções virais), se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais e vem acometendo uma grande parte da população brasileira, principalmente nordestinos, indiscriminadamente.

Atender ao alerta geral para que todos os brasileiros participem dessa luta contra o vetor das doenças, é muito importante. Clicando na imagem abaixo, você terá acesso às informações da Cartilha INIMIGO N.º1.

Fig. 1 – Portal de Educação
Fig. 1 – Portal de Educação

Erradicar o mosquito é o que devemos fazer. Seja um monitor nesse processo! Seguem algumas dicas que vão auxiliar na erradicação: eliminar e ou tratar os criadouros; cuidar do saneamento domiciliar; usar larvicidas aprovados pela OMS e inofensivos aos humanos; não acumular água em pneus e garrafas; manter quintal ,jardim e terreno limpos; promover educação em saúde; avisar às autoridades da existência de possíveis criadouros,etc.

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Participando desse processo contra o mosquito, através de ações educativas, de prevenção e combate ao Aedes aegypiti, as professoras : Marileide Dantas Costa e Shéfora Pina Estêves Lima estão reformulando e lançando, respectivamente, os projetos : “O CETEVERDE e o Teotônio no Combate a Dengue” e o “Eu e minha casa contra o AEDES AEGYPTI“, que elas coordenam nas escolas onde lecionam.

No Colégio Teotônio Vilela, localizado no Conjunto João Paulo II, em Feira de Santana – NRE 19, acontece “O CETEVERDE e o Teotônio no Combate a Dengue”, projeto interdisciplinar, coordenado pela Professora Marileide e os Professores da Área de Ciências Exatas (Roseane Sampaio, Kleide Ribeiro, Daiane Fernandes, Jaciene Nascimento,Claudiana Franco, Tânia Mascarenhas,Marcos Manfrine, Luciana Calazeira) e a gestora Maria da Conceição Lopes.

O projeto realiza um trabalho de visitação e limpeza das áreas da escola, visando combater os focos e a reprodução do mosquito Aedes aegypiti. A ideia é atacar a proliferação do mosquito, evitando a transmissão dos arbovírus, aprofundar o conhecimento sobre o tema, despertando no alunado a autoconsciência do seu papel social no combate à dengue, chikungunya e ao zika vírus.

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 Fig.4: Marileide Dantas Costa

“Os alunos do 8º ano receberam bem a ideia do projeto, ficaram curiosos para descobrir focos do mosquito, apesar de ficarem meio ‘sem graça’ por coletar resíduos sólidos, mas lidaram bem com a situação. Os adultos acharam a atividade válida e importante, visto que a própria saúde está ameaçada. É uma atividade didática simples, de divulgação e controle que, infelizmente, esbarra num grave problema de falta de recursos e de possibilidade de resolvermos sozinhos, mas estamos fazendo a nossa parte. No Teotônio, são realizados diversos projetos socioambientais, visando à integração entre estudantes, conhecimento adquirido e comunidade escolar.” ( Marileide Dantas Costa)

Na Escola Irmã Rosa Aparecida, localizada à Rua Vênus, 275 – Jardim Acácia, em Feira de Santana – NRE 19, os professores, “de olho” nos dados da Secretaria de Saúde, observaram que a Bahia registrou em 2015 um aumento significativo dos casos suspeitos de dengue, zika e chikungunya. “Para eles, combater o mosquito é uma tarefa um tanto ‘fácil’ e, por isso, acaba caindo no esquecimento, o que tem feito com que esses números cresçam de forma alarmante”,disse a professora Shéfora Pina Estêves Lima.

Os professores do Ensino Fundamental II (Celiane Sena, Deise, Esmeralda Maia, Jeany Carvalho, Luana Carneiro e Mônica), orientados pela professora Shéfora e incentivados pela gestora Janúsia Almeida e Yara Costa, resolveram mudar essa realidade. Mostraram para a comunidade escolar o quanto é importante a prevenção contra o “mosquito da dengue” e, então, lançaram o projeto “EU E MINHA CASA CONTRA O AEDES AEGYPTI”.

O projeto propõe as seguintes ações educativas: orientar e corresponsabilizar o estudante pela sua saúde e de toda a sociedade; oficinas sobre a temática arboviroses; palestras informativas sobre o mosquito Aedes aegypiti; produção de cartazes; apresentação de vídeos educativos; identificação de possíveis focos do mosquito Aedes aegypiti nas residências e na escola, dentre outras atividades que estão sendo desenvolvidas pela unidade escolar.

