Cine PW – Que horas ela volta?

Foto: Janine Moraes/MinC

Fig. 1: Anna Muylaert no lançamento do filme no Cineclube Ambiente Cultural. Foto: Janine Moraes/MinC

Olá, cinéfilos!

Nesta semana, o blog vai indicar o filme brasileiro Que horas ela volta?, obra muito bem aclamada pela crítica e pelo público em 2015, recebendo algumas indicações como melhor filme estrangeiro no Critics’ Choice Award e também Satellite Award.

Sob direção de Anna Muylaert, que também roteirizou, em parceira de Regina Casé, o filme retrata de forma muito delicada a vida de Val, interpretada pela própria Regina, uma empregada doméstica pernambucana que trabalha em São Paulo há mais de uma década para uma família rica.

Nessa casa, Val se relaciona diferentemente com cada pessoa. Mas vale ressaltar a interação que ela tem com Fabinho, o filho dos patrões, que tem por Val uma afeição maternal, sentimento que não consegue enxergar na própria mãe, que, por sua vez, é uma pessoa conturbada e carregada de preconceitos.

O filme se desenrola com a chegada de Jéssica, filha de Val, que sai de Pernambuco para prestar vestibular em São Paulo. Nesse processo, ela fica hospedada temporariamente na casa onde Val trabalha. Tempo suficiente para Jéssica perceber as relações de poder que existem naquele lar . Por isso, Val é, a todo o tempo, questionada pela filha em relação à posição social que ocupa dentro daquele ambiente.

O filme consegue trazer à reflexão os micropoderes que coexistem na nossa sociedade, mostrando como alguns personagens podem ser, na mesma história, algozes e vítimas. Mostra também o quanto a sociedade ainda precisa se desgarrar dos diversos preconceitos e da mentalidade classista que ainda permeia muitos pensamentos.

Vitor Moreira

Colaborador da Rede Anísio Teixeira

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Cine PW – Bichas, o documentário

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Fig. 1: Divulgação

Olá, cinéfilos! Tudo bem?

Estamos na semana de Gênero e Sexualidade e, para fomentar essa discussão, o Cine PW traz a obra “Bichas, o documentário”, um filme que retrata a vivência de seis jovens e as barreiras sociais que são encontradas no dia a dia. Dirigido por Marlon Parente, esse documento propõe uma revisão no olhar sobre a palavra “bicha”, que é comumente usada de forma ofensiva para ser tomada como um elogio, através da afirmação e do orgulho de ser homossexual.

O documentário, que foi lançado dia 20 de fevereiro de 2016, apresenta também um diálogo sobre a violência e a intolerância, através das histórias que são contadas. As falas dos entrevistados provocam uma reflexão sobre os efeitos da heteronormatividade na construção sociocultural, nas relações familiares e nos diversos ciclos sociais.

Os crimes causados por homofobia ainda são alarmantes no Brasil e no mundo. E tudo isso é simplesmente causado pelo não entendimento sobre a diversidade no mundo. E é para isto que as discussões devem existir: para normalizar a diversidade, colocar luz sobre um mundo plural e múltiplo e desconstruir a mentalidade de que não é possível conviver com as diferenças.

Daí a necessidade de trazer essas reflexões para todas as esferas da sociedade. Para que os erros de hoje não aconteçam amanhã, e que o ódio deliberado seja trocado pelo respeito mútuo, acreditando que o avanço social depende da compreensão ampla de mundo.

Vamos assistir!

 

Vitor Moreira

Colaborador da Rede Anísio Teixeira

2 DE JULHO

Olá, galera esperta!

O mês de julho está prestes a começar e com ele vem um dos dias mais importantes na construção da independência do Brasil. Mais que isso, as histórias que envolvem o 2 de julho mostram personagens que fizeram trajetórias marcantes na historicidade da Bahia, e que reflete no imaginário coletivo do povo baiano.

Com a chegada do general português Madeira de Melo, em fevereiro de 1822, a câmara de Salvador é fechada. Com isso, a tropa brasileira se refugia no Convento da Lapa, que fica no atual bairro de Nazaré. Surge então nessa história, a sóror Joana Angélica, que acolheu esses refugiados e por isso foi morta pelos soldados lusitanos com golpes de baioneta. Nesse momento, outros lugares conhecidos de Salvador são invadidos pelos portugueses, como o Forte de São Pedro, o quartel da Mouraria e o Convento da Palma.

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Com tamanha repressão, parte da população de Salvador foge para a cidade de Cachoeira, formando alguns grupos de resistência. Sabendo disso, o general Madeira de Melo começa uma batalha fechando o porto de Cachoeira com uma escuna. Nesse período, é travado muitos conflitos que finalmente culminou na vitória dos brasileros.

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A ilha de Itaparica também foi palco de lutas contra os portugueses. Mas foi na batalha de Pirajá que a independência da Bahia começa a solidificar. A tropa brasileira se espalha pela cidade, mas precisamente nos bairros de Brotas, Cabula, Graça, Resgate, Vitória e Ubaranas (atual região do Nordeste e Amaralina). E o maior conflito acontece quando os lusitanos desembarcam em Plataforma e Itacaranha e encontram os soldados brasileiros em Pirajá. Estima-se a participação de 5 mil homens nesse encontro.

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Outros personagens são importantes nessa história, como Maria Quitéria e Maria Felipa, mulheres que participaram ativamente na resistência brasileira contra as tropas portuguesas.

Em junho, as tropas brasileiras, depois de 6 meses em Pirajá, começam a libertar as povoações de Brotas, Rio Vermelho, Pituba e Itapuã. E no dia 2 de julho, os batalhões brasileiros saem marchando do quartel de Pirajá até o centro de Salvador, passando pela Liberdade e se encontrando com tropas que vinham da Armação e Rio Vermelho. Depois disso, ocupam o Forte da Gamboa, o quartel da Pólvora, a Casa da Pólvora e o Forte de São Pedro.

Em 1824, o famoso cortejo de 2 de Julho acontece pela primeira vez. Para simbolizar a vitória brasileira nesse importante evento, é colocado um mestiço em cima de uma carreta que antes pertencia aos portugueses. Dois anos depois, o mestiço foi substituído por uma escultura do caboclo.

A TV Anísio Teixeira, através do quadro “Histórias da Bahia”, explica esse momento histórico da Bahia.

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Confira: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/3774

Vídeo do MEC apresenta indicadores do PROUNI para esse ano de 2015

O Ministério de Educação (MEC) apresenta vídeo apontando os indicadores do Programa Universidade Para Todos (Prouni) para esse primeiro semestre de 2015, o vídeo ainda convoca os estudantes para as inscrições que seguem até o próximo dia 29 de janeiro. Segundo o MEC para se inscrever no Prouni 1º/2015 é preciso ter participado do Enem 2014 e ter obtido no mínimo 450 pontos na média das notas do Exame.Também é necessário, ainda, ter obtido nota acima de zero na redação.

Maiores informações pelo site: http://siteprouni.mec.gov.br/

Não esqueçam de conferir o vídeo clicando no link abaixo.
http://centraldemidia.mec.gov.br/index.php?option=com_hwdmediashare&task=get.embed&id=9696&width=580&height=375&Itemid=444

Radiola PW – Somos Tupinambá

Olá, galera esperta!

O Radiola PW indica hoje a música “Somos Tupinambá”. A canção, vencedora do FACE (Festival Anual da Canção Estudantil) de 2012, foi escrita por Lucas Santos Nascimento e Carlos Alberto Pereira de Araújo Júnior, de 13 e 12 anos, respectivamente. Oriundos do Colégio Estadual Indígena Tupinambá de Olivença – Ilhéus/Ba, esses dois jovens compositores reiteram em “Somos Tupinambá” a etnia indígena a qual pertencem. Uma letra que dialoga com a atual situação dos povos indígenas e os conflitos que os circundam.

O videoclipe da música foi produzido pelo coletivo Oca Digital, através de uma oficina ministrada pelo videodocumentarista Glauber Xavier.

As culturas indígenas estão há mais de cinco séculos lutando contra hegemonias que já passaram pelas monarquias ibéricas até a atual conjuntura capitalista. Portanto, toda manifestação artística, cultural e intelectual desses povos ganha enorme importância e precisa ser compartilhada com bastante zelo e atenção. Afinal, as culturas indígenas fazem parte de nossos hábitos, tradições e identidades.

Somos Tupinambá

É, Somos Tupinambá
É, Somos Tupinambá
Viemos pra essa luta e não vamos perder
Lutando todos juntos temos como vencer
É, Somos Tupinambá
É, Somos Tupinambá
A luta é grande
A luta é sagrada
Mas com fé em Tupã
Vencemos qualquer parada
É, Somos Tupinambá
É, Somos Tupinambá

Videotutoriais – Kdenlive

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Olá, colega!

 Você já conhece os vídeotutoriais do programa de edição de vídeo, Kdenlive? Se não conhece, venha conferir a primeira temporada de tutoriais e aprender um pouco dessa ferramenta tão importante que pode auxiliar nas suas produções audiovisuais. Com esta ferramenta você pode produzir um filme, um documentário ou mesmo uma aula.

 Nesse primeiro momento, já foram lançados cinco videotutoriais com os conceitos básicos sobre o software, que você pode rever antes de prosseguir, acessando nossa página. São as impressões iniciais e os primeiros passos de como manipular o Kdenlive, que é um programa der edição de vídeo não-linear, muito fácil e intuitivo.

 Estão disponíveis os seguintes temas: Importação, Transição, Efeitos, Créditos e Renderização. Um panorama básico, onde você vai aprender a manipular a linha do tempo e suas ferramentas; como salvar os arquivos e a possibilidade de formatos; a importância da dinâmica dos efeitos e transições; além de entender a interface do programa.

 Com o avanço de um mundo cada vez mais midiático, instantâneo e interativo a educação pode e deve se apropriar das tecnologias, afim de oferecer novos caminhos para se aprender, tornando possível a criação de mídias independentes e, consequentemente, abrindo novos camihnos para o amadurecimento e aprendizado dos estudantes.

 Bons estudos e até nosso próximo encontro!!

Links para acesso direto:

– Youtube  –

– AEW –

– Blog –

2014 com mais educação, tecnologia e interação

E ai, galera!!

 2013 foi um ano de muita interação, compartilhamento e contribuições para ampliar a rede do conhecimento, unindo educação e tecnologia de forma dinâmica e interativa. O blog ficou recheado de novidades. Fizemos algumas mudanças na estrutura e no layout para facilitar a busca aos conteúdos publicados e incorporamos os temas transversais nas discussões.

As semanas temáticas não ficaram de fora, onde abordamos a Semana da Mulher, Semana dos Povos IndígenasSemana do Meio Ambiente, Semana da Cultura Popular e as discussões do Novembro Negro, bem como os filmes discutidos no Cine PW.

 Por acreditarmos na produção livre e independente, também, iniciamos uma sequência de postagens sobre tecnologias, animação 3D, edição de vídeos e edição de imagens com suporte de softwares livres. Com isso, esperamos contribuir com o fortalecimento das comunidades de conhecimentos livres e a disseminação do seu uso nas escolas como opções viáveis e propositivas para a produção autoral de estudantes e professores da rede pública

 Estreamos também a seção Radiola PW, em que analisamos letras de músicas que podem ter uso pedagógico, pois trazem temáticas e assuntos pertinentes.

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Não dá pra esquecer da recepção calorosa da comunidade escolar baiana durante o 2º Encontro Estudantil, na Tenda Digital, onde a interação e a alegria tomaram conta do palco livre.

Agradecemos a vocês pela participação, interação e por cada gesto de carinho ao longo de 2013.

Em 2014, temos um reencontro nesse espaço. Desejamos a tod@s um ano repleto de realizações, com o ideal da busca de uma educação pública de qualidade, e com isso finalizamos o ano com as palavras de Nelson Mandela “ Educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo!”

Saudações colaborativ@s!