Campanha #InternetSemVacilo

Campanha #internetsemvacilo

Campanha #internetsemvacilo

Olá pessoal,

a Unicef Brasil – Fundo das Nações Unidas para a Infância, atua desde 1950 com ações para defesa dos direitos básicos de crianças e adolescentes aqui no Brasil, criou recentemente uma campanha que esta sendo difundida na internet com o objetivo de sensibilizar o uso consciente de conteúdos na Rede Mundial de Computadores (Internet).

#InternetSemVacilo tem uma sequencia de vídeos que ironiza o cotidiano com o uso irresponsável de conteúdos multimídia, são temas como Difusão de imagens com pessoas em situações intimas, sem a devida autorização para essa difusão, Privacidade, Relacionamento, Preconceito e Intolerância, dentre vários outros temas, vai valer a pena se você acessar o site e conferir os videos.

A campanha traz uma nítida reflexão do modo inseguro como muitas pessoas se expõem nas redes sociais sem refletir sobre as suas consequências.

Indústria da Beleza na RadiolaPW

Olá, pessoal!

Queremos com esse texto dialogar um pouco sobre a indústria da beleza, principalmente o que tange nossa cultura brasileira e os padrões impostos pela mídia, os quais invariavelmente condicionam a um consumo irresponsável. Segundo dados do Instituto Euromonitor, empresa mundial de pesquisa de mercado, o Brasil é, o terceiro maior consumidor de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos do mundo. Fica atrás apenas dos Estados Unidos e Japão.

É da natureza humana refletir que estar bem a partir de uma boa aparência física, essa temática nos conduz para uma abrangente discussão, onde aqui podemos destacar alguns pontos: a abertura global do comercio, onde proporciona a venda de um mesmo produto em lugares bem distintos do planeta, desconsiderando aspectos socioculturais e até financeiros; as sugestões das marcas para uso dos seus produtos e a sensação de status que imprimem em suas publicidades; o uso de animais em testes de cosméticos; o movimento pela diversidade cultural que está superando o clichê “padrão de beleza”; as diferentes áreas da indústria de cosméticos: maquiagem, higiene pessoal, dermocosméticos, dentre outros. Os ditos “padrões” são realmente impostos ou meramente copiados?.

Imagem: Mem Costa

Imagem: Mem Costa

Pois bem, apresentamos a musica e o videoclipe Nouveau Parfum ou Novo Perfume, da cantora húngara Boglárka Csemer, artisticamente conhecida como Boggie. Ela canta em francês e faz uma crítica ao monopólio mundial da indústria da moda e da ditadura da beleza, intencionalmente direcionada às mulheres e atualmente em franco crescimento no âmbito masculino. Na sequência do videoclipe, ela, numa edição de filmagem é completamente transfigurada para aquilo que os meios de comunicação condicionam como “expressão máxima do estilo, corpo e aparência ideal”.

Questionamos, qual o padrão de beleza ideal?. Até podemos sugerir uma resposta: Seja como você é, com a beleza que você tem, sem que seja produto de ninguém.

Segue letra da música na versão em francês e tradução para o português.

Nouveau Parfum

Soit Prada, Hugo Boss, Chanel, Giorgio Armani

Cartier, Azarro, Sisley, Escada, Gucci Naf Naf

Nina Ricci, Lancôme, Kenzo

Et encore en plus encore, encore

                    Soit Bruno Banani, La Bastidane,  Estée Lauder

Guerlain, Burberry et Thierry Mugler, Bourjois

Chloé, Jean-Paul Gautier, Valentino et je n’en sais plus

Lequel je choisis?

Pourquoi je choisis?

Qui veut que je choisisse?

Je ne suis pas leur produit

De beauté, d’préciosité

Ils ne peuvent pas me changer

Sans pareille, nonpareille Le nouveau parfum, c’est moi-même,le nouveau parfum, c’est moi

Nouveau parfum

Nouveau parfum

Soit Roberto Cavalli, Bulgari, Givengi

Dolce & Gabana, Paco rabana, soit Lacoste

Tommy Hilfiger, Yves Saint Laurent et je n’en sais plus

Lequel je choisis?

Pourquoi je choisis?

Qui veut que je choisisse?

Je ne suis pas leur produit

De beauté, d’préciosité

Ils ne peuvent pas me changer

Sans pareille, nonpareille Le nouveau parfum, c’est moi-même, le nouveau parfum, c’est moi

nouveau parfum

De beauté, d’préciosité

Ils ne peuvent pas me changer

Sans pareille, nonpareille Le nouveau parfum, c’est moi-même, le nouveau parfum, c’est moi

nouveau parfum

Nouveau parfum. (x2)

Novo Perfume

Sou Prada, Hugo Boss, Chanel, Giorgio Armani

Cartier Azarro, Sisley, Escada, Gucci Naf Naf

Nina Ricci, Lancôme, Kenzo

E ainda mais, mesmo

Sou de Bruno Banani, The Bastidane,            Estee Lauder

Guerlain, Burberry e Thierry Mugler, Bourjois

Chloe, Jean Paul Gautier, Valentino e eu não sei mais

O que eu escolho?

Por que eu escolho?

Quem quer que eu escolha?

Eu não sou seu produto

Da beleza, da preciosidade

Eles não podem me mudar

Incomparável, única O novo perfume sou eu mesma, o novo perfume, sou eu

Novo Perfume

Novo Perfume

Sou Roberto Cavalli, Bulgari, Givengi

Dolce & Gabana, Paco Rabana ou Lacoste

Tommy Hilfiger, Yves Saint Laurent e eu não sei mais

O que eu escolho?

Por que eu escolho?

Quem quer que eu escolha?

Eu não sou seu produto

Da beleza, da preciosidade

Eles não podem me mudar

Incomparável, única O novo perfume sou eu mesma, o novo perfume, sou eu

Novo Perfume

Da beleza, da preciosidade

Eles não podem me mudar

Incomparável, única O novo perfume sou eu mesma, o novo perfume, sou eu

Novo Perfume

Novo Perfume. (x2)

 
Fontes:

O que é que a Mulher Contemporânea tem?

Olá, pessoal!

Uma novidade no Blog da ProfessoraOline e ProfessorWeb é a assinatura nas postagens produzidas e a outra é que a equipe de suporte estará promovendo e reforçando o seu acompanhamento, avaliação, sugestão e, enfim, contando com a sua efetiva colaboração para o bom desenvolvimento de nosso blog, afinal de conta ele é 100% colaborativo e 100% educativo.

De início, o RADIOLA PW traz a música “O que é que a baiana tem?”, proporcionando uma analogia dessa obra de Caymmi com as atribuições sociais da mulher contemporânea em nossa sociedade.

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O que é que a baiana tem?” é uma canção composta por Dorival Caymmi, gravada em dezembro de 1939. É uma das músicas mais conhecidas da carreira da cantora Carmem Miranda e foi por muito tempo popularmente conhecida como o hino da Bahia, isso desde a interpretação desse samba no filme Banana da Terra, do diretor Wallace Downey.

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Basicamente, a letra da canção fala sobre a tradicional vestimenta das mulheres negras e mestiças da Bahia, conhecidas na região do sudeste e sul do Brasil como baianas, ainda que não eram vendedoras do quitute baiano, acarajé, muitas eram compostas de saia comprida muito rodada, brincos e balangandãs. Essa vestimenta inspirou os tão reconhecidos trajes de Miranda, que levou para fora do país, com seus espetáculos musicais, um pouco de nossa cultura baiana.

“Quando eu estava no Rio, quis qualificar a baiana. Fiz ‘O Que É Que a Baiana Tem?’ para explicar para um povo estranho ao meu o que era uma baiana”, contou Caymmi.

Numa versão mais contemporânea, temos um remake (nova gravação) dessa música na voz da cantora Daniela Mercury e mixada com a gravação original de Carmem Miranda. Vale a pena conferir!

O tempo passou e, atualmente, as mulheres baianas e brasileiras não têm suas identidades culturais caracterizadas apenas por suas vestimentas e/ou lugares por onde eles andam. Hoje, temos mulheres no Congresso Nacional, no Conselho Nacional de Justiça, nos Tribunais de Justiça dos estados, inclusive na Bahia, no Superior Tribunal Federal, como Juízas, Desembargadoras, Ministras de Estado, Senadoras, Deputadas, Delegadas, Vereadoras, Prefeitas, Governadoras e tantas outras funções relevantes à nossa sociedade.

Letra da música.

O que é que a baiana tem? de Dorival Caymmi.

O que é que a baiana tem?
O que é que a baiana tem?
Tem torso de seda tem (tem). Tem brinco de ouro tem (tem).
Corrente de ouro tem (tem). Tem pano da Costa tem (tem).
Tem bata rendada tem (tem). Pulseira de ouro tem (tem).
E tem saia engomada tem (tem). Tem sandália enfeitada tem (tem)
E tem graça como ninguém…!

O que é que a baiana tem? (bis)
Como ela requebra bem…!
O que é que a baiana tem? (bis)
Quando você se requebrar caia por cima de mim (tris)
O que é que a baiana tem? Mas o que é que a baiana tem?
O que é que a baiana tem?
Tem torso de seda tem (tem?). Tem brinco de ouro tem (ah!).
Corrente de ouro tem (que bom!). Tem pano da Costa tem (tem)
Tem bata rendada tem (e que mais?). Pulseira de ouro tem (tem)
Tem saia engomada tem (tem). Sandália enfeitada tem
Só vai no Bonfim quem tem…
O que é que a baiana tem? (bis)
Só vai no Bonfim quem tem…
O que é que a baiana tem? (bis)
Um rosário de ouro, uma bolota assim Ai, quem não tem balangandãs não vai no Bonfim
Ôi, quem não tem balangandãs. Não vai no Bonfim
Ôi, não vai no Bonfim (6 vezes)

Como essa, temos muitas outras músicas que contemporizam o papel de participação da mulher, com beleza, brilho, lutas, conquistas sociais e valiosas inserções em nossa sociedade.

Fontes:

http://en.wikipedia.org/wiki/O_Que_%C3%89_Que_A_Baiana_Tem%3F

http://dryicons.com/free-graphics/preview/fashion-illustration/

http://en.wikipedia.org/wiki/O_Que_%C3%89_Que_A_Baiana_Tem%3F#/media/File:Carmen_Miranda,_Banana_da_Terra_1939.jpg

Quem sabe o que é a UNE?

Reunidos na Casa do Estudante do Brasil, no Rio de Janeiro, em 11 de agosto de 1937, o então Conselho Nacional de Estudantes conseguiu consolidar um grande projeto almejado há anos anteriores, os jovens a batizam como União Nacional dos Estudantes (UNE). Desde então, a UNE começou a se organizar em congressos anuais e a buscar articulação com outras forças progressistas da sociedade. O primeiro presidente oficial da entidade foi o estudante gaúcho Valdir Borges, eleito em 1939.

Os primeiros anos da UNE acompanharam a eclosão do maior conflito humano da história, a Segunda Guerra Mundial. Os estudantes brasileiros, recém-organizados, tiveram ação política fundamental no Brasil durante esse processo, opondo-se desde o início ao nazifascismo de Hitler e pressionando o governo do presidente Getúlio Vargas a tomar posição firme durante a guerra. Entraram em confronto direto com os apoiadores do fascismo, que buscavam maior espaço para essa ideologia no país. No calor do conflito, em 1942, os jovens ocupam a sede do Clube Germânia, na Praia do Flamengo 132, Rio de Janeiro, tradicional reduto de militantes nazifascistas. No mesmo período, o Brasil entrava oficialmente na guerra contra o Eixo, formado por Alemanha, Itália e Japão. Naquele mesmo ano, o presidente Vargas concedeu o prédio ocupado do Clube Germânia para que fosse a sede da União Nacional dos Estudantes. Além disso, pelo decreto-lei n. 4080, o presidente oficializou a UNE como entidade representativa de todos os universitários brasileiros.

Neste início de século 21, o movimento estudantil diversificou sua atuação, em direção às principais demandas da juventude brasileira. A UNE se mobiliza em grandes bienais, que valorizam áreas como ciência, tecnologia e esporte, em movimentos de estudantes negros, mulheres, gays, lésbicas e outros grupos. Em 2008, a entidade realizou mais uma caravana nacional, desta vez pautando também temas como a saúde e qualidade de vida da população jovem brasileira. Além disso, a UNE tem papel central na Organização Continental Latino-Americana e Caribenha de Estudantes (OCLAE), integrando suas lutas às dos jovens dos demais países do continente. O movimento estudantil brasileiro hoje defende bandeiras como a do software livre, inclusão digital, meio ambiente, segurança pública e o protagonismo positivo do Brasil, enquanto nação emergente, no novo cenário mundial.

A atuação cultural da UNE, reprimida durante os anos de repressão da ditadura militar, foi simbolicamente retomada com a 1ª edição do festival, em 1999, em Salvador (BA). O encontro reuniu mais de cinco mil estudantes que davam início a um longo projeto de aproximação com a cultura popular e intercâmbio entre as muitas juventudes brasileiras.

Após essa primeira edição, foi criado o Circuito Universitário de Cultura e Arte, o CUCA, da UNE, responsável dali em diante pela organização de todas as outras edições do festival e por articular espaços físicos nas instituições de ensino e uma rede de diálogo entre os estudantes.

A última edição da Bienal, a oitava, em 2013, aconchegou-se nas históricas ladeiras de Olinda, em Pernambuco, celebrando o centenário de Luiz Gonzaga, o mestre Gonzagão. O tema “A volta da Asa Branca” pontuou a programação e teve a participação de convidados, em um encontro de gerações.

A Bienal retorna à cidade maravilhosa após três bem-sucedidas edições (2001, 2007 e 2011). A relação entre os estudantes brasileiros e o Rio é contada na história. A UNE foi fundada em terras cariocas e a sua sede funcionou na Praia do Flamengo, 132, até 1ª de abril de 1964, data em que foi incendiada por agentes da ditadura militar que acabava de se instalar no país. Hoje, a entidade está reconstruindo o prédio, no mesmo local, a partir de um projeto doado por Oscar Niemeyer, com inauguração prevista para 2016.

A 9ª Bienal #VozesDoBrasil voltou ao Rio de Janeiro desde o dia 1o fevereiro e segue até 6 de fevereiro de 2015, em pleno verão carioca. As atividades vão se concentrar em equipamentos culturais lendários que compõem o cenário efervescente da famosa Lapa, como a Fundição Progresso e o Circo Voador, com shows ao ar livre debaixo dos mais democráticos Arcos do país.

Então, pessoal, a União Nacional dos Estudantes, se não é a maior, é a mais antiga instituição defensora das causas estudantis no Brasil e você pode conhecê-la ainda mais acessando aos portais eletrônicos da UNE e/ou da 9ª Bienal #VozesDoBrasil.

Seguem os links:

http://www.une.org.br/

http://bienaldaune.org.br/hs/

Nota: Alguns trechos desse texto foram recortados dos portais eletrônicos da UNE e da 9ª Bienal #VozesDoBrasil.

Vídeo do MEC apresenta indicadores do PROUNI para esse ano de 2015

O Ministério de Educação (MEC) apresenta vídeo apontando os indicadores do Programa Universidade Para Todos (Prouni) para esse primeiro semestre de 2015, o vídeo ainda convoca os estudantes para as inscrições que seguem até o próximo dia 29 de janeiro. Segundo o MEC para se inscrever no Prouni 1º/2015 é preciso ter participado do Enem 2014 e ter obtido no mínimo 450 pontos na média das notas do Exame.Também é necessário, ainda, ter obtido nota acima de zero na redação.

Maiores informações pelo site: http://siteprouni.mec.gov.br/

Não esqueçam de conferir o vídeo clicando no link abaixo.
http://centraldemidia.mec.gov.br/index.php?option=com_hwdmediashare&task=get.embed&id=9696&width=580&height=375&Itemid=444

Juventudes indígenas e o Ensino Superior

Olá, pessoal! Reforçando nossas abordagens sobre a Cultura e Historia dos Povos Indígenas, falaremos sobre a realidade de jovens indígenas que se distanciam de suas comunidades para prosseguir com os estudos. A maioria precisa migrar para lugares distantes de suas aldeias, como algumas metrópoles, a fim de aprimorar a própria formação.

É importante entender que esses jovens indígenas vão em busca da complementação dos estudos no intuito de adquirir outros conhecimentos para aplicarem em suas aldeias. Nesse sentido, potencializam seus enfrentamentos na luta contra a extinção das próprias histórias, culturas e saberes tradicionais.

Na Bahia, segundo os dados publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, em 2010, 1.355 pessoas indígenas completaram o Ensino Superior e 7.350 ainda seguiam em curso. Além disso, temos o exemplo da professora  Arissana Braz, que leciona na rede municipal de Porto Seguro e é indígena da etnia Pataxó. Ela é integrante da Aldeia da Jaqueira.

Em 2006, Arissana ingressou no curso de Artes Plásticas da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e seguiu nos estudos e pesquisas da Historia e Cultura do povo Pataxó, cuja maioria está na região do extremo sul da Bahia. Em 2012, ela defendeu sua dissertação de mestrado com o título “Arte e Identidade: adornos corporais Pataxó”.

Durante todo o período que esteve no ensino superior, Arissana manteve-se distante de sua comunidade e, consequentemente, de sua família; mas jamais perdeu o foco e identidade Pataxó, retornando mestre em Estudos Étnicos e Africanos.

É isso aí! Saiba que, assim como nós, “não-indígenas” ou “não-aldeadas/os”, a juventude indígena tem ocupado os espaços de debates para (re)construir suas histórias de resistência. Se quiser saber ainda mais, não esqueça de acessar o link para assistir ao vídeo.

Valeu e até mais!

Fontes: blog Arissana, UFBA e Vimeo

Isadora Faber e Malala Yousafzai: Adolescentes feministas

Olá, Amig@s!!!

Vivemos em uma sociedade de infinitas transformações e aqui faremos uma reflexão, sobretudo quanto às contribuições de duas adolescentes, de comportamentos feministas e do quanto repercutem suas ações e ideias para as mudanças de nossa realidade contemporânea.

Conversaremos agora sobre duas personagens sociais que tiveram suas ações repercutidas nacional e internacionalmente. Pessoas que pretenderam, com suas ações, contribuir para a transformação da realidade imposta historicamente, de uma cultura que oprime e domina o comportamento humano quanto à busca de seus direitos como indivíduos sociais, para um mundo mais justo e oportuno para tod@s.

Malala_yousafzai.Iniciamos com Malala Yousafzai, uma adolescente paquistanesa, hoje com 16 anos, que depois de criar um blog repercutido nas mídias mundiais, onde tratava do papel social das mulheres na sua cultura e, principalmente, reforçava o acesso à educação, no blog ela destaca a condição de que em seu país as mulheres não tem direito aos estudos. Mesmo utilizando um pseudônimo, seu protesto repercutiu num importante noticiário inglês, que realizou com ela uma reportagem sobre esta realidade e Malala fez um depoimento que quase lhe custou a vida.

Durante o retorno de um curso que realizava ela sofre uma tentativa de assassinato, sendo acometida por um tiro na cabeça e outro no ombro; felizmente não morreu e recebe ajuda médica internacional. Depois de toda repercussão e já tratada dos ferimentos ela foi convidada para discursar na Assembleia das Organizações das Nações Unidas ONU, em 12 de julho de 2013, que coincidiu com seu aniversario. Iniciou sua fala com uma importante declaração: “Vamos pegar nossos livros e canetas. Eles são nossas armas mais poderosas. Uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo. A educação é a única solução”. […].

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A outra adolescente que tratamos é brasileira, moradora da capital catarinense – Florianópolis e estudante de escola publica. Isadora Faber, que em julho de 2012, aos seus 13 anos, decidiu criar uma página numa rede social com o título: Diário de Classe, A verdade. Nela colocava a realidade de abandono e descaso que sua escola enfrentava, iniciou tratando dos equipamentos com defeitos que davam choques elétricos nos estudantes, portas sem maçanetas, salas sem ventilação e ventiladores, dos tratos e comportamentos dos professores e demais profissionais da escola, dentre tantos outros casos. A principio ela foi rechaçada, vítima de bullying e até sua casa foi atingida, o detalhe é que a família forneceu a ela todo apoio possível.

No início um representante da secretaria de educação visitou a escola e garantiu a realização dos reparos na condição que ela postasse as realizações, ainda assim ele não retornou e os serviços não foram realizados, então ela seguiu postando a situação que seguia, chegando ao ponto de uma professora planejar e aplicar uma aula pautando política e internet, “ela informou que os alunos não deviam falar dos professores na rede” afirmou Isadora.

Depois de um tempo algumas coisas foram aos poucos sendo reparadas e as opiniões de Isadora, postadas no blog, já são bem aceitas na escola. “Gostaria que estudantes do mundo inteiro tivessem direito e acesso a uma educação digna e moderna. Tenho certeza que, se todo mundo fizer um pouquinho, juntos poderemos dar a educação, e assim, deixaremos o planeta mais justo e melhor para todos”, diz. Depoimento de Isadora, sobre educação, em um site brasileiro.

O blog, atualmente com mais de meio bilhão de acessos, repercutiu para além da escola, da cidade e até mesmo do estado de Santa Catarina e hoje Isadora com a colaboração de amigos criou uma ONG com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento da educação em seu estado. Servindo de exemplo para muitos estudantes Brasil afora.

Malala Yousafzai e Isadora Faber são personagens de enriquecedores exemplos, servindo como fonte para análise do uso responsável, livre e positivo das mídias digitais para cobrar a atuação das políticas públicas e, além disso, quanto à atuação feminina que transforma nossa sociedade globalizada e contemporânea, ainda que elas sejam muito jovens.

Valeu e até a próxima!!!

Fontes: Wikipédia, Site Oficial