Cine PW – Produção de Panela de Barro

Por: Fátima Coelho

Olá,

Já sabemos que o mês de abril é dedicado aos Povos Indígenas. Sendo assim, o vídeo que foi realizado em Salgado, município de Andorinha / Bahia, na Associação Mãe Arte D’arte do Salgado, uma associação ligada à cultura e à arte, trará D. Orzelita, nos dias de hoje, confeccionando suas panelas de barro.

Orzelita da Silva Roxa, artesã, utiliza expressões características da região, para exemplificar a feitura desta arte milenar…  descreve, didática e minuciosamente, cada etapa: bater o barro, molhar, peneirar a areia, confeccionar as peças, partindo de várias “tirinhas” e unindo-as umas com as outras. Utiliza “capuco” 2 para unificar as tiras, “coiteba” (feito de cabaça) para alisar o objeto que está sendo produzido e, por fim, a semente de mucunã3 faz o acabamento antes dos objetos serem cobertos para secagem… O barro que hoje é utilizado – vermelho, amarelo… – vem de uma localidade chamada Terreirinho, perto de Sr. do Bonfim / Bahia. O barro preto que faz as panelas para cozinhar, vem de uma serra a  4 km de Andorinha.

Clique na imagem para ver o vídeo.

Clique na imagem para ver o vídeo.

Assim como Orzelita, que perpetua a sua arte através de objetos de barro, outras tribos da Bahia também! Exemplifico com o texto de Vilma Lizete da tribo Pankararu4 :

 Minha mãe, Lizete Maria da Silva, aprendeu a fazer louça com a minha avó, Fernandina Maria de Araújo, que criou todos os seus sete filhos trabalhando com o barro, afirmando que essa atividade era o seu meio de vida. Como era daquele barro que vinha o nosso alimento, minha mãe seguiu minha avó dizendo: – Barro é vida!”

[…]

(…) Faço a arte do cuscuzeiro, da quartinha, da panela, do pote, pratos. Os objetos são utilizados diariamente em nossas casas, na lida doméstica, mas também tem significado importantíssimo nos rituais sagrados. Mantemos nossa tradição cultural sabendo que essa arte indígena é feita da nossa própria terra.

Dica de como preparar uma 5panela de barro nova:
Unte a panela de barro, sem uso, com 2 colheres de óleo de cozinha;
Leve-a ao fogo e deixe queimar até o óleo acabar;
Em seguida, coloque a panela para esfriar e lave-a;

Está pronta para usar…!

REFERÊNCIAS
 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm
Lei nº 11.645 de 10 / 03 / 2008. Acessado dia 18 de março 2015
http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/3910 : Acessado dia 18 de março 2015
 Capuco – dicionário – http://www.priberam.pt/dlpo/capuco
 Mucunã – dicionário –  http://www.dicio.com.br/mucuna_2 –
http://belezadacaatinga.blogspot.com.br/2012/01/mucuna-mucuna-pruriens.html: Acessado dia 14 de abril 2015
 http://www.thydewa.org/wp-content/uploads/2012/07/memoria.pd
Acessado dia 14 de abril 2015
 Panela de barro – http://www.aquinacozinha.com/dica-para-usar-a-panela-de-barro-pela-primeira-vez/ Acessado dia 06 de abril 2015
 http://www.programaartebrasil.com.br/hist_artesanato/hist_arte.asp
Acessado dia 18 de março 2015
 http://pib.socioambiental.org/pt/povo/kaapor/1739
Acessado dia 30 de março 2015
 http://www.educacao.ba.gov.br/culturasindigenas
Acessado dia 06 de abril 2015
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Cine PW: Samba Riachão

O documentário Samba Riachão (2001), de Jorge Alfredo, é uma obra bastante significativa para quem quer saber e entender um pouco sobre a história do samba, principalmente o da Bahia. Ao colocar o sambista Riachão como protagonista, o cineasta produziu uma narrativa em que fica evidente o quanto Clementino Rodrigues, verdadeiro nome de Riachão, se confunde com o samba. E vice-versa. O nome do documentário já evidencia isso. É como se Jorge batizasse uma vertente do samba como sendo “Riachão”, para contrapor à samba-canção, samba de roda, samba-reggae e etc. Por isso, não há vírgula no título. O “Riachão”, no caso, não é vocativo; é adjetivo. Ou seja, o nome do filme não remete a um comando para que Riachão sambe (com a vírgula: “Samba, Riachão”), mas traz a ideia de que Riachão é o próprio samba. Boa sacada!

