Professor? Presente!

Dia 15 de outubro é Dia do Professor. Diferente de tantas outras datas, felizmente, não se presta ao comércio e deve servir, ao menos, à reflexão sobre a situação atual desta categoria, tão importante em toda e qualquer sociedade. No Brasil, somos mais de 2 milhões unidos pela crença no poder transformador da educação. Não nos paralisa a ideia freudiana de que “governar, educar e psicanalisar” são tarefas impossíveis. Somos, sobretudo, persistentes, corajosos.

Professora Janice Nicolin, uma das participantes do quadro
Professora Janice Nicolin, uma das participantes do quadro “Ser Professor”, do programa “Intervalo”. Link do episódio: ambiente.educacao.ba.gov.br

Se pensássemos em um presente para o professor, tal como em cada tempo pensamos para pais, mães, crianças, avós, namorados ou namoradas, certamente pensaríamos na valorização do trabalho docente como o presente mais urgente, presente que iria satisfazer professores e, como consequência, todos que usufruem de seu trabalho. Afinal, num cálculo simples, concluiremos que ao longo da carreira de vinte ou trinta anos de um professor, passam por suas salas e suas aulas mais de mil crianças e jovens. Talvez esteja aí a sua melhor condição de trabalhar e transformar, pois alunos nunca lhes faltarão. Tudo o mais, no entanto, ainda falta.

A desvalorização do magistério é vista no tratamento que o professor recebe do poder público e da sociedade de um modo geral. Um e outro parecem crer que ensinar é uma tarefa simples, que depende apenas de boa vontade e vocação.

A formação de um professor deve remeter à sua inserção numa prática socialmente ativa. Não somos e não podemos ser meros executores de decisões alheias, mas podemos insistir na possibilidade de produzir novos conhecimentos para a teoria e a prática de ensinar. 

Professora Ródnei Souza , outro participante do quadro
Professor Ródnei Souza , outro participante do quadro “Ser Professor”, do programa “Intervalo”. Link do episódio: ambiente.educacao.ba.gov.br

Estamos cientes de que educação é um dos dispositivos que mais colabora para o desenvolvimento de um país e que a qualidade dela, por sua vez, depende, em grande parte, de valorização da docência. Melhoria dos salários, condições adequadas de trabalho e atenção à formação profissional, inicial ou continuada, mantem-se em pauta para discussão. A realidade que temos hoje não colabora suficientemente para que os alunos tenham sucesso nas aprendizagens, se desenvolvam como pessoas e, principalmente, participem como cidadãos num mundo cada vez mais exigente, sob todos os aspectos.

Se é novo o contexto social em que a escola está inserida, é igualmente novo e ainda mais desafiador o papel do professor. Assim é preciso dizer que professores ou professoras como Doras (do filme Central do Brasil, 1998) ou como aquelas dos relatos das escolas “de antigamente” não têm a possibilidade de sustentar, com a velha didática e o velho manejo, a educação que necessitamos agora.

Qual presente, então, dar aos professores, neste 15 de outubro?

…uma parcela daquele reconhecimento e respeito social das professoras (…) do meu tempo de Infância.

(Fernanda Montenegro, em discurso ao ser homenageada por sua indicação ao Oscar de melhor atriz estrangeira, com Central do Brasil)

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Uma pátria que dignifique, realmente, o valor social do professor.

(Mônica Mota, professora da Rede Pública de Ensino da Bahia)

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Eu daria o que todos tanto pedem: respeito. Simplesmente.

(Raulino Junior, professor da Rede Pública de Ensino da Bahia)

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Redução da carga horária e da quantidade de turmas. Vinte horas em sala e outras vinte para pesquisar, assistir a vídeos, ler, planejar boas aulas.

(Marilu Dantas, professora da Rede Pública de Ensino da Bahia)

Em muitas outras vozes ouviríamos o mesmo pedido: que a valorização do nosso trabalho seja presente, em cada um dos nossos dias!

Lilia Rezende

Pedagoga, professora da Rede Pública de Ensino da Bahia

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Anjo Docente

Imagem: https://pixabay.com
Imagem: https://pixabay.com

 

nunca vi teu rosto
nem sei teu nome
tua função é minha vida

percebo tua presença,
força inesgotável
tu voas sobre mim

tuas asas poderosas
transparência infinita
plumado cobertor

tua sina perigosa,
louca, desmedida
proteção de pecador

Marcus Leone

Professor da Rede Pública de Ensino da Bahia

 

 

De Repente…Estudante

POW-DIA-ESTUDANTE-2015-TABLET

O PW, minha gente

Está aqui pra celebrar

Esse Dia do Estudante

E de quem gosta de estudar

 

Se você é um cabra esperto

Ou uma moça de responsa

Vai ouvir a minha dica

E me dá a sua confiança

 

Para entender o mundo

Não ficar cheio de muros

Estudar é importante

Pois nos deixa a par de tudo

 

Quem não foi, ainda vai ser

E quem sabe bem como é

Quem estuda, vai além

Pode ser o que quiser

 

Hoje é um dia bom

Dia de comemorar

Bate palmas pra essa gente

Que nasceu foi pra brilhar

 

Se você é estudante

Saiba logo, desde já

Nossa equipe se esforça

Pra poder te agradar

 

O PW, minha gente

Está aqui pra celebrar

Esse Dia do Estudante

E de quem gosta de estudar

*******

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública de Ensino da Bahia

 

2 DE JULHO

Olá, galera esperta!

O mês de julho está prestes a começar e com ele vem um dos dias mais importantes na construção da independência do Brasil. Mais que isso, as histórias que envolvem o 2 de julho mostram personagens que fizeram trajetórias marcantes na historicidade da Bahia, e que reflete no imaginário coletivo do povo baiano.

Com a chegada do general português Madeira de Melo, em fevereiro de 1822, a câmara de Salvador é fechada. Com isso, a tropa brasileira se refugia no Convento da Lapa, que fica no atual bairro de Nazaré. Surge então nessa história, a sóror Joana Angélica, que acolheu esses refugiados e por isso foi morta pelos soldados lusitanos com golpes de baioneta. Nesse momento, outros lugares conhecidos de Salvador são invadidos pelos portugueses, como o Forte de São Pedro, o quartel da Mouraria e o Convento da Palma.

Captura de tela - 29-06-2015 - 14:05:15

Com tamanha repressão, parte da população de Salvador foge para a cidade de Cachoeira, formando alguns grupos de resistência. Sabendo disso, o general Madeira de Melo começa uma batalha fechando o porto de Cachoeira com uma escuna. Nesse período, é travado muitos conflitos que finalmente culminou na vitória dos brasileros.

Captura de tela - 29-06-2015 - 14:09:42

A ilha de Itaparica também foi palco de lutas contra os portugueses. Mas foi na batalha de Pirajá que a independência da Bahia começa a solidificar. A tropa brasileira se espalha pela cidade, mas precisamente nos bairros de Brotas, Cabula, Graça, Resgate, Vitória e Ubaranas (atual região do Nordeste e Amaralina). E o maior conflito acontece quando os lusitanos desembarcam em Plataforma e Itacaranha e encontram os soldados brasileiros em Pirajá. Estima-se a participação de 5 mil homens nesse encontro.

Captura de tela - 29-06-2015 - 14:11:21

Outros personagens são importantes nessa história, como Maria Quitéria e Maria Felipa, mulheres que participaram ativamente na resistência brasileira contra as tropas portuguesas.

Em junho, as tropas brasileiras, depois de 6 meses em Pirajá, começam a libertar as povoações de Brotas, Rio Vermelho, Pituba e Itapuã. E no dia 2 de julho, os batalhões brasileiros saem marchando do quartel de Pirajá até o centro de Salvador, passando pela Liberdade e se encontrando com tropas que vinham da Armação e Rio Vermelho. Depois disso, ocupam o Forte da Gamboa, o quartel da Pólvora, a Casa da Pólvora e o Forte de São Pedro.

Em 1824, o famoso cortejo de 2 de Julho acontece pela primeira vez. Para simbolizar a vitória brasileira nesse importante evento, é colocado um mestiço em cima de uma carreta que antes pertencia aos portugueses. Dois anos depois, o mestiço foi substituído por uma escultura do caboclo.

A TV Anísio Teixeira, através do quadro “Histórias da Bahia”, explica esse momento histórico da Bahia.

Captura de tela - 29-06-2015 - 14:17:15

Confira: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/3774

Ser Professor!

Professora
Clique na imagem para assistir ao quadro. Foto: captura de tela feita em 1/6/2015

Professor, do latim professor, ōris, “o que faz profissão de, o que se dedica a, o que cultiva“, do radical de professum, supino de profitēri, “declarar perante um magistrado, manifestar-se; declarar alto e bom som, afirmar, assegurar, prometer, protestar, obrigar-se, confessar, mostrar, dar a conhecer, ensinar, ser professor”.  Na contemporaneidade, é assim: a arte de ensinar é ensinar com arte, utilizando sensibilidade para construir uma sociedade liberta e dinâmica em seu espaço, em sua identidade.

Para isso, a arte e a sensibilidade têm a seu favor as novas tecnologias, que devem ser abraçadas e entendidas como parceiras constantes no processo de ensino e aprendizagem, de forma a contribuir para autonomia dos sujeitos, ampliando a sua capacidade criativa. E é com esse intuito que a Rede Anísio Teixeira – Projeto de Difusão, Produção e Formação em Mídias e Tecnologias Educacionais, por meio da TV Anísio Teixeira, um canal de produção audiovisual educacional, feito por professores, para professores e estudantes da rede pública de ensino, propõe uma construção coletiva e colaborativa de suas peças, sempre de maneira contextualizada e regionalizada, ampliando a voz e vez dos povos baianos, que têm na TV a possibilidade de apresentar e debater suas territorialidades, através do programa Intervalo.

Elaine Nascimento. Foto: Peterson Azevedo
Elaine Silva. Foto: Peterson Azevedo

Apresentamos a toda comunidade escolar da Bahia e do Brasil o quadro Ser Professor, que objetiva retratar e buscar nas instituições de ensino professores e/ou colaboradores da comunidade escolar que estão realizando projetos exitosos que, de alguma forma, estimula o conhecimento crítico dos discentes, ampliando a sua noção de realidade social, além de apresentar metodologias, processos de implantação e resultados, nos âmbitos do ensino e aprendizado. Hoje vamos conhecer o universo da professora Elaine Silva  e o seu projeto – Sustentabilidade – Assoalho Ecológico. A proposta tem como principal objetivo discutir a reciclagem como elemento de produção habitacional, especificamente no que se refere à construção de casas populares utilizando produtos recicláveis. Consulte o guia pedagógico!

Até a próxima!

Texto e foto: professor Peterson Azevedo.

Crônica do Bibliotecário

Por Raulino Júnior*

O bibliotecário chega para mais um dia de trabalho, na maior biblioteca pública de sua cidade. Ducentenária, a unidade carrega histórias e é visitada todos os dias por estudantes, professores, pesquisadores e outros amantes daManuel-Bastos-Tigre leitura. Hoje, 12 de março, é o dia dele. Dia do Bibliotecário. A data foi escolhida por ser também a de nascimento de Manuel Bastos Tigre, considerado o primeiro bibliotecário do país. O nosso amigo, protagonista desta crônica, se organiza no seu local de trabalho e aguarda os leitores, ansioso para ser lembrado pela data especial.

Um grupo de estudantes se aproxima. Olha as prateleiras, conversa coisas amenas e sai. Nosso amigo fica com a esperança para ele. Uma senhora entra na sala, o cumprimenta e pede um título que ele não encontra. Sai frustrada. Ele entende e se solidariza. Decide, então, organizar a bancada, ler algumas coisas, se atualizar. Uma estudante, aparentando ter dez, doze anos, quebra a concentração:

Tio, vim devolver o livro.”

Gostou?”

Gostei! Crônica é um gênero interessante, né, tio?”

É. Muito!”

O silêncio preenche o espaço do diálogo. Nosso amigo confere os dados da jovem leitora no computador e ela observa, com interesse, a estante de livros. De repente, ocupa o vazio:

Ah, tio, nesse livro que li tinha uma crônica falando sobre o senhor!”

Sobre mim?”

Sim.”

Como assim?”

O senhor não é bibliotecário?”

Sou.”

Então! Aí tem uma crônica que fala sobre os bibliotecários.”

Ah…”, solta nosso amigo, um pouco ruborizado, feliz e ainda esperançoso.

Ah, tio, feliz Dia do Bibliotecário! É hoje, né? O senhor me ajuda muito! Eu me sinto bem aqui!”

Obrigado! Só você lembrou do meu dia…”, fala com certo entusiasmo.

Tio, já fez a devolução do livro?”, com a rapidez de mudança de assunto dos tempos atuais.

Já.”

Então, pega aquele outro ali.”

E o nosso amigo vai levando a sua rotina. Ainda mais feliz por ter sido lembrado no seu dia…

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*Professor da Rede Estadual de Ensino

 

Dia Mundial da Internet Segura 2015

Às vezes, a gente está navegando na internet, conversando com alguém nas redes sociais, postando fotos de momentos felizes e não temos ideia de quantas pessoas estão vendo aquele conteúdo. Ou quantas poderão ver. Na rede, há uma falsa ilusão de que estamos seguros, mas até os mais preocupados com exposição e cheios de cuidados podem sofrer as consequências de um uso irresponsável da internet.

Hoje, Dia Mundial da Internet Segura, é uma ótima razão para a gente pensar de que forma estamos nos comportando na internet. Algumas dicas podem parecer chatas, mas são importantíssimas para a nossa convivência no planeta Web. Então, nada de sair por aí fornecendo informações pessoais para desconhecidos, bem como preenchendo formulários em sites suspeitos. Outra dica importante é criar senhas que não sejam tão fáceis de deduzir. Data de aniversário, por exemplo, nunca deve ser usada para esse fim.

Os pais devem ficar atentos ao que os filhos fazem quando usam a internet. A lógica é a mesma da vida fora da tela: cuidado sempre! E, óbvio, o uso da rede mundial de computadores não deve atrapalhar a nossa vida. Se a gente deixa de estudar, ler um bom livro, sair com os amigos ou, simplesmente, conversar com a família, é sinal de que alguma coisa não está bem e precisamos de ajuda.

Alguns sites dão dicas e nos auxiliam a usar a internet de um forma inteligente e responsável. Clique nos links e comece a navegar. De forma segura, é claro!

Movimento Internet Segura (MIS): http://www.internetsegura.org/

Navegação Segura: http://www.ccbc.org.br/34/cooperacao.pdf

SaferNet Brasil: http://www.safernet.org.br/site/

PW-DIA-INTERNET-SEGURARA-2015

OUTUBRO ROSA E O ROSA

laçoOutubro Rosa, é uma campanha de conscientização realizada por diversos órgãos no mês de outubro dirigida à sociedade e às mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

O movimento surgiu em 1990 na primeira Corrida pela Cura da doença, realizada em Nova York, e desde então é promovida anualmente na cidade. Entretanto, somente em 1997 é que entidades das cidades de Yuba e Lodi, também nos Estados Unidos, começaram a promover atividades voltadas ao diagnóstico e prevenção da doença, escolhendo o mês de outubro como epicentro das ações.

Hoje, o Outubro Rosa é realizado em vários lugares do mundo, inclusive no Brasil. O ‘rosa’ remete à cor do laço que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. A popularidade do Outubro Rosa alcançou o mundo de forma bonita, elegante e feminina, com o ato de iluminar de rosa monumentos, prédios públicos, pontes, teatros e etc., motivando e unindo diversos povos em torno de tão nobre causa. Isso faz com que a iluminação em rosa assuma importante papel, pois tornou-se uma leitura visual, compreendida em qualquer lugar do mundo e abraçado por todos aqueles que amam a vida.

A cor-de-rosa é um tema tradicional dos quartos de meninas. Representa a fantasia, o encantamento e o mundo mágico vivido pelas princesas nos contos infantis. É a cor preferida de muitas meninas e adolescentes, expressando meiguice, doçura e inocência.

Mas, será que a cor rosa existe?

“Pode parecer bobagem, mas existe um enorme debate envolvendo o rosa. Se você pesquisar, vai descobrir que a cor rosa não existe no espectro visível de cores (que é composto pelas cores vermelha, alaranjada, amarela, verde, azul, anil e violeta) e ela nem é considerada uma onda ou partícula. O problema reside no fato de que o rosa é resultado da combinação dos comprimentos de onda roxo e vermelho que, curiosamente, se encontram em extremidades opostas do espectro de cores, portanto não se misturam!”

“Evidentemente, não estamos falando aqui de pigmentos — branco e vermelho — que podem ser combinados para conseguirmos determinada coloração, e para responder à questão da inexistência da cor rosa, primeiro temos que entender um pouquinho sobre a teoria das cores e como o nosso cérebro processa as tonalidades que os nossos olhos enxergam.”

“A retina — presente nos olhos humanos — é a estrutura responsável por transmitir as informações visuais ao cérebro. Ela é composta por milhões de bastonetes, que reagem aos estímulos luminosos, e cones, que reconhecem as cores e são de três tipos diferentes, sendo que cada tipo é sensível a um comprimento de onda específico: curto, médio e longo.”

“Agora, imagine o espectro visível de cores. Os comprimentos de onda mais longos correspondem às cores que vão do vermelho ao amarelo, os médios chegam até o verde, e os comprimentos de onda mais curtos correspondem às cores azuladas, chegando até o violeta. Percebeu que não existe nada de “rosa” até aqui?”

“Basicamente, as cores que enxergamos correspondem à forma como os nossos olhos interpretam a luz refletida pelos objetos que observamos. Absorvida a luz, esses órgãos veem o tom — ou o comprimento de onda — que o objeto “rejeita”. Sendo assim, quando todas as cores são refletidas, vemos a cor branca, e quando todas são absorvidas, vemos a preta.”

“É por essa razão que vemos as bananas como sendo amarelas, por exemplo, porque essa é a cor que elas refletem, enquanto absorvem as demais. Teoricamente, de acordo com os cientistas, o rosa corresponderia à ausência da cor verde. Mas, em realidade, se pararmos para pensar, assim como o rosa, as cores só existem nas nossas cabeças, onde são processadas pelo cérebro a partir dos estímulos luminosos capturados e transmitidos pelos olhos.”

“Isso significa que as cores não são propriedades da luz nem dos objetos que a refletem, mas sim ilusões criadas em nossas cabecinhas. Portanto, embora no espectro de cores simplesmente não exista um comprimento de onda que corresponda ao rosa — e é aqui que o “cientificamente” se encaixa —, seria errado dizer que essa cor não existe, pois, se fosse assim, teríamos que admitir que nenhuma outra cor existe também.” (Texto extraído do site Mega Curioso)

MEGA CURIOSO. Disponível em < http://www.megacurioso.com.br/fisica-e-quimica/39993-voce-sabia-que-cientificamente-a-cor-rosa-nao-existe-.htm>. Acesso em 06/10/2014, 15h.

OUTUBRO ROSA. Disponível em <http://www.outubrorosa.org.br/historia.htm>. Acesso em 06/10/2014, 8h45

WIKIPÉDIA. Disponível em < http://pt.wikipedia.org/wiki/Outubro_Rosa>. Acesso em 06/10/2016, 8h30.

Linhas para a eternidade

No dia 25 de julho, comemorou-se o Dia Nacional do Escritor. Por uma triste coincidência, apenas naquele mês, o Brasil ficou órfão de três importantes contadores de histórias através das linhas: João Ubaldo Ribeiro, Rubem Alves e Ariano Suassuna.

João Ubaldo deixou o povo brasileiro no dia 18 de julho, aos 73 anos. Autor de obras emblemáticas da nossa literatura, como Sargento Getúlio e Viva o Povo Brasileiro, Ribeiro eternizou o Brasil nos seus livros. Ele falou de nossos costumes, de nossa história e de nossa irreverência, como fica evidente na narrativa de A Casa dos Budas Ditosos. João Ubaldo Ribeiro atuou na imprensa e se formou em Direito, apesar de nunca exercer a atividade. O que ele sabia fazer direito mesmo era escrever e, certamente, seus leitores constatavam isso a cada página virada. Na entrevista abaixo, concedida ao programa Roda Viva, da TV Cultura, em julho de 2012, João Ubaldo fala sobre suas produções, literatura e faz uma breve análise do Brasil.

De Ubaldo para Rubem. O Alves. O pedagogo, poeta e filósofo afirmava: “Gosto de brincar com palavras. Por isso sou escritor”. Deixou de brincar com elas no dia 19 de julho, aos 80 anos. Rubem Alves escrevia sobre teologia e o cotidiano, mas foi falando de educação que se destacou. Autor de livros como A Alegria de Ensinar, Por Uma Educação Romântica e A Escola com que Sempre Sonhei sem Imaginar que Pudesse Existir, Alves era um educador apaixonado pelo ofício. Não temia a morte, só tinha pena de morrer. “Eu não tenho medo de morrer… Só tenho pena. A vida é tão boa…”. Que pena! Em dezembro de 2011, Rubem participou do Programa 3 a 1, da TV Brasil. Confira!

No dia 23 de julho, aos 87 anos, Ariano Suassuna tratou de se encontrar com “o único mal irremediável”, como um de seus personagens costumava falar. Teatro, literatura e política estavam na vida e na obra do autor. Criador de tipos inesquecíveis, Ariano era, acima de tudo, um agitador cultural. Desde sempre. Quem nunca ouviu falar de suas aulas em forma de espetáculo? E do Movimento Armorial? Suassuna levou o Nordeste para o mundo através de suas obras, que foram traduzidas para o alemão, o espanhol, o inglês; só para citar alguns. Uma Mulher Vestida de Sol, O Auto da Compadecida e O Santo e a Porca ficarão para sempre na memória dos leitores. Cada escritor citado aqui também! Para sempre!

Cine PW: Carolina Maria de Jesus

Olá, pessoal! Vamos fazer um Cine PW um pouco diferente hoje. Selecionamos três vídeos/documentários e convidamos você a conhecer uma mulher que viveu e adotou uma postura a frente de seu tempo, lutando por justiça social como pouc@s que já lutaram e ainda lutam Brasil afora: Carolina Maria de Jesus. Vamos lá?

Inquieta, explosiva, atrevida, petulante, corajosa, arredia e rebelde. Esses são alguns dos adjetivos que críticos e admiradores utilizam para descrever a personalidade autêntica de Carolina, escritora mineira, negra, favelada e de pouca escolaridade.

Bitita, como era chamada desde a infância, saiu de Sacramento-MG, cidade onde nasceu, tão logo sua mãe morrera, em direção a São Paulo, indo parar na favela de Canindé. A princípio, trabalhou como doméstica, mas logo precisou abrir mão desta forma de sobreviver, restando como alternativa catar resíduos descartados pelas ruas da cidade. Morou num barraco construído com materiais encontrados nas ruas, forma com a qual, por muitos anos, manteve a si e a seus três filhos – os quais criou sozinha por decisão própria, uma vez que não se sujeitava aos padrões sociais destinados às mulheres de sua época.

Apesar da pouca escolaridade, ela se interessava muito pelos papéis que recolhia (livros, jornais, revistas e cadernos) em meio a outros materiais.    Àqueles, em especial, dava destino específico: separava-os para suas leituras em busca de conhecimento e para os registros sobre sua vida, coisa que fazia sempre que sentia necessidade de escrever.


Carolina foi revelada pelo jornalista Audálio Dantas, quando este esteve em Canindé para uma reportagem sobre a ordem de desocupação em função da construção de uma rodovia. Já tendo conhecimento de quem era Carolina e sobre a obra dela, Dantas sugeriu à escritora que publicasse os seus registros. A princípio, ela resistiu, mas com o tempo aceitou a ideia.

Em “Quarto de despejo: diário de uma favelada” (1960), a escritora conta detalhes das angústias que os moradores de uma favela sentem e como a pobreza e o desespero podem levar pessoas boas a trair seus princípios, para assim conseguir comida para as suas famílias. O nome do livro foi inspirado numa fala da escritora: “Quando estou na cidade tenho a impressão que estou na sala de visita com seus lustres de cristais, seus tapetes de ‘viludo’, almofadas de ‘sitim’. E quando estou na favela tenho a impressão que sou um objeto fora de uso, digno de estar num quarto de despejo”.

A obra tornou-se um best seller dos anos 60 e 70, com tradução em treze idiomas e para mais de quarenta países. Além desta, produziu outras publicações: “Casa de Alvenaria” (1961) – inspirada no período em que, após o sucesso internacional, conquistou a casa própria onde viveu os últimos anos de sua vida; “Pedaços de fome” (1963) e ainda os livros póstumos Diário de Bitita (1986) e “Meu estranho diário” (1996). Ela também escreveu peças de teatro, poemas (abaixo) e canções, todos com temáticas relacionadas à sua vida miserável e seu sonho de tornar-se cantora e atriz.


Este ano, Carolina Maria de Jesus completaria seu centenário e hoje o Museu Afro Brasil, possui uma biblioteca cuja é Carolina Maria de Jesus e onde se encontra obras disponíveis para download. Para fim de homenageá-la, reconhecer e disseminar ainda mais sua importância para a história e para a literatura nacional, damos a essa célebre escritora dos favelados mais este espaço. Com o intuito é o de compartilhar com tod@s a história e as obras dela, segue abaixo o curta-metragem “O Papel e mar”, adaptação do diretor Luiz Antônio Pilar para a obra da autora que leva o mesmo nome. Apesar de sua célebre obra ter repercutido bastante, Carolina morreu como viveu: pobre.

“A tontura da fome é pior que a tontura do álcool. A tontura do álcool nos impele a cantar. Mas a da fome nos faz tremer. Percebi que é horrível só ter ar dentro do estômago.” Trecho de Quarto de Despejo.

Fontes:  A Cor da CulturaWikipedia, Labjor, Blogueiras Negras, Fundação Palmares.