Fique ligado!

 

Olá, pessoal! Preparado?

É positivamente válido revelar experiências exitosas no cenário educacional, notadamente, quando elas vêm de sujeitos que valorizam e lutam por uma educação cada vez melhor.

O quadro “Faça Acontecer” que integra o Programa Intervalo da TV Anísio Teixeira (TVAT)/ Rede Anísio Teixeira  trata-se de um documentário em que, educandos da rede estadual de ensino, participam de atividades, seleções ou premiações incentivadas pela Secretaria Estadual de Educação e Cultura / SEC.

Atavés dos projetos que estimulam o pensar educativo, científico, cultural e tecnológico orientados pela Lei de Diretrizes e Bases (Lei 9394 de 20 de dezembro de 1996) como: Festival Anual da Canção Estudantil (FACE), Artes Visuais Estudantis (AVE),Projeto Tempos de Arte Literária (TAL),Produções Visuais Estudantis (PROVE), Feiras de Matemática, Feira de Ciências e Jogos Estudantis da Rede Pública (JERP) para o fomento de atividades socioculturais que, para além dessa proposta, são atividades que estimulam a criatividade e criticidade  dos educandos com o propósito de valorização e divulgação de um produto, sem perder de vista sobretudo, o reconhecimento das questões identitárias dos sujeitos.

A proposta do “Faça Acontecer” versa por diferentes áreas do conhecimento o que permite, portanto, um diálogo interdisciplinar. O ponto forte desse quadro é, sem dúvida, revelar as potencialidades bem como o protagonismo estudantil dando visibilidade à sua produção e criação, claramente percebido  na fala do educando Pablo de Jesus,participante do AVE 2010,de Morro do Chapéu -BA. Assista ao vídeo abaixo e confira!

video

Como fica evidente, o documentário aborda , a trajetória do estudante até a conquista da premiação, o enfrentamento e a superação de suas dificuldades revelando, consideravelmente, o papel da família e da comunidade escolar como os pilares para a realização do desejo de cada participante.  Para assistir aos demais vídeos acesse nosso ambiente!

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/episodios/id/6

Por fim, o “Faça Acontecer” é uma grande oportunidade de mostrar a sociedade  as potencialidades dos educandos . A exemplo de Mirela Andrade de Jeremoabo- BA, com seu projeto “A Geografia da fome” revela  grande contribuição  para um problema bastante gritante,  não somente no nosso contexto social, mas global. Seu trabalho científico ganhou a Feira de Ciências da Bahia em 2011 e teve ainda repercussão nacional  na Feira Brasileira  de Ciências e Engenharia (FEBRACE) em 2012 .

  Então! O que está esperando? Você, como muitos e tantos outros, pode ser o protagonista do próximo “Faça Acontecer”! Portanto, fique ligado no “Encontro Estudantil” e revele seu talento!

Mônica de Oliveira Mota

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Anúncios

A Ponte Imperial sobre o Rio Paraguaçu

Olá, pessoal! Tudo bem?

Hoje, nós vamos falar sobre uma importante propriedade muito utilizada na engenharia, a rigidez dos triângulos, denominada ‘treliças’. Para contextualizarmos esse assunto, vamos analisar as treliças da Ponte do Imperador sobre o Rio Paraguaçu, que liga duas importantes cidades baianas: Cachoeira e São Félix, distantes 120km e 110km de Salvador, respectivamente.

O Rio Paraguaçu, com 614 km de extensão, é totalmente baiano! Sua nascente encontra-se na Chapada Diamantina, no Morro do Ouro, na Serra do Cocal, em Barra do Estiva – Bahia e deságua na Baía de “Todos os Santos”. O nome Paraguaçu é de origem tupi e significa ‘rio grande’. Estima-se que 5 milhões de pessoas recebem suas águas. O Rio separa duas importantes cidades: Cachoeira (395km2 de área) e São Félix ( 99km2), com 35.013 e 15.091 habitantes, respectivamente, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 1º de julho de 2016.

No século 19, o governo imperial, sob o comando de Dom Pedro II, mandou construir uma ponte num estaleiro da Inglaterra, como presente de reconhecimento pela bravura do povo baiano no episódio de expulsão dos portugueses da Bahia. Com 365m de extensão, foi a mais importante ligação por terra entre as duas lindíssimas cidades e foi inaugurada em julho de 1885. É chamada de Ponte de Ferro ou Ponte Imperial Dom Pedro II e se constitui num cartão postal para o Recôncavo baiano. Pode ter sido um dos mais importantes empreendimentos no campo da engenharia, na época, com tecnologia inglesa, o que demonstra o contexto da época, da revolução industrial com uso do ferro. Ela veio desmontada da Inglaterra e foi cravejada e montada no local!

Ao observarmos objetos, construções e outras estruturas é comum verificarmos a presença de triângulos. Eles são muito utilizados na engenharia, na carpintaria, em estruturas de portões, grades, torres, etc. Como é o caso da Ponte Imperial (figura abaixo). Observe que sua estrutura é composta por vários triângulos, denominado treliças, cuja propriedade nenhum outro polígono possui e permite que a ponte fique firme, rígida e seja capaz de aguentar muito peso.

Figura 1- Ponte Cachoeira

http://olhokaolhodopombo.blogspot.com.br/2011_11_01_archive.html

A utilização dos triângulos na construção de diversas estruturas está relacionado a sua rigidez, isto é, não é possível alterar os ângulos internos de um triângulo mantendo as medidas dos seus lados fixas, o que não acontece com os demais polígonos. Uma estrutura formada por triângulos não se deforma.

Se você construir, por exemplo, um retângulo com palitos, ele se deformará facilmente, se confundindo com um losango ou paralelogramo ou até se desfazendo por completo. Porém, se colocar um palito ligando dois vértices não adjacentes, formando assim uma treliça, a estrutura ficará rígida, indeformável.

Figura 2

As estruturas flexíveis acima podem, porém, tornarem-se rígidas, para tanto, basta ligar dois vértices, não consecutivos ou não adjacentes. Veja:

Figura 3

Existem até concursos de pontes feitas de palito de picolé e os vencedores, em sua grande maioria, utilizam as treliças para a construção de seus protótipos. Veja aqui!

Além das pontes de treliças, existem pontes suspensas (ou pênsil), pontes estaiadas, pontes cantiléver, conforme mostradas nas figuras abaixo, respectivamente:

Pesquise e identifique as características de cada uma delas. Pesquise também, por estruturas na sua cidade, que utilizem os mesmos princípios físicos e propriedades matemáticas.

Um abraço e até a próxima, se assim Deus permitir.

Samuel Oliveira de Jesus

Professor de Matemática da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

REFERÊNCIAS

NEVES, Evandro Marques das. Rigidez dos triângulos. Disponível em: <http://bit.profmat-sbm.org.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/1509/2011_01319_EVANDRO_MARQUES_DAS_NEVES.pdf?sequence=1>. Acesso em 06/04/2017.

WIKIPÉDIA. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Treli%C3%A7a>. Acesso em 10/04/2017.

___________. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Cachoeira_%28Bahia%29>. Acesso em 10/04/2017.

MENDES, Sônia Regina Prado. Estudo dos Triângulos. Disponível em: <https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/31627/000783710.pdf?sequence=1>. Acesso em 10/04/2017.

GSHOW. Ponte que liga Cachoeira a São félix é cartão-postal do Recôncavo. Disponível em: <http://gshow.globo.com/Rede-Bahia/Aprovado/noticia/2016/10/ponte-que-liga-cachoeira-sao-felix-e-cartao-postal-do-reconcavo.html>. Acesso em 10/04/2017.

Imagens CC BY:

WIKIPEDIA. Acessadas em 11/04/2017. Disponíveis em:

VÍDEO. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=GELIA-eRSOw&t=1115s>. Acesso em 10/04/2017.

Arte perigosa!

Salve, gente boa que prestigia o nosso blog!

Muito provavelmente você já viu alguém fazendo pinturas incríveis em azulejos em alguma calçada. São verdadeiras obras de arte que exprimem sensibilidade e criatividade. Normalmente, são artistas de rua que usam os dedos para dar efeitos impressionantes à tinta que é aplicada ao azulejo através de spray como na foto 1, a seguir:

arte perigosa

Foto 1: Arte perigosa! Por Sílvia Santana.

A mistura de tinta com ar, formando uma dispersão de pequenas partículas, chamada de aerosol, pode ser obtida através de latas de spray (foto 2) ou produzida com o auxílio de um sistema de bombeamento (bombas ou borrifadores de inseticida ou equipamentos específicos, como compressores de ar acoplados a recipientes que permitem borrifar a mistura).

Spray_cans

Foto 2: Latas de tinta em spray. Por Levi Siuzdak – Obra do próprio, GFDL, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=5225012

Na foto 1, os pintores são três crianças que usam os dedos como pincéis e as suas camisas para retirar os excessos de tintas e aplicar efeitos. Eles usam o mesmo tipo de tinta dos artistas que fazem grafite.

Para saber mais sobre o grafite, veja a postagem: Graffitti: a arte nas ruas – Expressão e liberdade!

Disponível em: https://oprofessorweb.wordpress.com/2013/04/15/graffiti-a-arte-nas-ruas-expressao-e-liberdade/

Veja também o episódio do quadro Cotidiano: Salvador, Salve a Cor

Disponível em: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/3938

No uso das tintas spray, os fabricantes recomendam o uso de EPIs (equipamentos de proteção individual), tais como máscaras, óculos de proteção e luvas. Sem qualquer tipo de proteção, os pintores de azulejos têm uma exposição muito prolongada aos componentes das tintas, uma vez que além da inalação típica da produção no grafite, usam as mãos para dar formas às tintas.  Para remover a tinta impregnada no seu corpo, costumeiramente, usam solventes orgânicos como gasolina ou removedor, ambos comprovadamente tóxicos.

As tintas spray já apresentam na sua composição solventes orgânicos (tolueno, xileno e derivados). As tintas mais baratas e as importadas clandestinamente, que não sofrem fiscalização, podem conter também metais pesados como o chumbo, o níquel e o cádmio, que são neurointoxicantes e bioacumulativos.

Os solventes orgânicos, de modo geral, são depressores do sistema nervoso central e, de acordo com o período, freqüência e intensidade da exposição, provocam desde sonolência, confusão mental e cefaléia, até depressão respiratória, coma e morte (PEDROZO & SIQUEIRA, 1989).

Os autores citam ainda como consequências: a dependência psíquica mais ligada à intensidade da exposição do que do tipo de solvente, e a  ansiedade e a depressão que podem surgir quando o uso é descontínuo. Se a exposição começa muito cedo como no caso do registro fotográfico do início dessa postagem, os efeitos cumulativos podem ser ainda mais nocivos à saúde.

A foto 1 expressa, ao mesmo tempo, a arte que deixa turistas encantados, o talento quase natural das crianças em paralelo à condição de risco à saúde e ao trabalho precoce que serve como fonte de renda. Trata-se de um quadro real que precisa ser objeto de reflexão, regulamentação e de transformação. Como você interpreta esse quadro? Poste seu comentário!

Referências:

PEDROZO, M. de F.M. & SIQUEIRA, M.E.P.B. de. Solventes de cola: abuso e efeitos nocivos à saúde. Rev. Saúde públ., S. Paulo, 23:336-40, 1989.

Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico. TINTA SPRAY USO GERAL. Orbi Quimica. 2014. Disponível em: <http://orbiquimica.com.br/site/wp-content/uploads/2014/04/FISPQ-TintaSprayUsoGeral.pdf>. Acesso em 18 de abril de 2017.

Escritores Baianos, Aqui e Acolá

Abril. Abre-se, em nosso blog, um espaço maior para a literatura. Nossa escolha é dar visibilidade à produção literária do estado da Bahia e estimular a apreciação estética das obras destes novos escritores. Ao mesmo tempo, realizaremos uma conversa entre a literatura e outras linguagens artísticas aqui produzidas, como teatro, dança, música e audiovisual.

Durante o ensino médio, nas aulas de Literatura, há a recomendação ou exigência da leitura de vários livros clássicos, de autores brasileiros ou portugueses. Para a maioria dos estudantes, essa atividade é extremamente desafiadora: ler livros que foram escritos há séculos, com uma linguagem bastante diferente da nossa, descrevendo uma realidade aparentemente muito distante.

Respeitando os direitos imprescritíveis do leitor, como sugere Daniel Penac, …

O direito de não ler;  de pular as páginas; de não terminar de ler o livro; de reler; de ler no importa o quê; o direito ao “bovarysmo”; de ler não importa onde; o direito de “colher aqui e acolá”; o direito de ler em voz alta;  de se calar.”

… em algum momento haverá o reconhecimento de que esses textos da escrita universal permitem ao leitor descobrir mais sobre a alma, o mundo e os recursos estilísticos da língua. Seus autores são verdadeiros artistas, são artistas da palavra: esculpem a língua com cuidado e estilo e põem em evidência os principais conflitos da existência humana.

Desta vez, no Blog queremos dar espaço aos novos escritores. Na última década houve uma diversificada atividade literária com produção de livros de novos autores que, infelizmente, por circunstâncias de distribuição, não chegaram às livrarias do país. Esta é uma boa ocasião para apresentar escritores que estão aqui – os que nasceram, residem e produzem em sua própria terra – bem mais perto que imaginam. Não digo apenas dos escritores de obras consagradas,  nascidas em terras nossas, digo mesmo dos contemporâneos escritores.

Entre 2015 e 2016, num projeto denominado Mapa da Palavrafoi constituída uma chamada pública para a seleção de produções artísticas e literárias realizadas em nosso estado. Resultado: duzentos e setenta e cinco artistas da palavra se cadastraram e tiveram suas obras publicadas em plataforma virtual ou em versão impressa. Teremos aqui no blog, na TV e na nossa Rádio Anísio Teixeira grandes encontros e conversas com escritores da nossa Bahia.

De abril em diante, algumas postagens estarão aqui para “degustação”. Aguardem! Enquanto isso, podem ir se deleitando com o que a Rede Anísio Teixeira produziu no quadro “Poesia de Cada Dia” com textos de poetas brasileiros. Aqui, apenas um dos muitos que vocês podem acessar no Ambiente Educacional Web.

Até mais!

Lilia Rezende

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino

 

 

Feminismo: isso é coisa de quem luta por igualdade de direitos

Em 2015, o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) trouxe temáticas que estão na pauta do movimento feminista em duas de suas provas: a de Redação e a de Ciências Humanas e suas Tecnologias. Obviamente, o fato de os responsáveis pelo ENEM abordarem tal assunto não foi à toa. A necessidade de discutir feminismo parte de uma demanda social urgente, que tem no seu cerne a luta por direitos iguais para todos os gêneros.

De acordo com a historiadora e cientista política Céli Regina Jardim Pinto, a chamada primeira onda do feminismo aconteceu a partir das últimas décadas do século XIX, quando as mulheres, primeiro na Inglaterra, organizaram-se para lutar por seus direitos, sendo que o primeiro deles que se popularizou foi o direito ao voto”, p. 15. No Brasil, o ponto de partida da luta feminista se deu no início do século XX, através de Bertha Lutz, também tendo o direito ao voto como principal bandeira. Contudo, ao longo do tempo, outras pautas tornaram-se necessárias para o movimento. Por isso, é possível dizer que há vários feminismos.

Fig. 1: Simone de Beauvoir: referência máxima do movimento feminista. Imagem: reprodução do site The Simone de Beauvoir Society

Nesse sentido, existem grupos feministas que reivindicam questões específicas, a exemplo das lésbicas, das mulheres negras e das mulheres trans. Obviamente, há temas que são comuns a todo mundo, como a busca pelo fim da desigualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função, a liberdade sexual, a descriminalização do aborto, o fim da violência doméstica e da cultura do estupro, entre outras. Para as feministas, a sociedade deve entender e respeitar que as mulheres são livres para fazer as próprias escolhas. Feminismo não é o contrário de machismo, que é uma forma de dominação socialmente aceita e, ainda hoje, incentivada. Ser feminista é ter consciência de que os direitos devem, de fato, ser iguais, tanto para homens quanto para mulheres.

A prova de Ciência Humanas do ENEM 2015, na questão 42, reproduziu o seguinte trecho do livro O Segundo Sexo, da filósofa francesa Simone de Beauvoir, referência máxima quando se fala em movimento feminista: “Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam o feminino”. O que Beauvoir quis dizer? Djamila Ribeiro, em texto publicado no site da revista Carta Capital, explica: “…ao dizer que ‘não se nasce mulher, torna-se’, a filósofa francesa distingue entre a construção do ‘gênero’ e o ‘sexo dado’ e mostra que não seria possível atribuir às mulheres certos valores e comportamentos sociais como biologicamente determinados”. Então, repetir frases como “Isso é coisa de mulher”, é um dos equívocos de que precisamos nos desfazer para assumir uma postura menos machista. Afinal, ninguém nasce machista, torna-se.

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Referências:

ENEM 2015. Exame Nacional do Ensino Médio. INEP: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Ministério da Educação. Prova de Redação e de Linguagens Códigos e suas Tecnologias, Prova de Matemática e suas Tecnologias. Disponível em: <http://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/provas/2015.pdf>. Acesso em: 31 mar. 2016.

ENEM 2015. Exame Nacional do Ensino Médio. INEP: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Ministério da Educação. Prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias, Prova de Ciências da Natureza e suas Tecnologias. Disponível em: <http://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/provas/2015.pdf>. Acesso em: 31 mar. 2016.

PINTO, Céli Regina Jardim. Feminismo, História e Poder. Revista de Sociologia Política, Curitiba, v. 18, n. 36, p. 15-23, jun. 2010. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rsocp/v18n36/03.pdf>. Acesso em: 31 mar. 2016.

RIBEIRO, Djamila. Simone de Beauvoir e a imbecilidade sem limites de Feliciano e Gentili. Carta Capital, Opinião, Sociedade, 3 nov. 2015. Disponível em: <https://www.cartacapital.com.br/sociedade/simone-de-beauvoir-e-a-imbecilidade-sem-limites-de-feliciano-e-gentili-6444.html>. Acesso em: 31 mar. 2016.

É fogo!

Oi, galera! Tudo beleza? Espero que sim! Hoje, vamos falar de eletricidade! Pois é! Esse tema é fascinante e desperta a curiosidade de muita gente! No entanto, qualquer intervenção na rede elétrica  deve ser feita apenas por profissionais especializados, mesmo aqueles reparos mais simples!

Segundo dados estatísticos obtidos da ABRACOPEL (Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade) as instalações elétricas inadequadas aparecem como uma das principais causas de incêndio e de choques elétricos, o que reforça a ideia de que elas devem ser sempre revisadas e seus princípios de funcionamento compreendidos por todos os seus moradores, a fim de reduzir riscos de choques elétricos e incêndios.

Uma prática que tem colaborado para o aumento dessas estatísticas é o hábito que as pessoas têm de plugar vários aparelhos numa mesma tomada, utilizando benjamim ou réguas. Essa prática, apesar de muito comum, oferece vários riscos! Quando temos vários equipamentos de alta potência (ferro elétrico, micro-ondas, geladeira, etc.) conectados através de um benjamim, há um risco iminente de incêndio. Isso porque  o aumento de potência em uma parte do circuito faz com que naquele ponto haja um aumento da corrente circulante, o que gera a dissipação de energia elétrica sob a forma de calor, também conhecido como efeito Joule. Se os condutores e a tomada estiverem submetidos a condições de tensão e corrente fora das especificações do fabricante, essas condições levarão ao aquecimento do condutor, podendo ocorrer o derretimento da camada isolante que recobre o benjamin ou mesmo o fio, gerando curtos-circuitos ou mesmo choques elétricos.

prevencao-acidentes-domesticos-eletricidade-choques

Disponível em ABRACOPEL, acessado em 06/04/2017

Uma pesquisa realizada pela ABRACOPEL  revela que 86% dos usuários já levaram algum tipo de choque elétrico, sendo que 20% destes  ocorreram ao trocar tomadas ou lâmpadas!

Em virtude dessas estatísticas, cabem algumas dicas ao lidar com a rede elétrica:

  • ao trocar lâmpadas, instalar ou dar manutenção em chuveiros e outros equipamentos ligados à rede elétrica, sempre desligue o disjuntor na caixa de distribuição;
  • nunca utilize os chamados “Tês” ou benjamins e extensões em geral para conectar vários aparelhos numa mesma tomada;
  • não utilize ou manipule aparelhos ou rede elétrica com as mãos ou corpo molhado. A água não é condutora, mas quando misturada ao suor, ela passa a conduzir, aumentando risco de choques. ;
  • crianças são curiosas e muito ativas, por isso, utilize sempre tampas (normalmente feitas de material plástico) para impedir que os pequenos introduzam seus próprios dedos e utensílios metálicos nas tomadas;
  • jamais tente apagar fogo na rede elétrica ou em aparelhos elétricos com água! Nesses casos, deve-se utilizar um extintor de incêndio ;
  • E, finalmente, em caso de choque elétrico, nunca toque na vítima! Tente localizar o disjuntor e desligue-o imediatamente. Caso não seja possível, tente afastar o fio ou o corpo da vítima, utilizando um material isolante (barrote de madeira seca, tubo plástico ou jornal dobrado).

Aprenda um pouco mais acessando o Ambiente Educacional Web. Lá, você encontrará uma variedade de conteúdos digitais! Até a próxima!

Referências:

Prevenção de acidentes domésticos com energia elétrica. Disponível em: http://www.clamper.com.br/blog/prevencao/prevencao-de-acidentes-domesticos-com-energia-eletrica, acesso em 06 de abril de 2017.

 Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade. Disponível em: http://abracopel.org/estatisticas/releases/acesso em 06 de abril de 2017.

Programa Casa Segura.Disponível em : http://programacasasegura.org/br/economia/sobrecarga-pode-causar-curtos-circuitos-e-incendios/, acesso em 06 de abril de 2017.

Portal SESMT, Segurança Elétrica. Disponível em:
http://www.sesmt.com.br/Blog/Artigo/normas-nr-10-seguranca-eletrica, acesso em 06 de abril de 2017.

Portal EngHall. Disponível em:
http://www.cursonr10.com/curso-nr10-choque-eletrico.html, acesso em 06 de abril de 2017.

Fontes para a história da Bahia

O ensino de história da Bahia é muito prejudicado nas unidades escolares, principalmente, pela escassez de fontes, tendo em vista que os livros didáticos, na maioria das vezes, focam sua análise na perspectiva eurocêntrica, em que a visão sobre a história local fica prejudicada.

Na prática de muitos professores, prevalece a ênfase nos eventos que acontecem na Europa, América e Brasil, sem conexão com o contexto da cidade em que os estudantes vivem. O autor Michel de Certeau, em A Escrita da História (1982), apresenta um ponto de vista importante sobre essa problemática ao afirmar que o passado europeu tem um papel central na análise histórica.

É preciso viabilizar um ensino de história que privilegie a memória local, a pesquisa e a aprendizagem dos alunos sobre o fazer histórico. Toda cidade é singular, tem uma memória, uma trajetória sócio-histórica a ser desvelada pelo olhar interessado de pesquisadores, um professor de história comprometido com a aprendizagem dos estudantes identifica as fontes para esses conhecimentos a partir do espaço em seu entorno. A cidade em que a unidade escolar está inserida é fecunda em experiências sociais, dinâmica e está em constante interação com o restante do país e do mundo. O professor de história precisa mostrar como essa disciplina produz seu conhecimento para que o fazer histórico não seja pensando como algo amorfo e desvinculado de sua realidade social. A pesquisa é a melhor metodologia para alcançar esse resultado, principalmente quando as fontes são os artefatos culturais oferecidos pela cidade em que o estudante mora.

6756089515_9292e752be_z

Fig 01: Anais do Arquivo do Estado da Bahia.

As fontes históricas são o material o qual os historiadores se apropriam por meio de abordagens específicas, métodos diferentes, técnicas variadas para tecerem seus discursos históricos (PINSK, 2005, p.07). O conceito de fontes históricas tornou-se bastante amplo ao longo do tempo, além dos documentos escritos, inclui entrevistas, jornais antigos, fotografias, monumentos, correspondências etc.

A pesquisa sobre história local abre uma importante possibilidade de análise sobre diversos aspectos da vida social, cultural e cotidiana  a partir do uso de fontes constantes em arquivos públicos de diversos tipos. Muitas cidades têm arquivos sobre sua história que são públicos, outros estão alocados em fóruns, delegacias, prefeituras, museus e esses acervos podem ser uma importante fonte de consulta para a história do município. Em Salvador, contamos com o Arquivo Público da Bahia e o Arquivo Municipal de Salvador. Não devemos, principalmente, esquecer o valor memorialístico dos mais velhos, um acervo de conhecimentos inestimável sobre a memória da cidade e que deve ser reverenciado como nos lembra o mestre da tradição oral  Amadou Hampâté-Bâ: “Na África quando um velho morre, uma biblioteca se incendeia” (Hampâté Bâ: 1999, 1) Percebe-se então como a pesquisa  histórica pode ser uma ponte para problematizar o papel social dos mais velhos, o valor da memória como fonte de conhecimento e fortalecer a relação entre gerações.

É importante que os estudantes e professores percebam que o fazer histórico não é algo tão distante, centrado  no ambiente acadêmico. O papel dos professores é, sobretudo, o de estimular a iniciativa dos estudantes por meio de uma problematização levantada em sala de aula, uma questão que suscite a curiosidade dos estudantes e os estimulem a buscar o conhecimento  histórico em suas fontes, que podem ser, as mais  diversas.

No vídeo abaixo, vemos um exemplo importante de como os professores podem estimular o gosto pela pesquisa  em seus alunos, através do contato com as fontes históricas:

 

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/incorporar-conteudo/id/3873

 

 

Valdineia Oliveira dos Santos

Professora de História da Rede Estadual de Ensino

 

REFERÊNCIAS:

FONSECA, Selva Guimarães. Didática e prática de ensino de História. Campinas – SP: Papirus, 2005.

CERTEAU, Michel de. A Escrita da História. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1982.

PINSK, Carla Bassanezi. Fontes Históricas. São Paulo: Contexto, 2005.

XAVIER, Erica da Silva. Ensino e história: o uso das fontes históricas como ferramentas na produção de conhecimento histórico.Disponível em: http://www.uel.br/eventos/sepech/sumarios/temas/ensino_e_historia_o_uso_das_fontes_historicas_como_ferramentas_na_producao_de_conhecimento_historico.pdf