A obra

Os oitenta e nove minutos do filme trazem depoimentos de pessoas famosas do cancioneiro brasileiro, como Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Carlinhos Brown, Armandinho, Daniela Mercury e Tom Zé. Todos falam sobre samba e sobre Riachão. Estudiosos da área também depõem sobre o ritmo e fazem elogios ao cronista do samba baiano, como Riachão é conhecido.

A obra adentra na intimidade de Clementino, com locações na casa dele, no Pelourinho, onde Riachão sempre aparece cercado de amigos, fazendo uma roda de samba, e no bairro do Comércio. Numa das tomadas, o documentário mostra Riachão se preparando para sair de casa. Nesse sentido, todas as atenções se voltam para o emblemático e já folclórico figurino do artista, em que uma toalha está sempre no pescoço.

Um pouco mais de Riachão

Clementino Rodrigues nasceu em 14 de novembro de 1921, na Fazenda Garcia, em Salvador, onde continua morando atualmente. Ele tem mais de 500 composições criadas, sendo as mais conhecidas Cada Macaco no Seu Galho (que já foi gravada por Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gang do Samba, Lampirônicos e Anastácia), Retrato da Bahia (gravada por Trio Nordestino) e Vá Morar com o Diabo (que se popularizou na gravação feita por Cássia Eller, em 2001). Riachão costuma dizer o seguinte sobre sua própria arte: “Eu sou o artista que me torno uma nota musical para levar alegria ao povo”.

Em 2009, a Assembleia Legislativa do Estado da Bahia publicou o livro Riachão: o cronista do samba baiano, de autoria da jornalista Janaína Wanderley da Silva. A biografia integra a coleção Gente da Bahia, que é distribuida gratuitamente. Quem tiver interesse em adquirir o livro sobre Riachão (e os outros títulos da coleção!), basta enviar um e-mail para cerimonialba@gmail.com e solicitar. Há poucos exemplares no acervo. Então, corra!

#FicaADica: o vocativo é uma palavra ou expressão utilizada para se referir a um interlocutor. Ou seja, a alguma pessoa com a qual a gente conversa. A ideia é expressar um chamado. O vocativo é acompanhado de uma pausa e, quando vem no interior de uma oração, deve vir acompanhado de vírgula. Exemplos: “Canta aí, Riachão!”, “Senhor, que horas são?”, “Não adianta disfarçar, professora, a gente já percebeu que a senhora está chorando”.

Cine PW: Sem Censura- Especial Acessibilidade

Oi, pessoal! Tudo bem? Hoje, a minha dica para o Cine PW é a edição especial do programa Sem Censura, da TV Brasil, cujo tema em destaque é a acessibilidade. A apresentadora Leda Nagle reúne pessoas que nasceram com limitações físicas ou sofreram acidentes que ocasionaram tal situação, bem como interessados pela causa. Durante o debate, os convidados refletem e discutem sobre políticas de inclusão no Brasil e em outros lugares do mundo.

O atleta paraolímpico Fernando Fernandes, o músico Marcelo Yuka, a arquiteta Silvana Cambiaghi (especialista em acessibilidade e autora do livro Desenho Universal), o consultor e especialista em acessibilidade, Marco Antonio Queiroz (criador dos sites Bengala Legal e Acessibilidade Legal), e a coordenadora do Projeto Cão-Guia de Cegos, Maria Lúcia Campos, falam sobre dificuldades e avanços acerca da temática. Mesmo o programa sendo de 2012, vale muito a pena conferir e tentar transformar a sociedade em que vivemos!

Cine PW: Pajerama

Salve, salve, galera!

Neste mês de abril, focamos nossas conversas nas questões que envolvem os povos indígenas, suas histórias, culturas e lutas. Foi um mês em que também compartilhamos conteúdos de autoria dos próprios indígenas, como textos, filmes e músicas. Além disso, contamos com o site temático “Culturas Indígenas”, que está disponível para consulta.

Hoje, vamos indicar um curta-metragem em 3D chamado “Pajerama”. Trata-se da obra do diretor e criador Leonardo Cardaval, cuja história ilustra o contraste do encontro entre a realidade de sociedades industriais com as culturas indígenas.

       Cartaz da animação

Cartaz da animação

Na trama, que dispensa diálogos, o protagonista é um jovem indígena que vivencia experiências atemporais, descontínuas e entrelaçadas. O jovem encontra em sua caminhada elementos que revelam o quanto o desenvolvimento industrial e o advento do “progresso” vulnerabiliza as sociedades indígenas, obrigando-os a mudarem suas formas tradicionais de habitarem no mundo.

O filme serve para refletirmos sobre o modo como a expansão do espaço urbano e o crescimento dos centros produtivos, latifundiários e industriais se impõem à memória, história e território desses povos.

Sabemos que, assim como o filme ilustra, nossos povos indígenas hoje são vitimados pelo “desenvolvimento” técnico e tecnológico das outras formas culturais de viver. Mas, sabemos também, que é possível promover formas de viver que priorizem o respeito e o direito à vida de cada cultura, sem extinguir ou sucumbir as outras.

Contamos com você nesta caminhada. Valeu e até a próxima conversa!

Fonte: Vimeo, Culturas Indígenas e Porta Curta

Cine PW: “Quem são eles?” e “Uma outra história”

Salve, salve, galera!

Este mês vamos dar atenção especial aos Povos Indígenas brasileiros com as postagens do Cine PW. Abordaremos, portanto, temas inerentes às causas indígenas da atualidade. Para começar, vamos ver e ouvir um pouco da história do Brasil de acordo com a visão da população que esteve aqui desde antes da chegada dos brancos portugueses: os nativos.

A série de dez videodocumentários chamada “Índios no Brasil” é uma produção do projeto Vídeo nas Aldeias – VNA, com cooperação da TVEscola, sob o comando de  Ailton Krenak,  indígena da etnia Krenak, situada no Vale do Rio Doce – MG.

A atividade é precursora na área de produção audiovisual indígena no Brasil e tem por objetivo “apoiar as lutas dos povos indígenas para fortalecer suas identidades e seus patrimônios territoriais e culturais, por meio de recursos audiovisuais”, além de possibilitar o intercâmbio inter-indígena através do compartilhamento das produções entre os povos indígenas acompanhados pelo VNA.

Começamos com o primeiro episódio, intitulado “Quem são eles?”. Ele é construído com base nos depoimentos de entrevistadas/os não-indígenas, destacando o que elas/es sabem da existência, da história e dos hábitos dos povos indígenas. No entanto, ao longo do vídeo, as/os entrevistadas/os deixam nítido a pouca informação e a controvérsia entre a história oficial e o que são os indígenas segundo eles próprios.

Assista ao “Quem são eles” aqui.

Geralmente, quando pesquisamos informações sobre a história do Brasil, constatamos que o indígena é tratado como um ser que parou no passado. Além disso, relacionado a atraso, preguiça e selvageria. Este episódio apresenta quem são e como vivem alguns povos indígenas no Brasil, tomando como foco a relação deles com os outros brasileiros. O documentário também contém depoimentos de pessoas dos povos Krenak, de Minas Gerais; Kaxinawá e Ashaninka , do Acre; Yanomami, de Roraima; Pankaruru, de Pernambuco e Kaingang, de Santa Catarina”, que conversam sobre o assunto.

A segunda indicação de hoje será o episódio cinco “Uma outra história”, confronta a história oficial da chegada e da forma de dominação dos portugueses sobres os povos nativos que já habitavam a terra encontrada. Ilustrando esta versão oficial com cenas do filme “O descobrimento do Brasil” (1936), de Humberto Mauro e, simultaneamente, apresenta os depoimentos de chefes indígenas sobre o mesmo fato histórico.

Assista ao “Uma outra história” aqui.

“A realidade indígena nos dias atuais é bem diferente do passado, da mesma forma que os tataranetos dos portugueses que chegaram com suas caravelas nesse solo não se vestem hoje da mesma maneira que seus avós. Nós, povos indígenas, possuímos vestimentas tradicionais próprias e grafismos com os quais fazemos pinturas corporais, mas nossa nudez ou não nudez não define ser indígena ou não-indígena. Toda cultura é dinâmica, está sempre em constante movimento, mudando e se adaptando dentre os séculos.” (ÍndioEduca).

Vale a pena conferir a versão dos povos indígenas sobre suas próprias histórias.  Aproveite para aprender um pouco mais e fazer o download do guia para professoras/es e estudantes no site do projeto  Vídeo nas Aldeias.

Boa sessão e até mais!

Fonte: Vídeo nas Aldeias, Índio Educa e Vimeo

Cine PW: Carolina Maria de Jesus

Olá, pessoal! Vamos fazer um Cine PW um pouco diferente hoje. Selecionamos três vídeos/documentários e convidamos você a conhecer uma mulher que viveu e adotou uma postura a frente de seu tempo, lutando por justiça social como pouc@s que já lutaram e ainda lutam Brasil afora: Carolina Maria de Jesus. Vamos lá?

Inquieta, explosiva, atrevida, petulante, corajosa, arredia e rebelde. Esses são alguns dos adjetivos que críticos e admiradores utilizam para descrever a personalidade autêntica de Carolina, escritora mineira, negra, favelada e de pouca escolaridade.

Bitita, como era chamada desde a infância, saiu de Sacramento-MG, cidade onde nasceu, tão logo sua mãe morrera, em direção a São Paulo, indo parar na favela de Canindé. A princípio, trabalhou como doméstica, mas logo precisou abrir mão desta forma de sobreviver, restando como alternativa catar resíduos descartados pelas ruas da cidade. Morou num barraco construído com materiais encontrados nas ruas, forma com a qual, por muitos anos, manteve a si e a seus três filhos – os quais criou sozinha por decisão própria, uma vez que não se sujeitava aos padrões sociais destinados às mulheres de sua época.

Apesar da pouca escolaridade, ela se interessava muito pelos papéis que recolhia (livros, jornais, revistas e cadernos) em meio a outros materiais.    Àqueles, em especial, dava destino específico: separava-os para suas leituras em busca de conhecimento e para os registros sobre sua vida, coisa que fazia sempre que sentia necessidade de escrever.


Carolina foi revelada pelo jornalista Audálio Dantas, quando este esteve em Canindé para uma reportagem sobre a ordem de desocupação em função da construção de uma rodovia. Já tendo conhecimento de quem era Carolina e sobre a obra dela, Dantas sugeriu à escritora que publicasse os seus registros. A princípio, ela resistiu, mas com o tempo aceitou a ideia.

Em “Quarto de despejo: diário de uma favelada” (1960), a escritora conta detalhes das angústias que os moradores de uma favela sentem e como a pobreza e o desespero podem levar pessoas boas a trair seus princípios, para assim conseguir comida para as suas famílias. O nome do livro foi inspirado numa fala da escritora: “Quando estou na cidade tenho a impressão que estou na sala de visita com seus lustres de cristais, seus tapetes de ‘viludo’, almofadas de ‘sitim’. E quando estou na favela tenho a impressão que sou um objeto fora de uso, digno de estar num quarto de despejo”.

A obra tornou-se um best seller dos anos 60 e 70, com tradução em treze idiomas e para mais de quarenta países. Além desta, produziu outras publicações: “Casa de Alvenaria” (1961) – inspirada no período em que, após o sucesso internacional, conquistou a casa própria onde viveu os últimos anos de sua vida; “Pedaços de fome” (1963) e ainda os livros póstumos Diário de Bitita (1986) e “Meu estranho diário” (1996). Ela também escreveu peças de teatro, poemas (abaixo) e canções, todos com temáticas relacionadas à sua vida miserável e seu sonho de tornar-se cantora e atriz.


Este ano, Carolina Maria de Jesus completaria seu centenário e hoje o Museu Afro Brasil, possui uma biblioteca cuja é Carolina Maria de Jesus e onde se encontra obras disponíveis para download. Para fim de homenageá-la, reconhecer e disseminar ainda mais sua importância para a história e para a literatura nacional, damos a essa célebre escritora dos favelados mais este espaço. Com o intuito é o de compartilhar com tod@s a história e as obras dela, segue abaixo o curta-metragem “O Papel e mar”, adaptação do diretor Luiz Antônio Pilar para a obra da autora que leva o mesmo nome. Apesar de sua célebre obra ter repercutido bastante, Carolina morreu como viveu: pobre.

“A tontura da fome é pior que a tontura do álcool. A tontura do álcool nos impele a cantar. Mas a da fome nos faz tremer. Percebi que é horrível só ter ar dentro do estômago.” Trecho de Quarto de Despejo.

Fontes:  A Cor da CulturaWikipedia, Labjor, Blogueiras Negras, Fundação Palmares.

Cine PW: Vida Maria

 

Salve, salve, galera!

Hoje retomaremos as indicações de filmes que incrementam nossas discussões. Entrando no clima do mês em que focamos temáticas ligadas a gêneros e sexualidades em nossas conversas, indicamos o curta-metragem “Vida Maria”. Em pouco mais de oito minutos de animação 3D, o diretor e idealizador do projeto, Márcio Ramos, consegue reproduzir resumidamente a triste realidade da vida sertaneja.

A produção, de 2006, conta a vida de Maria José, que é apresentada como uma figura representante de história repetitiva de todas as outras Marias de sua família – de geração em geração – cujas vidas apresentam-se num ciclo infinito. Numa realidade onde as chances de melhorar de vida são poucas. E a situação torna-se mais agravante para as meninas, pois as mesmas não transitam noutro universo que não seja o familiar.  Assim, Márcio consegue expressar a falta de condição de mudança de vida, para melhor, a que os sertanejos estão condicionados.

Na trama, Maria José é obrigada a largar o sonho de poder estudar – considerado “uma perda de tempo”- para auxiliar nos afazeres domésticos, priorizando assim o sustento familiar. Essa atitude a coloca nas mesmas condições das outras Marias que já existiram e das que ainda virão.

O curta-metragem é todo produzido em tecnologia 3D, contendo as personagens e cenários modelados com base na realidade do sertão cearense, no Nordeste brasileiro. Região onde uma boa qualidade de vida e o acesso às políticas públicas são escassos, como o acesso a educação.

O curta foi contemplado com mais de quarenta prêmios, entre eles: Prêmio Especial, no Anima Mundi ;  Melhor Filme Nordestino, no Curta-se – Festival;  Melhor Animação, no Tudo sobre Mulheres em 2007;  Melhor Filme no Entretodos – Festival de Curtas-Metragem de Direitos Humanos, em 2007.

O tema central possui muito de experiência pessoal do diretor Márcio Ramos. “A ideia de realizar um projeto pessoal que fosse mais duradouro surgiu em 2000, mas, sem tempo, tive de adiá-lo por alguns anos“, diz, uma vez que manteve adiado seu sonho de realizar um curta pelo volume de prioridades que assumiu.

Valeu, pessoal. Boa sessão e boa reflexão. Até mais!

Fontes: Porta Curtas, Youtube