Pobre Mariana!

A chuva chega e leva gente

Mata, bicho, afluente…

É desastre, é natural

Afinal, como prevenir o temporal?

Mas quando da barragem escapa a lama

Matando o Rio Doce , o povo, o chão

Quem enxerga, não se engana não

Não é culpa de Mariana

E sim dos humanos defeitos

Que não fizeram direito a lição

E transbordaram os rejeitos

Do ferro da mineração

Samarco é a empresa

Que não monitorou os sinais

Economizou nas represas

E evitar não foi capaz

Agora chama de desastre

Porém é muito mais

É crime contra a natureza

É um golpe contra a nação

Que também se debate

Na lama da corrupção

Lema, limo, lona…

Luta, lenta, luto…

Escorre para o mar

Escoa, escória, escuta!

Nenhuma á toa, multa

Fará o ecossistema

Se recuperar

E que não esqueçamos

Desse triste acontecimento

Que não mereceu uma capa de revista

E na mídia não teve a merecida repercussão

Já que os atentados na França terrorista

Parecem chamar mais atenção

Ou será um caso de manipulação?

Onde o jogo nojento e escapista

Decide não enfrentar a situação?

E rica era a diversidade

Em quantidade, qualidade

Famílias, que não estão mais lá

Pobres, peixes, podres

De uma  Mariana

Invadida, explorada,

Arruinada, degradada

Na tóxica lama….

Guel Pinna

Professora da Rede Pública de Ensino da Bahia

Salvador, 27/11/15    17:46h

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