O ensaio é geral e o tempo das artes literarias é agora!

Estudante-repórter: Dandara Lopes

Fala, galerinha! Tudo bem?

Estamos no 4º Encontro Estudantil, no ensaio geral do TAL (Tempos de Arte Literária).

O TAL, neste ano, está com o objetivo de fazer com que as palavras “criem vida e lutem”, sejam a voz dos estudantes e jovens do Estado da Bahia.

No áudio a seguir, um pouco sobre o ensaio geral do TAL.

Confira:

A estudante-repórter Dandara Lopes. Foto: Raulino Júnior
A estudante-repórter Dandara Lopes. Foto: Raulino Júnior

Dandara Lopes tem 14 anos, é estudante do Colégio Estadual Governador Lomanto Júnior, que fica em Salvador, e faz parte da equipe de Cobertura Colaborativa Estudantil.

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Juventude e Mundo do Trabalho – 4º Encontro Estudantil da Rede Estadual

Estudante-repórter: Tayline Alves

E aí, pessoal!

Nesta reportagem, conhecemos alguns detalhes das Mesas de Interesse Juventude e Mundo do Trabalho. Temas contemporâneos e a  inserção do jovem no mercado de trabalho foram alguns assuntos abordados.

Confiram o vídeo:
A estudante-repórter Tayline Alves. Foto: Raulino Júnior
A estudante-repórter Tayline Alves. Foto: Raulino Júnior

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tayline Alves tem 17 anos, é estudante do Colégio Estadual Polivalente do Cabula, que fica em Salvador, e faz parte da equipe de Cobertura Colaborativa Estudantil

Tenda Digital – Protagonismo juvenil no 4º Encontro Estudantil da Rede Estadual

Estudante-repórter: Tayline Alves

Olá, pessoal!

Nesta reportagem, mostramos alguns detalhes da Tenda Digital, como a Mostra Fotográfica Faces da Escola, a Culminância Memórias e Identidades: Produção Formativa de Vídeos Educacionais, o Palco Livre, o Espaço Conectados. Ainda tem uma breve entrevista com o professor da Faculdade de Educação da UFBA, Nelson Pretto.

Confiram o vídeo:

 

 

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A estudante-repórter Tayline Alves. Foto: Raulino Júnior

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tayline Alves tem 17 anos, é estudante do Colégio Estadual Polivalente do Cabula, que fica em Salvador, e faz parte da equipe de Cobertura Colaborativa Estudantil.

Cobertura Colaborativa – Abertura do 4° Encontro Estudantil

Estudante-repórter: Tayline Alves

Olá, pessoal!

Na reportagem de hoje, falamos sobre a participação dos 10 jovens dentro da Cobertura Colaborativa do 4º Encontro Estudantil. Eles expressaram suas expectativas sobre a participação no Encontro e o que estão achando de tudo que está acontecendo neste primeiro dia.

Apertem o play e confiram:

 

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A estudante-repórter Tayline Alves. Foto: Raulino Júnior

Tayline Alves tem 17 anos, é estudante do Colégio Estadual Polivalente do Cabula, que fica em Salvador, e faz parte da equipe de Cobertura Colaborativa Estudantil.

 

Ser Professor: Urânia Viana

Fala, galerinha!

Foto: Peterson Azevedo
Foto: Peterson Azevedo

O episódio em destaque de hoje, do quadro Ser professor, do programa Intervalo, fala de literatura e música. Apresentaremos o projeto da Professora Urânia Vianna – De onde vêm…Grandes Ideias? As muitas faces de Vinícius de Moraes.

A professora Urânia é uma inovadora no que se refere à metodologia de projetos. Professora do Colégio Estadual Rotary, localizado no bairro artístico de Itapuã, Urânia propõe a prática de leitura e criação de trovas e cordéis, com o objetivo de familiarizar o aluno do 1º. Ano do Ensino Médio com a arte da poesia, bem como estabelecer ligação com a poesia medieval portuguesa.

Foto: Peterson Azevedo
Foto: Peterson Azevedo

O projeto tem como foco a criação de trovas e cordéis a partir da leitura e estudo dos poemas e crônicas de Vinícius de Moraes, bem como a audição de suas músicas e a abertura de uma exposição com a produção dos alunos, numa forma criativa, lúdica e divertida de homenagear esse grande poeta brasileiro.

 

 

 

Foto: Peterson Azevedo
Foto: Peterson Azevedo

“Ser professor, pra mim, é ser capaz de encantar o aluno em sala de aula, através de novas ideias (…)”

Fui!

 

 

 

 

 

 

Clique na imagem abaixo para assistir ao vídeo.

Imagem: captura de tela
Imagem: captura de tela

 

Texto e Fotos: Professor Peterson Azevedo

Ser Professor: Flávio Márcio

Fala, galerinha!

O episódio em destaque de hoje, do quadro Ser professor, do programa Intervalo, fala de poesia e história. Em 2003, o professor de história da rede pública de ensino, Flávio Márcio Sacramento, com o intuito de deixar suas aulas mais dinâmicas e participativas, ampliando a noção de arte, literatura e história, proporcionando a seus alunos uma visão mais ampla do que é aprender criando, pensou o projeto O Ensino da História por Meio da Poesia, que vem beneficiando, anualmente, cerca de 120 alunos do 2º e 3º ano do ensino médio, do Colégio Estadual Professora Ana Bernardes, no bairro de Cajazeiras, em Salvador.

A parceria entre o professor Flávio e os alunos fica evidente no quadro quando, juntos, recitam os versos sobre momentos históricos do Brasil, versos contextualizados e citados com o bom e típico baianês, em que as regionalidades são ingredientes a mais nessa narrativa poética. A ideia do projeto é ampliar o ensino de história para além dos fatos, possibilitando aos alunos utilizarem a poesia como ferramenta de diálogo. “Pra mim, ser professor é ser um guerreiro. É poder armar meus alunos com informações, com conceitos, com ideias (…)”.

Vamos nessa conferir? Clique na imagem para assistir ao vídeo.

Professor Flávio Márcio. Foto: captura de tela feita em 31/8/2015.
Professor Flávio Márcio. Foto: captura de tela feita em 31/8/2015.

Fui!

 

Peterson Azevedo

Professor da Rede Pública de Ensino da Bahia

Entrevista: Mabel Velloso

 Estudante-repórter: Mirella Medeiros

No 3º Encontro Estudantil, também aconteceu a final do 6º Sarau Estadual do TAL – Tempos de Arte Literária. Lá, encontramos Maria Isabel Viana Telles Velloso ou, simplesmente, Mabel Velloso. Escritora, compositora, poetisa, cordelista e, acima de tudo, professora-educadora; aos 80 anos, Mabel é uma referência na área de educação da Bahia. Com toda essa bagagem, nós quisemos saber a opinião dela referente a sua experiência no evento.

Mirella Medeiros: Professora, qual foi a sensação de estar num grande evento como o 3º Encontro Estudantil, voltado aos estudantes da escola pública e vendo vários estudantes se expressarem, mostrando seus talentos, hábitos, ideias e experiências, num conjunto que mostra um pouco da riqueza e diversidade da cultura baiana?

Mabel Velloso: A sensação foi de entusiasmo e alegria. Tenho acompanhado o trabalho de vários professores e fico feliz por sentir a força e a vontade que demonstram no trabalho de ajuda e apoio aos alunos. Cada aluno vitorioso deve uma parte grande da sua vitória ao professor.

MM: Nós notamos a presença de várias escolas do interior da Bahia no evento. Qual é a importância e o impacto disso na educação?

MV: A importância de saber que todo o estado da Bahia está envolvido num trabalho brilhante de Arte/Educação, é algo que nos encoraja a seguir em frente, é ter esperança no futuro.

MM: Nós percebemos uma subestimação por parte da sociedade em relação à escola pública. Qual o impacto desse tipo de evento para a imagem da escola pública?

MV: A escola pública é injustiçada. A força dos colégios particulares deixa o colégio público jogado para um segundo plano. Um encontro como o que aconteceu na Fonte Nova mostra a coragem dos organizadores e prova o valor do trabalho feito em todas as cidades, o interesse de todos que lidam com a educação. De cada pedacinho da Bahia, vieram artistas, poetas, cientistas. Mesmo sem recursos, cada escola trabalhou com seus alunos. Pena que a divulgação foi pequena. Devia ser mostrado o trabalho realizado na Fonte Nova como se fosse um BA x VI! Os alunos e os professores marcaram um GOL que merece o maior aplauso.

Com as palavras da professora Mabel, reafirmamos a força que nós, alunos, temos e a importância que eventos desse cunho possuem para a educação e a sociedade baiana.

Mirella Medeiros tem 19 anos, estuda no Colégio Estadual Edvaldo Brandão e fez parte da equipe de cobertura jornalística do 3º Encontro Estudantil.

“O Desabafo é plural em suas singularidades”

Foto: Autorretrato
Foto: Autorretrato

A soteropolitana Monique Evelle Nascimento Costa tem 20 anos, está no 4º semestre do Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades com ênfase em Política e Gestão da Cultura, na Universidade Federal da Bahia (UFBA), e é moradora do Nordeste de Amaralina, em Salvador. Em 2011, fundou o Desabafo Social, uma rede que atua promovendo ações de direitos humanos. Desde agosto do ano passado, é Secretária Geral da Rede de Participação Juvenil da Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e da Adolescência (ABMP) e também foi escolhida para ser uma jovem multiplicadora da SaferNet Brasil, entidade referência no enfrentamento aos crimes e violações aos Direitos Humanos na Internet. Além disso, é a representante da região Nordeste da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Comunicadores, cujo trabalho é facilitar a troca de conhecimentos e experiências de grupos de comunicação da Região Nordeste. Nesta entrevista, feita por e-mail, Monique explica como se dá o trabalho desenvolvido no Desabafo Social, como uma pessoa pode se tornar colaboradora, o reconhecimento recebido e a perspectiva do projeto para o futuro. Confira!

Blog do Professor Web: O que motivou a criação da rede Desabafo Social?

Monique Evelle: O que motivou foram as referências que fui tendo no caminho, como, por exemplo, o livro Por uma semente de Paz [de Ganymédes José], que li quando estava na terceira série. O livro conta a história de uma professora que foi lecionar numa periferia e conseguiu mudar a realidade dos alunos e da comunidade. Eu sempre quis ser aquela professora.

BPW: Quais são as ações da iniciativa?

ME: Realizamos oficinas, rodas de conversas relacionadas aos temas voltados para Direitos Humanos da Infância e da Juventude, Comunicação e Educação. Temos um programa de rádio online, um blog totalmente colaborativo e, agora, começamos a fazer cobertura e assessoria educomunicativa.

BPW: Como uma pessoa pode entrar nessa rede?

ME: Apesar de termos colaboradores espalhados por seis estados, costumamos dizer que o Desabafo possui uma infinidade de

Monique, no Nordeste de Amaralina, numa das ações do Desabafo Social
Monique, no Nordeste de Amaralina, numa das ações do Desabafo Social. Foto: Tâmara Brito

pessoas, porque encontramos sempre alguém na rua, nas atividades, que diz: “Eu também sou Desabafo Social.” Isso é demais! Para facilitar essa participação na rede, disponibilizamos materiais de apoio e oferecemos suporte para que atividades sejam consistentes e interativas. Quem quiser participar do Desabafo, é só articular conosco as oficinas nas escolas, comunidades e organizações; debates, divulgar em redes sociais, escrever para o nosso blog e etc. E também, suas ideias e ações devem, com certeza, não violar os direitos humanos.

BPW: Qual é o seu objetivo com o Desabafo Social?

ME: É continuar inspirando pessoas. Inspirar para transformar. Comunicar para transformar.

BPW: Como você falou, o Desabafo Social tem colaboradores em mais seis estados do país. Como essa expansão acontecceu?

ME: Em dezembro de 2012, quando lançamos a primeira edição da nossa revista online [a Desabafo Social], as pessoas começaram a procurar o Desabafo para poder realizar as ações. Tive que pensar em estratégias para formar uma rede de adolescentes e jovens. Além disso, como o Desabafo utiliza uma linguagem adaptada para cada público, isso faz com que as pessoas se sintam parte de toda construção, se sintam parte do Desabafo.

BPW: Em termos educacionais, quais são os impactos que projeto traz para a sociedade?

ME: Todas as crianças, adolescentes e jovens que participaram do Desabafo, conseguem, hoje, aguçar o olhar crítico em relação às questões sociais. Não são mais omissos às informações transmitidas pelos meios de comunicação de massa. Um exemplo claro disso é uma menina de nove anos, que articula com seus colegas e professores ações que, geralmente, não são discutidas na escola, como direitos humanos na internet, racismo e intolerância religiosa.

BPW: Como as tecnologias digitais auxiliam no desenvolvimento do projeto?

ME: Apesar de grande parte dos brasileiros ainda não ter acesso a internet, se não fossem as TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação), não haveria expansão e continuidade do Desabafo. Não temos nenhum apoio financeiro para impressão da nossa revista, logo, publicamos online. Não temos como ter um espaço numa rádio FM de grande porte, logo, é preciso ser online.

Fotografia de Julianne Gabillaud
As crianças do Nordeste de Amaralina vão em direção a Monique: reconhecimento. Foto: Julianne Gabillaud

BPW: O seu trabalho já foi reconhecido por algumas instituições, uma vez que você já recebeu vários prêmios. Como você encara isso?

ME: É muito bom ver um trabalho de formiga sendo reconhecido. Os reconhecimentos vêm com tempo, mas a gente nunca espera. Sempre é um surpresa.

BPW: Quais são as perspectivas de futuro para o Desabafo Social?

ME: Espero que o Desabafo continue crescendo e que, com o tempo, possamos ter nosso espaço físico e conseguir apoio logístico para continuar fazendo bem o que a gente faz.

BPW: Tem algo que não foi perguntado e que você gostaria de falar?

ME: Costumamos dizer, no Desabafo, que “eu sou porque nós somos.” A ideia é mostrar que o Desabafo é plural em suas singularidades.

 

Monique Evelle: http://moniqueevelle.wordpress.com/.

Desabafo Social: http://desabafosocial.com.br/blog/.

Tenda Digital: você viu?

Oi, pessoal! Tudo bem?

Na semana passada, durante o 2º Encontro Estudantil Todos pela Escola, o Professor Web (PW) interagiu com professores e estudantes na Tenda Digital, um espaço que unia arte, ciência e tecnologia.

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Na Tenda Digital a interação com os estudantes foi intensa e muito dinâmica, com computadores disponíveis para a equipe da Rede Anísio Teixeira apresentar diversas mídias e tecnologias livres, oficinas de produção audiovisual e o espaço mais agitado da Tenda, o Palco Livre, em que estudantes, professores e artistas das mais diversas áreas se apresentaram cantando suas músicas de preferência, recitando poesias, cordéis e até mesmo improvisando um rap ou beat box. O rap do Professor Web também teve seus momentos no Palco Livre, e até algumas variações com outros ritmos foram feitas pelos visitantes. Veja uma das improvisações:

Um dos estudantes que estiveram conosco, Bruno Stronda, 21 anos, do Colégio Estadual Liberdade, localizado em Itaberaba, elogiou a iniciativa. “Eu achei esse espaço bacana, interativo e cheio de coisas interessantes. Nunca tinha vindo a Salvador e achei que o 2º Encontro Estudantil foi nota dez”. A Tenda Digital reuniu os trabalhos dos três projetos realizados pela Rede Anísio Teixeira, que são desenvolvidos em parceria com professores e estudantes das escolas públicas baianas: Ambiente Educacional Web, Blog do Professor Web e a TV Anísio Teixeira.

Edilson Barreto, 24 anos, estudante da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Colégio Estadual Centenário, que também fica em Itaberaba, falou com entusiasmo sobre o Palco Livre da Tenda Digital, um local em que os estudantes mostraram vários talentos artísticos: “No Palco Livre, a gente teve a oportunidade de conhecer e interagir com outros músicos e outros artistas, isso é excelente. Foi uma das grandes ideias que a organização do evento teve”, concluiu.

Bianca Almeida
Bianca Almeida e Raulino Júnior, da equipe do PW. Foto: Gabriel Luhan

A estudante Laís Santiago, 17 anos, do Centro Educacional 30 de Junho, que fica em Serrinha, avaliou o 2º Encontro Estudantil e foi taxativa: “Achei muito mais organizado neste ano. Eu participei do AVE e acho que é um ótimo projeto, porque você expõe todas as suas ideias; o que você sente, você pode expressar na arte”. Já Bianca Almeida, 15 anos, do Colégio Estadual de Aplicação Anísio Teixeira, sediado em Salvador, foi apenas prestigiar o evento, sem ter participação efetiva nos projetos, mas também não deixou de elogiar.  “Eu achei bem interessante, porque você acaba conhecendo outras ideias e tendo novas ideias para futuros projetos. E, na Tenda Digital, você podia se expressar e se divertir. Eu achei muito criativo e bem legal!”. Na nossa galeria no Flickr, vocês poderão ver mais registros do evento, assim como na TV Professor Web, nosso canal no YouTube. Cometem! Compartilhem! Interajam! E você? O que achou da Tenda Digital? Caso tenham filmado ou fotografado esse espaço é só deixar os links aqui nos comentários.

A equipe do PW parabeniza @s estudantes que participaram do 2º Encontro Estudantil! Até 2014, moçada!

Mudanças acontecem…. Fala, Raulino Júnior

Olá a tod@s!

Hoje, nosso blog traz uma entrevista exclusiva com o professor da rede pública estadual e colaborador do blog do Professor Web, Raulino Júnior. Ele falará sobre a sua experiência de compositor e a oportunidade de participar como finalista, escolhido pelo voto popular, do evento de encerramento da primeira edição do Festival de Música do Servidor Público, promovido pela Secretaria de Administração da Bahia. Fiquem atent@s, pois o evento ocorre nesta terça-feira, 22 de outubro de 2013.

Pergunta – Olá, Raulino, apresente-se para nossos internautas. Quem é você, o que você faz, fale  um pouco de sua trajetória.

Resposta –  Eu sou formado em Letras Vernáculas pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e especialista em Estudos Linguísticos pela mesma instituição. Atualmente, estou no último semestre do curso de Jornalismo da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Sou professor de língua portuguesa na rede estadual de ensino e integro a equipe da Rede Anísio Teixeira.

Pergunta – Raulino, agora conte-nos um pouco sobre sua relação com a música. Você, enquanto professor da rede estadual, já fez uso desta arte em sala de aula? E como foi?

Resposta – Eu tenho uma relação de muito respeito com a música. Meu pai sempre teve muitos discos em casa e era comum passar horas escutando artistas dos mais diferentes estilos musicais. Isso ajudou a me aproximar dessa arte. Sempre utilizei música nas minhas aulas. Propunha análise da letra, identificação e estudo das figuras de linguagem presentes nas canções, bem como da tipologia textual apresentada.

Pergunta – Sua música fala de mudanças. Que tipo de mudança você pensava ao escrevê-la? Dá pra relacioná-la a educação?

Resposta – Eu pensava naquelas mudanças que acontecem na nossa vida e que, às vezes, dão um medo na gente. Um bom exemplo disso, e já respondendo à segunda pergunta, é quando a gente termina uma etapa da educação e começa outra. A transição do 5º para o 6º ano é sempre cercada de expectativas, não é? A gente idealiza a escola, os colegas, os professores e etc. Ao mesmo tempo, sabemos que coisas novas vão acontecer.  É estimulante!

Pergunta – Já que estamos falando de arte – a música, no caso. Nos fale um pouco sobre como você avalia a relação de incentivo às práticas  artísticas nas escolas públicas baiana. É interessante que haja este espaço dentro das atividades pedagógicas?

Resposta – Aqui na Bahia, nós temos iniciativas que são muito importantes para a formação do estudante, como o FACE, o TAL, o AVE, entre outras. Eu acho super interessante que essas iniciativas aconteçam e permaneçam dentro da escola pública. Essas atividades complementam o currículo normal e fazem com que os estudantes tenham outra visão do ambiente escolar. Então, só vejo aspectos positivos nisso.

Pergunta – Raulino, enquanto estudante de Comunicação Social na UFBA e tendo conquistado 2.695 votos, cremos que você deva ter usado de alguma estratégia de marketing. Conte-nos o que você fez pra atingir esta marca.

Resposta  – Eu acho que quem trabalha com comunicação deve gostar de gente. Eu gosto de gente. As minhas duas áreas de interesse profissional, a educação  e a comunicação, lidam  diretamente com pessoas. Por isso, além de usar as redes sociais, a panfletagem foi a minha principal estratégia para conseguir os votos. O corpo a corpo me estimula.

Pergunta – Agora nos conte, o que significa para Raulino, o professor e a pessoa, estar na final deste festival?

Resposta – Puxa, é muito emocionante! É comprovar algo que precisava saber: a certeza de que eu era compositor e de que a minha música podia emocionar as pessoas. É um motivo de felicidade plena.

Pergunta – Muito bem, Raulino. Desde já desejamos a você boa sorte na grande final e esperamos que você sirva de inspiração para professores e estudantes que desejam mergulhar no campo da bela arte que é a música. Gostaria de dizer algo aos nosso internautas?

Resposta – Que eles façam com dedicação tudo que realiza e fiquem atent@s aos conteúdos que são publicados na rede, uma vez que existem muitas informações equivocadas. Desejo também que tod@s coloquem mais arte no dia a dia.

É isso aí, turma. Não deixem de acompanhar o desfecho desta história. Não esqueçam! A grande final tem data e local: 22 de outubro, sala principal do Teatro Castro Alves, as 17h.  Então, não percam!

Pergunta = PW

Resposta = Raulino Júnior