Fig.5 : Shéfora Pina Estêves Lima
Fig.5 : Shéfora Pina Estêves Lima

“Considerando que o trabalho deve ser contínuo no que se refere à eliminação de criadouros e desejando alcançar a participação da comunidade de forma ativa, realizamos, no dia 18 de março, uma caminhada de conscientização da população pelas ruas do bairro, que contou com a participação da Creche Sorriso da Vovó Zeza, que pertence ao Dispensário Santana, instituição parceira da Escola Irmã Rosa Aparecida. JUNTE-SE A NÓS!” (Shéfora Pina Estêves Lima).

Fig. 6 : Letícia Estêves Lima
 Fig. 6 : Letícia Estêves Lima

Vamos derrotar o mosquito! Não vacile! Conte-nos o que você está fazendo! Promova em sua vizinhança, em sua escola, ações para o combate ao “mosquito da dengue”, afinal, de “zica” não temos nada!

Ana Rita Esteves Medrado
Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

AFRObetizando: abadá ou abatá?

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Imagem: http://outraspalavras.net

Axé, mano!

? Calma, xará! Falta pouco! Carnaval está chegando! A propósito, já comprou seu abadá? Nem só de português vive o português! Se você é tagarela, então vamos bater um papo! Você sabia que, muito do que falamos tem sua origem em línguas africanas e falamos “africanglês”? Talvez, nem precise andar com um dicionário na mochila!

Pra ninguém mangar de você e achar que você é um babaca, é melhor se informar! E se alguém te chamar de dengoso, ligue não! Só não dê uma de nenê! Você não precisa mais de nenhuma babá. Também não vale xingar, ficar ranzinza ou se encher de cachaça!

Anda meio borocoxô? Está com calundu porque não achou ainda um xodó? Fique não! Precisa de um cafuné? Pare de dengo! Está com fome? Prefere quiabo, maxixe ou jiló? Quer farofa, canjica ou mungunzá ? Humm! Um acarajé fritinho num dendê virgem vai bem. Tem que comer, senão fica com cara de zumbi! Pra não ficar zonzo com tanta indagação, vai aqui uma informação.

Lá no cafundó da África, no Quênia, uma ONG chamada “Ocean Sole”, situada em Nairóbi, as pessoas estão colocando a mão na massa, ou melhor, na água. Elas recolhem abatás, quer dizer, chinelos e outros materiais abandonados no mar. O volume desses objetos nas águas as transformam em verdadeiros “ Oceanos de Plástico” e provocam catástrofes à vida de aves e animais marinhos. Os objetos são transformados em brinquedos e peças gigantes de decoração que já conquistaram vários lugares no mundo, como em zoológicos, parques e lojas. Além de limpar as praias, o projeto impulsiona o desenvolvimento econômico e local da região. Para mais informações, assista ao vídeo em: https://www.youtube.com/watch?v=OzHUwmrOpFE.

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Captura de tela do site www.feac.org.br. Acesso em 19/11/2015.

Mas, tem novidade por aqui! O Novembro é Negro e o colorido vem Bahia. Outra iniciativa, ecologicamente correta, são os livros de plástico. A coleção “Eu Vim da Bahia”, lançada recentemente, reúne seis livros ilustrados com celebridades baianas. Feitos de embalagens de chocolate e salgadinho pós-consumo que, segundo idealizadores, a impressão consome 20% menos de tinta e não rasga. No tema educação, o homenageado foi Anísio Teixeira . Sem lenga-lenga, a cultura afrobaiana foi também homenageada na pessoa de Tia Ciata, figura ilustre da nossa cultura. Assista ao vídeo no nosso portal: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/2642. Essa sambista deixou o seu legado: num batuque de um samba, caia… caia na gandaia!

Um muxongo !

Fonte: https://pixabay.com/en/lips-mouth-kiss-lipstick-face-327493/
Fonte: https://pixabay.com

Para mais informações, acesse:

http://www.brasil.gov.br/cultura/2014/11/linguas-africanas-exercem-influencia-direta-no-portugues

http://resgatedenossasraizes.blogspot.com.br/2008/11/frica-est-em-nosso-portugus-palavras-de.html

Mônica Mota

Professora da Rede Pública de Ensino da Bahia

 

Hello, folks!

Fonte: https://pixabay.com/pt/compras-carrinho-gr%C3%A1fico-loja-650046/.

Vamos aprender sobre clothes? Antes, daremos um giro para entender duas palavras que têm tudo a ver. Que tal falarmos sobre consumo? Ou melhor, consumismo? Oxente! E não é a mesma coisa?

Bem… No consumo, as pessoas compram somente o necessário e está relacionado à sobrevivência presente ou futura. Ao passo que o consumismo é caracterizado pela aquisição daquilo que não é necessário ou não está intimamente ligado à sobrevivência.

Hoje vivemos numa aldeia global, onde o consumismo é a palavra de ordem para muita gente. Depois da Revolução Industrial, o mundo nunca mais foi o mesmo. A forma como as pessoas se vestiam foi alterada. Com o surgimento do capitalismo, a aquisição de produtos também foi modificada.

Consumir, na atualidade, tem sido um ato político, porque é preciso questionar sobre o que está comprando. Requer um posicionamento reflexivo sobre a origem do produto, a mão de obra que está por trás, se é resultado de um trabalho escravo ou até mesmo o impacto ambiental que ele causa.

Estamos sempre querendo algo novo! Um tênis novo, um jeans novo, uns shorts da moda! E por falar nisso, o que você acha de darmos uma revisada no vocabulário de clothes? Inclusive, existem muitos sites na Internet para venda de produtos dessa natureza. Be careful! Muitos sites não são confiáveis e exigem cadastros com informações pessoais! A internet tem seu lado perigoso também! E, às vezes, isso dá uma headache danada! A propósito, você é shopaholic? More or less?

A expressão shopaholic é um termo em inglês para designar uma pessoa altamente compulsiva em compras. Isso é caracterizado como um transtorno! Uma compulsão em que as pessoas precisam buscar ajuda. Que tal finalizarmos, então, com a nossa revisão sobre clothes?

Mônica Mota

Professora da Rede Estadual de Ensino

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Fonte: https://pixabay.com/pt/compras-carrinho-gr%C3%A1fico-loja-650046/.

 

Existe Água Virtual?

Essa expressão foi desenvolvida pelo geógrafo inglês Tony Allanno início da década de 1990. 

Trata-se da água invisível, incorporada nos alimentos desde a plantação, cultivo, cozimento e outros processos, como na fabricação de produtos industriais que são comercializados e levados de um lugar a outro.  Envolve todas as etapas da produção, até o consumo.

A água, líquido precioso, indispensável a todos os seres vivos, não renovável, não fabricável e que já vem pronto, direto da mãe-natureza, nem sempre é tratado com o devido grau de importância. Para algumas pessoas, o uso da água traz preocupações com o temor da escassez dos recursos indispensáveis à continuação da jornada humana no planeta. Para outras, uma inquietude frente às responsabilidades para com as gerações futuras. De um modo ou de outro, não há mais como se omitir de uma questão tão vital. E você?  Já parou para pensar quanto de água virtual consome diariamente?

Crédito do infográfico: Mídia NINJA
Crédito do infográfico: Mídia NINJA

O conceito “água virtual” não é ainda muito conhecido. Por essa razão, a escola, como um locus de construção, desconstrução, reprodução e sistematização do conhecimento, tem o dever de estimular o despertar da consciência, estudar e divulgar questões que envolvem o tema. Os estudantes, jovens e crianças, hoje, serão os que vão decidir sobre o uso dos recursos naturais, serão ou votarão em políticos que vão administrar nossas riquezas, enquanto temos. 

 Professores de todas as modalidades de ensino e de áreas do conhecimento, desde a educação infantil, podem dialogar e elaborar projetos, tratando desse assunto. Quanto mais se souber sobre esta questão, mais tenderemos a cuidar de ampliar a qualidade de vida neste Planeta.  

É isso mesmo: se somos o quinto exportador de água virtual e o que importa   produtos com pouca “água embutida”, qual será o nosso futuro? Qual o custo-benefício de exportar uma substância indispensável à vida e que não se pode repor? E o empobrecimento do nosso solo, quanto custa e custará à nação? Para se ter uma ideia, países como a Suíça m mais reservas de água que o Brasil e comporta-se como se tivesse a metade. Tem política pública de utilização da água, começando pelo investimento maciço na educação formal e informal. É preciso racionar enquanto se tem e não somente diante da escassez, da falta.

 As perguntas anteriormente colocadas, um dia, inevitavelmente, deverão ser respondidas. Muitos dos políticos que governam esta nação, infelizmente, não têm se mostrado confiáveis para gerir o nosso patrimônio. Historicamente, comportam-se como se não fossem nativos brasileiros. Cabe à nação construir conhecimento e desmistificar conceitos. A escola tem um papel fundamental nesse processo. Pode elaborar projetos interdisciplinares nas salas de aula, pode-se discutir, pesquisar, gravar minidocumentários, envolver a comunidade no entorno, organizar debates, júris simulados, seminários. Enfim, todos os professores, não somente os de Geografia, podem tratar da questão, da sua forma, com sua metodologia.

Elzeni Bahia

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino

Cine Documental – Minha Escola, Meu Lugar – Pankararé

O quadro Minha Escola, Meu Lugar, do programa Intervalo, apresenta a influência histórica e sociocultural de uma Unidade Escolar baiana com seu município ou seu bairro. Neste episódio, a escola evidenciada é a Escola Estadual Ângelo Pereira Xavier e o Anexo, em Baixa do Chico – Raso da Catarina, e a aldeia Pankararé, em Brejo dos Burgos, município de Glória.

Sob a liderança do Cacique Afonso e da pedagoga Patrícia Pankararé, essas unidades escolares atendem à clientela da Educação Infantil e Ensino Fundamental I. O diretor da extinta Direc 10, atual NRE 24,  professor Marcos Pires, também contribui com a gestão dessas escolas. A comunidade Pankararé é incansável na defesa de uma educação de qualidade, em suas terras.

Professores, dirigentes, estudantes, caciques participam dessa produção, mostrando suas impressões acerca da Escola Pankararé e seu papel na afirmação e continuidade da cultura e da luta dos indígenas que vivem em Brejo dos Burgos e Raso da Catarina. Este é um convite para você conhecer um pouco da luta e da cultura dos Pankararé e a relação com a sua escola. Clique na imagem para assistir ao vídeo!

Minha Escola, Meu Lugar – Pankararé

 Pankararé

Cine Documental – Minha Escola, Meu Lugar – Colégio Pedro Álvares Cabral

O quadro Minha Escola, Meu Lugar, do programa Intervalo, apresenta a influência histórica e sociocultural de uma Unidade Escolar baiana com seu município ou seu bairro. Neste episódio, a escola evidenciada é o Colégio Estadual Pedro Álvares Cabral e a cidade de Porto Seguro.

O Colégio Pedro Álvares Cabral foi a primeira instituição escolar estadual de Porto Seguro e por isso participou do desenvolvimento dessa cidade, assim como da vida escolar de boa parte de seus moradores.

Porto Seguro atrai baianos e turistas pelas suas belezas naturais e por ser um museu a céu aberto, pois andar pelas ruas dessa cidade é remontar a história do Brasil. A presença da população indígena também é um traço marcante desse lugar que agrega as principais etnias formadoras do nosso povo.

Professores, dirigentes escolares, estudantes, ex-alunos e antigos moradores participam dessa produção, mostrando suas impressões acerca do Colégio Pedro Álvares Cabral e de sua relação com a cultura e educação da cidade de Porto Seguro. Este é um convite para você conhecer um pouco da história desse colégio e de sua cidade. Aprecie! Clique na imagem para assistir ao vídeo!

Minha Escola, Meu Lugar – Porto Seguro

 Pedro

Cine Documental – Minha Escola, Meu Lugar – Tupinambá de Olivença

O quadro Minha Escola, Meu Lugar, do programa Intervalo, apresenta a influência histórica e sociocultural de uma Unidade Escolar baiana com seu município ou seu bairro. Neste episódio, a escola evidenciada é a Escola Estadual Indígena Tupinambá de Olivença e naquele distrito pertencente à cidade de Ilhéus.

A aldeia Tubinambá de Olivença possui 23 comunidades, sendo uma urbana e as demais na zona rural. A escola indígena, 14 Km de Olivença, possui uma sede na Sapucaeira, que oferece Ensino Fundamental II, e mais 18 núcleos com Educação Infantil e Fundamental I.

Professores, dirigentes escolares, estudantes, caciques participam dessa produção, mostrando suas impressões acerca da Escola Tupinambá de Olivença e seu papel na afirmação e continuidade da cultura e da luta dos indígenas que vivem em Olivença. Este é um convite para você conhecer um pouco da luta e da cultura dos Tupinambá de Olivença e sua relação com a Escola Indígena. Aprecie! Clique na imagem abaixo.

Minha Escola, Meu Lugar – Tupinambá de Olivença

 Tupinambá

Copenhagen

Oi, turma! Tudo bem? O poema abaixo foi escrito por Vitor Moreira, um dos colaboradores do Blog do Professor Web. Ao acompanhar as notícias acerca da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP15), realizada em Copenhague (Dinamarca), em 2009, ele se sentiu estimulado a escrever sobre o evento. O Brasil participou das discussões. No texto, Vitor considera a forma como a humanidade trata do planeta como um “erro” e uma “rebeldia”. Na sequência, enfatiza que uma sociedade pode mostrar toda a sua fúria quando o seu império é arruinado. A destruição do meio ambiente pode suscitar até guerra entre países. Ele também não deixa de fazer críticas à apropriação dos recursos naturais pelo homem, evidenciados nestes versos: “Transforma produção em cifras/Assim aumenta sua horta”. Vitor optou, no título, em colocar o nome da capital da Dinamarca em língua inglesa.

A Dinamarca é um país que tem muita preocupação em manter uma “sociedade verde”. A cultura do ciclismo é bem desenvolvida por lá, bem como a produção de energia eólica. De acordo com dados do The official Website of Denmark, Copenhague é a primeira capital neutra em carbono no mundo.

Copenhagen

Tanta rebeldia, acaso que um dia
Tudo certo como céu que desaba em cima
De teu sossego e leva tuas quimeras
Te mostrando o teu erro durante as eras

Tua metonímia tem devorado
Um mundo que, sem saber, explorado
Mostra a fúria de um descontrolado
Após ter seu império arruinado

Faces em fases de crise e vaidade
Demora a perceber em si que ri
Em meio a fogo, terremotos
Sangue, perdas e remorsos

Fora da tua normalidade
Aprende o que menos importa
Transforma produção em cifras
Assim aumenta sua horta

Acordar ao som do metal
Ver o cinza se tonalizar verde natural
Mesmo sabendo que não verá o final
De um ciclo que busca ser normal

#FicaADica: na primeira estrofe, o 2º verso do poema de Vitor traz o seguinte: “Tudo certo como céu que desaba em cima”. Às vezes, muita gente confunde a grafia da locução adverbial em destaque. Por fazer uma associação com o advérbio “embaixo”, as pessoas costumam grafar a locução como se fosse uma palavra só, assim: “emcima” ou “encima”. Mas, a locução adverbial é escrita como está no verso do poema. O que caracteriza uma locução é exatamente o fato de ser um conjunto de duas ou mais palavras de significado distinto. Até a próxima!

Radiola PW – Xote Ecológico

Oi, pessoal! Tudo bem? Hoje, quem vai tocar na nossa radiola é o rei do baião, Luiz Gonzaga. Em 1989, ele lançou o LP Vou te matar de cheiro, no qual continha a canção Xote Ecológico. Como estamos tratando de educação ambiental neste mês, vamos conhecer melhor a letra desse xote?

 A música Xote Ecológico foi composta por Aguinaldo Batista e Luiz Gonzaga. Nos versos, os autores chamam a atenção para algumas dificuldades causadas pela poluição, que já era uma preocupação da época. Na canção, o ato de poluir é visto como algo negativo, responsável pelos desmandos como os recursos naturais. A industrialização e a ação antrópica (alterações realizadas pelos seres humanos no planeta Terra) contribuíram e contribuem para que tal problema permaneça vivo na sociedade. No final do xote, os autores citam Chico Mendes, importante ativista ambiental brasileiro, que morreu em dezembro de 1988. Num tom irônico, Aguinaldo e Gonzaga afirmam que, com tanta poluição e falta de cuidado com o ambiente, nem Chico resistiu. Ou seja, “a poluição” matou quem lutava contra ela. É importante destacar que “poluição”, nesse caso, pode muito bem ser interpretada como uma metonímia. Ela é só uma parte de algo bem maior e que, certamente, os compositores quiseram evidenciar.

 É isso aí, turma! Leiam a letra, escutem a canção e mandem as suas impressões nos comentários ou nas nossas redes sociais. Até a próxima Radiola PW!

Xote Ecológico
(Aguinaldo Batista/Luiz Gonzaga)

Não posso respirar, não posso mais nadar
A terra tá morrendo, não dá mais pra plantar
Se planta, não nasce; se nasce, não dá
Até pinga da boa é difícil de encontrar

Cadê a flor que estava ali?
Poluição comeu
E o peixe que é do mar?
Poluição comeu
E o verde onde é que está ?
Poluição comeu
Nem o Chico Mendes sobreviveu

Observação 1: Letra extraída do site oficial de Luiz Gonzaga.

Observação 2: Clique aqui e escute a canção.