Vamos contar um conto?

O episódio em questão do quadro Ser professor, do programa Intervalo, fala sobre a arte de contar um conto. Neste episódio, apresentaremos o projeto da professora Gilbene Esquivel – O prazer do conto. O projeto consiste na utilização da literatura de cordel como ferramenta cultural e identitária para o ensino de história.

Imagem: captura de tela
Imagem: captura de tela. Clique na imagem para assistir ao vídeo.

A professora Gilbene Esquivel leciona no Colégio Estadual Germano Machado Neto, localizado no bairro de Marechal Rondon. Ela realiza um trabalho que alia os conteúdos de história à poesia, utilizando como metodologia o cordel como instrumento de ensino e aprendizagem. Esse trabalho se inicia com oficinas, ministradas pela arte-educadora Gilbene Esquivel, com duração de 10 horas: 4 horas para o ensino do cordel, 2 horas para conhecerem a vida do escritor baiano e 4 horas destinas à produção do cordel. Segundo a professora, “é muito bom trabalhar o cordel com os alunos e ver o seu desenvolvimento. No início das oficinas, eles não sabem o que é, mas depois eles adoram e começam a brincar com as rimas. Ser Professor é ajudar o aluno a construir seu ser […]”

Vamos nessa conferir?

Fui!

Peterson Azevedo

Professor da Rede Estadual de Ensino da Bahia

Seja rosa! Não provoque!

Você já notou que em nossa cidade, nesse mês de outubro, alguns monumentos, viadutos, etc. ,estão iluminados na cor rosa? Você sabe o porquê disso? Certamente que sim. Mas se não sabe, vai aí uma dica: trata-se do “Outubro Rosa”. Assim como a fitinha vermelha simboliza a campanha anti-HIV, a cor rosa foi escolhida para simbolizar a luta contra o câncer de mama.

Fitinhas coloridas de rosa foram distribuídas durante uma corrida que ocorreu nos Estados Unidos, no ano de 1990. Foi a partir daí que o “Outubro Rosa” teve início, com o objetivo de conscientizar sobre o câncer de mama.

Imagem: Ana Rita
Imagem: Ana Rita
Imagem: Ana Rita
Imagem: Ana Rita

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Outubro Rosa, a Campanha Rosa, Fundação Laço Rosa, Fundação do Câncer, e o INCA , abraçam a mesma causa: lutar contra o mal que acomete milhões de pessoas no mundo todo, o câncer!

Atenção! Os índices de câncer de mama vêm aumentando, tanto em países desenvolvidos, como nos países em desenvolvimento. No entanto, Sociedade Brasileira de Mastologia afirma que há diferenças nas taxas de incidências da doença entre as regiões brasileiras , sendo a Região Sudeste a de maior índice, seguida da Região Sul, Centro-Oeste, Nordeste, e a Região Norte.

Entre as mulheres do mundo e as brasileiras, o câncer de mama é o mais comum. O diagnóstico precoce é fundamental. A partir dele, a cura torna-se muito viável. É indicado fazer o autoexame, no entanto, só isso não basta, é necessário ir ao ginecologista uma vez por ano. Geralmente, antes dos 35 anos de idade, é menos comum o aparecimento do câncer de mamas. No entanto, mulheres com idade a partir dos 50 anos, ou mais , devem ficar ainda mais atentas, pois a partir dessa faixa etária é mais comum o aparecimento desse tipo de doença.

Você sabia que o homem também pode ser acometido por esse tipo de câncer? Num percentual de 1% dos casos da doença?Pois é, vamos ficar de olhos e ouvidos bem atentos.

Até breve!

Ana Rita Medrado.
Professora da Rede Pública de Ensino da Bahia.
Referências:

http://www.fundacaolacorosa.com/ . Acesso em 12/10/2015.

http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/mama . Acesso em 12/10/2015.

http://www.geriatrics.com.br/blog/?tag=cancer-de-mama . Acesso em 12/10/2015.

http://www.geriatrics.com.br/cead/noticias/outubro-rosa-mes-de-conscientizacao-a-respeito-do-cancer-de-mama . Acesso em 12/10/2015.

http://oncoguia.com.br/site/print.php?cat=143&id=2803&menu=2 . Acesso em 12/10/2015.

Rede Anísio Teixeira realiza formação para Cobertura Colaborativa 2015

Oi! Tudo bem? Você é estudante do ensino médio da Rede Pública de Ensino da Bahia, tem interesse em trabalhar com tecnologias da informação e da comunicação e queria uma oportunidade para complementar o que já sabe sobre a temática? Então, esta postagem é para você!

A Rede Anísio Teixeira – Rede AT (Programa de Difusão de Mídias e Tecnologias Educacionais Livres da Rede Pública Estadual de Ensino) vai selecionar estudantes residentes em Salvador para participarem das atividades da Cobertura Colaborativa 2015. Os estudantes selecionados vão passar por um curso de formação voltado para a produção multimídia, ministrado por professores e técnicos da Rede AT.

Imagem: Josymar Alves
Imagem: Josymar Alves

A formação acontecerá no Instituto Anísio Teixeira (IAT), de 16 a 27 de novembro de 2015, exclusivamente no turno vespertino, com carga horária de 40 horas. Ao final do curso, os estudantes serão organizados em grupos de trabalho e vão atuar como repórteres, fotógrafos, produtores audiovisuais e redatores de conteúdos para mídias digitais, na Tenda Digital, durante o 4º Encontro Estudantil, promovido pela Secretaria da Educação. O evento está previsto para acontecer nos dias 2, 3 e 4 de dezembro de 2015, na Arena Fonte Nova, em Salvador.

Como participar

Para participar, o estudante interessado deve ler o edital de seleção, disponível em www.oprofessorweb.wordpress.com/cobertura2015, produzir um texto de até dez linhas, um vídeo de até 30 segundos e fazer o registro de três fotografias, contemplando a seguinte temática: Acontece na Minha Escola. As produções deverão ser enviadas para o e-mail cobertura.tendadigital@gmail.com, acompanhadas de nome completo, telefone, escola e turno em que estuda. As inscrições vão até 8 de novembro de 2015.

Vale ressaltar que, antes de se inscrever, é importante ler atentamente o edital.

Estamos esperando por você!

Poeta e Poetisa, encantos de rimas!

Olá, galera!
Hoje é o Dia do Poeta! Aqui no Brasil, no dia 20 de outubro, celebra-se o Dia Nacional do Poeta! O Dia Mundial da Poesia é comemorado no dia 21 de março. São duas datas distintas, porém o seus objetos de celebração estão imbricados: a primeira data celebra o autor da obra- O Poeta! A segunda, a obra do autor – A Poesia !

Fernando Pessoa: o Poeta definindo o Poeta! Pura poesia!

Imagem: Ana Rita
Imagem: Ana Rita

A poesia é a “arte de escrever em versos”,também considerada uma das sete artes tradicionais. Traz sentimentos, pensamentos e ideias que brotam da sensibilidade do poeta e nos inundam, fazendo-nos transbordar de emoções !

Imagem: Ana Rita
Imagem: Ana Rita

Surpresa! A poesia e o ENEM!

Não deixe que o ENEM seja uma “pedra no seu caminho” de acesso ao ensino superior. Atenção para dica ! Carlos Drummond de Andrade, escritor e poeta, considerado moderno e atual, é o recordista das provas de Linguagem e Códigos do Exame Nacional do Ensino Médio- ENEM, realizado pelo MEC. Desde as primeiras edições , o poeta mineiro de Itabira já “caiu” 16 vezes nas provas do ENEM. Em seguida estão: Manuel Bandeira, Ferreira Gullar e Machado de Assis. Saiba mais, clique AQUI.

Imagem: Ana Rita
Imagem: Ana Rita

Até a próxima!

Ana Rita Medrado
Professora da Rede Pública de Ensino da Bahia

Referências:
http://g1.globo.com/educacao/enem/2013/noticia/2013/06/obra-de-drummond-e-mais-cobrada-na-historia-do-enem.html .
http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2014/07/01/1099918/aprenda-estudar-poesia-enem-2014.html
http://www.smartkids.com.br/datas-comemorativas/20-outubro-dia-do-poeta.html
http://www.calendarr.com/brasil/dia-do-poeta/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Mundial_da_Poesia
http://www.rogilsonbrandao.com.br/2015/10/hoje-terca-feira-20-de-outubro-e-dia-do.html

É Primavera, vem o Verão. Tenha dengo; Dengue, NÃO.

Olá, pessoal!

As estações do ano duram cada uma delas três meses. Estamos na Primavera e daqui a dois meses, em dezembro, começa o verão com duração até março.

Muito tempo para deixar o mosquito de boa. Mas que mosquito é esse?

A dengue é uma doença infecciosa causada por um vírus da família Flaviridae e é transmitida, no Brasil, através da fêmea do mosquito Aedes aegypti, também infectado pelo vírus.

mosquito dengue

Atualmente, a dengue é considerada um dos principais problemas de saúde pública de todo o mundo. Tanto na Bahia, quanto no Brasil, existem condições climáticas favoráveis como: temperatura elevada e água parada. Percebe o perigo com a chegada do verão onde sempre se registra a epidemia no nosso estado e no nosso país.

ciclo reprodutivo

Em todo o mundo, existem quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Logo, uma pessoa poderá ter Dengue até quatro vezes.

Os Tipos de Dengue: Dengue clássica I, II, III e IV além da dengue hemorrágica.

No Brasil, já foram encontrados da dengue tipo 1, 2, 3 e 4. O vírus tipo 4 não era registrado no país há 28 anos, mas em 2010 foi notificado em alguns estados, como o Amazonas e Roraima. Na Bahia, o mais comum é o sorotipo 3 (Ver no saiba mais mapa dos sorotipos circundantes, Brasil 2006).

A DENGUE tipo 4 apresenta risco às pessoas já contaminadas com os vírus 1, 2 ou 3, que são vulneráveis à manifestação alternativa da doença. Complicações podem levar pessoas infectadas ao desenvolvimento de dengue hemorrágica.

As Formas de apresentação da dengue variam podendo se apresentar – clinicamente – de quatro formas diferentes: Infecção Inaparente, Dengue Clássica, Febre Hemorrágica da Dengue (FHD) e Síndrome de Choque da Dengue.

Dentre eles, destacam-se a Dengue Clássica e a Febre Hemorrágica da Dengue.

Então, vamos prevenir para evitar que pessoas ou até nós mesmos fiquemos doente.

lixolarvicida

fumacepneu com agua parada

Medidas básicas que não custam nenhum grande esforço, compartilhe essa ideia:

– Nada de lixo sem o devido condicionamento. Avise à Secretaria de Serviços públicos para que não acumule água proveniente das chuvas.

– Aplicação de larvicida em caixas d´águas abertas ou em lugares vulneráveis.-

– Fechamento das caixas d´águas com tampas;

– Aplicação de “fumacê” para eliminar os mosquitos.

 Como todo bom baiano, o sotaque, o vocabulário “baianês” e a fama de ser dengoso sempre o acompanham. Até a maneira de falar o português “brasileiro” foi modificado pelas pronúncias e gramáticas africanas como expressões cuja origem está associada às culturas africanas e que os baianos utilizam no seu dia a dia,

Você sabe o significado da palavra dengo?

A palavra quer dizer “carinho”, “agrado” ou “meiguice”. Origina-se da palavra ndéngo, que significa “doçura”. Ou seja, sedoso, proveniente do dialeto Quicongo, originário das províncias de Cabianda, do Uíge e do Zaire, assim como no norte da Angola e em algumas regiões do Congo.

 Um bom baiano é mesmo cheio de dengo . Então, dar dengo ou receber dengo é bom, mas adoecer por causa da dengue, NÃO.

Fique esperto! Valeu!

Saiba mais em:

http://www.dengue.org.br/dengue.html

http://www.who.int/csr/disease/dengue/en/

http://portal.saude.gov.br/404.html

http://www.dengue.org.br/dengue_mapas.html

Todas as imagens foram retiradas da Wikipédia.

 

Ana Cristina Rangel

Professora da Rede Pública de Ensino da Bahia

Professor? Presente!

Dia 15 de outubro é Dia do Professor. Diferente de tantas outras datas, felizmente, não se presta ao comércio e deve servir, ao menos, à reflexão sobre a situação atual desta categoria, tão importante em toda e qualquer sociedade. No Brasil, somos mais de 2 milhões unidos pela crença no poder transformador da educação. Não nos paralisa a ideia freudiana de que “governar, educar e psicanalisar” são tarefas impossíveis. Somos, sobretudo, persistentes, corajosos.

Professora Janice Nicolin, uma das participantes do quadro
Professora Janice Nicolin, uma das participantes do quadro “Ser Professor”, do programa “Intervalo”. Link do episódio: ambiente.educacao.ba.gov.br

Se pensássemos em um presente para o professor, tal como em cada tempo pensamos para pais, mães, crianças, avós, namorados ou namoradas, certamente pensaríamos na valorização do trabalho docente como o presente mais urgente, presente que iria satisfazer professores e, como consequência, todos que usufruem de seu trabalho. Afinal, num cálculo simples, concluiremos que ao longo da carreira de vinte ou trinta anos de um professor, passam por suas salas e suas aulas mais de mil crianças e jovens. Talvez esteja aí a sua melhor condição de trabalhar e transformar, pois alunos nunca lhes faltarão. Tudo o mais, no entanto, ainda falta.

A desvalorização do magistério é vista no tratamento que o professor recebe do poder público e da sociedade de um modo geral. Um e outro parecem crer que ensinar é uma tarefa simples, que depende apenas de boa vontade e vocação.

A formação de um professor deve remeter à sua inserção numa prática socialmente ativa. Não somos e não podemos ser meros executores de decisões alheias, mas podemos insistir na possibilidade de produzir novos conhecimentos para a teoria e a prática de ensinar. 

Professora Ródnei Souza , outro participante do quadro
Professor Ródnei Souza , outro participante do quadro “Ser Professor”, do programa “Intervalo”. Link do episódio: ambiente.educacao.ba.gov.br

Estamos cientes de que educação é um dos dispositivos que mais colabora para o desenvolvimento de um país e que a qualidade dela, por sua vez, depende, em grande parte, de valorização da docência. Melhoria dos salários, condições adequadas de trabalho e atenção à formação profissional, inicial ou continuada, mantem-se em pauta para discussão. A realidade que temos hoje não colabora suficientemente para que os alunos tenham sucesso nas aprendizagens, se desenvolvam como pessoas e, principalmente, participem como cidadãos num mundo cada vez mais exigente, sob todos os aspectos.

Se é novo o contexto social em que a escola está inserida, é igualmente novo e ainda mais desafiador o papel do professor. Assim é preciso dizer que professores ou professoras como Doras (do filme Central do Brasil, 1998) ou como aquelas dos relatos das escolas “de antigamente” não têm a possibilidade de sustentar, com a velha didática e o velho manejo, a educação que necessitamos agora.

Qual presente, então, dar aos professores, neste 15 de outubro?

…uma parcela daquele reconhecimento e respeito social das professoras (…) do meu tempo de Infância.

(Fernanda Montenegro, em discurso ao ser homenageada por sua indicação ao Oscar de melhor atriz estrangeira, com Central do Brasil)

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Uma pátria que dignifique, realmente, o valor social do professor.

(Mônica Mota, professora da Rede Pública de Ensino da Bahia)

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Eu daria o que todos tanto pedem: respeito. Simplesmente.

(Raulino Junior, professor da Rede Pública de Ensino da Bahia)

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Redução da carga horária e da quantidade de turmas. Vinte horas em sala e outras vinte para pesquisar, assistir a vídeos, ler, planejar boas aulas.

(Marilu Dantas, professora da Rede Pública de Ensino da Bahia)

Em muitas outras vozes ouviríamos o mesmo pedido: que a valorização do nosso trabalho seja presente, em cada um dos nossos dias!

Lilia Rezende

Pedagoga, professora da Rede Pública de Ensino da Bahia

Anjo Docente

Imagem: https://pixabay.com
Imagem: https://pixabay.com

 

nunca vi teu rosto
nem sei teu nome
tua função é minha vida

percebo tua presença,
força inesgotável
tu voas sobre mim

tuas asas poderosas
transparência infinita
plumado cobertor

tua sina perigosa,
louca, desmedida
proteção de pecador

Marcus Leone

Professor da Rede Pública de Ensino da Bahia

 

 

Cemiterada: revolta popular contra a reforma higienista na Bahia oitocentista

No dia 25 de outubro de 1836, uma multidão de quase quatro mil pessoas, lideradas pelas irmandades religiosas, se reuniu para protestar contra a lei que proibia os enterros no interior das igrejas. A partir daquele ano, um local próprio deveria abrigar os mortos: o cemitério. Para atender à nova lei, foi construído o cemitério do Campo Santo, inaugurado em 1836, cabendo sua administração ao capital privado por 30 anos. Os manifestantes se encontraram no Terreiro de Jesus, no adro da igreja da Ordem Terceira de São Domingos, e de lá se dirigiram ao Campo Santo, onde promoveram um quebra-quebra.

Os médicos baianos, movidos pelas ideias higienistas que chegavam da Europa, convenceram os legisladores de Salvador da necessidade de proteger a população dos malefícios dos “miasmas mefíticos” provocados pela decomposição dos corpos. Mas a nova lei passava ao largo da cultura funerária da Bahia, em que as irmandades eram responsáveis pela organização dos enterros e alocação dos corpos no interior das igrejas. Segundo o historiador João José Reis, o enterro dos corpos dentro das igrejas decorria da crença medieval, difundida na Bahia, de que, quanto mais próximo do altar e dos santos nas igrejas, mais próximo da salvação estaria a alma do defunto[1].

Qualquer pessoa podia ser enterrada no interior das igrejas, ainda que não fossem membro das irmandades, desde que tivesse, obviamente, uma boa reserva de capital para adquirir o seu lugarzinho junto ao corpo celestial que se encontrava no entorno do altar! Aliás, esse era o lugar perfeito para que a alma do defunto aguardasse pacientemente o fim do mundo e o tão esperado juízo final. Os membros paroquiais com maior cabedal podiam solicitar – em testamento – um jazigo individual em que constasse seu nome, data de nascimento e óbito. Os demais, quando membros das irmandades, ainda que despossuídos de grandes fortunas, não ficavam desamparados na morte, pois podiam ser enterrados em sepulturas comuns pertencentes às irmandades. O pior destino pós morte era sem dúvida do povo pobre, sem recurso para pagar seu descanso eterno no interior das igrejas. Estes eram enterrados no cemitério do Campo da Pólvora, onde negros pagãos eram sepultados.

[1] Reis, João José. O lugar da morte na Revolta da Cemiterada: Bahia, 1836. Resgate da Memória. n.º 03. Nov. 2014

Telma Santos

Professora da Rede Pública de Ensino da Bahia

Inep divulga vídeo com passo a passo para o Enem 2015

Nos próximos dias 24 e 25 de outubro, estudantes de todo o Brasil, inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), terão mais uma oportunidade para ingressar no ensino superior público (SISU) e privado (PROUNI, FIES e Ciência sem Fronteiras) ou receber o certificado de conclusão do ensino médio. Para ajudar a entender melhor todo o processo, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicou, em seu canal no YouTube, um vídeo que traz o passo a passo sobre o exame. Na publicação, intitulada Enem 2015 – passo a passo, o instituto trata de questões como horário das provas (em 2015, começará às 13h30, tendo como referência o horário de Brasília), documento de identificação para o candidato realizar a prova e aspectos da redação. O vídeo é bem explicativo. Não deixe de assistir!

Enem 2015 – passo a passo

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública de Ensino da Bahia

Multipluralidade Matemática: uma questão cultural!

Olá, galera do PW! Tudo beleza? Você sabia que o estudo da história da Matemática pode nos ajudar a entender a diversidade da cultura da humanidade? Pois é! É praticamente um mito a ideia de que só as sociedades mais avançadas, do ponto de vista ocidental, desenvolveram a Matemática. Hoje, com o estudo da etnomatemática, sabemos que várias sociedades contribuíram para a sua construção, além dos gregos, mesopotâmios e egípcios.

Dentre as civilizações orientais, os chineses se destacam por feitos magníficos, a grande muralha da China, por exemplo, é um deles. Ela é, sem dúvida, um feito notável de engenharia e, para sua construção, foi necessária uma grande variedade de conhecimentos matemáticos, que envolviam desde o cálculo de distâncias até o cálculo de volumes e áreas. Essas demandas inspiraram os chineses a desenvolver uma Matemática sofisticada, a começar pelo seu sistema de base decimal, que se parece muito com o nosso sistema atual. Esse sistema utilizava varetas de bambu que eram agrupadas e ordenadas para representar os algarismos de um a nove. Elas eram organizadas em colunas, sendo a mais à direita, reservada para representar as unidades; e as adjacentes, à esquerda da primeira, reservadas para as dezenas, centenas, milhares e assim sucessivamente.

Imagem: André Soledade
Imagem: André Soledade

Por exemplo, o número 672, seria representado conforme a figura abaixo:

Imagem: André Soledade
Imagem: André Soledade

Possuíam também uma forma muito simples de multiplicação de algarismos, utilizando varetas de bambu, em que elas eram dispostas vertical e horizontalmente, representado o multiplicador e o multiplicando, nesta ordem. O resultado ou produto é dado pelas interseções entre as varetas, cada diagonal, da esquerda para a direita, representará as unidades, dezenas, centenas, respectivamente. Caso a soma das interseções da diagonal ultrapassa nove, somamos o número de dezenas com a próxima diagonal.

Por exemplo, ao efetuarmos o produto 12 x 23, procedemos como no esquema abaixo:

Imagem: André Soledade
Imagem: André Soledade

Mas as contribuições do oriente à Matemática não se restringiram somente aos chineses, os indianos também tiveram uma importante participação! A concepção moderna para a representação do número zero foi criada por eles, e seu primeiro registro data do século IX, mas acredita-se que ele já estava em uso há séculos. Por mais estranho que pareça, antes do indianos inventá-lo, não havia uma representação para o número zero. Para os gregos antigos, por exemplo, ele simplesmente não existia. E qual a importância do zero? Bom, depois de sua invenção, foi possível representar grandezas extremamente grandes e pequenas, algo que era muito complicado antes de sua criação. A origem do símbolo e a ideia que representa o algarismo zero é desconhecida entre os indianos, mas acredita-se que ela surgiu durante os cálculos efetuados com pedras na areia. Quando elas eram removidas do chão, um pequeno furo circular era deixado na areia. Esse furo passou a ser associado a pedra nenhuma, estava então concebida a representação do zero.

A Matemática teve a contribuição de vários povos e, até hoje, seu desenvolvimento se deve à influência de várias culturas, principalmente a dos povos orientais. Estes não só contribuíram na forma como contamos atualmente, mas também tiveram uma participação significativa na resolução de equações algébricas e no conceito de infinito.

Quer saber mais sobre a influência dos povos orientais na Matemática? Acesse o Ambiente Educacional Web ou clique nos links abaixo:

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/955

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/693

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/4162

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/3380

André Soledade

Professor da Rede Pública de Ensino da Bahia