20 de Novembro: “Eu sou negão/Eu sou negão/Meu coração/É a liberdade!”

Ter o 20 de novembro

como data oficial

é uma forma de luta

já em nível nacional,

daqueles que, com amargura,

sofrem em bela pele escura

discriminação racial.

[…]

Que as várias etnias

convivam em fraternidade,

a beleza do país

está na diversidade;

convivamos como iguais,

mas que o negro jamais

perca a sua identidade”.

Oi,  pessoal!

Somos todos da mesma espécie! Somos todos iguais! Somos todos negros!

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Fonte: www.rizomas.net/

Vou falar do legado histórico de uma pessoa que nasceu na mesma cidade em que eu nasci. Foi em União dos Palmares, cidade localizada no interior de Alagoas, sinônimo de “União, Luta, Liberdade, Resistência e Enfretamento” devido a Zumbi dos Palmares, o mais legítimo guerreiro de resistência negra que nasceu na Serra da Barriga. Desde, 1985, o local foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

serra da barriga

Fonte: http://serradabarriga.palmares.gov.br/?

Você sabia da existência do Parque Memorial Quilombo dos Palmares?

Parque Memorial Quilombo dos Palmares, é o primeiro e único parque temático sobre cultura negra do país que recria o ambiente da República dos Palmares – o maior, mais duradouro e mais organizado quilombo já implantado nas Américas.

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Quem desejar vivenciar essa experiência de viajar pelo conhecimento dos aspectos socioculturais do movimento de resistência negra precisa conhecer o Memorial Quilombo dos Palmares.

Ei, galera, é possível fazer um passeio virtual pela afro-brasilidade no site do parque,  com circuitos descritivos da recriação dos ambientes.

passeio virtual

Fonte: www.serradabarriga.palmares.gov.br/?page_id=553

Tenho muito orgulho de ter nascido lá; não porque é a cidade do meu nascimento simplesmente, mas por ter um herói de verdade como conterrâneo cuja luta e legado nos inspira até hoje como exemplo de resistência às desigualdades.

No dia 20 de novembro, celebra-se o aniversário da morte de Zumbi dos Palmares como registro do legado histórico e cultural para o Brasil e faz menção à Consciência Negra, a fim de ressaltar as dificuldades que os negros passam há séculos como lembrança de quanto os negros sofreram, desde a Colonização do Brasil, suas lutas e suas conquistas. Mas também serve para homenagear àqueles que lutaram pelos direitos da etnia e de seus principais feitos.

” Acima de sermos negros, brancos, árabes, judeus, americanos, somos uma única espécie. Quem almeja ver dias felizes, precisa aprender a amar a sua espécie (…) Se você amar profundamente a espécie humana, estará contribuindo para provocar a maior revolução social da história.”

Augusto Cury

 

Referências:

ALENCAR, Nezite. Afro-Brasil em Cordel. Ed. Paullus.

Ver em: Afro-Brasil em Cordel, de Nezite Alencar,

http://serradabarriga.palmares.gov.br/?page_id=10.16/11/2015

http://serradabarriga.palmares.gov.br/?page_id=553.16/11/2015

http://serradabarriga.palmares.gov.br/16/11/2015

Versos do título: música Eu sou negão, de Gerônimo.

 

Ana Cristina Mateus Rangel

Professora de Biologia da Rede Pública Estadual da Bahia

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AFRObetizando: abadá ou abatá?

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Imagem: http://outraspalavras.net

Axé, mano!

? Calma, xará! Falta pouco! Carnaval está chegando! A propósito, já comprou seu abadá? Nem só de português vive o português! Se você é tagarela, então vamos bater um papo! Você sabia que, muito do que falamos tem sua origem em línguas africanas e falamos “africanglês”? Talvez, nem precise andar com um dicionário na mochila!

Pra ninguém mangar de você e achar que você é um babaca, é melhor se informar! E se alguém te chamar de dengoso, ligue não! Só não dê uma de nenê! Você não precisa mais de nenhuma babá. Também não vale xingar, ficar ranzinza ou se encher de cachaça!

Anda meio borocoxô? Está com calundu porque não achou ainda um xodó? Fique não! Precisa de um cafuné? Pare de dengo! Está com fome? Prefere quiabo, maxixe ou jiló? Quer farofa, canjica ou mungunzá ? Humm! Um acarajé fritinho num dendê virgem vai bem. Tem que comer, senão fica com cara de zumbi! Pra não ficar zonzo com tanta indagação, vai aqui uma informação.

