About Geize Gonçalves

Professora da Rede Anísio Teixeira

O que dizer de Arte no Enem?

E existem questões de Arte no Enem?

Claro que sim! Geralmente os conteúdos de Arte se encontram junto às perguntas sobre movimentos literários, regência verbal e períodos históricos. Significa que a forma como você interpreta os textos deve ir além das palavras. É bom estar preparado para relacionar as linguagens verbal e a não verbal das telas de artistas brasileiros e estrangeiros.

Interpretar a mensagem da obra artística é estar apto a definir o contexto histórico em que o quadro foi produzido. Entender bem a linha do tempo das artes é mais importante de que conhecer especificamente a vida do artista.

artenoenem

Fig.01 – Obra adaptada. Guernica, de Pablo Picasso

Podem ser cobradas no Exame quatro das linguagens artísticas: artes visuais, dança, música, teatro.

É recorrente encontrar questões que incitem o aluno a analisar uma obra de acordo com seu contexto histórico, político e social. Para interpretar uma obra de arte é mais importante entender o contexto em que a obra foi criada, o que historicamente influenciou  o artista, do que ser um conhecedor de artistas e datas.

Veja mais sobre:

A Arte Moderna e a Arte Contemporânea em: http://pat.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/3927

Arte Popular e Pop Art em: http://pat.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/3741

Gêneros Textuais em: http://pat.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/3838

Barroco em: http://pat.educacao.ba.gov.br/emitec/disciplinas/exibir/id/5122

O ensino da dança na escola na ótica dos professores de Educação Física e de Arte em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1807-55092014000300505

Anúncios

Tropicália

Onde esta a criatividade e a coragem do povo brasileiro?

Dentre tantos exemplos, podemos citar o Tropicalismo. Esse foi  o movimento musical popular, ocorrido nos anos 60, mas que teve influência sobre a poesia, as artes plásticas, o teatro e o cinema.

O nome do movimento foi originado a partir de um projeto ambiental do arquiteto Hélio Oiticica, na exposição “Nova objetividade brasileira”, exposta no MAM no Rio de Janeiro, em 1967. A exposição de Oiticica relacionava o contexto das vanguardas da época e as diversas manifestações da arte.

O movimento originou-se, nos grandes festivais de MPB dos anos 60. Com letras que apresentavam um tom poético, fazendo críticas sociais de um jeito inovador e criativo sobre o regime militar. O Tropicalismo revolucionou a música popular brasileira, até então dominada pela Bossa Nova. O fundamental para o movimento era a liberdade.

Os artistas do Tropicalismo tinham um descompromisso total com os estilos, os modismos, o comum. Adotavam uma visão latino-americana usando temas cotidianos. Cheios de humor e irreverência, os tropicalistas buscavam combater o nacionalismo infligido pela Ditadura Militar, rejeitando a à intenção romântica da MPB, usando uma linguagem mais realista e atual, além de desmistificar a tradicional música brasileira ao colocar em conflito seus principais elementos.

Um retorno à ideologia do movimento antropofágico de Oswald de Andrade , alimentando e ingerindo qualquer tipo de cultura: dos Beatles à cultura hippie norte americana e regurgitando crítica aos valores éticos, morais e estéticos da cultura brasileira.

Veja mais sobre a Tropicália no Ambiente Educacional Web.

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/1501

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/1541

Geize Gonçalves

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Qual é a do Black?

Empoderamento, resistência e consciência.

Atualmente, nos corredores das escolas, encontramos vários alunos, alunas e professores que decidiram assumir seus cabelos naturais. Cachos de todos os tamanhos, volumes e comprimentos desfilam um poder que transcende a simples beleza estética. Preferir o uso dos cabelos naturais é um encontro com a identidade.

foto-blog

Fig. 01 – Imagem: Peterson Azevedo

Mas será que é por isso mesmo que eles estão aderindo a esse visual natural?

Bom, pode até começar como uma modinha, mas se transforma em algo muito maior. A partir do momento que esses jovens aceitam suas madeixas, começa um processo de autoconhecimento, fortalecendo  a construção de padrões estéticos próprios e desconstruindo os valores estéticos ocidentais. Eles passam a perceber que a discriminação não se dá apenas por palavras, se dá também pela não aceitação de um fenótipo. Talvez, partindo desse ponto, esses indivíduos busquem compreender acontecimentos sociais e juntem-se a outros na luta pelo combate à discriminação e ao racismo.

Pensando bem, aproveitar(-se de) um artifício estético para protestar não é novo. Nos anos 60, o uso do cabelo afro ganhou força com o movimento Black Power,  usado como ferramenta de afirmação   na luta pelos direitos civis. Na época, as mulheres, principalmente, decidiram deixar de alisar os cabelos e saíram às ruas ostentando seus cabelos naturais, causando um desconforto e espanto na comunidade branca. Naquela época, usar o Black era o mesmo que soltar os grilhões do período da escravatura, impor respeito. Foi neste período que sujeitos como Martin Luther King, Malcolm X ganharam voz, ambos revolucionários em suas ações em prol da causa dos negros e dos direitos civis, atuando de formas diferente nos EUA. Outro movimento foi o dos Panteras Negras (Black Panther) em 1966, eles participaram de uma importante parte no movimento dos direitos civis. Os Panteras Negras tinham uma postura mais violenta. porém todos estes sujeitos tinham  um desejo em comum: igualdade.

punho

Fig.02

man-156553_1280

Fig.03

man

Fig.04

A palavra é empoderamento. Ela está em alta, mas o que é isso mesmo? É ser livre, se reconhecer como é, e aceitar a sua ancestralidade sem pressão dos ditos padrões estéticos infligidos. Reconhecer seus traços largos, e a estruturas dos fios de um cabelo crespo.

 

Sabemos que a valorização do afrodescendente é uma luta constante, mas o nosso país é muito plural e teremos  ,inevitavelmente, que lidar com essas questões. A estética negra é um instrumento de reconhecimento, conquista,  consciência, resistência.

https://oprofessorweb.wordpress.com/2015/11/05/amanha-e-dia-de-branco/

https://oprofessorweb.wordpress.com/2011/11/11/mes-da-consciencia-negra-a-festa-da-resistencia/

Geize Gonçalves

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

A Arte Pop

pwpopart

Fig. 01

Sabe aquele aplicativo que edita sua foto em várias cópias menores e coloridas, ou que transforma seu rosto em um personagem de revista em quadrinhos cheia de pontos?

Você sabia que estes efeitos são baseados em um movimento artístico do pós-guerra, surgido entre as décadas de 1950 e 1960, chamado Pop Art?

Pois é. O movimento nasceu na Inglaterra e se popularizou principalmente nos Estados Unidos. Com o objetivo de repensar a arte moderna de um modo que ela atingisse a grande massa, um grupo de artistas ingleses fundou, em 1952, o Institute of Contemporary Arts (Londres). A intenção era agregar o maior número de público possível sem excluir ninguém.

E o que significa Pop Art? A tradução é arte popular, mas isso não quer dizer que era feita pelo povo. Fazia crítica ao consumismo e à sociedade de consumo, seu principal objetivo era aproximar a arte da vida comum. Torná-la popular, consumível, e de baixo custo. É uma arte jovem, espirituosa, sexy, chamativa, cheia de glamour e um grande negócio. Sempre fazendo critica à produção capitalista em massa, utilizando-se de signos massificados da indústria e do consumo. Revistas em quadrinhos, personalidades hollywoodianas e embalagens de produtos industrializados eram utilizadas como base nas criações dos artistas.

A grande sacada desse movimento foi chamar a atenção da população comum para um entendimento de arte, inspirado por elementos que não são compreendidos como arte. Gesso, tinta acrílica, poliéster, látex, produtos com cores intensas, fluorescentes, brilhantes e vibrantes, as obras eram criada a partir de imagens retiradas do seu contexto original e remexida, esticada, colada, duplicada, ampliada, se tornando um novo objeto , mas sem perder as características do original. A intenção era mostrar e até mesmo criticar as falhas do sistema de consumo compulsivo dos anos pós-guerra.

pop_art_sylia_by_botmaster2005

Fig.02

Ainda hoje estamos cercados por imaginário popular, o consumismo em massa, e do pensamento homogeneizado. A constante batalha entre o indivíduo e as instituições de consumo fez a continuação da Pop Art mais relevante do que nunca. O movimento evoluiu com o tempo e as mensagens são corajosas e vem se tornando mais ousadas do que nunca. Com a grande variedade de mídias, especialmente digitais, e com um alcance global maior, a arte pop atual inspira e incentiva o pensamento em consumidores modernos com a mesma energia contagiante, a pensar sobre como eles são afetados pelo entendimento da cultura e para reconhecer e manter a sua própria identidade contra todas as probabilidades consumistas.

 

 

Principais nomes: Andy Warhol, Roy Lichtenstein, James Rosenquist, Allen Jones, Peter Blake e Richard Hamilton.

Referências:

The Power of Pop Art

http://botmaster2005.deviantart.com/art/Pop-Art-Sylia-72511594

http://www.auladearte.com.br/#axzz43knMf4HW

Geize Gonçalves

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Será Que as Cores Influenciam o Consumo?

Nós seres humanos assimilamos as cores através do sentido da visão, que transmite a informação para o cérebro. Então quando escolhemos uma cor, estamos lidando com estímulos imediatos.

Subjetivamente as cores influenciam no emocional do individuo, seja para o positivo ou para o negativo. Elas fazem parte de nossa vida sendo utilizadas com símbolos onde agregamos significados que podem atrair clientes para uma logomarca, por exemplo, ou transmitir confiança para uma instituição.

Lembrando que as cores podem provocar diferentes sentimentos nas pessoas, para cada interesse, segmento e público, a cor pode agrupar determinados significados.

Vamos agora pensar nas grandes empresas de Fastfood. Que cores são mais marcantes nas famosas marcas de lanchonetes?

logosfastfood

Fig.1

O que podemos observar é a evidencia do amarelo e do vermelho na maioria das marcas. E será que a escolha destas cores é feita de forma aleatória?

Então vejamos. O vermelho e o amarelo são cores primarias, cores quentes, que são diretamente ligadas a felicidade, paixão, entusiasmo e alegria. O vermelho estimula o apetite e o prazer e é a cor da paixão. O amarelo traz a representação da felicidade, é uma cor que deixa as pessoas felizes e cheias de energia e também esta ligada ao apetite. Bem, já que o interesse dessas empresas é o consumo de alimento, tais cores foram empregadas com esta intenção.

Agora, pensem nas marcas de governo, ou de instituições financeiras. A grande maioria destas empresas optam pela utilização do azul como cor predominante.

logosazuis

Fig.2

O Azul também faz parte das cores primárias, no disco das cores. Está no grupo das cores frias, que representam calma e profissionalismo. Ele representa calma, confiança, produtividade, segurança e transmite a sensação do sucesso. O azul é a cor séria, comumente utilizada em marcas institucionais ou corporativas. Geralmente as marcas governamentais ou de instituições financeiras que desejam agregar confiança e credibilidade exploram essa cor.

Cada pessoa percebe as cores de maneiras diferentes. Vejamos aqui algumas das percepções comuns que são associadas a cores específicas no ocidente:

  • Vermelho: representa poder, energia, amor, ternura, agressão, colisão e paixão. É a cor que estimula todos os tipos de apetites e o prazer.
  • Amarelo:  ajuda o seu cérebro a liberar serotonina, que faz as pessoas se sentirem felizes e cheias de energia. otimismo, entusiasmo, diversão, confiança, originalidade, criatividade, desafiador, acadêmico e analítico, sabedoria e da lógica são associados a essa cor.
  • Azul: símbolo da verdade, conservadorismo, segurança, tecnologia, limpeza (principalmente quando combinado com o branco) e ordem. O azul escuro é ideal para os negócios porque simboliza a estabilidade financeira, profissionalismo e fidelidade
  • Laranja: é uma cor atrativa, mas também pode ser considerada agressiva e imperativa, pois apela para a ação do consumidor. Representa criatividade, alegria, entusiasmo, diversão, alta espiritualização e juventude.
  • Verde: desde sempre se convencionou o verde como a cor da esperança, mas essa cor também carrega outros significados, como criatividade, frescor, calma, harmonia, saúde, dinheiro, natureza, tranquilidade. abundância, equilíbrio e positividade.
  • Roxo: usado para representar produtos de luxo e de alto valor o roxo (combinação de vermelho e azul) sugere mistério, concentração, valor, justiça, autoridade, sofisticação, realeza e espiritualidade.
  • Preto: é tecnicamente a absorção de todas as cores. Representa rigidez, clássico, conservador, formalidade, mistério, seriosidade e tradição.
  • Branco: representa limpeza, inocência, paz, pureza, refinamento, esterilidade, simplicidade, confiabilidade e rendimento.
circulodascores

Fig.3

Embora a percepção de cor é um tanto subjetivo, existem alguns efeitos de cores que têm um significado universal e, quando bem empregada, pode gerar a sedução e o convencimento para o consumo. Claro que os sentimentos sobre cor são muitas vezes intrínsecos de cada pessoa e enraizada em sua própria experiência cultural. Se pensarmos na cor branca, por exemplo, é usada em muitos países do Ocidente como representação da pureza e da inocência, mas no Oriente é vista como um símbolo de luto. A cor vem sendo usada intencionalmente por revista, televisão, estabelecimentos comerciais e governamentais como ferramenta de atração. Ela pode ter uma influência sobre a forma como pensamos e agimos, esses efeitos estão sujeitos a fatores pessoais, culturais e situacionais.

“Cor, é como atitude, segue as mudanças das emoções”
Livre tradução Pablo Picasso

Referências:

http://www.auladearte.com.br

http://www.psychology.about.com

http://www.consumidoresdigitais.com.br/psicologia-das-cores-e-sua-influencia-nas-vendas/

Color Psychology and the Powerful Role it Plays in Branding

Geize Gonçalves

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Cor Sobre Forma

the-dance-henri-matisse

Fig.01  “A Dança” Henri Matisse 1910

Quantos homens e mulheres você vê nesta figura?

São todos homens?  Não?

São todas mulheres?

E realmente importa?

Bem, o que vemos são cinco figuras humanas de mãos dadas, formando uma ciranda. As linhas fortes e sinuosas nos dão a sensação de movimento.

A pintura Fauvista é assim. Pinceladas fortes, cores marcantes e pouco interesse pela realidade. O gênero de cada personagem pouco importa na obra, o  pintor fauvista só demonstra a alegria  e a jovialidade das dançarinas.

Essa é a obra do Pintor Frances Henri Matisse, chamada de A Dança.

Desenvolvido no início do século XX, o Fauvismo é uma tendência estética da pintura. As suas principais características são o conteúdo dramático nas obras e o uso acentuado de cores fortes.

Sem intenção política ou critica, o Fauvismo usa temática leve, baseada na alegria de viver e nas emoções. Sem muita responsabilidade com a gradação,  mesmo que o papel das cores seja extremamente importante nelas, já que eram responsáveis pela noção de limites, perspectiva volume e relevo. As cores não correspondiam à cor real das figuras, elas não tinham relação direta com a realidade. O Movimento Fauvista foi responsável pela mudança no conceito de utilização das cores nas artes plásticas.

Criações Artísticas livres e baseadas na intuição e no instinto sem muita relação com o intelecto ou emoções. É uma arte impulsiva.

Outros artistas Fauvistas: Albert Marquet, Andre Derain, George Rouault, Jean Puy, Kees Van Dongen, Maurice de Vlaminck, Raoul Dufy.

Geize Gonçalves

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia