Qual é a do Black?

Empoderamento, resistência e consciência.

Atualmente, nos corredores das escolas, encontramos vários alunos, alunas e professores que decidiram assumir seus cabelos naturais. Cachos de todos os tamanhos, volumes e comprimentos desfilam um poder que transcende a simples beleza estética. Preferir o uso dos cabelos naturais é um encontro com a identidade.

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Fig. 01 – Imagem: Peterson Azevedo

Mas será que é por isso mesmo que eles estão aderindo a esse visual natural?

Bom, pode até começar como uma modinha, mas se transforma em algo muito maior. A partir do momento que esses jovens aceitam suas madeixas, começa um processo de autoconhecimento, fortalecendo  a construção de padrões estéticos próprios e desconstruindo os valores estéticos ocidentais. Eles passam a perceber que a discriminação não se dá apenas por palavras, se dá também pela não aceitação de um fenótipo. Talvez, partindo desse ponto, esses indivíduos busquem compreender acontecimentos sociais e juntem-se a outros na luta pelo combate à discriminação e ao racismo.

Pensando bem, aproveitar(-se de) um artifício estético para protestar não é novo. Nos anos 60, o uso do cabelo afro ganhou força com o movimento Black Power,  usado como ferramenta de afirmação   na luta pelos direitos civis. Na época, as mulheres, principalmente, decidiram deixar de alisar os cabelos e saíram às ruas ostentando seus cabelos naturais, causando um desconforto e espanto na comunidade branca. Naquela época, usar o Black era o mesmo que soltar os grilhões do período da escravatura, impor respeito. Foi neste período que sujeitos como Martin Luther King, Malcolm X ganharam voz, ambos revolucionários em suas ações em prol da causa dos negros e dos direitos civis, atuando de formas diferente nos EUA. Outro movimento foi o dos Panteras Negras (Black Panther) em 1966, eles participaram de uma importante parte no movimento dos direitos civis. Os Panteras Negras tinham uma postura mais violenta. porém todos estes sujeitos tinham  um desejo em comum: igualdade.

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Fig.02

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Fig.03

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A palavra é empoderamento. Ela está em alta, mas o que é isso mesmo? É ser livre, se reconhecer como é, e aceitar a sua ancestralidade sem pressão dos ditos padrões estéticos infligidos. Reconhecer seus traços largos, e a estruturas dos fios de um cabelo crespo.

 

Sabemos que a valorização do afrodescendente é uma luta constante, mas o nosso país é muito plural e teremos  ,inevitavelmente, que lidar com essas questões. A estética negra é um instrumento de reconhecimento, conquista,  consciência, resistência.

https://oprofessorweb.wordpress.com/2015/11/05/amanha-e-dia-de-branco/

https://oprofessorweb.wordpress.com/2011/11/11/mes-da-consciencia-negra-a-festa-da-resistencia/

Geize Gonçalves

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

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Pluralidade Cultural: manifestações das partes do todo e do todo em diferenças fenotípicas

Olá, pessoal!

Vamos bater um papo sobre pluralidade cultural, mas antes, vamos pensar sobre as manifestações culturais que se apresentam de forma plural tanto na cultura brasileira assim como entre os povos do mundo. E mais do que isso, vamos estabelecer uma relação desse pluralismo cultural brasileiro e mundial tais como, por exemplo, as manifestações culturais africanas ou japonesas com a pluralidade fenótica que se manifesta em alguns povos do mundo. Assim como são perceptíveis as diferenças entre o modo de cultura desenvolvida entre africanos e japoneses, também existem especificidades nas manifestações fenotípicas que acontece dentro da nossa espécie.

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                                            Fonte: Wikipédia

Isso que dizer que todos nós mesmos pertencentes à mesma espécie Homo sapiens sapiens, apresentamos manifestações fenotípicas diferenciadas tais como cor de pele, cor de olhos, cor dos cabelos, tipagem sanguínea ainda que descendentes do mesmo pai e mesma mãe.

Ainda, é possível, encontrar características determinadas geneticamente em um grupo de pessoas da população mundial que só são encontradas em uma área geográfica como, por exemplo, o formato dos olhos dos orientais, facilmente percebidos, ao apresentarem “olhos puxadinhos” muito comuns nas pessoas do continente asiático.

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                                                   Fonte: Wikipedia

Tais manifestações acontecem devido à presença e ativação de um gene poll que manifesta uma característica fenotípica numa determinada área geográfica compondo o padrão genético fenotípico de determinada característica para as gerações futuras dessa parcela da população.

Então, está valendo a valorização sejam das manifestações culturais assim como as diferenças que nossos corpos podem apresentar, o que conta mesmo é o respeito a cada uma de nossas características assim como das manisfestações culturais de cada povo. A escola é um espaço para essa troca de ideia, valeu. Educar para a convivência na diversidade, promovendo reflexões sobre os elementos que dão origem aos estereótipos e preconceitos sociais, antropológicos, linguísticos, raciais e de orientação sexual.

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                                                  Fonte: Diversides: Fenotípica –AEW

Assista ainda, no Ambiente Educacional Web:

Diversidade Cultural:

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/emitec/disciplinas/exibir/id/2470

Diversidade Sexual

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/3329
Saiba mais:

http://biologiaconcursos.blogspot.com.br/2009/12/gene-pool.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/Fundo_gen%C3%A9tico

Ana Cristina Rangel

Professora de Biologia da Rede de Ensino da Bahia