A Arte Pop

pwpopart

Fig. 01

Sabe aquele aplicativo que edita sua foto em várias cópias menores e coloridas, ou que transforma seu rosto em um personagem de revista em quadrinhos cheia de pontos?

Você sabia que estes efeitos são baseados em um movimento artístico do pós-guerra, surgido entre as décadas de 1950 e 1960, chamado Pop Art?

Pois é. O movimento nasceu na Inglaterra e se popularizou principalmente nos Estados Unidos. Com o objetivo de repensar a arte moderna de um modo que ela atingisse a grande massa, um grupo de artistas ingleses fundou, em 1952, o Institute of Contemporary Arts (Londres). A intenção era agregar o maior número de público possível sem excluir ninguém.

E o que significa Pop Art? A tradução é arte popular, mas isso não quer dizer que era feita pelo povo. Fazia crítica ao consumismo e à sociedade de consumo, seu principal objetivo era aproximar a arte da vida comum. Torná-la popular, consumível, e de baixo custo. É uma arte jovem, espirituosa, sexy, chamativa, cheia de glamour e um grande negócio. Sempre fazendo critica à produção capitalista em massa, utilizando-se de signos massificados da indústria e do consumo. Revistas em quadrinhos, personalidades hollywoodianas e embalagens de produtos industrializados eram utilizadas como base nas criações dos artistas.

A grande sacada desse movimento foi chamar a atenção da população comum para um entendimento de arte, inspirado por elementos que não são compreendidos como arte. Gesso, tinta acrílica, poliéster, látex, produtos com cores intensas, fluorescentes, brilhantes e vibrantes, as obras eram criada a partir de imagens retiradas do seu contexto original e remexida, esticada, colada, duplicada, ampliada, se tornando um novo objeto , mas sem perder as características do original. A intenção era mostrar e até mesmo criticar as falhas do sistema de consumo compulsivo dos anos pós-guerra.

pop_art_sylia_by_botmaster2005

Fig.02

Ainda hoje estamos cercados por imaginário popular, o consumismo em massa, e do pensamento homogeneizado. A constante batalha entre o indivíduo e as instituições de consumo fez a continuação da Pop Art mais relevante do que nunca. O movimento evoluiu com o tempo e as mensagens são corajosas e vem se tornando mais ousadas do que nunca. Com a grande variedade de mídias, especialmente digitais, e com um alcance global maior, a arte pop atual inspira e incentiva o pensamento em consumidores modernos com a mesma energia contagiante, a pensar sobre como eles são afetados pelo entendimento da cultura e para reconhecer e manter a sua própria identidade contra todas as probabilidades consumistas.

 

 

Principais nomes: Andy Warhol, Roy Lichtenstein, James Rosenquist, Allen Jones, Peter Blake e Richard Hamilton.

Referências:

The Power of Pop Art

http://botmaster2005.deviantart.com/art/Pop-Art-Sylia-72511594

http://www.auladearte.com.br/#axzz43knMf4HW

Geize Gonçalves

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Protest Signs

Hello,folks! Stop now and read this text!

Vamos aprender algo diferente? Você sabe o que é o termo “protest signs”?protest

Fig. 1 http://www.wikihow.com/Make-Protest-Signs

A escrita, bem como a leitura,está incessantemente, em nossa vida cotidiana. Fazemos ainda, registros manuscritos, anotações, mas com a celeridade tecnológica, os textos deixaram de ser lineares, estáticos e se tornaram dinâmicos, interativos, hipertextuais. Passamos a fazê-los de formas variadas: digitalizados, impressos, fotografados,dentre outros. O diferencial está na intencionalidade da mensagem, ou seja, ela definirá que tipo de gênero. Não basta tão somente, a escrita do texto, é necessário colocá-lo em circulação. Os “protest signs” (cartazes de protesto) fazem parte de um gênero textual para a divulgação de um propósito como justiça social e ativismo que se apresenta ora manuscrito, ora digitalizado.

Recentemente no Brasil, presenciamos na mídia muitos protestos estudantis por melhorias na educação. Isso reflete que muitos estudantes e muitas pessoas têm assumido uma postura mais crítica e ética no tocante às questões sociais.

Vale destacar que, a depender das manifestações e de onde elas ocorram,é bastante comum que, os “protest signs”, sejam escritos em inglês, com a possibilidade de serem fotografados, divulgados e terem repercussão no mundo . Mas qual deve ser a linguagem, mesmo? Ela deve ser simples, clara e objetiva! O modo imperativo é bastante frequente, portanto, nesse tipo de mensagem. Aliás, vamos aprender sobre Imperative Form?

Here we go!

O modo imperativo na língua inglesa tem a função de dar uma ordem, fazer um pedido, fazer um apelo, dar um conselho, dar instruções dentre outros. Podemos utilizá-lo tanto na forma afirmativa quanto na negativa. Vejamos alguns exemplos:

O verbo na sua forma infinitiva é seguido da partícula “to”. Para a formação da frase afirmativa no modo imperativo é necessário, portanto, excluir o “to”.

Ex. To go / To be- Go ahead and be a good citizen!

To have- Have ethical!

To stop Stop human trafficking!

To speak – Speak in English during the class.

To give- Give me details about the exam.

Para a forma negativa é necessário usar o verbo auxiliar “do” com a partícula “not”. Dessa forma a frase pode ficar com : “Do not” ou na forma contraída “Don’t”.

Ex. Don’t pollute!

Don’t smoke!

Don’t argue!

Don’t walk on the grass!

Don’t be late for the class!

E aí? Muito fácil! Então … Keep calm and carry on! A propósito, você conhece essa frase? Sempre bom saber mais, não é mesmo?

keep calm

Fig.2 https://pt.wikipedia.org/wiki/Keep_Calm_and_Carry_On

Como você pode observar ela utiliza a forma imperativa! Não se trata de um cartaz de protesto,mas de um cartaz motivacional que serviu de inspiração para muitos outros, também escritos, no imperativo. Você sabe como ele surgiu? Foi durante a Segunda Guerra Mundial por incentivo do do Governo do Reino Unido no ano de 1939, caso os alemães invadissem a Inglaterra. Sua criação já virou domínio público. Ficou curioso? Quer saber mais? Read and improve your knowledge!

Mônica Mota

Professora da Rede Pública de Ensino da Bahia

Oxe! Forró é For all?

FOR-ALL-FORRO

Fig. 1: Ilustração feita por Josymar Alves

Oxente! É São João! Vou aquecer essa indagação no calor de uma fogueira, ao som da zabumba do Rei do Baião! Aliás, assim ele já cantava a composição de José Batista e Antônio Barros:

“ Reinado, coroa
Tudo isso o baião me deu
Estrelas de ouro
No meu chapéu
Roupa de couro e gibão
Como um milagre caído do céu…”

selo_luiz_gonzaga-02Fig.2 Selo produzido pelos Correios em homanagem a Luiz Gonzaga no ano de 2012

Mas, a propósito! De onde vem a expressão for all? Bem… muitos tentam explicá-la, até mesmo Geraldo Azevedo em sua canção “For All Para Todos”, mas a verdade é que, segundo a pseudoetimologia a palavra forró resultaria da expressão inglesa for all (para todos). Seria essa a explicação? Ficou curioso(a) para saber mais? Segundo estudiosos, é resultante da corruptela da palavra francesa faux-bourdo. De acordo com o gramático e filólogo Evanildo Bechara é a redução de “forrobodó” ou, simplesmente, forró. Originário das festividades europeias, acabou sendo incorporado à cultura brasileira na qual o Nordeste é sua maior manifestação.

De onde veio ou não, o que importa é que muito do nosso forró veio do Gonzagão! Aliás, você sabia dessa? Assista ao vídeo e confira:

E não há forró que se preze, sem ele. Portanto, convido a todos para fazer um retorno ao passado com o saudoso Luiz Gonzaga, “The King of Baião”. Enquanto aprendemos sobre a vida dele, vamos revisar o Simple Past (Regular Verbs) tempo verbal bastante utilizado na língua inglesa. Esse ícone da cultura nordestina cuja “Asa Branca” alçou voo ganhou versão em inglês com o Forro in the Dark / David Byrne. Busque o vídeo e tire suas conclusões!

Here we go!

