Vem aí, a VI FECIBA!

Olá!Tudo bem?

Hoje, vamos falar sobre um evento que vem acontecendo anualmente, em Salvador, desde 2011, e que tem apresentado excelentes resultados , frutos do trabalho de alunos e professores da Rede Pública de Ensino . Estamos falando da Feira de Ciências e Matemática da Bahia (FECIBA), promovida pela Secretaria de Educação do Estado da Bahia. A Feira de Ciências é resultado da realização das feiras escolares de Ciências, que se constituem na culminância das atividades desenvolvidas por meio dos programas estruturantes da Secretaria de Educação – Ciência na Escola, Gestar na Escola, Pacto pelo Ensino Médio e Ensino Médio com Intermediação Tecnológica (Emitec)”.( Ascom/Secretaria da Educação do Estado da Bahia)

Veja o texto abaixo:

“O espaço escolar é um dos locais mais importantes de uma Nação. Profícuo para a formação e desenvolvimento de indivíduos cidadãos. Nele, professores talentosos constituem-se em mola propulsora da educação. Apresentam o universo escolar aos estudantes, naturalmente, entregam-se e interagem com a turma num misto de confiança, sorrisos, expertises, interesses e sentimentos. Medeiam o conhecimento, versam sobre vários conteúdos. Iniciam, firmam o alunado no mundo da ética, moral, regras e valores que estarão presentes no transcorrer de sua vida e cobrados ao longo de sua existência.” (Parte integrante da poesia ‘Dia 15 de outubro’)

 Então, é chegado o momento , vem aí a VI FECIBA, que ocorrerá nos dias 09, 10 e 11 de novembro do ano corrente, na Arena Fonte Nova, durante o 5.º Encontro Estudantil. Não dá pra ficar de fora!  Na Feira , você, seus colegas, seus  professores e sua escola apresentarão invenções ,resultantes da interação pedagógica ocorrida durante este ano letivo. Sugiro que você , aluno-cidadão,  mostre sua expertise através de projetos criativos mediados pela ética, moral, regras e valores.

O estudante da escola pública, Lucas Borges , que criou um eficiente sistema de segurança para fogões contra acidente doméstico, foi  premiado na Feira de Ciências da Bahia , em 2011, e no ano de 2012 venceu a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), no Campus da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

Sugiro que assista ao vídeo, abaixo, Sistema de Segurança Contra Acidentes Envolvendo Panelas – Lucas Borges (Rede Anísio Teixeira – TV AT ).

Lucas Borges
Fig. 1 : Lucas Borges

O ano de  2015  teve o maior número de projetos registrados. Foram submetidos à FECIBA mais de 870 projetos,de 544 escolas. De acordo com o coordenador da Feira, Rogério Lima ,a expectativa para este ano é ultrapassar a marca do ano anterior: “Elaboramos um conjunto de ações, como videoconferências, workshops e seminários colaborativos para estimular a participação dos estudantes. Nossa proposta é fazer com que eles demandem dos professores e das unidades escolares o envolvimento com proposta da educação científica”.( Ascom/Secretaria da Educação do Estado da Bahia)

Fig. 2 - Vídeoconferência -IAT .Núcleos Regionais de Educação (NRE) com as Coordenações dos Projetos Estruturantes.

Durante a videoconferência, ocorrida no dia 30/08, no IAT – Instituto Anísio Teixeira, com o objetivo de estreitar a relação dos Núcleos Regionais de Educação (NRE) com as coordenações dos projetos estruturantes, a coordenadora do Programa Ciências na Escola – PCE,  Shirley Costa, falou que “o programa empodera o estudante no seu processo educacional, promove a  educação científica dos professores e estudantes, motiva-os a mudar a realidade em seu entorno.É um orgulho para o PCE saber que mais de 100 escolas, durante o mês de agosto, vêm realizando feiras escolares de ciências”.  Rogério Lima informou:  “Até dia 01/09/2016 ,acredito que já esteja no site da FECIBA o link para inscrição na Feira de Ciências e Matemática da Bahia”.

Outro fato importante é que os projetos submetidos à FECIBA, não precisam, necessariamente, que sejam apenas da área de conhecimento de ciências da natureza.

São perceptíveis as características interdisciplinares nos projetos. Estes  podem versar sobre várias temáticas,como por exemplo: projeto que fala sobre a identidade das comunidades quilombolas, de autoria das alunas Beatriz Santana e Tainá de Almeida, estudantes da rede estadual de ensino do município de Antônio Cardoso, interior baiano. Elas foram vencedoras da FECIBA- 2014 e da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia – FEBRACE, com o trabalho sobre fortalecimento da identidade negra e quilombola na cidade. Atualmente, Tainá é estudante do curso de Direito da Universidade Federal da Bahia.

As estudantes apresentaram, também, o referido trabalho na “Intel Internacional Science and Engineering Fair”- EUA, maior feira de ciências do mundo.

Outro grande exemplo de projeto bem-sucedido é a criação de “um dispositivo que inviabiliza o acionamento de motos sem uso de capacete”, de autoria dos alunos  Poliana Mascarenhas e Marcelo Oliveira Pinto, estudantes do Colégio Estadual Polivalente , no município de Conceição do Coité, no semiárido baiano.

Então, fique atento, não perca a data para a inscrição dos trabalhos de sua escola! E boa sorte!

Ana Rita Medrado

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino.

 

Referências:

http://escolas.educacao.ba.gov.br/feciba1

http://g1.globo.com/bahia/noticia/2015/05/alunas-da-rede-publica-levam-projeto-sobre-quilombolas-para-feira-nos-eua.html

http://www.secom.ba.gov.br/galeria/15333/126333/Videoconferencia-promove-articulacao-entre-IAT-e-Nucleos-Regionais-de-Educacao.html

 

Você já pensou em ser cientista?

Ainda tem quem ache que o cientista é um ser louco, de jaleco branco, rodeado de vidros num laboratório, explodindo as coisas até.  Também há quem pense que é uma carreira glamourosa, só pra quem estudou muito. Na verdade estudar pouco não leva ninguém a lugar nenhum, mas a  Ciência não é um bicho de sete cabeças…

2630665_albert_einstein

Fig. 1 – Caricatura de Einsten, de Marina Braga.

Atualmente existem programas que incentivam o desenvolvimento e popularização das ciências e aqui na Bahia, você já deve ter tido contato com o Ciência na Escola, não é?  Mas quando falemos de pesquisa, existem muitas coisas envolvidas. Recurso é uma delas. Para isso existem agencias de fomento, ligadas ao Ministério da Ciência e Tecnologia e às respectivas secretarias estaduais.  Elas fornecem apoio financeiro para pesquisadores e cientistas brasileiros por meio de bolsas de estudo e editais. Entre as fundações de Amparo à Pesquisa estão o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e  Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Só que a CAPES é ligada ao Ministério da Educação (MEC), que dentre outras ações também avalia o ensino superior no Brasil.

Mas é muita coisa e muita sigla junta, não é? É porque educação e pesquisa estão intimamente ligados. No entanto, no nível básico da educação ainda precisamos avançar muito, popularizando as ciências. E como são os cientistas? Ora, são pessoas assim como eu e você! Professores, estudantes, gente de todas as profissões!14068343_1316036491747431_3093812957867747766_oFig. 2 – Professora Mison Costa, pesquisadora do IFBAIANO e o  diretor de Inovação da Fapesb, Dr. Lázaro Cunha. Fonte: Guel Pinna

Só para vocês terem uma ideia, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FABESB), nossa agência estadual de fomento, tem apenas 15 aninhos de existência! Jovem, não é? E no dia 26 de agosto, estivemos presentes na celebração deste momento tão importante! A programação levou o dia todo e teve palestra, mesas de debate e entrega do Prêmio Roberto Santos de Mérito Científico. E ele, Roberto Santos, estava lá, dentre outras personalidades do meio acadêmico e científico.

O evento foi muito interessante e  destacamos o case apresentado pela da diretora da Sinergia Games, Cristhyane Ribeiro.

cxa0ubxwaaaf86r

Fig. 3 – Cristhyane Ribeiro. Fonte: Ascom Fapesb

A finalidade desses jogos é “unir entretenimento com a promoção de experiências de desenvolvimento pessoal aos usuários.” Eles se  “utilizam de linguagem pertinente ao universo do público jovem e adolescente e game play semelhante aos de jogos populares das redes sociais.”

Numa cidade como a nossa, onde as tradições culturais africanas são tão presentes, ficamos encantados com os projetos desenvolvidos pela equipe da Sineragia, especialmente o jogo Histórias da Terra,  que conta as Lendas de Origem presentes na mitologia das Religiões de Matriz Africana. Mas são muitas opções, incluindo Histórias em Quadrinhos e RPG!!

sinergia

Fig. 4 – Projetos desenvolvidos pela Sinergia Games

Percebeu como a ciência, a tecnologia e a educação se entrelaçam? E é claro que esse encontro serviu também para conversarmos sobre nosso Ambiente Educacional Web, que você sabe que tem também muito material bacana para se aprender! Então, veja o vídeo ” “Se plantando…tudo dá certo!”da série Cotidiano, que entre outras coisas mostra os estudantes realizando um projeto científico para a escola e contando com o apoio dos professores e gestores! Não é difícil!  Inspirem-se! E vamos fazer da nossa escola um lugar de mais pesquisa também!

banner-aap

Guel Pinna

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Compartilhando Saberes, Olhares e Fazeres…

Fala, rede!

No mês de agosto, foi finalizada a 2ª formação de Produção de Mídias Estudantis, realizada pela Rede Anísio Teixeira (Programa de Difusão de Mídias e Tecnologias Educacionais Livres da Rede Pública Estadual de Ensino).

raulino
Fig. 1: Professor Raulindo em plena produção textual. Captura Rodrigo Maciel

Essa formação é ofertada a estudantes e professores da rede pública estadual de ensino, o que possibilita uma vivência compartilhada entre esses atores, ampliando as relações professor-aluno. A formação em mídias estudantis é mais uma iniciativa de se discutir e problematizar as diversas metodologias educacionais mediadas pelas tecnologias, em especial a produção de  textos para blogs, a leitura e interpretação de imagens como novas formas de letramentos e a produção audiovisual como elemento de construção crítica e contextualizada de conteúdos curriculares.

marcus

Fig. 2: A turma na aula de roteiro como Professor Marcus Leone. Captura Rodrigo Maciel

A escola contemporânea deve possibilitar novos diálogos com as diversas formas de ler o mundo e suas transformações. O multiletramento possibilita que vejamos e interpretemos a dinâmica no espaço por meio de diversos instrumentos de leitura. O ato de ler está relacionado a diversas modalidades de leitura (s), seja ela um texto, uma música, uma imagem. A educação mediada pelas tecnologias, de forma colaborativa e livre, pode ser um caminho viável para esse nosso novo percurso. É com essa filosofia metodológica que os formadores da Rede Anísio Teixeira conduzem a formação, sempre procurando o “fazer junto, fazer com”.

peterson

Fig. 3: Aula de fotografia e leitura e interpretação de imagem com o Professor Peterson Azevedo. Captura Rodrigo Maciel

A professora de história, Sandra Barbosa, do Colégio Estadual de Vilas de Abrantes, no município de Camaçari, apontou a importância “de trabalhar e valorizar o uso das tecnologias na sala de aula, visando a ética e o respeito […] para mostrar aos nossos alunos que isso é importante, vai gerar autonomia, que vai gerar a possibilidade de novos olhares”. Comentou ainda sobre a metodologia de estarmos juntos, professores e alunos, como aprendizes: “Não poderia deixar de falar sobre a importância de trabalhar junto com os alunos. Eu aprendi muito com os fazeres tecnológicos deles”.

O estudante Nickson Lima, do Colégio Estadual de Aplicação Anísio Teixeira, de Salvador, enfatizou: “Nunca imaginei que uma escola pública poderia me proporcionar uma formação que trabalhasse a tecnologia, como foi ofertado aqui. Meu intuito é aprender e levar para os meus colegas essa nova alfabetização”.

Um dos maiores objetivos da formação é estimular o empoderamento dos nossos professores e estudantes, principalmente no uso das tecnologias da informação e da comunicação; não como enfeites para as aulas, mas como processos na construção do conhecimentos para além da sala de aula, para a autonomia e protagonismos desses atores. Como relatou o professor e formador da Rede Anísio Teixeira, Raulino Júnior, “o mais importante desta formação é a possibilidade de dar autonomia para os participantes”.

É possível fazer com o estudante e não apenas para o estudante.

Até a próxima.

Peterson Azevedo

Fotógrafo e Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Vai de Inglês no Enem?

Fig.1: Wikipedia bunch

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:WikiProject_Wikipedia-Books

Olá, pessoal! Que tal buscarmos maiores desafios no aprendizado da língua estrangeira? Eu sei que muitos estudantes gostam de praticar as estruturas básicas da língua, através de pequenos diálogos recheados de palavras e expressões idiomáticas bastante conhecidas, que dão a sensação de domínio da língua, mas precisamos avançar mais um pouco.

De fato, usamos muitos termos estrangeiros no nosso cotidiano que vão desde o “xis” do X-men ao wifi do vizinho. Assim, vamos surfando na vida e na net e, se pintar dificuldade, um tradutor online pode resolver. Mas esse fato – o de vivermos rodeados dessas palavras (algumas aportuguesadas) –, não nos garante um bom desempenho na prova de inglês. Algumas delas nos darão pistas, mas é preciso muito mais.

Na verdade, precisamos, mesmo, é praticar leituras no idioma alvo. Pra começar, podemos partir de notícias sobre fatos conhecidos ou temas da atualidade, tais como ciências, meio-ambiente, economia e política. É uma boa ideia ficarmos atentos às informações divulgadas nos diversos meios de comunicação. Para exemplificar, lembro da alegria que senti, ao ver na minha prova do vestibular um texto sobre um assunto que eu tinha lido, dias antes. Embora o inglês da prova estivesse em um nível mais avançado, pude identificar o tema já pelo título: Sudden Infant Death Syndrome. A transparência das palavras cognatas e a lembrança do assunto ajudaram bastante, mas outros conhecimentos e habilidades foram decisivos nas questões que seguiam o texto. Na ocasião, eu não conhecia muitas palavras, mas reconhecia infant, death e syndrome. Essas informações somadas ao que eu sabia da síndrome me levaram a inferir o significado de sudden. Logo, só podia se tratar da Síndrome da Morte Súbita Infantil (SMSI).

Não foi difícil interpretar o texto, nem algumas das questões voltadas para o conhecimento gramatical, pois sabendo que, em inglês, o adjetivo vem antes do substantivo, pude deduzir que a síndrome era de morte (death syndrome) e que era de criança (infant). E a palavra sudden? Bem, só podia ser “súbita”, “repentina”, com base na notícia que eu tinha visto. Mas é muito importante prestar atenção na ordem em que as palavras aparecem, em inglês. Repetindo, não era apenas uma syndrome. Era uma death syndrome. E, como há várias síndromes mortais, era preciso especificar que era uma infant death syndrome e que ocorria de modo repentino. Portanto, uma sudden infant death syndrome. Notem que cada palavra destacada modifica o trecho que vem depois.

Encontrei um texto parecido com o do meu vestibular, na Wikipedia. Destaquei o trecho que trata de possíveis soluções para se evitar a referida síndrome. Ao mesmo tempo, o referido parágrafo nos permite ver o uso de duas formas da língua: gerund (ing form) e infinitive. ATENÇÃO: nem sempre ing indica o present continuous.

Muitas vezes, os textos vêm acompanhados de gravuras que podem ajudar na compreensão. Nesse caso, o que a gravura sugere? A frase que acompanha a imagem está de acordo com uma possível solução para o problema?

Safe_Sleep_logo

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Sudden_infant_death_syndrome

[…] The most effective method of preventing SIDS is putting a child less than one year old on their back to sleep. Other measures include a firm mattress separate from but close to caregivers, no loose bedding, a relatively cool sleeping environment, using a pacifier, and avoiding exposure to tobacco smoke.  […]

Não se assuste se o texto pareceu muito estranho. Esta é uma boa oportunidade para saber se você está se enganando, estudando sempre as mesmas estruturas, ou se está, de fato, buscando desafios maiores.

Veja como ficam traduzidos os verbos na forma ing:

The most effective method of preventing SIDS is putting a child less than one year old on their back to sleep. Tradução livre: A melhor maneira de evitar a SMSI é botar a criança de menos de um ano de idade para dormir de barriga para cima.

Mas quando usar o infinitivo com to? E quando usar a ing form?

Sobre esse assunto indico o site https://www.englishclub.com/grammar/verbs-m_infinitive-ing.htm (em inglês) e também uma das aulas de Inglês do Emitec:

Bons estudos e até a próxima vez!

Geraldo Seara

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Fontes:

https://en.wikipedia.org/wiki/Sudden_infant_death_syndrome

https://www.englishclub.com/grammar/verbs-m_infinitive-ing.htm

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/emitec/disciplinas/exibir/id/4667

 

Prepare-se para o ENEM!

Inicialmente, em 1998, quando foi criado, o ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio tinha como objetivo avaliar a qualidade do ensino médio no país . Desde então, vem apresentando, nos últimos anos, um aumento expressivo no número de inscritos. Instituições superiores vêm substituindo a tradicional prova do vestibular pela prova do ENEM. A partir de 2012, todas as Universidades Federais aderiram ao Exame, sendo hoje a principal forma de acesso ao ensino superior.

Então, você está preparado? Saiba que a edição do ENEM 2016, em relação ao ano passado, registrou um aumento de 9,4% no número de inscrições. São mais de 9 milhões de inscritos, o que mostra uma concorrência acirrada !

Outra novidade, para este ano, é o lançamento da plataforma “Hora do ENEM”, programa diário, com 30 minutos de duração, produzido pelo Ministério da Educação – MEC, que disponibiliza vídeos e material online gratuito. Lá, você encontra: questões de provas anteriores, resolvidas e comentadas por professores , videoaulas , programas de TV veiculado pela TV Escola e boletim com notícias referentes ao exame. É uma boa opção de estudo, acesse   http://horadoenem.mec.gov.br. . Fique “ligado”!

Conheça , também ,  o aplicativo do ENEM , criado pelo Inep – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, juntamente com o MEC. Está sendo de grande valia para todos que estão se preparando para o exame.

As questões das provas do ENEM trazem “pegadinha interdisciplinar”, que diz respeito à interdisciplinaridade e transversalidade referentes aos conteúdos de todas as disciplinas que são estudadas no ensino médio. Há uma mescla dos assuntos presente em uma mesma questão, isso requer uma leitura e análise apurada do texto.

A interdisciplinaridade presente nas questões “cobra” do estudante um olhar mais refinado sobre a relação existente entre os temas diversos, bem como, maior atenção para responder as perguntas. Atente para o fato de que o exame busca avaliar o conhecimento geral do candidato.

São cobrados os conteúdos das disciplinas que compõem as quatro áreas de conhecimentos. Neste texto, particularmente, vamos falar sobre a área de Ciências Humanas e suas Tecnologias. Serão,no total , 45 questões das disciplinas desta área (história, geografia, filosofia e sociologia). Sugestão: leia  o edital do exame, nele há informações  sobre as habilidades que serão cobradas e os conteúdos que poderão estar presentes nas  provas.

Dica: nas provas de Ciências Humanas, você vai encontrar muita leitura de texto, comparação entre textos; relação entre imagens e textos; análise de imagens(fotos, charges e obras de arte). O que não pode ser deixado de lado : temas da atualidade, problemas do mundo contemporâneo. Há uma recorrência, nas questões dos exames, dos temas: Brasil Império e República; Era Vargas; questões indígenas; conflitos sociais; ditadura militar no Brasil; cartografia; exploração de recursos naturais, cidadania, questões de gênero , movimentos sociais, movimentos operários, História do Brasil, urbanização,impactos ambientais,direitos humanos, etc.

Para auxiliar seus estudos, fica o convite: acesse : http://ambiente.educacao.ba.gov.br/ , lá você encontrará, mais de 3.500 conteúdos digitais sobre vários formatos e conteúdos diversos; entre no canal do EMITEC, assista às aulas referentes às disciplinas da área de Ciências Humanas; veja também os programas da TV Anísio Teixeira e dê uma lida nos textos interdisciplinares postados no Blog do Professor WEB e da Professora Online.

Até o próximo!

Ana Rita Esteves Medrado

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia.

Tipos Textuais no ENEM

Oi, amigo (a)! Tudo bem? Nesta semana, vamos discutir aspectos relacionados às provas do Exame Nacional do Ensino Médio, que vai acontecer nos dias 5 e 6 de novembro de 2016. Ontem, falamos sobre gêneros textuais. Hoje, é vez dos tipos textuais, que também são recorrentes na prova do ENEM. Qual é a diferença entre gênero e tipo textual? Você sabe? O nosso objetivo é contribuir para que você complemente os seus estudos. Vamos lá?!

Como vimos na postagem de ontem, os gêneros são produções textuais que utilizamos quando estamos em alguma situação comunicativa no nosso dia a dia. São as formas pelas quais nos comunicamos. Isso pode ser feito por carta, por telefonema, por e-mail, através de um poema etc. Já os tipos são as intenções de comunicação, que podem ser narrativa, descritiva, argumentativa, expositiva ou injuntiva.

Capa da Cartilha de Software Livre, produzida pelo Projeto Software Livre Bahia: predominância do tipo textual expositivo. Link para ler a cartilha: http://www.igc.usp.br/pessoais/guano/downloads/cartilha_v.1.1.pdf. Imagem: captura de tela feita em 23 de agosto de 2016.
Capa da Cartilha de Software Livre, produzida pelo Projeto Software Livre Bahia: predominância do tipo textual expositivo. Link para ler a cartilha: http://www.igc.usp.br. Imagem: captura de tela feita em 23 de agosto de 2016.

De acordo com o linguista Luiz Antônio Marcuschi, “usamos a expressão tipo textual para designar uma espécie de construção teórica definida pela natureza linguística de sua composição {aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas}. Em geral, os tipos textuais abrangem cerca de meia dúzia de categorias conhecidas como: narração, argumentação, exposição, descrição, injunção”.

Para ficar mais claro: quando você compra um celular, há sempre um manual de instrução acompanhando a embalagem, não é? Nesse caso, o manual é um gênero textual em que predomina o tipo injuntivo. Por quê? Porque a intenção do manual é dar instruções sobre o uso do telefone. Os textos injuntivos têm sempre esse caráter instrucional. Outros exemplos são a bula de remédio, o edital de um concurso (com o do Enem, por exemplo) e os textos das leis. Em geral, há sempre o uso do modo imperativo dos verbos.

Você gosta de piada? Sabia que ela é um gênero textual em que predominam os tipos narrativos e descritivos? Pois é! A piada, quase sempre, tem personagens, que estão num lugar, praticando ações. Ela narra uma história e, para a gente imaginar com mais propriedade a situação, descreve as características dos lugares e das pessoas. Por isso, é um gênero do tipo narrativo e descritivo.

Deu para entender? É como se o tipo textual fosse uma forma de bolo, que tem suas características fixas. O gênero é o conteúdo que colocamos na forma, que vai depender da situação/função social, das nossas necessidades cotidianas. Continue acompanhando as nossas postagens voltadas para o ENEM! Amanhã, tem mais! Até o próximo!

Material consultado:

MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. Disponível em: <http://disciplinas.stoa.usp.br/>. Acesso em: 19 de agosto de 2016.

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Gêneros Textuais no ENEM

Oi, amigo (a)! Tudo bem? Nesta semana, vamos discutir aspectos relacionados às provas do Exame Nacional do Ensino Médio, que vai acontecer nos dias 5 e 6 de novembro de 2016. Você está se preparando direitinho? O nosso objetivo é contribuir para que você complemente os seus estudos. Vamos lá?!

Na prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, que abrange o conteúdo de Língua Portuguesa (Gramática e Interpretação de Texto), Língua Estrangeira Moderna, Literatura, Artes, Educação Física e Tecnologias da Informação, é bem comum a presença de vários gêneros textuais. Você sabe o que são gêneros textuais? Já ouviu falar neles?

Fig.1: anúncios publicitários, como este, são um gênero textual sempre frequentes nas provas do Enem. Imagem: Ministério da Educação
Fig.1: anúncio publicitário, como este da imagem, é um gênero textual sempre frequente nas provas do Enem. Imagem: reprodução do Ministério da Educação

De acordo com o linguista Luiz Antônio Marcuschi, “usamos a expressão gênero textual como uma noção propositalmente vaga para referir os textos materializados que encontramos em nossa vida diária e que apresentam características sociocomunicativas definidas por conteúdos, propriedades funcionais, estilo e composição característica”. Ou seja, são produções textuais que utilizamos quando estamos em alguma situação comunicativa no nosso dia a dia. Quer um exemplo?

Quando você ou os seus responsáveis pensam em fazer compras no supermercado, é sempre importante fazer uma lista de compras, não é? Assim, nada de que necessita será esquecido. Essa lista feita por vocês é um gênero textual, cuja função comunicativa é auxiliar a memória na hora da compra dos produtos. Aí temos um gênero escrito, mas há também vários gêneros textuais orais, como o telefonema e a palestra, por exemplo.

A lista de gêneros textuais é enorme: sermão, carta comercial, carta pessoal, romance, bilhete, reportagem jornalística, aula expositiva, reunião de condomínio, notícia jornalística, horóscopo, receita culinária, bula de remédio, lista de compras, cardápio de restaurante, manual de instruções, outdoor, inquérito policial, resenha, edital de concurso, piada, conversação espontânea, conferência, e-mail, bate-papo por computador, aulas virtuais, crônica, relatório, ata, anúncio publicitário e etc.

Deu para entender? Interaja com a gente! Agora, que tal enviar o link deste texto para um colega que também vai fazer o Enem? Você pode fazer isso através de um chat pelo computador ou pelo celular. Lembrando que chat também é um gênero textual. Amanhã, a gente vai falar sobre os tipos textuais. Continue acompanhando o nosso blog! Até o próximo!

Material consultado:

MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. Disponível em: <http://disciplinas.stoa.usp.br/>. Acesso em: 19 de agosto de 2016.  

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Escola viva

Que tal fazermos o exercício de pensar cada escola como um organismo, tipo o conceito que aprendemos nas aulas de Ciências? Mas vamos fazer isso a partir de um poema, combinado?

Escola viva

A escola é viva?

Ela respira, transpira, inspira,  excreta?
Ela se nutre, demanda energia?
De que forma? Com que meios?
Ela se reproduz, produz, cerceia?
Escasseia, esperneia, executa?
Ela é sinônimo de avanço? De luta?

Fig 1. Homem vitruviano. Leonardo da Vincci

Labuta, acorda, adormece
Empobrece, enriquece, esquece…
Ela reage, interage, disciplina?
Ou ela se esquiva, se esvai e discrimina?

Ela mantém a homeostase?
É laica, é ímpar?
Ou ela é arcaica, tradicional e simplista?
A escola é viva?
É núcleo, é sítio, é plasma?
É recreio, intervalo e adrenalina?

E o que somos? Célula?
Ser, cidadão ou o tijolo da construção?

Juntos somos saberes, sabidos e aprendentes

E essa engrenagem em plena harmonia
Funciona e fomenta

O conhecimento, o discernimento

E o cimento da democracia…

Creio que já temos elementos suficientes pra pensarmos sobre esse organismo que nos abriga. Anos e anos a fio. Lá temos uma coisa que muitas vezes nem nos damos conta: a oportunidade! A oportunidade de conhecer, explorar, reconhecer, compreender e, acima de tudo, transformar.
A escola é poder! A educação é um meio eficaz de mobilidade social, de revolução e de intervenção! Mas, você, estudante, professor, gestor e funcionário, como se sente dentro desse organismo vivo, pulsante e real?

Conheça os episódios da série “Minha Escola, meu lugar” e saiba mais sobre os projetos desenvolvidos em escolas públicas baianas

 

 

Guel Pinna

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

A Arte Pop

pwpopart
Fig. 01

Sabe aquele aplicativo que edita sua foto em várias cópias menores e coloridas, ou que transforma seu rosto em um personagem de revista em quadrinhos cheia de pontos?

Você sabia que estes efeitos são baseados em um movimento artístico do pós-guerra, surgido entre as décadas de 1950 e 1960, chamado Pop Art?

Pois é. O movimento nasceu na Inglaterra e se popularizou principalmente nos Estados Unidos. Com o objetivo de repensar a arte moderna de um modo que ela atingisse a grande massa, um grupo de artistas ingleses fundou, em 1952, o Institute of Contemporary Arts (Londres). A intenção era agregar o maior número de público possível sem excluir ninguém.

E o que significa Pop Art? A tradução é arte popular, mas isso não quer dizer que era feita pelo povo. Fazia crítica ao consumismo e à sociedade de consumo, seu principal objetivo era aproximar a arte da vida comum. Torná-la popular, consumível, e de baixo custo. É uma arte jovem, espirituosa, sexy, chamativa, cheia de glamour e um grande negócio. Sempre fazendo critica à produção capitalista em massa, utilizando-se de signos massificados da indústria e do consumo. Revistas em quadrinhos, personalidades hollywoodianas e embalagens de produtos industrializados eram utilizadas como base nas criações dos artistas.

A grande sacada desse movimento foi chamar a atenção da população comum para um entendimento de arte, inspirado por elementos que não são compreendidos como arte. Gesso, tinta acrílica, poliéster, látex, produtos com cores intensas, fluorescentes, brilhantes e vibrantes, as obras eram criada a partir de imagens retiradas do seu contexto original e remexida, esticada, colada, duplicada, ampliada, se tornando um novo objeto , mas sem perder as características do original. A intenção era mostrar e até mesmo criticar as falhas do sistema de consumo compulsivo dos anos pós-guerra.

pop_art_sylia_by_botmaster2005
Fig.02

Ainda hoje estamos cercados por imaginário popular, o consumismo em massa, e do pensamento homogeneizado. A constante batalha entre o indivíduo e as instituições de consumo fez a continuação da Pop Art mais relevante do que nunca. O movimento evoluiu com o tempo e as mensagens são corajosas e vem se tornando mais ousadas do que nunca. Com a grande variedade de mídias, especialmente digitais, e com um alcance global maior, a arte pop atual inspira e incentiva o pensamento em consumidores modernos com a mesma energia contagiante, a pensar sobre como eles são afetados pelo entendimento da cultura e para reconhecer e manter a sua própria identidade contra todas as probabilidades consumistas.

 

 

Principais nomes: Andy Warhol, Roy Lichtenstein, James Rosenquist, Allen Jones, Peter Blake e Richard Hamilton.

Referências:

http://theartist.me/art/power-of-pop-art/

http://botmaster2005.deviantart.com/art/Pop-Art-Sylia-72511594

http://www.auladearte.com.br/#axzz43knMf4HW

Geize Gonçalves

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Olimpíadas, competição e cooperação

 

Podium
Fig. 1 commons.wikimedia.org 

O Brasil está vivendo um momento ímpar de sua história, sediando os jogos olímpicos de 2016. É importante aproveitarmos essa oportunidade para refletirmos sobre os valores e subjetividades que participam da nossa cultura e que estão espelhados nessas competições. A sensação de vencer, ser o melhor, nos dá prazer e é, ao final, a mola mestra do nosso sistema econômico. Nildo Viana[1] afirma que “a competição é apontada como um produto social e histórico que gera uma sociabilidade e mentalidade competitivas cujo resultado é a naturalização desse fenômeno social”. Os jogos, de modo geral, são reforçadores desse processo.

A sociedade capitalista dá excessivo valor à concorrência, disputa e superação do outro e a “competição é seu elemento estrutural”[2].  Até pouco tempo atrás, era o vestibular quem definia quais os melhores estudantes do Brasil; hoje, é o Enem, mas a tônica é a mesma: preparar-se a vida inteira para competir por uma vaga nas melhores universidades, depois de formado vem a disputa por um emprego. Só existe lugar para os vencedores, no mercado de trabalho. Todo ano são divulgados hankings dos melhores alunos e universidades, muitas espalham outdoors pela cidade com fotos dos seus alunos campeões: é um pódio, quem não passa por essa seleção é taxado como perdedor. Os americanos têm um termo bem jocoso para designar essas pessoas: “loser”. A tradução é perdedor, derrotado. Não há lugar no topo para todos, logo, todos acham normal  que existam excluídos.

A semelhança com os jogos olímpicos não é mera coincidência, já que a Grécia é o país em que essas competições nasceram. A cultura grega influencia a nossa em diversos aspectos, os heróis e seus mitos de superação inspiravam os jovens a lutar e vencer seus adversários, consequentemente morriam cedo e eternizavam seu nome na história. Aos que tombavam nos campos de batalha, nenhuma glória: “losers”. O propósito desse texto é, ao final, provocar uma reflexão a respeito da ideologia que os jogos trazem. A TV mostra medalhas de ouro no peito dos vencedores, explora as características daqueles que superam seus  limites e batem recordes, quer que nossos jovens aprendam a vencer; mas o que sustenta essas vitórias é a derrota infringida ao outro, humilhar o adversário, fazê-lo tombar em campo. É, sim, a analogia de uma batalha em que, ao final, se estabelece uma hierarquia entre vencedores e vencidos  e tudo fica acomodado pelo “espírito esportivo”. Ora, saiba perder, eles  dizem.

Como professor, você já ouviu falar em jogos cooperativos? Isso mesmo! Trata-se de  uma prática esportiva que se preocupa em reforçar os valores sociais humanos, tais como reciprocidade  e solidariedade entre os membros do jogo. Conheça essa proposta e reflita sobre a necessidade de equilíbrio entre competitividade e cooperação na educação dos nossos jovens.

Assista ao GINGA, uma produção da TV Anísio Teixeira que explora a relação entre educação física, cultura corporal  e humanização.

Valdineia Oliveira

Professora da rede pública estadual de ensino

 

FONTES

[1] VIANA, Nildo. Educação Física, Competição e Sociabilidade Capitalista. Revista Sul-Americana de Filosofia e Educação – RESAFE. 2011.

[2] Idem 1.

BLANCO, M. R. Jogos cooperativos e educação infantil: limites e possibilidades. 181 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.

CORREIA, M. M. Trabalhando com jogos cooperativos: em busca de novos paradigmas na Educação Física. Campinas: Papirus, 2006

ORLICK, T. Vencendo a competição. São Paulo: Círculo do Livro, 1989