Lá no cafundó da África, no Quênia, uma ONG chamada “Ocean Sole”, situada em Nairóbi, as pessoas estão colocando a mão na massa, ou melhor, na água. Elas recolhem abatás, quer dizer, chinelos e outros materiais abandonados no mar. O volume desses objetos nas águas as transformam em verdadeiros “ Oceanos de Plástico” e provocam catástrofes à vida de aves e animais marinhos. Os objetos são transformados em brinquedos e peças gigantes de decoração que já conquistaram vários lugares no mundo, como em zoológicos, parques e lojas. Além de limpar as praias, o projeto impulsiona o desenvolvimento econômico e local da região. Para mais informações, assista ao vídeo em: https://www.youtube.com/watch?v=OzHUwmrOpFE.

chinelos

Captura de tela do site www.feac.org.br. Acesso em 19/11/2015.

Mas, tem novidade por aqui! O Novembro é Negro e o colorido vem Bahia. Outra iniciativa, ecologicamente correta, são os livros de plástico. A coleção “Eu Vim da Bahia”, lançada recentemente, reúne seis livros ilustrados com celebridades baianas. Feitos de embalagens de chocolate e salgadinho pós-consumo que, segundo idealizadores, a impressão consome 20% menos de tinta e não rasga. No tema educação, o homenageado foi Anísio Teixeira . Sem lenga-lenga, a cultura afrobaiana foi também homenageada na pessoa de Tia Ciata, figura ilustre da nossa cultura. Assista ao vídeo no nosso portal: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/2642. Essa sambista deixou o seu legado: num batuque de um samba, caia… caia na gandaia!

Um muxongo !

Para mais informações, acesse:

http://www.brasil.gov.br/cultura/2014/11/linguas-africanas-exercem-influencia-direta-no-portugues

http://resgatedenossasraizes.blogspot.com.br/2008/11/frica-est-em-nosso-portugus-palavras-de.html

Mônica Mota

Professora da Rede Pública de Ensino da Bahia

 

Amanhã é dia de branco?

Era uma vez… Veja o que ele fez. Ou melhor, o que ainda faz! Inicio aqui minha provocação: será que não vivemos o apartheid social no nosso estado, no nosso país?

Para começo de conversa, o apartheid é uma palavra oriunda do africânder apartheid, que significa “separação” em africano.

Apartheid foi um regime segregacionista e separatista da África do Sul, que deixou marcas ao longo da história. Ele negava, rigorosamente, os direitos sociais, econômicos e políticos dos negros, que eram controlados por uma minoria branca de europeus ( holandeses e ingleses). O regime vigorou até 1994. Um dos principais ícones na luta contra o apartheid foi Nelson Mandela.

No Brasil, muito se lutou e se luta pelos direitos e oportunidades para uma significativa parte da população negra, que muito contribuiu e contribui para nação. Essa luta jamais parou! Esta é a grande verdade. O 20 de Novembro homenageia o dia da morte de Zumbi, herói nacional que lutou ao lado de sua esposa, Dandara, pela resistência à escravidão. Mais conhecido como Dia da Consciência Negra . A data reacende o debate para lembrar que ações afirmativas precisam ser feitas e que, em muitos aspectos, vive-se ainda o apartheid social.

Não adianta maquiar os números ou falsear uma realidade! No Brasil, infelizmente, as políticas públicas para os negros se mostram insuficientes. A população negra enfrenta disparidades sociais, discriminação e negligência dos seus direitos e oportunidades, por apresentar baixa relevância na esfera política.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), pesquisa apresentada pelo Censo, mostra que o maior número da população negra está na região Nordeste, principalmente na Bahia. Salvador, considerada “ Roma Negra”, é a cidade brasileira como maior número de negros. Contudo, vale pontuar que não importa somente apontar dados; mas, sobretudo, revelar que é preciso, em qualquer canto desse país, fazer valer o direito de cada um deles. No Brasil, a campanha “Jovem Negro Vivo” aponta que é o país onde mais se mata no mundo e que 77% dos homicídios correspondem aos jovens negros. Assista ao vídeo e confira maiores informações sobre o tema.


Vale lembrar que muitos são os segmentos que movimentam a temática, reivindicam e lideram as lutas antirracistas, como os movimentos Black is beautiful e Black Power, que influenciaram a música. Elis Regina cantou  o negro na canção:  Black is beautiful, de autoria Sérgio e Marcos Vale. A música causou polêmica na década de 70 do século passado pois, segundo a crítica, evoca a supremacia de uma raça em detrimento da outra.

Black is beautiful, black is beautiful

Black beauty so peaceful

I wanna a black I wanna a beautiful

O Black is beautiful foi um movimento cultural iniciado nos Estados Unidos, que se espalhou por outros lugares do mundo e que evocou diferentes artistas, inclusive brasileiros, à temática do orgulho negro.

A Banda Olodum , fundada em 1979, ganhou destaque nacional e internacional por representar de forma cultural e política suas raízes africanas, além de participar de movimentos contra o racismo.

Muitos são os movimentos que buscam o fortalecimento e a promoção aos direitos raciais. Dentre eles, que tem conquistado muitas pessoas, é o “Cacheando em Salvador”,  que revela o sentido político e estético de valorização ao sentimento de pertença aos cabelos crespos.

A expressão Black Power é utilizada, erroneamente, para fazer referência tão-somente ao estilo de cabelo sem conhecer, portanto, toda finalidade política por trás. Na verdade, refere-se ao movimento negro ocorrido na parte ocidental, principalmente, nos Estados Unidos, de reafirmação aos interesses dos negros. Infinitos são os exemplos de palavras ou expressões utilizadas de forma equivocada ou com tom pejorativo que, muitas vezes, depreciam ou evidenciam o preconceito na nossa cultura.

É bem verdade que, qualquer tentativa de mudança não deve, tão-somente, está limitada à língua, mas a todo um conjunto de ações que levem a iniciativas positivas de mudança. Porque ontem, hoje e amanhã são dias de todos!

Veja e confira os estados e municípios que aderiram ao feriado.

Mônica Mota– Professora da Rede Pública de Ensino do Estado da Bahia

Professor? Presente!

Dia 15 de outubro é Dia do Professor. Diferente de tantas outras datas, felizmente, não se presta ao comércio e deve servir, ao menos, à reflexão sobre a situação atual desta categoria, tão importante em toda e qualquer sociedade. No Brasil, somos mais de 2 milhões unidos pela crença no poder transformador da educação. Não nos paralisa a ideia freudiana de que “governar, educar e psicanalisar” são tarefas impossíveis. Somos, sobretudo, persistentes, corajosos.

Professora Janice Nicolin, uma das participantes do quadro

Professora Janice Nicolin, uma das participantes do quadro “Ser Professor”, do programa “Intervalo”. Link do episódio: ambiente.educacao.ba.gov.br

Se pensássemos em um presente para o professor, tal como em cada tempo pensamos para pais, mães, crianças, avós, namorados ou namoradas, certamente pensaríamos na valorização do trabalho docente como o presente mais urgente, presente que iria satisfazer professores e, como consequência, todos que usufruem de seu trabalho. Afinal, num cálculo simples, concluiremos que ao longo da carreira de vinte ou trinta anos de um professor, passam por suas salas e suas aulas mais de mil crianças e jovens. Talvez esteja aí a sua melhor condição de trabalhar e transformar, pois alunos nunca lhes faltarão. Tudo o mais, no entanto, ainda falta.

A desvalorização do magistério é vista no tratamento que o professor recebe do poder público e da sociedade de um modo geral. Um e outro parecem crer que ensinar é uma tarefa simples, que depende apenas de boa vontade e vocação.

A formação de um professor deve remeter à sua inserção numa prática socialmente ativa. Não somos e não podemos ser meros executores de decisões alheias, mas podemos insistir na possibilidade de produzir novos conhecimentos para a teoria e a prática de ensinar. 

Professora Ródnei Souza , outro participante do quadro

Professor Ródnei Souza , outro participante do quadro “Ser Professor”, do programa “Intervalo”. Link do episódio: ambiente.educacao.ba.gov.br

Estamos cientes de que educação é um dos dispositivos que mais colabora para o desenvolvimento de um país e que a qualidade dela, por sua vez, depende, em grande parte, de valorização da docência. Melhoria dos salários, condições adequadas de trabalho e atenção à formação profissional, inicial ou continuada, mantem-se em pauta para discussão. A realidade que temos hoje não colabora suficientemente para que os alunos tenham sucesso nas aprendizagens, se desenvolvam como pessoas e, principalmente, participem como cidadãos num mundo cada vez mais exigente, sob todos os aspectos.

Se é novo o contexto social em que a escola está inserida, é igualmente novo e ainda mais desafiador o papel do professor. Assim é preciso dizer que professores ou professoras como Doras (do filme Central do Brasil, 1998) ou como aquelas dos relatos das escolas “de antigamente” não têm a possibilidade de sustentar, com a velha didática e o velho manejo, a educação que necessitamos agora.

Qual presente, então, dar aos professores, neste 15 de outubro?

…uma parcela daquele reconhecimento e respeito social das professoras (…) do meu tempo de Infância.

(Fernanda Montenegro, em discurso ao ser homenageada por sua indicação ao Oscar de melhor atriz estrangeira, com Central do Brasil)

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Uma pátria que dignifique, realmente, o valor social do professor.

(Mônica Mota, professora da Rede Pública de Ensino da Bahia)

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Eu daria o que todos tanto pedem: respeito. Simplesmente.

(Raulino Junior, professor da Rede Pública de Ensino da Bahia)

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Redução da carga horária e da quantidade de turmas. Vinte horas em sala e outras vinte para pesquisar, assistir a vídeos, ler, planejar boas aulas.

(Marilu Dantas, professora da Rede Pública de Ensino da Bahia)

Em muitas outras vozes ouviríamos o mesmo pedido: que a valorização do nosso trabalho seja presente, em cada um dos nossos dias!

Lilia Rezende

Pedagoga, professora da Rede Pública de Ensino da Bahia

Anjo Docente

 

nunca vi teu rosto
nem sei teu nome
tua função é minha vida

percebo tua presença,
força inesgotável
tu voas sobre mim

tuas asas poderosas
transparência infinita
plumado cobertor

tua sina perigosa,
louca, desmedida
proteção de pecador

Marcus Leone

Professor da Rede Pública de Ensino da Bahia

 

 

De Repente…Estudante

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O PW, minha gente

Está aqui pra celebrar

Esse Dia do Estudante

E de quem gosta de estudar

 

Se você é um cabra esperto

Ou uma moça de responsa

Vai ouvir a minha dica

E me dá a sua confiança

 

Para entender o mundo

Não ficar cheio de muros

Estudar é importante

Pois nos deixa a par de tudo

 

Quem não foi, ainda vai ser

E quem sabe bem como é

Quem estuda, vai além

Pode ser o que quiser

 

Hoje é um dia bom

Dia de comemorar

Bate palmas pra essa gente

Que nasceu foi pra brilhar

 

Se você é estudante

Saiba logo, desde já

Nossa equipe se esforça

Pra poder te agradar

 

O PW, minha gente

Está aqui pra celebrar

Esse Dia do Estudante

E de quem gosta de estudar

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Raulino Júnior

Professor da Rede Pública de Ensino da Bahia

 

2 DE JULHO

Olá, galera esperta!

O mês de julho está prestes a começar e com ele vem um dos dias mais importantes na construção da independência do Brasil. Mais que isso, as histórias que envolvem o 2 de julho mostram personagens que fizeram trajetórias marcantes na historicidade da Bahia, e que reflete no imaginário coletivo do povo baiano.

Com a chegada do general português Madeira de Melo, em fevereiro de 1822, a câmara de Salvador é fechada. Com isso, a tropa brasileira se refugia no Convento da Lapa, que fica no atual bairro de Nazaré. Surge então nessa história, a sóror Joana Angélica, que acolheu esses refugiados e por isso foi morta pelos soldados lusitanos com golpes de baioneta. Nesse momento, outros lugares conhecidos de Salvador são invadidos pelos portugueses, como o Forte de São Pedro, o quartel da Mouraria e o Convento da Palma.

Captura de tela - 29-06-2015 - 14:05:15

Com tamanha repressão, parte da população de Salvador foge para a cidade de Cachoeira, formando alguns grupos de resistência. Sabendo disso, o general Madeira de Melo começa uma batalha fechando o porto de Cachoeira com uma escuna. Nesse período, é travado muitos conflitos que finalmente culminou na vitória dos brasileros.

Captura de tela - 29-06-2015 - 14:09:42

A ilha de Itaparica também foi palco de lutas contra os portugueses. Mas foi na batalha de Pirajá que a independência da Bahia começa a solidificar. A tropa brasileira se espalha pela cidade, mas precisamente nos bairros de Brotas, Cabula, Graça, Resgate, Vitória e Ubaranas (atual região do Nordeste e Amaralina). E o maior conflito acontece quando os lusitanos desembarcam em Plataforma e Itacaranha e encontram os soldados brasileiros em Pirajá. Estima-se a participação de 5 mil homens nesse encontro.

Captura de tela - 29-06-2015 - 14:11:21

Outros personagens são importantes nessa história, como Maria Quitéria e Maria Felipa, mulheres que participaram ativamente na resistência brasileira contra as tropas portuguesas.

Em junho, as tropas brasileiras, depois de 6 meses em Pirajá, começam a libertar as povoações de Brotas, Rio Vermelho, Pituba e Itapuã. E no dia 2 de julho, os batalhões brasileiros saem marchando do quartel de Pirajá até o centro de Salvador, passando pela Liberdade e se encontrando com tropas que vinham da Armação e Rio Vermelho. Depois disso, ocupam o Forte da Gamboa, o quartel da Pólvora, a Casa da Pólvora e o Forte de São Pedro.

Em 1824, o famoso cortejo de 2 de Julho acontece pela primeira vez. Para simbolizar a vitória brasileira nesse importante evento, é colocado um mestiço em cima de uma carreta que antes pertencia aos portugueses. Dois anos depois, o mestiço foi substituído por uma escultura do caboclo.

A TV Anísio Teixeira, através do quadro “Histórias da Bahia”, explica esse momento histórico da Bahia.

Captura de tela - 29-06-2015 - 14:17:15

Confira: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/3774