A formação do Simple Past (Regular verbs) é muito simples. Vejamos algumas regras! É necessário acrescentar o ED ao final do verbo sempre que ele for regular na forma afirmativa. Essa é a regra geral!

Luiz Gonzaga learnED to play accordion at very early age.

The singer mentionED different rythms and musical fusions like xote, baião, xaxado and others.

Gonzaga recordED Baião in 1946.

Com os verbos terminados em “E”, acrescentamos apenas o “D” :

The King of Baião admireD his people and his culture.

He promoteD northeastern music throughout Brazil.

Luiz Gonzaga and Humberto Teixeira composeD “Asa Branca” in 1947.

The King of Baião receiveD the Shell prize for Brazilian Popular Music in 1984.

He died in 1989.

Remember! Para negar ou interrogar é necessário utilizar o verbo auxiliar DID e manter o verbo principal na sua forma original. Vejamos um exemplo na forma interrogativa!

Luiz Gonzaga createD a new style of Brazilian folk music.

DID Luiz Gonzaga create a new style of Brazilian folk music?

Então… So easy! Não é mesmo? Para aprender mais veja no nosso Ambiente Educacional Web, acessando o link:

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/4242

Well… Forró or For all, enjoy yourself! Porque sendo inglês, francês ou  português  o bom mesmo é a comemoração e : Viva São João!

 Mônica Mota

Professora da Rede Pública de Ensino da Bahia

Is Brazil Sunstainable?

DeforestationinBrazil

Fig. 1: Deforestation in Brazil

Olá!

Você sabia que grande parte do vocabulário da língua inglesa tem a mesma origem que as palavras do nosso português? Pois é. Na Idade Média, a Inglaterra falava francês e, por meio desse idioma, as palavras de origem latina foram incorporadas ao inglês que veio a ser falado, mais tarde, na região. É por essa razão que compreendemos muitas palavras, principalmente se o tema estiver ligado às ciências e termos técnicos.

Por exemplo, o que o texto abaixo comunica?

Environmental issues in Brazil

Environmental issues in Brazil include deforestation in the Amazon basin, illegal wildlife trade, illegal poaching, air and water pollution, land degradation and water pollution caused by mining activities, wetland degradation and severe oil spills, among others. As the home to approximately 13% of all known species, Brazil has one of the most diverse collections of flora and fauna on the planet. Impacts from agriculture and industrialization in the country threaten this biodiversity.
As a developing or newly industrialized nation, Brazil is notable for taking a lead in environmentally friendly initiatives. In the field of biofuels, Brazil is the second-largest producer of ethanol in the world. It is also home to two sustainable cities. Nevertheless, environmental issues remain a major concern in Brazil.

In Wikipedia, the free encyclopedia

Sem muito esforço, é possível reconhecer muitas palavras, apenas passando os olhos pelo texto. Eu pus algumas em negrito, para facilitar. Assim, sem recorrer ao dicionário, dá até pra descobrir o que significa a palavra environmental. Muito bem! Ambiental! O contexto ajuda a compreender as demais palavras. Desse modo, conseguimos captar o sentido do título que está tratando das questões ambientais no Brasil. Acertou?

Com a competência que temos de falantes nativos do português, podemos transferir para outras línguas o que já sabemos do funcionamento da nossa. É assim que percebemos que as palavras deforestation, pollution, degradation, nation e industrialization têm o mesmo sufixo e que este equivale ao nosso -ção. Percebemos que o sufixo -ty da palavra biodiversity é o mesmo que está em city, necessity e sustainability, equivalendo ao nosso -dade. Já o sufixo -ly, das palavras approximately, environmentally e friendly, transforma tudo em advérbio, do mesmo modo que o nosso -mente.

Em meio a tantas notícias ruins sobre o Brasil, recentemente, pelo menos o texto em inglês da Wikipédia fala que lideramos em environmentally friendly initiatives. E aí? Você arrisca a tradução? Ou compreender já é o bastante?

Agora, se ficou muito curios@, copie e cole o texto no tradutor online de sua preferência e confira o quanto você acertou sobre essas iniciativas ambientalmente amigáveis, que ainda precisam avançar (ou serem, de fato, adotadas) no Brasil.

Abraços,

Geraldo Seara

Professor da Rede Estadual de Ensino da Bahia

Labor or Labour?

Hey everyone! Vamos bater um papo meio portuglês?

Por sermos espertos, sabemos que existem diferentes formas de se expressar e de dizer as coisas em inglês e em português. Bem, estamos no mês temático do trabalho e,diferentemente, do Brasil o Labor Day é comemorado em outra data em alguns países que têm o inglês como idioma oficial. Para abordar a temática,vamos aprender algumas expressões do universo laboral e ampliar o nosso vocabulário, tão necessário para a aquisição de um novo idioma. Mas, à propósito, o correto é labor ou labour ? Em verdade, ambos estão corretos, pois a primeira forma trata-se da grafia do inglês americano enquanto que a segunda trata-se do inglês britânico. Para aquecer a nossa discussão sobre o mundo do trabalho, vamos assistir ao vídeo no nosso Ambiente Educacional Web que apresenta o uso do inglês no ambiente de trabalho.

print

As palavras job, work e career significam a mesma coisa? No! Job(emprego) é um substantivo incontável e refere-se a uma atividade regular na qual recebemos um salary (salário). Vejamos algumas expressões formadas pelo substantivo job:

Full-time job:40hr/wk (refere-se à carga horária de 40 horas de trabalho semanal);

Part-time job:25hr/wk (refere-se à carga horária de meio turno)

Job hunt (refere-se à expressão “procurar um emprego”)

Applying for a job (refere-se à aplicação do currículo em uma empresa)

Já a palavra work (trabalho) trata-se de um substantivo incontável ou um verbo; é mais geral e pode utilizar nos seguintes exemplos :

I work with special pupils.( Eu trabalho com alunos especiais.)

I start work at 8:00 o’clock.( Eu começo a tabalhar às oito horas.)

Sejamos sinceros! Para quem é do tipo hard-working (esforçado(a)) ou workaholic(viciado(a) em trabalho) depois de tanta overtime (hora extra),quem não gosta de um day off( dia de folga)? Mas o melhor mesmo é trabalharmos em teamwork(equipe) e termos amistosos co-workers( colegas de trabalho), não é mesmo?

1TW-around-table

Fig. 1: Trabalho em equipe.

Quanto ao substantivo career (carreira) pode ser compreendido como uma sequência de trabalhos relacionados comumente dentre de um mesmo setor ou empresa.

Bem…Ante o atual cenário nacional não poderíamos deixar de pontuar essas palavras no mundo do trabalho:

Employment (emprego)

Unemployment (desemprego)

Out of a job : desempregado

See you later and have a good job!

Referências:

Disponível em: <http://cursodeingles.uol.com.br/artigos/dicas/as-frases-indispensaveis-para-falar-sobre-o-seu-trabalho-em-ingles/#rmcl>. Acesso em: 03 de abr. 2016.

Disponível em: <http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2015/04/10/1123057/14-expresses-ingles-usadas-area-negocios.html >. Acesso em 03 de mai. 2016.

Mônica Mota
Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

 

Línguas, Pra Que Te Quero?

placatrilingueabaete2

Fig. 1: Placa trilingue no Abaeté, em Salvador. Foto: Nildson B. Veloso

Olá! Você conhece os benefícios de aprender outros idiomas? Você sabia que as línguas, além de  facilitarem a comunicação com pessoas de diferentes nacionalidades e suas culturas, contribuem também para o crescimento do cérebro? Segundo estudos neurológicos mais recentes, estudar línguas deixa o cérebro em forma, além de atrasar os sintomas de Alzheimer!

Do ponto de vista pedagógico, por acessar muitas outras culturas,  podemos aprender mais sobre nós mesmos, enquanto povo, devendo ser este, também, o foco da aprendizagem. Além do código linguístico, devemos também atentar para o discurso que vem embutido nos livros, vídeos, excertos, etc. São modos de viver, de ser e de pensar próprios de cada cultura, que podem ser absorvidos, muitas vezes, sem a devida reflexão. Compreendo a aquisição de uma língua estrangeira, também, como possibilidade de falarmos de nós mesmos, para o mundo, diretamente, sem a intervenção de um tradutor.

Em reunião realizada com secretários de Educação, novembro passado, para se tratar da língua estrangeira em nossas escolas, a opinião de um estudante que trabalhava de garçom foi ouvida. Ele disse: “Vocês são as pessoas que estão escolhendo o futuro dos nossos filhos. A maioria das empresas não é gerenciada por brasileiros. Como vou tratar com um gerente se não falamos a mesma língua? Como vou mandar meu filho estudar fora se ele não fala inglês? E não posso ir junto, porque não falo […]. E se for esse inglês que está hoje na sala de aula, pode tirar, porque ninguém sai falando nada”. O evento ocorreu no Amapá, estado próximo às Guianas. Leia a reportagem completa.

Sobre esse lugar do estudo de línguas no mundo, podemos fazer comparações. Enquanto os Estados-Membros da União Europeia incentivam o multilinguismo,  com fluência em pelo menos duas línguas estrangeiras, aqui no Brasil aprendemos a nos conformar com o uso de um único idioma, embora sejamos consumidores de bens culturais e de outras naturezas importados de várias nações e línguas. Digo “aprendemos”, porque isso tem sido “ensinado”, ao longo do tempo, através de frases prontas repetidas à exaustão e de atitudes que não só atrapalham, como também nos desmotivam, resultando no quadro que temos que, inclusive, é mencionado nos PCNs para as Linguagens. Veja aqui a decisão da União Europeia sobre a necessidade de que seus cidadãos sejam multilíngues.

Como início de uma reflexão sobre esse assunto, sugiro o vídeo abaixo, intitulado Línguas pra quê? Na simulação de uma situação real, o vídeo sugere outros papéis para as línguas estrangeiras, para além do punhado de regras e tolas repetições.

E você? Qual a sua opinião sobre esse assunto como estudante e/ou como professor? Poste aqui seu comentário.

Geraldo Seara

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia 

Parabéns, Salvador!

PW-salvador-CAPA-FACE-2016

Fig.1:Josymar Alves

Tudo começou quando Tomé de Souza aqui chegou

e no Porto da Barra desembarcou

Rei de Portugal governador-geral o nomeou

e do espaço geográfico se apossou

Que beleza! Aqui a fez “cidade-fortaleza”

Muitos índios, portugueses encontraram e, durante séculos

marcam presença, são os Tupinambás de Olivença

símbolo de luta e resistência

Eis Salvador, construída com muito labor

Ótima localização, a exportação impulsionou

os escravos que aqui aportaram muito cultivaram

do açúcar, fumo, algodão, criação de gado o Recôncavo era a região

Boa não era a situação, pois havia exploração

Poeta baiano quis acabar com a escravidão

morreu com pouca idade

mas com muita sensibilidade a essa gente falou

Castro Alves, “Poeta dos Escravos”, alguém o nomeou

Oh, Salvador, muita história e muita dor

na ladeira do Pelô muito escravo chorou

da capoeira ao chicote, povo forte

que desce e sobe ladeiras

assim faziam as lavadeiras

com  tanto encanto e tanta fé de buzu ou a pé

da Praça da Sé ao Abaeté

Na capital baiana, muita baiana tem

com seus quitutes no tabuleiro, pé de moleque ou acarajé

em cada esquina seu cheiro

todo mundo bem quente quer, na pimenta-de-cheiro

Olodum no baticum e a Timbalada comanda a balada

Cidade up and down, terra do famoso Brown, abriga festa sem igual

We are Carnaval, caldeirão musical

Como já dizia Ubaldo Ribeiro, na Bahia de meu Deus

que muito divulgou esse povo brasileiro

Lido e admirado também foi Jorge Amado

escritor de “prestígio” no estrangeiro

Soteropolitano, soteropolitana

Não só de coco e acarajé vive essa gente de fé

Terra quente, que aquece o coração dessa gente

Cidade de mar e sol no Farol, um convite ao pôr do sol

História de um povo merece atenção

reconhecer a identidade, assim fez a Unesco

parte de Salvador: Patrimônio da Humanidade

Rede Anísio veio avisar, seja escritor, agricultor ou professor

aqui moram tantos em Salvador que 2016, mais um ano fez!

Mônica Mota

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino