Quem está estudando para o ENEM?

O Exame Nacional do Ensino Médio está se aproximando e, a partir da próxima segunda-feira, 22 de agosto, o nosso blog intensificará as discussões que podem auxiliar os estudantes durante a preparação para o exame.

Fig.1: Ilustração do Enem. Fonte: INEP
Fig.1: Ilustração do Enem. Fonte: INEP

Começaremos com uma semana temática (de 22 a 26 de agosto), que trará informações de todas as áreas do conhecimento (Ciências Humanas e suas Tecnologias, Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias). Nesse sentido, vamos problematizar e discutir assuntos que sempre figuram na prova. Em seguida, na segunda semana de setembro, voltaremos ao tema, fazendo uma associação entre o Enem e a Independência do Brasil.

De 19 a 23 setembro, abordaremos aspectos de nossa pluralidade cultural e como eles aparecem no Exame Nacional do Ensino Médio. Tudo isso, obviamente, levando em consideração outros temas transversais, como história e cultura africana e gênero e sexualidade. Para finalizar, dedicaremos o mês de outubro todo para falar de Enem e de temáticas voltadas para a saúde. Como elas aparecem na prova? Quais são as mais frequentes?

Quer saber? Então, não perca o nosso calendário! Acompanhe tudo por aqui e utilize os conteúdos do Ambiente Educacional Web para ter ainda mais sucesso no Enem!

Só para lembrar: o exame está marcado para acontecer nos dias 5 e 6 de novembro de 2016!

Até o próximo!

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

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Um Ser de Luz…

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Fonte: Wikipedia

Num universo com turbilhões de informações e acontecimentos se torna cada vez mais desafiador ser estudante, ao tempo em que se torna mais e mais necessária a compreensão do mundo em que vivemos através do conhecimento construído no espaço escolar. O aluno,  (do latim alumnus, alumnié) ou discente é o indivíduo que recebe formação e instrução de um ou vários professores ou mestres para adquirir ou ampliar seus conhecimentos. No entanto, se estamos querendo dizer de alguém capaz de guiar seus passos para sua construção pessoal (quiçá profissional) podemos chamar este ser de Estudante. Ele é, sim, um ser de luz, pois, através dele, fatos e coisas são elucidados pela sua curiosidade e vontade de desbravar outros mundos. Como chamar   esse ser de pessoa sem luz? Como disse Paulo Freire

O aluno não é uma folha de papel em branco onde o professor irá escrever novos conteúdos”, ele traz consigo o interesse pelas coisas e nós professores devemos agir como mediadores para que essa busca da aprendizagem se dê de forma significativa. 

Existe uma esperança de que um dia esse 11 de agosto, quando se comemora o dia do Estudante, seja de celebração na escola e que o estudante esteja lá mesmo, no seu espaço de trabalho e convivência, faça questão de lá estar, comemorando um dia de mais aprendizado e não que se faça deste um dia de “bônus” por não estar ali dentro do espaço onde aguça a sua curiosidade que é a Escola ou qualquer outro lugar que traga essa experiência. O espaço do conhecimento tem que ser um local acolhedor e atrativo fazendo com que este estudante queira estar ali da mesma forma que queria estar numa praia, cinema, festa por exemplo. É equivocado o pensamento de descanso da escola, pois, se é um local alegre não pode ser motivo de distanciamento.

Salve o Estudante!!!

Que esse ser sempre nos ilumine com suas ideias e descobertas

Nildson B. Veloso

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

A Influência da Matemática na Revolta dos Búzios

Oi, galera do PW! Tudo beleza? Você sabia que a Conjuração dos Alfaiates foi a nossa mais importante revolta anticolonial? E que as motivações que levaram ao seu estopim podem ser explicadas pelas atuais Leis de Mercado? E que a lei da oferta e da procura tem seus princípios explicados pela matemática? Pois é! Vamos mergulhar no túnel do tempo para entender como isso ocorreu.

A Conjuração Baiana, também conhecida como Revolta dos Búzios, Revolta dos Alfaiates ou Revolta dos Argolinhas, ao contrário de outras revoluções que tiveram como protagonistas a elite da época, foi idealizada, principalmente, pelos brancos, pobres, mulatos, negros livres e escravos. Teve como principal líder o médico, político e filósofo baiano Cipriano Barata, o soldado Luís Gonzaga das Virgens e os alfaiates Manuel Faustino dos Santos Lira e João de Deus do Nascimento.

A Conjuração ocorreu em virtude de fatores econômicos e sociais. Elementos como a escassez de alimentos, a alta nos preços dos principais gêneros alimentícios e a influência dos ideais de igualdade , liberdade e fraternidade difundidos pela Revolução Francesa, foram os principais fatores.

Economicamente, a situação da Bahia no final do século XVII  não era muito favorável, pois  a cana-de-açúcar entrara em decadência. No entanto, no final do século XVIII, houve uma recuperação em virtude da Revolta dos Canaviais, em que os engenhos da Ilha de São Domingos foram queimados, desorganizando assim uma das principais potências açucareiras da época. Este fato, levou o açúcar produzido pela Bahia a se valorizar  e fez com que os engenhos retomassem a cultura da cana-de-açúcar.  No entanto, essa prosperidade teve um preço muito alto para as camadas mais pobres, pois os senhores de engenho passaram a ocupar quase toda a extensão de suas terras produtivas com a cultura da cana-de-açúcar, fato que levou em curto prazo o desabastecimento e consequente encarecimento de itens como a farinha de mandioca e carne, um dos principais itens da mesa do povo.

Analisando esses fatos nos dias de hoje, podemos explicar a alta nos preços dos alimentos naquele momento histórico utilizando a lei da oferta e procura. Segundo ela, em períodos nos quais a demanda passa a superar a oferta, a tendência é o aumento dos preços. A curva a seguir mostra esse comportamento e como essas grandezas se relacionam.

Curva da Procura (D1 e D2) e Curva da Oferta S

220px-Supply-demand-right-shift-demand.svgFonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_da_oferta_e_da_procura

  Assim, naquele momento com a escassez dos alimentos houve  uma redução da oferta, e de acordo com a curva, isso levará a um aumento na demanda, e segundo a lei de mercado, a tendência é que os preços aumentem. Com a elevação dos preços, a fome se agravou em Salvador, levando os soldados e populares a saquearem armazéns em busca de farinha e carne.

Com todo esse clima, a revolta era inevitável, porém, o ferreiro José da Veiga, integrante do movimento, delatou para o governador, a revolta que já tinha data e hora para ocorrer.

 Como consequência, o governo baiano debelou o movimento antes mesmo que ele ocorresse, resultando na prisão de vários revoltosos e na execução em praça pública dos seus líderes, findando, assim, a revolta.

Fontes:

História Viva. Disponível em:<http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/revolucao_negra.html> Acesso em 04 de agosto de 2016.

Instituto Búzios. Disponível em:<http://www.institutobuzios.org.br/documentos/MCLS_CONJURACAO%20BAIANA%20OU%20DOS%20ALFAIATES.pdf> Acesso em 04 de agosto de 2016.

Histórias. Disponível em:<http://historiasylvio.blogspot.com.br/2013/07/revolta-dos-buzios.html> Acesso em 04 de agosto de 2016.

Wikipedia, A enciclopédia Livre. Disponível em:<https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_da_oferta_e_da_procura> Acesso em 04 de agosto de 2016.

 

I Encontro Baiano de Mídia Livre segue com programação até o dia 13

A palavra de ordem é liberdade. Liberdade para criar. Liberdade para interferir. Liberdade para comunicar. É com essa certeza que os participantes do I Encontro Baiano de Mídia Livre acompanham o evento, promovido pela rede de mídia livre Bahia 1798. O encontro, que se estenderá até 13 de agosto, na Biblioteca Pública do Estado da Bahia (Biblioteca dos Barris), em Salvador, conta com uma programação que inclui atividades de formação, painéis, oficinas e trocas de experiência entre midialivristas.

Fig. 1: Pedro Caribé, coordenador geral do I Encontro Baiano de Mídia Livre, fala sobre os princípios do midialivrismo. Foto: Vitor Moreira
Fig. 1: Pedro Caribé, coordenador geral do I Encontro Baiano de Mídia Livre, fala sobre os princípios do midialivrismo. Foto: Vitor Moreira

Ontem, com o objetivo de estimular isso de forma efetiva, o evento já começou dando espaço para as pessoas falarem de suas iniciativas de mídia. A Roda de Apresentação, como foi denominado o momento, permitiu que coletivos de todos os lugares do estado, e de outras regiões do Brasil, expusessem os seus projetos, enfatizando os objetivos e planos de ação.

Em seguida, foi a vez do painel Revolta dos Búzios e Liberdade de Expressão tomar conta das discussões. Antonio Olavo (historiador e cineasta) e Samuel Vida (advogado e professor de direito da Universidade Federal da Bahia e da Universidade Católica do Salvador) foram os debatedores. A jornalista Alana Reis, da Revista Afirmativa e do Coletivo de Cinema Tela Preta, fez a mediação.

Antonio Olavo (esquerda), Samuel Vida (centro) e Alane Reis durante o painel Revolta dos Búzios e Liberdade de Expressão. Foto: Vitor Moreira
Fig. 2: Antonio Olavo (esquerda), Samuel Vida (centro) e Alane Reis durante o painel Revolta dos Búzios e Liberdade de Expressão. Foto: Vitor Moreira

Antonio Olavo deu um depoimento exclusivo para o Blog do Professor Web e da Professora Online e reforçou o que discutiu durante o encontro, ao falar sobre a importância da Revolta dos Búzios para a nossa história:

Já Samuel Vida destacou a importância do debate sobre a democratização dos meios de comunicação:

Educação

Profissionais da educação e toda a comunidade escolar devem, mais do que nunca, se apropriar dos recursos da tecnologia da informação e da comunicação, a fim de interferir criticamente nos processos de discussão sobre a grande mídia e produzir seus próprios conteúdos.

Para o jornalista e pesquisador Pedro Caribé, coordenador geral do I Encontro Baiano de Mídia Livre, essa apropriação contirbui para um novo modelo de educação:

 A Rede Anísio Teixeira endossa o discurso de Pedro e oferece, com frequência, oficinas de produção de mídias. Até amanhã (12/8), por exemplo, estão abertas as inscrições para mais uma turma. Se você tem vontade de participar, não perca tempo! Leia com atenção a Chamada Pública e venha compartilhar o seu mundo com a gente. Quem sabe você não vira um (a) midialivrista?

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

A “Pronta Entrega” dos Negros Escravizados na Revolta dos Búzios

A Revolta dos Búzios, também conhecida como Conjuração Baiana, foi um movimento popular, motivado pelo descontentamento da população mestiça e pobre de Salvador, com  as desigualdades sociais e as dificuldades quase intransponíveis de ascensão na carreira militar, a qual a quase totalidades dos homens presos e condenados pertenciam. Entretanto, para além do protagonismo desses setores de base da sociedade, uma elite política e econômica, apelidada de “Corporação dos Enteados”, também tomou parte neste movimento. Os objetivos de um e outro grupo, entretanto, divergiam, resultando no rompimento desta “aliança” no  momento da deflagração da revolta, em 12 de agosto de 1978.

Durante as investigações para se descobrir quais as pessoas envolvidas na conjuração Baiana, 11 negros escravizados foram entregues à justiça pelos seus proprietários para depor. Os ditos escravos pertenciam a uma elite política e econômica de Salvador. Esse episódio histórico, denominado, na época, de “pronta entrega de escravos” pelas autoridades responsáveis por investigar o caso, levantou as suspeitas da historiadora Patrícia Valim, professora da Universidade Federal da Bahia, de que homens poderosos estivessem diretamente envolvidos na organização do movimento conspiratório. E, para se livrarem das penas impostas pela Coroa, para o crime de lesa-majestade, resolveram “entregar” seus escravos às autoridades para que estes reforçassem as denúncias contra os homens negros e mulatos pobres.

Segundo a historiadora, o secretário de estado do Brasil teria passado na casa dos ditos “homens poderosos” para conduzir seus escravos ao tribunal da relação, onde deporiam. Os escravos, por sua vez, denunciaram os seus donos. Dentre esses homens de poder citados como cúmplices da sedição, estavam o secretário de estado do governo do Brasil, Caetano Mauricio Machado, José Pinto de Carvalho Albuquerque e Francisco Vicente Viana, futuro presidente da província após a independência da Bahia. Diante do conhecimento dos nomes dos poderosos envolvidos no processo conspiratório, a coroa portuguesa nada fez.

No fim, os únicos condenados ao enforcamento e esquartejamento em praça pública foram aqueles que lutaram pelo fim dos privilégios sociais que tanto maltratavam o povo pobre de Salvador. Para saber mais sobre esse importante evento da História da Bahia, bem como sobre os verdadeiros heróis deste movimento, vale a pena conferir o episódio sobre Conjuração Baiana, do programa Intervalo, uma produção da Rede Anísio Teixeira.

Telma Santos

Professora e produtora de conteúdos pedagógicos da Rede Anísio Teixiera

Fontes:

Fala, Doutor – Patrícia Valim: Corporação dos enteados – PGM 64

 

DEONTOLOGIA: Entre Razão Prática e a Liberdade

Você já ouviu falar deontologia?

Inicialmente, é necessário relembrar os conceitos de ética e de moral para entender a filosofia da razão prática e da liberdade.

Então, relembre aí a palavra Ética?

 A palavra “ética” vem do Grego “ethos” que significa “modo de ser” ou “caráter”.A ética e a moral são a base para o exercício da verdadeira cidadania pois estão diretamente relacionadas à conduta das pessoas. A construção de uma sociedade moralmente fortalecida perpassa pelo exercício da cidadania que pode ser formal e cidadania substantiva.

A filosofia da Deontologia faz parte da filosofia moral contemporânea, que significa ciência do dever e da obrigação, um tratado dos deveres e da moral. É uma teoria sobre as escolhas dos indivíduos, o que é moralmente necessário e serve para nortear o que realmente deve ser feito.

Esse termo deontologia foi criado no ano de 1834, pelo filósofo inglês Jeremy Bentham, para falar sobre o ramo da ética em que o objeto de estudo é o fundamento do dever e das normas.

Por isso, a deontologia pode ainda ser chamada de “Teoria do Dever”. Immanuel Kant também deu sua contribuição para uma vez que a dividiu em dois conceitos: razão prática e liberdade.

Para Kant, “agir por dever é a maneira de dar à ação o seu valor moral (razão prática) ; e por sua vez, a perfeição moral só pode ser atingida por uma livre vontade (liberdade).” As profissões têm sua deontologia, ou seja, o seu conjunto de princípios e regras de conduta ou deveres. Portanto, cada categoria profissional deve ter a sua deontologia própria para regular o exercício da profissão, e de acordo com o Código de Ética de sua categoria.

O primeiro Código de Deontologia foi feito na área da medicina, nos Estados Unidos e esta categoria de profissionais são muito respeitados na sociedade contemporânea.

A origem da palavra Deontologia deriva do grego deon ou deontos/logos e significa o estudo dos deveres. Surgindo da necessidade de um grupo profissional de se autoregularem, mas a sua aplicação traduz-se em heteroregulação, uma vez que os membros do grupo devem cumprir as regras estabelecidas num código e fiscalizadas por uma instância superior (ordem profissional, associação, etc.) cuja finalidade é reger os comportamentos dos membros de uma determinada profissão para alcançar a excelência no trabalho, tendo em vista o reconhecimento de seus pares, garantir a confiança do público e proteger a reputação da profissão. Sendo, o estudo do conjunto dos deveres profissionais estabelecidos num código específico que, muitas vezes, propõe sanções para os infratores. Estabelece-se como um conjunto de deveres, princípios e normas reguladoras dos comportamentos exigíveis aos profissionais, ainda que nem sempre estejam codificados numa regulamentação jurídica.

codigo_at_nuremberg_trials                             Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo_de_Nuremberg

Alguns conjuntos de normas podem não têm uma função normativa (presente nos códigos deontológicos), mas apenas reguladora (como, por exemplo, as declarações de princípios e os enunciados de valores). Nesta perspectiva, a deontologia é uma disciplina da ética especialmente adaptada ao exercício de uma profissão. Cada país adapta cada profissão às sua especificidades. Os códigos de deontologia têm por base grandes declarações universais. Faz parte de um processo de “despertar para a ética” que deve ser assumido pelas organizações, sobretudo a partir do momento em que os diversos grupos sociais começaram a exercer pressão no sentido de se construir uma sociedade mais solidária, respeitadora dos direitos humanos e associada ao ambiente.

Converse com seus professores sobre a deontologia da categoria dos profissionais da educação para refletir sobre a ética na escola e no âmbito escolar e como os alunos podem contribuir para que os direitos, deveres, ações e princípios docentes sejam plenamente desenvolvidos na perspectiva da contemporaneidade social.

Sugiro que assistam da Rede AT, uma produção ligada a ética, tais como esse episódio:

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/1557

Até mais.

Ana Cristina Rangel

Professora de Biologia da Rede Pública do estado da Bahia

Rede Anísio Teixeira abre inscrições para Oficina de Produção de Mídias em Cajazeiras

O Instituto Anísio Teixeira, por meio do Programa de Difusão de Mídias e Tecnologias Educacionais Livres da Rede Pública Estadual de Ensino, Rede Anísio Teixeira – Rede AT, abre inscrições para a Oficina de Produção de Mídias Estudantis. O objetivo da oficina é formar estudantes e professores da rede pública de ensino para atuarem como produtores e gestores multimídia, além de estimular o uso de softwares livres nas unidades escolares.

Fig. 1: Banner de divulgação. Imagem: Ascom/SEC-BA
Fig. 1: Banner de divulgação. Imagem: Ascom/SEC-BA

Inscrição

Professores e estudantes do ensino médio da rede pública de ensino da Bahia têm até o dia 12 de agosto de 2016 para se inscrever na atividade de formação. O curso tem carga horária de 56 horas e disponibilizará 20 vagas, sendo 4 para professores e 16 para estudantes.

Observação: estudantes e professores que já participaram de edições passadas da Oficina de Produção de Mídias Estudantis não poderão se inscrever neste processo seletivo.

Seleção

Para participar da seleção, é muito fácil:

1ª fase: basta ler na íntegra a chamada pública e preencher a ficha de inscrição, respondendo atentamente a cada item.

2ª fase: após análise de ficha de inscrição, serão convocados 40 candidatos para uma entrevista presencial. Essa etapa é classificatória e, através dela, serão selecionados os 20 candidatos que participarão do curso.

Resultado

O resultado da primeira fase será divulgado no dia 15 de agosto (análise do formulário de inscrição). Já o resultado final será informado após a segunda fase (entrevista), no dia 18 de agosto 2016, no Portal da Educação, aqui no Blog do Professor Web e também através de contato via e-mail e/ou telefone.

Local e período da formação

A formação ocorrerá no Colégio Estadual Luiz José de Oliveira, em Cajazeiras. A unidade escolar está situada na Rua H, Fazenda Grande I, S/N, Salvador-BA. A oficina vai acontecer no período de 22 de agosto a 05 de setembro de 2016 (exclusivamente no turno vespertino, das 14h às 18h ).

Para obter mais informações, entre em contato pelo e-mail rede.anisio@educacao.ba.gov.br ou pelo telefone (71) 3116- 9061.

Protest Signs

Hello,folks! Stop now and read this text!

Vamos aprender algo diferente? Você sabe o que é o termo “protest signs”?protest

Fig. 1 http://www.wikihow.com/Make-Protest-Signs

A escrita, bem como a leitura,está incessantemente, em nossa vida cotidiana. Fazemos ainda, registros manuscritos, anotações, mas com a celeridade tecnológica, os textos deixaram de ser lineares, estáticos e se tornaram dinâmicos, interativos, hipertextuais. Passamos a fazê-los de formas variadas: digitalizados, impressos, fotografados,dentre outros. O diferencial está na intencionalidade da mensagem, ou seja, ela definirá que tipo de gênero. Não basta tão somente, a escrita do texto, é necessário colocá-lo em circulação. Os “protest signs” (cartazes de protesto) fazem parte de um gênero textual para a divulgação de um propósito como justiça social e ativismo que se apresenta ora manuscrito, ora digitalizado.

Recentemente no Brasil, presenciamos na mídia muitos protestos estudantis por melhorias na educação. Isso reflete que muitos estudantes e muitas pessoas têm assumido uma postura mais crítica e ética no tocante às questões sociais.

Vale destacar que, a depender das manifestações e de onde elas ocorram,é bastante comum que, os “protest signs”, sejam escritos em inglês, com a possibilidade de serem fotografados, divulgados e terem repercussão no mundo . Mas qual deve ser a linguagem, mesmo? Ela deve ser simples, clara e objetiva! O modo imperativo é bastante frequente, portanto, nesse tipo de mensagem. Aliás, vamos aprender sobre Imperative Form?

Here we go!

O modo imperativo na língua inglesa tem a função de dar uma ordem, fazer um pedido, fazer um apelo, dar um conselho, dar instruções dentre outros. Podemos utilizá-lo tanto na forma afirmativa quanto na negativa. Vejamos alguns exemplos:

O verbo na sua forma infinitiva é seguido da partícula “to”. Para a formação da frase afirmativa no modo imperativo é necessário, portanto, excluir o “to”.

Ex. To go / To be- Go ahead and be a good citizen!

To have- Have ethical!

To stop Stop human trafficking!

To speak – Speak in English during the class.

To give- Give me details about the exam.

Para a forma negativa é necessário usar o verbo auxiliar “do” com a partícula “not”. Dessa forma a frase pode ficar com : “Do not” ou na forma contraída “Don’t”.

Ex. Don’t pollute!

Don’t smoke!

Don’t argue!

Don’t walk on the grass!

Don’t be late for the class!

E aí? Muito fácil! Então … Keep calm and carry on! A propósito, você conhece essa frase? Sempre bom saber mais, não é mesmo?

keep calm

Fig.2 https://pt.wikipedia.org/wiki/Keep_Calm_and_Carry_On

Como você pode observar ela utiliza a forma imperativa! Não se trata de um cartaz de protesto,mas de um cartaz motivacional que serviu de inspiração para muitos outros, também escritos, no imperativo. Você sabe como ele surgiu? Foi durante a Segunda Guerra Mundial por incentivo do do Governo do Reino Unido no ano de 1939, caso os alemães invadissem a Inglaterra. Sua criação já virou domínio público. Ficou curioso? Quer saber mais? Read and improve your knowledge!

Mônica Mota

Professora da Rede Pública de Ensino da Bahia

Ética e Cidadania no cotidiano do estudante: exercícios educativos em processos de construção a partir da Escola

Ética é uma expressão complexa. Vem sendo tratada cotidianamente como um atributo, uma coisa que se tem ou não tem. Observando sua história no planeta e seus significados em diversas culturas, percebe-se o quanto é necessário entender melhor sua pertinência.

Segundo Desmond Tutu, arcebispo anglicano emérito da Cidade do Cabo, na África do Sul, e prêmio Nobel da Paz o conceito “Ubuntu” sustenta a noção de Ética numa visão global no continente africano. Nas suas palavras,  falando sobre o tema no evento Global Ethic Lectures na Alemanha em 2009, “`Ubuntu trata do “valor das pessoas, sua dignidade, sobre o seu valor. `Ubuntu` fala sobre o fato de que pertencemos a uma mesma família; à família humana, à família de Deus`”.

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Cooperação. Imagem disponível em http://www.pixabay.com

Para os gregos antigos (século V a.C.), a Ética consiste numa forma de saber que se refere à moral enquanto orientação das condutas do ser humano em diversas instâncias; no Estado, num grupo social-religioso e/ou no Cosmo.

Nas civilizações orientais (de maneira geral), a Ética está associada de forma profunda à compreensão das relações estabelecidas entre os seres humanos e a natureza, onde o equilíbrio parece ser o objetivo buscado como forma de guiar filosoficamente os modos de ser e existir.

Atualmente e mais precisamente na sociedade brasileira, o conceito de Ética vem passando por algumas crises ora benéficas, ora prejudiciais. As crises são benéficas quando nos fazem pensar sobre a Ética problematizando nossas ações em prol de melhorias possíveis em atitudes e visões de mundo. A crise é prejudicial quando relativiza ações humanas que devem ser superadas, como o autoritarismo e a falta de autonomia, por exemplo.

A Escola cumpre um papel fundamental como formadora de sujeitos que possam ler o mundo de maneira crítica e autoral. A Ética – em diversas perspectivas – precisa estar presente na comunidade escolar como orientação para as formas de produzir conhecimento e para formação dos estudantes na interação com seus professores, promovendo exercícios constantes de ações éticas em construção.

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Afresco “Escola de Atenas”, por Rafael Sanzio, 1509-1511

Neste sentido, é preciso garantir que a Ética seja um saber a permear o cotidiano dos estudantes de modo fluido e concreto, desde o cultivo do respeito às diversas vozes que estão em cena na Escola até o debate constante sobre o ser no mundo com noção de pertença à comunidade humana, aliás, como preconiza o conceito africano de Ubuntu.

Partindo dessas premissas, existir no mundo em coletividade leva ao entendimento do que chamamos Cidadania, que desde a antiguidade clássica grega está associada ao exercício da compreensão das funções que cada um de nós possui em sociedade.

De forma prática, a Ética no cotidiano estudantil se faz com plena participação dos estudantes enquanto sujeitos que – no processo de formação – dialogam entre si e com os seus professores construindo sentidos sobre a vida e exercendo cidadania.

Assim, se faz Educação.

Para refletir sobre essa discussão, que tal assistir ao material com a temática “Cidadania e direitos humanos”, disponível no Ambiente Educacional WEB?

Segue o link:

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/1554

Carlos Barros

Professor da rede estadual de ensino.

Radiola PW: “A gente quer é ser um cidadão”

Oi! Tudo bem? Hoje, a Radiola PW vai falar de cidadania através de um artista que sempre trouxe questões sociais nas suas canções: Gonzaguinha. A música em destaque foi composta pelo artista e lançada em 1988, no disco Corações Marginais. Trata-se de É, um grito de Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior contra o descaso ao ser humano. A obra faz uma junção perfeita entre letra e melodia, enriquecendo o nosso cancioneiro.

É de Gonzaguinha
Fig. 1: Gonzaguinha fala de cidadania na letra da música É. Imagem: captura de tela feita do site oficial do artista, em 29 de julho de 2016.

A todo tempo, o eu lírico fala por uma coletividade. Isso fica bem demarcado com o uso da expressão “A gente”, no início da maioria dos versos:

É
A gente quer valer o nosso amor
A gente quer valer nosso suor
A gente quer valer o nosso humor
A gente quer do bom e do melhor

A letra da música trata dos anseios de um ser humano, das coisas que ele precisa ter para viver na sociedade:

A gente quer carinho e atenção
A gente quer calor no coração
A gente quer suar, mas de prazer
A gente quer é ter muita saúde
A gente quer viver a liberdade
A gente quer viver felicidade


Na estrofe a seguir, a reivindicação propriamente dita. O autor dá um recado para quem insiste em querer enganar o povo, privando-o de seus direitos:

É
A gente não tem cara de panaca
A gente não tem jeito de babaca
A gente não está com a bunda exposta na janela pra passar a mão nela

Na última estrofe, Gonzaguinha elenca os direitos básicos de todo e qualquer cidadão:

É
A gente quer viver pleno direito
A gente quer viver todo respeito
A gente quer viver uma nação
A gente quer é ser um cidadão

Infelizmente, nos dias de hoje muita coisa permanece da mesma maneira e a música continua atual na sua temática. Viver a plena cidadania, no Brasil, é um desafio, algo a ser conquistado. Contudo, o importante é não desistir nem abdicar de nossos direitos. Afinal, “a gente quer é ser um cidadão”.

Você pode escutar a música no site oficial de Gonzaguinha.

Até o próximo!

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia