Radiola PW: Socorro

Oi! Tudo bem? Hoje, a dica de música da Radiola PW é Socorro, uma composição de Arnaldo Antunes e Alice Ruiz. A canção faz parte do repertório do CD Um som, lançado por Arnaldo em 1998.

Fig. 1: Arnaldo Antunes em cena do DVD Rosa Celeste, de 2012, em que canta a música Socorro. Imagem: captura de tela feita em 31 de maio de 2015
Fig. 1: Arnaldo Antunes em cena do DVD Rosa Celeste, de 2012, em que canta a música Socorro. Imagem: captura de tela feita em 31 de maio de 2016

A letra apresenta um eu lírico bastante desolado, procurando ânimo para viver. Logo no início, ele confidencia: Socorro, não estou sentindo nada/Nem medo, nem calor, nem fogo/Não vai dar mais pra chorar/Nem pra rir”. Esses versos mostram o desespero e a agonia de uma pessoa que está psicologicamente abalada. Na segunda estrofe, essa ideia é reforçada: “Já não sinto amor nem dor/Já não sinto nada”. A música é um banquete de substantivos abstratos.

A composição dá indícios de que a pessoa está com depressão e, por isso, pede socorro. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), depressão “é um transtorno mental comum, caracterizado por tristeza, perda de interesse ou prazer, sentimentos de culpa ou baixa autoestima, distúrbios do sono ou do apetite, sensação de cansaço e falta de concentração”. A estimativa é de que, em todo o mundo, 350 milhões de pessoas sejam afetadas pelo transtorno.

Num dado momento da letra, o eu lírico, em total desânimo, clama: “Socorro, alguém me dê um coração/Que esse já não bate nem apanha/Por favor, uma emocão pequena, qualquer coisa/Qualquer coisa que se sinta/Tem tantos sentimentos, deve ter algum que sirva”. Melancólico, não é?

Olha que interessante… 

Na linguagem informal, há casos em que o verbo ter é usado com o sentido de haver ou existir. Quando isso acontece, ele fica impessoal. Ou seja: não admite sujeito. Por isso, fica no singular. Na música Socorro, os compositores escreveram: “Tem tantos sentimentos, deve ter algum que sirva”. A forma “Tem” ficou no singular justamente por causa do que foi explicado acima. Vale ressaltar que a gramática normativa não reconhece o emprego do verbo ter no sentido citado aqui.

Até o próximo!

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

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O CEL (Um exemplo a ser seguido – Cidadania e Acessibilidade)

Fig.01 La Lecture - Renoir
Fig.01 La Lecture – Renoir

Centro de Estudos da Leitura – CEL tornou-se a sede do Programa de Pesquisa, Ensino e Extensão Estação da Leitura – Estale em 2005. O  Estação da Leitura, por sua vez, nasceu como projeto de pesquisa e extensão do Laboratório e Memória DCHL/UESB, em 1991. Nessa ocasião, foram lançadas, em terreno fértil, as primeiras sementes de um desejo: colocar à prova nossas próprias teorias sobre leitura e prazer no espaço escolar. O que germinou daí teve um alcance jamais imaginado de início, quando as primeiras letras do projeto se desenharam numa folha de papel, povoando-a de sonhos e de loucura. Como que no aconchego de uma estufa de ideias e sentimentos, brotaram, em viço e vida, oficinas, palestras, participação em congressos, publicações, monografias, vídeos, e o mais importante, o depoimento das crianças envolvidas no trabalho, falando de uma substancial mudança de atitude em relação ao ato de ler, em relação ao saber e em relação  a  si mesmas.

Nesse primeiro momento, as atividades do projeto se realizaram em duas escolas, em três fases,    isto    é,    estações:
• a Estação da Leitura: onde se exercitava a imaginação e a emoção, numa viagem lúdica pelo universo da literatura. Através de um material alternativo – textos retirados de livros didáticos velhos e livros emprestados – os alunos faziam suas incursões pelos textos expostos numa sala sem carteiras. Nesses encontros, as crianças liam em pé, deitadas sobre tapetes ou esteiras. Em grupo ou sozinhas, todos queriam, desejavam ler… todos liam…
• a Estação da Interpretação: onde alunos e professores mostravam ao grupo o que viram pela janela da imaginação: uns declamavam, outros liam com sotaques de diferentes regiões do país um mesmo texto, uns dramatizavam com fantasias, outros com fantoches. Às vezes, o texto era colocado em debate. Outras, era apenas apreciado. Tudo acontecia segundo a verdade dos desejos de cada um.                                                                                                                                             • a Estação da Produção de Material de Leitura: quando as crianças estudavam a forma do livro em todos os seus detalhes e produziam antologias poéticas, de contos, fábulas etc., fazendo a capa, folha de rosto, sumário, referências, ilustrações e tudo o mais que se sentiam no direito de fazer como organizadores de uma Antologia. Tudo isso se encontra registrado em vídeos, fotografias e textos escritos sobre o Projeto.

Hoje, completando 25 anos de atividade, o Estação da Leitura, é um programa de Pesquisa, Ensino e Extensão, desenvolvido no Centro de Estudos da Leitura, envolvendo grupos de trabalho, a exemplo do GPEL – Grupo de Pesquisa e Extensão em Lobato; o Projeto Leitura de Imagens e o GETED – Grupo de Estudos em Teorias do discurso. No que se refere  à pesquisa, os trabalhos estão se desenvolvendo em cinco linhas: Memórias de Leitura; Didática de Leitura; Representações e Imagens da Leitura; Teorias do discursos e Produção de Gêneros. O Estale, trabalha no sentido de integrar, numa mesma esfera de ação, as atividades acadêmicas de ensino, pesquisa, extensão e publicações… Seu intento é deixar florescer práticas vivas e dialógicas, onde o conteúdo de uma aula possa somar a uma linha de pesquisa que venha a se dividir em extensão à comunidade acadêmica na execução de suas atividades; buscar parcerias com outras entidades científicas e culturais e procurar o caminho    da    autogestão.

Seus planos, a médio e longo prazo, são:
– a criação de uma “Associação de Estudos da Leitura na Bahia”;
– a criação de um “Mestrado em Leitura”;
– a publicação de trabalhos relevantes na área, produzidos por estudantes e professores;
– a coleta das memórias de leitura dos habitantes da microrregião de Jequié
para estudos.
– reformas na sede do Centro de Estudos da Leitura.
Tudo isso, com certeza, dá ao “Estação da Leitura” o status de um programa permanente e gerador de grupos de estudos e de projetos que poderão, e muito, dinamizar, redimensionar a vida universitária no âmbito das áreas de atuação do Departamento de Ciências Humanas e Letras junto à comunidade em geral. Esta é, talvez, sua principal razão de ser…

Fonte: http://www.uesb.br/ Centro de Estudos da Leitura . Por Afonsina Ferreira Matos.

Imagem:http://www.wikiart.org/en/pierre-auguste-renoir/the-reading

# Fica a Dica!

Josenir Hayne Gomes

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia.

 

 

Como Driblar o Desemprego?

Os dados apresentados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) validam a ideia de que o índice de desemprego vem crescendo a “olhos vistos”. Os nordestinos são os mais atingidos pela alta taxa de desemprego e a Bahia registra o maior  índice . O que temos ? Um país com  11,1 milhões de pessoas sem ocupação.

A  atual crise econômica é apontada como a responsável pelo desemprego que assola o país e, por conseguinte, queda de qualidade e padrão de vida das pessoas , um agravante para as questões sociais.

Para muitos empresários, diante da recessão a solução é demitir para cortar despesas; ou fechar as suas empresas,  engrossando a fileira daqueles que buscam, incessantemente, uma ocupação.

Como driblar a situação? De um lado a carência de empregos; do outro, a falta de profissionais qualificados. Além da crise econômica, o desocupado, às vezes, está aquém da qualificação profissional exigida.

Portar um diploma de faculdade nem sempre é a solução. O mercado de trabalho atual, além de competitivo, seletivo, excludente e de difícil acesso, também é detentor de uma grande volatibilidade. Cabe a você preparar-se para tamanha mudança. É interessante conhecer os tipos de desemprego, veja em qual deles você se encaixa e o que fazer para enfrentá-lo.

Quando o emprego se torna escasso e a procura é maior que a oferta , a tendência é que se priorize o profissional altamente qualificado,  portador de certificados de cursos diversos e que apresente um diferencial, como, por exemplo, a criatividade! Hoje, o profissional criativo , capaz de interagir com os colegas, ser  proativo e portador de inteligência emocional , vale ouro !

Enfim, o que fazer para conseguir um emprego e vencer a crise do mercado de trabalho ? Estudar, qualificar-se, estar atento às oportunidades, ser proativo e versátil? Ou, talvez,  o seu perfil seja de um empreendedor e a solução esteja em empreender o seu próprio negócio? Assista ao vídeo e veja as dicas de como empreender.

Então, decida-se ! Só não dá para ficar parado. Boa sorte !

Até o próximo!

Ana Rita Esteves Medrado

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

 

Cine PW – Que horas ela volta?

Foto: Janine Moraes/MinC
Fig. 1: Anna Muylaert no lançamento do filme no Cineclube Ambiente Cultural. Foto: Janine Moraes/MinC

Olá, cinéfilos!

Nesta semana, o blog vai indicar o filme brasileiro Que horas ela volta?, obra muito bem aclamada pela crítica e pelo público em 2015, recebendo algumas indicações como melhor filme estrangeiro no Critics’ Choice Award e também Satellite Award.

Sob direção de Anna Muylaert, que também roteirizou, em parceira de Regina Casé, o filme retrata de forma muito delicada a vida de Val, interpretada pela própria Regina, uma empregada doméstica pernambucana que trabalha em São Paulo há mais de uma década para uma família rica.

Nessa casa, Val se relaciona diferentemente com cada pessoa. Mas vale ressaltar a interação que ela tem com Fabinho, o filho dos patrões, que tem por Val uma afeição maternal, sentimento que não consegue enxergar na própria mãe, que, por sua vez, é uma pessoa conturbada e carregada de preconceitos.

O filme se desenrola com a chegada de Jéssica, filha de Val, que sai de Pernambuco para prestar vestibular em São Paulo. Nesse processo, ela fica hospedada temporariamente na casa onde Val trabalha. Tempo suficiente para Jéssica perceber as relações de poder que existem naquele lar . Por isso, Val é, a todo o tempo, questionada pela filha em relação à posição social que ocupa dentro daquele ambiente.

O filme consegue trazer à reflexão os micropoderes que coexistem na nossa sociedade, mostrando como alguns personagens podem ser, na mesma história, algozes e vítimas. Mostra também o quanto a sociedade ainda precisa se desgarrar dos diversos preconceitos e da mentalidade classista que ainda permeia muitos pensamentos.

Vitor Moreira

Colaborador da Rede Anísio Teixeira

Radiola PW: Aos Meus Heróis

Oi, galerinha! Tudo bem? A dica de hoje da Radiola PW é a música Aos Meus Heróis, do compositor Julinho Marassi. A canção foi composta em 2001 e gravada pela primeira vez em 2002, no CD Julinho Marassi & Gutemberg Ao Vivo. Recentemente, o cantor e ator Chay Suede regravou a canção e deu uma interpretação cheia de verdade aos versos.

A canção faz, ao mesmo tempo, uma homenagem e uma crítica à música brasileira. A crítica é feita, mais detidamente, ao funk. O interessante é que a letra não desmerece nenhuma manifestação artística que usa a música para se expressar, mas aconselha as pessoas a ouvirem músicas que mexam também com a cabeça. Ou seja, o autor deixa claro que o importante é não se limitar.

Fig. 1: Julinho Marassi e Gutemberg, em cena do DVD gravado em 2005, em Nova Iguaçu. Imagem: captura de tela feita em 22 de maio de 2016.
Fig. 1: Julinho Marassi e Gutemberg em cena do DVD gravado em 2005, em Nova Iguaçu-RJ. Imagem: captura de tela feita em 22 de maio de 2016.

No início da canção, ele afirma: “Faz muito tempo que eu não escrevo nada/Acho que foi porque a TV ficou ligada”. Assim, critica a influência negativa da televisão, tanto nos processos criativos quanto no fato de ditar modas. Em seguida, coloca o que pensa sobre o atual cenário da música brasileira: “Quero fazer uma canção mais delicada/Sem criticar, sem agredir, sem dar pancada/Mas não consigo concordar com esse sistema/E quero abrir sua cabeça pro meu tema”. O “tema”, no caso, é o convite à reflexão sobre as atuais letras da nossa música.

Julinho Marassi isenta a juventude de ser a culpada por essa situação: “Que fique claro, a juventude não tem culpa”. Dois versos são bastante significativos para mostrar o que o compositor pensa e quer dizer durante toda a canção: “Eu também gosto de dançar o pancadão/Mas é saudável te dar outra opção”.

A partir daí, a letra cita nomes de cantores brasileiros que fizeram história na música, os responsáveis pelas “riquezas do passado”. Eles são os “heróis” do título. Ao todo, 30 artistas são homenageados. Vinicius de Moraes, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Elis Regina, Marisa Monte, Rita Lee, Djavan e Cazuza são alguns dos nomes citados.

As duas estrofes finais fazem um perfeito arremate da ideia defendida na música. Elas contribuem para que a gente pense criticamente sobre a produção musical do nosso país e sobre a decadência da indústria fonográfica. Vale a pena refletir e discutir sobre tal questão. Vamos começar?! Seguem os versos finais:

“Atenção, DJ, faça a sua parte
Não copie os outros, seja mais ‘smart’
Na rádio ou na pista, mude a sequência
Mexa com as pessoas e com a consciência

Se você não toca letra inteligente
Fica dominada, limitada a mente
Faça refletir, DJ, não se esqueça,
Mexa o popozão, mas também a cabeça”

Até o próximo!

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Não É Crime Passional: É Feminicídio

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Fig:1 Paremos o feminicidio! 25N en Vigo contra a violência machista.

Quem abre os principais portais de notícia do país quase sempre se depara com algum episódio de violência cometido contra a mulher, afinal, são dez mulheres mortas por dia no Brasil, segundo dados do IPEA[1], vítimas de seus companheiros. Acontece que existe um aspecto peculiar nesse tipo de crime, o privilégio que é dado ao homem ao tipificar seu ato como crime passional. Essa qualificação, implica em que o criminoso não seja visto como  um sujeito perigoso para a sociedade, mas apenas, alguém que agiu  movido por emoção forte: a paixão. Nesse caso há uma transferência da culpa para a vítima, ela motivou o ciúme, a ira, a paixão. A culpabilização da vítima é também a sua segunda morte, porque apaga a sua história de vida e lhe cola a pecha de mulher “não recatada”, imoral e que, portanto, fez por merecer a morte violenta. Mas espere ai, estamos em 2016 e crimes por honra não são mais legítimos no código penal. Como já dizia Zé Ramalho, “em defesa da honra caprichosa” a honra, já exigiu o sacrifício de milhares de vidas humanas, e ao final, não passa de um mero capricho, um mito, uma invenção.

Há algo de muito errado na cultura de um país que aceita que homens matem por ciúme, paixão ou suspeita de traição, romantizando homicídios que acontecem, diariamente, destruindo famílias. A cultura que sustenta o machismo é que dá abrigo aos discursos que atenuam socialmente esse tipo de crime. A vítima desumanizada, subtraída de suas atribuições humanas como: mãe, mulher, filha, irmã é designada pela mídia como “suspeita de traição pelo marido”, leia-se seu proprietário. Estamos em 2016 e mulheres ainda são tratadas como se fossem escravas do exército romano, objetos de seus donos, que quando suspeitam de qualquer risco sobre sua posse, matam e se escondem atrás do discurso da passionalidade. O nome disso não é crime passional é feminicídio: morrem porque são mulheres. Tendo em vista que, na mesma situação, de traição ou pedido de separação a vida do homem não é ameaçada, muito pelo contrário, a sociedade considera traição algo natural para o homem. Pense e seja crítico em relação a isso, aprenda mais sobre as diferenças de gênero no episódio sobre a Construção histórica da Diferença de Gênero  no quadro Muito Prazer:

Há algo de muito errado na educação e na cultura de um país, quando certos relacionamentos terminam no cemitério ou na penitenciária. E, para bem definir o que seja amor, cito as palavras do jurista Roberto Lyra (1975, p.97):

“O verdadeiro passional não mata. O amor é por natureza e por finalidade, criador, fecundo, solidário, generoso. Ele é cliente das pretorias, das maternidades, dos lares e não dos necrotérios, dos cemitérios, dos manicômios. O amor, o amor mesmo, jamais desceu ao banco dos réus. Para fins de responsabilidade, a lei considera apenas o momento do crime. E nele o que atua é ódio. O amor não figura nas cifras da mortalidade e sim nas da natalidade; e não tira, põe gente no mundo. Está nos berços e não nos túmulos”.

 

 Valdineia Oliveira

Prof. de História da Rede Pública Estadual de Ensino

FONTES:

Mapa da Violência. Disponível em: http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2015/MapaViolencia_2015_mulheres.pdf

[1] Feminicídio no Brasil. Disponível em: http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/130925_sum_estudo_feminicidio_leilagarcia.pdf

Lei Maria da Penha. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm

Quem o machismo matou hoje? disponível em: https://machismomata.wordpress.com/

 

Ecologia, Produção e Consumo: Como Conciliar Essas Ideias?

A satisfação das necessidades humanas é o objetivo máximo do desenvolvimento… O desenvolvimento sustentável requer que as necessidades básicas de todos sejam atendidas e que sejam estendidas a todos a oportunidade de satisfazer suas aspirações por uma vida melhor.” (CMMD, 1987, p. 43-4).

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Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Desarrollo_sostenible.svg

A ideia de desenvolvimento sustentável atualmente é usada em vários sentidos. Do ponto de vista das inter-relações entre o sistema econômico e o meio ambiente, o enfoque inicial foi essencialmente biocêntrico – era a natureza que devia ser preservada. Em contraste a essa ideia, focaliza-se o funcionamento do sistema econômico. Mas a economia é vista como dependendo fundamentalmente de recursos naturais fornecidos pelo ecossistema global, bem como da capacidade deste de suportar a agressão promovida pela humanidade e de assimilar os resíduos, a poluição resultantes dos processos de produção e de consumo. A questão central é: pode se sustentar o atual padrão de funcionamento do sistema econômico?

Esse “todos”, faz referência à nós seres humanos – não só os da atual geração como também os que virão em um futuro, que deve se estender por muito tempo. O bem-estar presente e do futuro da humanidade depende de um manejo adequado da natureza. Esta é a essência da sustentabilidade.

Então, o que é, na verdade, o desenvolvimento sustentável? O que se deseja sustentar? Uma natureza intocada? Defender tal coisa seria totalmente irrealista.

Como fazer isso e ao mesmo tempo assegurar a satisfação de aspirações e desejos humanos? Até que ponto, num prazo muito longo, se pode almejar o desenvolvimento sem que se esgotem recursos naturais básicos e sem que haja mudanças drásticas na atual estabilidade longe do equilíbrio do ecossistema global?

Os economistas consideram o funcionamento do sistema econômico focalizando dois processos básicos: o processo de produção e o de consumo, tendo por base a essência entrópica do funcionamento da economia, abrindo caminho para análises construídas sobre base mais realista das inter-relações entre o sistema econômico e o meio ambiente, que são centrais para avaliações bem fundamentadas da sustentabilidade e do desenvolvimento, pois traz para a análise econômica o conceito de Entropia, como peça fundamental na formulação da estrutura conceitual da economia ecológica.

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Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Objetivos_de_Desenvolvimento_do_Mil%C3%AAnio

A discussão do desenvolvimento sustentável que pode ser derivada também acerca do processo produtivo. Isso porque análises do processo produtivo levam, não só à teoria neoclássica do capital, como ao conceito de substitutabilidade entre fatores de produção que está na essência da avaliação da sustentabilidade do desenvolvimento feitas pela corrente dominante da economia.

Referências:

Ayres, Robert U. Cowboys, cornucopians and long-run stability. Ecological Economics , v. 8, p. 189-207, 1993.

Boulding, Kenneth E. Equilibrium, entropy, development and autopoiesis: towards a disequilibrium economics. Eastern Economic Journal , v. VI, n. 3-4, p. 178- 188, ago./out. 1980.

Cohen, Avi; Harcourt, G. C. Whatever happened do the Cambridge capital theory controversies? Journal of Economic Perspectives , v. 17, n. 1, p. 199-214, Winter 2003.

Rede Anísio Teixeira Conclui Primeira Oficina de Produção de Mídias de 2016

Com o intuito de fortalecer ainda mais a sua linha de atuação, que se fundamenta em promover formação em apropriações tecnológicas no ensino e na aprendizagem, produzir mídias e tecnologias educacionais livres e compartilhá-las, a Rede Anísio Teixeira realizou a primeira Oficina de Produção de Mídias de 2016, durante os dias 9, 10 e 11 de maio, no Instituto Anísio Teixeira.

Fig. 1: Formadores da Rede Anísio Teixeira posam com a turma no final da oficina. Foto: Vitor Moreira
Fig. 1: Formadores da Rede Anísio Teixeira posam com parte da turma no final da oficina. Foto (feita de celular): Vitor Moreira

Na ocasião, os participantes aprenderam a criar blogs, roteirizar e produzir vídeos. Além disso, tiveram noções sobre fotografia e sobre o uso de software livre. O público atendido era formado por estudantes, professores do Gestar (Programa Educacional Gestão da Aprendizagem Escolar) e do Programa Ciência na Escola (PCE), além de integrantes da Coordenação de Tecnologia Educacional (CTE).

A estudante de matemática e estagiária do Gestar, Tatianne Oliveira, de 24 anos, saiu satisfeita da formação: “Para mim, foi uma experiência nova e excelente. Agregou bastante conhecimento”. “Eu criei um blog variado, que envolve um tema mais específico, como o direito, que é o que eu estudo, até informações do cotidiano, como política”, afirmou Gabriel Costa, de 18 anos.

Tudo que foi produzido durante a oficina pode ser conferido nos blogs listados abaixo (os nomes estão na ordem alfabética):

Blog da Família Oliveira

LínguaPortForm

Matemática Descomplicada

National Blog

Rosas do Deserto

366 Hashtags

Assista também à cobertura audiovisual feita pelos educadores da Rede Anísio Teixeira. Todas as imagens foram captadas com o uso de celulares.

Resultado da seleção para a Oficina de Produção de Mídias Estudantis

Oi, pessoal! Tudo bem? Segue, abaixo, a relação dos estudantes e professores selecionados para participar da Oficina de Produção de Mídias Estudantis. Os nomes estão em ordem alfabética:

Fig. 1: banner de divulgação
Fig. 1: banner de divulgação
  • Estudantes

1. BEATRIZ FORTUNATO DOS SANTOS – COLÉGIO ESTADUAL MÁRIO AUGUSTO TEIXEIRA DE FREITAS

2. CLAUDIO DE JESUS PEREIRA – COLÉGIO ESTADUAL DE MONTE GORDO

3. GABRIEL VITOR B. SANTANA – COLÉGIO ESTADUAL DA BAHIA (CENTRAL)

4. GABRIELA DE SOUZA – COLÉGIO ESTADUAL SENHOR DO BONFIM

5. GABRIELLE SANTANA DE OLIVEIRA – COLÉGIO ESTADUAL SENHOR DO BONFIM

6. GEORGE DE JESUS SANTOS – COLÉGIO ESTADUAL SENHOR DO BONFIM

7. IBSON ALBERTO DO AMOR DIVINO OLIVEIRA – COLÉGIO ESTADUAL MÁRIO AUGUSTO TEIXEIRA DE FREITAS

8. JOÃO VICTOR SANTOS BARRETO COUTINHO – COLÉGIO ESTADUAL MÁRIO AUGUSTO TEIXEIRA DE FREITAS

9. KEILA AZEVEDO DE JESUS – COLÉGIO ESTADUAL DA BAHIA (CENTRAL)

10. LICYANE KETELYM RAMOS DOS SANTOS – COLÉGIO ESTADUAL MÁRIO AUGUSTO TEIXEIRA DE FREITAS

11. LUCIANA DOS SANTOS GOMES – COLÉGIO ESTADUAL SENHOR DO BONFIM

12. LUARA REBELO LARA FONTES – COLÉGIO ESTADUAL MÁRIO AUGUSTO TEIXEIRA DE FREITAS

13. MAYLA DOS SANTOS SOUZA – COLÉGIO ESTADUAL DE MONTE GORDO

14. MICHAEL ANDERSON RIBEIRO SILVA – COLÉGIO DA POLÍCIA MILITAR


15. TALITA DE ALMEIDA SANTIAGO SANTOS – COLÉGIO ESTADUAL DA BAHIA (CENTRAL)

16. THAMIRES DOS SANTOS FERREIRA – COLÉGIO ESTADUAL MÁRIO AUGUSTO TEIXEIRA DE FREITAS

  • Professores

1. ADILSON SOARES TRINDADE – COLÉGIO ESTADUAL MÁRIO AUGUSTO TEIXEIRA DE FREITAS

2. ALESSANDRA SOARES BORGES SANTOS – COLÉGIO ESTADUAL MÁRIO AUGUSTO TEIXEIRA DE FREITAS

3. CLAUDIA MARIA MARTINS DA SILVA – COLÉGIO ESTADUAL RAPHAEL SERRAVALLE 

4. ROSÂNGELA LARANJEIRAS – COLÉGIO ESTADUAL MÁRIO AUGUSTO TEIXEIRA DE FREITAS

Os selecionados vão passar por um curso de formação voltado para a produção multimídia, ministrado pelos colaboradores da Rede AnísioTeixeira (Rede AT). A atividade acontecerá no período de 16 a 31 de maio de 2016 (exclusivamente no turno vespertino, das 14h às 18h), no Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC), localizado no Colégio Central. A instituição está situada na Avenida Joana Angélica, no bairro de Nazaré, em Salvador – BA. A carga horária é de 56 horas.

OBSERVAÇÃO: o deslocamento para o local da formação, Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC), será de responsabilidade dos cursistas.

Mais informações podem ser adquiridas pelo e-mail rede.anisio@educacao.ba.gov.br ou pelo telefone (71) 3116-9061.

Sejam bem-vindos! A nossa Rede é colaborativa!

Labor or Labour?

Hey everyone! Vamos bater um papo meio portuglês?

Por sermos espertos, sabemos que existem diferentes formas de se expressar e de dizer as coisas em inglês e em português. Bem, estamos no mês temático do trabalho e,diferentemente, do Brasil o Labor Day é comemorado em outra data em alguns países que têm o inglês como idioma oficial. Para abordar a temática,vamos aprender algumas expressões do universo laboral e ampliar o nosso vocabulário, tão necessário para a aquisição de um novo idioma. Mas, à propósito, o correto é labor ou labour ? Em verdade, ambos estão corretos, pois a primeira forma trata-se da grafia do inglês americano enquanto que a segunda trata-se do inglês britânico. Para aquecer a nossa discussão sobre o mundo do trabalho, vamos assistir ao vídeo no nosso Ambiente Educacional Web que apresenta o uso do inglês no ambiente de trabalho.

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As palavras job, work e career significam a mesma coisa? No! Job(emprego) é um substantivo incontável e refere-se a uma atividade regular na qual recebemos um salary (salário). Vejamos algumas expressões formadas pelo substantivo job:

Full-time job:40hr/wk (refere-se à carga horária de 40 horas de trabalho semanal);

Part-time job:25hr/wk (refere-se à carga horária de meio turno)

Job hunt (refere-se à expressão “procurar um emprego”)

Applying for a job (refere-se à aplicação do currículo em uma empresa)

Já a palavra work (trabalho) trata-se de um substantivo incontável ou um verbo; é mais geral e pode utilizar nos seguintes exemplos :

I work with special pupils.( Eu trabalho com alunos especiais.)

I start work at 8:00 o’clock.( Eu começo a tabalhar às oito horas.)

Sejamos sinceros! Para quem é do tipo hard-working (esforçado(a)) ou workaholic(viciado(a) em trabalho) depois de tanta overtime (hora extra),quem não gosta de um day off( dia de folga)? Mas o melhor mesmo é trabalharmos em teamwork(equipe) e termos amistosos co-workers( colegas de trabalho), não é mesmo?

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Fig. 1: Trabalho em equipe.

Quanto ao substantivo career (carreira) pode ser compreendido como uma sequência de trabalhos relacionados comumente dentre de um mesmo setor ou empresa.

Bem…Ante o atual cenário nacional não poderíamos deixar de pontuar essas palavras no mundo do trabalho:

Employment (emprego)

Unemployment (desemprego)

Out of a job : desempregado

See you later and have a good job!

Referências:

Disponível em: <http://cursodeingles.uol.com.br/artigos/dicas/as-frases-indispensaveis-para-falar-sobre-o-seu-trabalho-em-ingles/#rmcl>. Acesso em: 03 de abr. 2016.

Disponível em: <http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2015/04/10/1123057/14-expresses-ingles-usadas-area-negocios.html >. Acesso em 03 de mai. 2016.

Mônica Mota
Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia