Campanha #InternetSemVacilo

Campanha #internetsemvacilo
Campanha #internetsemvacilo

Olá pessoal,

a Unicef Brasil – Fundo das Nações Unidas para a Infância, atua desde 1950 com ações para defesa dos direitos básicos de crianças e adolescentes aqui no Brasil, criou recentemente uma campanha que esta sendo difundida na internet com o objetivo de sensibilizar o uso consciente de conteúdos na Rede Mundial de Computadores (Internet).

#InternetSemVacilo tem uma sequencia de vídeos que ironiza o cotidiano com o uso irresponsável de conteúdos multimídia, são temas como Difusão de imagens com pessoas em situações intimas, sem a devida autorização para essa difusão, Privacidade, Relacionamento, Preconceito e Intolerância, dentre vários outros temas, vai valer a pena se você acessar o site e conferir os videos.

A campanha traz uma nítida reflexão do modo inseguro como muitas pessoas se expõem nas redes sociais sem refletir sobre as suas consequências.

Ser Professor: Flávio Márcio

Fala, galerinha!

O episódio em destaque de hoje, do quadro Ser professor, do programa Intervalo, fala de poesia e história. Em 2003, o professor de história da rede pública de ensino, Flávio Márcio Sacramento, com o intuito de deixar suas aulas mais dinâmicas e participativas, ampliando a noção de arte, literatura e história, proporcionando a seus alunos uma visão mais ampla do que é aprender criando, pensou o projeto O Ensino da História por Meio da Poesia, que vem beneficiando, anualmente, cerca de 120 alunos do 2º e 3º ano do ensino médio, do Colégio Estadual Professora Ana Bernardes, no bairro de Cajazeiras, em Salvador.

A parceria entre o professor Flávio e os alunos fica evidente no quadro quando, juntos, recitam os versos sobre momentos históricos do Brasil, versos contextualizados e citados com o bom e típico baianês, em que as regionalidades são ingredientes a mais nessa narrativa poética. A ideia do projeto é ampliar o ensino de história para além dos fatos, possibilitando aos alunos utilizarem a poesia como ferramenta de diálogo. “Pra mim, ser professor é ser um guerreiro. É poder armar meus alunos com informações, com conceitos, com ideias (…)”.

Vamos nessa conferir? Clique na imagem para assistir ao vídeo.

Professor Flávio Márcio. Foto: captura de tela feita em 31/8/2015.
Professor Flávio Márcio. Foto: captura de tela feita em 31/8/2015.

Fui!

 

Peterson Azevedo

Professor da Rede Pública de Ensino da Bahia

Convivência democrática na Escola

Olá, pessoal! Estamos aqui novamente para falar um pouco sobre ética e cidadania, e nada melhor do que começarmos pela escola, que abriga uma grande diversidade.

Em seu sentido tradicional, a cidadania expressa um conjunto de direitos e de deveres que permite aos cidadãos e cidadãs o direito de participar da vida política e da vida pública, podendo votar e serem votados, participando ativamente na elaboração das leis e do exercício de funções públicas, por exemplo. Hoje, no entanto, o significado da cidadania assume contornos mais amplos, que extrapolam o sentido de apenas atender às necessidades políticas e sociais, e assume como objetivo a busca por condições que garantam uma vida digna às pessoas.

Entendemos que tal forma de educação deve visar, também, ao desenvolvimento de competências para lidar com: a diversidade e o conflito de ideias, as influências da cultura e os sentimentos e emoções presentes nas relações do sujeito consigo mesmo e com o mundo à sua volta.

Clique na imagem para assistir ao vídeo.
Clique na imagem para assistir ao vídeo.

Aprender a lidar com as diferenças, na perspectiva de uma sociedade que se pretende democrática e inclusiva e que traz para os espaços políticos e públicos tal preocupação, é o desafio que ronda o imaginário dos(as) profissionais da educação preocupados com a construção de uma escola de qualidade, que cumpra com seus objetivos de formação da cidadania e de preparação dos estudantes para a vida em sociedade.

O convívio com a diversidade humana e com as diferenças sociais, econômicas, psíquicas, físicas, culturais, religiosas, raciais, ideológicas e de gênero, ao mesmo tempo em que gera conflitos, pode servir de matéria prima para a construção da convivência democrática.

Um forte abraço.

Luciano Albuquerque

Professor de Biologia da Rede Pública Estadual

REFERÊNCIAS

Convivência Democrática: inclusão e exclusão social.MEC.Disponível em: https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=2&cad=rja&uact=8&ved=0CCMQFjABahUKEwj6tO2QrsTHAhWDeT4KHXjED1Y&url=http%3A%2F%2Fportal.mec.gov.br%2Fseb%2Farquivos%2Fpdf%2FEtica%2Fliv_etic_cidad.pdf&ei=ZnDcVfrpK4Pz-QH4iL-wBQ&usg=AFQjCNGsCoMOma8HAkYnT3m5LYu_me8k6A&sig2=i7CJUh8QWV0wDf-tm_H2RQ. Acessado em 24/08/2015, 10 h 32m.

Convivência Democrática: Relações étnico-raciais e de gênero.MEC.Disponível em: https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&cad=rja&uact=8&ved=0CB0QFjAAahUKEwj6tO2QrsTHAhWDeT4KHXjED1Y&url=http%3A%2%2Fportal.mec.gov.br%2Findex.php%3Foption%3Dcom_docman%26task%3Ddoc_download%26gid%3D2176%26Itemid%3D&ei=ZnDcVfrpK4Pz-QH4iL-wBQ&usg=AFQjCNHDuFkpB0jISUCRunO_U3xmPdvKQw sig2=UzXeplUzuMKHaw9dWqxCAA. Acessado em 24/08/2015, 11 h 02m.

Ética e Cidadania Construindo Valores na Escola e na Sociedade.MEC.Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Etica/liv_etic_cidad.pdf. Acessado em 24/08/2015, 11 h 15m.

Convivência Democrática na Escola.MEC.Disponível em: http://univesptv.cmais.com.br/etica-valores-e-cidadania/evc-convivencia-democratica-na-escola. Acessado em:23/08/2015, 22h 21m.

Lançamento do Experimente Com Ciência

Imagem: Ródnei Souza
Imagem: Ródnei Souza

 

Olá! Tem novidade no AEW!

Você conhece aqueles vídeos de experimentos que fazem sucesso nas redes sociais? Pois agora saiba que professores e estudantes da rede pública produzem esses vídeos e disponibiliza-os com licença livre para que qualquer pessoa interessada possa usá-los livremente na sala de aula, celular ou em outro dispositivo móvel.

No ultimo dia 20 de agosto foram catalogados no AEW – Ambiente Educacional WEB – os três primeiros vídeos do projeto Experimente com Ciência da Rede Anísio Teixeira.

Experimente com Ciência é um projeto de produção audiovisual experimental que tem como proposta desenvolver conteúdos digitais e complementar para as áreas da matriz curricular estabelecidas pela Secretaria da Educação no Ambiente Educacional Web.

Consiste na produção de vídeos de experimentos que priorizam o uso de materiais de baixo custo e fácil aquisição, comuns ao cotidiano da maioria das pessoas. Os vídeos são produzidos por estudantes e professores da Rede Pública Estadual e podem ser apresentados em sala de aula, utilizando recursos audiovisuais ou colocados em prática na sala de aula, visando a aprendizagem significativa de conteúdos que podem ser relacionados à interpretação dos fenômenos presentes em cada vídeo. Os vídeos do projeto não explicam os fenômenos, mas, os reproduzem e podem servir como base para que o professor demonstre o experimento em sala.

As características da experimentação que são destacadas no projeto direcionam sua utilização para a interatividade entre o professor e os estudantes e entre estes, transpondo a ideia de um mero recurso audiovisual para um recurso problematizador, contextualizador e interdiscipinar.

O três primeiros vídeos foram produzidos com a parceria de discentes do curso de Licenciatura em Química da UNEB – Universidade do Estado da Bahia, através de uma iniciativa que propicia ao futuro professor de química a prática da experimentação em sala de aula e a produção de conteúdo digital educacional livre. Portanto, o tripé no qual se fundamenta a universidade (ensino, pesquisa, extensão) está representado neste projeto. O projeto pretende fazer parcerias com outros cursos de licenciatura das Instituições de Ensino Superior da Bahia para que mais vídeos sejam produzidos, contemplando assim mais disciplinas e áreas do conhecimento e proporcionando aos futuros professores a vivência na produção de conteúdo digital educacional livre.

Todos os discentes da disciplina Contéudos de Química para o Ensino Médio do curso de licenciatura, ministrada no segundo semestre de 2014, participaram do projeto. Entretanto, os três primeiros episódios apresentam experimentos pesquisados, analisados e executados por Adnaildo Miranda, Matheus Carvalho e Paula Jade, respectivamente. Mais episódios estão em fase de edição e contam com a participação dos demais discentes da disciplina e dos professores do Comitê Gestor do AEW.

Assista, no AEW, aos três primeiros vídeos:

Experimente com Ciência – Episódio 1: Bateria de Esquimó

Clique na imagem para assistir ao vídeo.
Clique na imagem para assistir ao vídeo. Crédito: Ródnei Souza.

Experimente com Ciência – Episódio 2: O que faz a água subir?

Clique na imagem para assistir ao vídeo. Crédito: Ródnei Souza.
Clique na imagem para assistir ao vídeo. Crédito: Ródnei Souza.

Experimente com Ciência – Episódio 3: A água que pega fogo!

Clique na imagem para assistir ao vídeo. Crédito: Ródnei Souza.
Clique na imagem para assistir ao vídeo. Crédito: Ródnei Souza.

Todos os vídeos são acompanhados de um Guia Pedagógico que discute os fenômenos relacionando-os com o conhecimento científico que pode explicá-los.

Se você faz experimentos simples em sua sala de aula, no laboratório ou mesmo em casa e gostaria de compartilhá-los com a rede pública de ensino, entre em contato através do “Fale Conosco” do AEW, indicando a sua proposta. Teremos prazer em ajudar na produção, edição e compartilhamento do seu experimento. Com licença livre, é claro!

E então? Gostou, tem crítica ou sugestões? Comente esta postagem e contribua para o sucesso do projeto.

Ródnei Souza

Professor da Rede Pública de Ensino da Bahia

O Hino e os Virunduns: “o virundum Ipiranga às margens plácidas”

Você já ouviu falar em Virunduns? Será esta uma palavra iorubá ou indígena? Não! Virundum é um neologismo cuja origem é uma leitura auditiva incorreta da primeira estrofe do Hino Nacional Brasileiro, quando se produz a homofonia “ovirundum Ipiranga às margens plácidas”. Em grande parte das torcidas esportivas, em movimentos políticos ou em outros gestos cívicos, certamente é possível ouvir este verso em vozes convencidas e entoadas.

Há também quem cante “Na madrugada a vitrola, rolando um blues ,tocando de biquíni sem parar”, quando a música é para seguir  “…cantando B. B. King sem parar. Este é apenas mais um virundum entre tantos que se pode colecionar e se divertir. Já o Hino Nacional repete muitos outros virunduns, basta que prestemos mais atenção.

Pela proximidade do Sete de Setembro, dia em que se comemora a Independência do Brasil e que se convencionou como um dia-de-ouvir-o-hino, fica oportuno trazer aqui uma conversa sobre a aprendizagem do hino nas nossas escolas. Observamos que atualmente jovens e adultos não conseguem cantá-lo nos contextos em que ele se adequa, e isso nos remete à uma reflexão sobre as práticas tradicionais de ensino, sobre as novas práticas e sobre o projeto de lei 5319/09, que obrigou escolas públicas e privadas do ensino fundamental e médio a hastear a bandeira e executar solenemente o hino, uma vez a cada semana. O projeto foi reafirmado em 2012 e, apesar disso, grande parte das instituições não realiza essa atividade regular e não há, pelo que podemos compreender, nenhuma sanção para este descumprimento.

Imagem: Josymar Alves
Imagem: Josymar Alves

O que vemos? Há uma clara desvalorização desses símbolos cívicos? Reconhecemos o desafio dos professores diante da tarefa de educar e, ao mesmo tempo,  desenvolver em seus alunos interesse cívico e sentimento de pertença (a este país em plena crise política), importantes para o bom exercício da cidadania.  Formar cidadãos é trabalho grandioso e exigente, envolve diversas ações mas para ensinar o Hino Nacional, atividade incomparavelmente mais simples, nos cabe, talvez, apenas pensar modos tantos de apresentá-lo aos alunos, nas situações em que possam compreender seu significado. O hino foi escrito e idealizado em 1831, tem uma linguagem arcaica e isso, claro, dificulta a compreensão das crianças e jovens. Contextualizar nos parece, portanto, fundamental para tornar acessível cada estrofe e a história que o texto traz. Quem hoje se arrisca a cantar o hino publicamente, com balbucio em um ou outro verso, talvez o faça sem ainda saber que “as margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico”. A ordem indireta da versão original, autoria de Joaquim Osório Duque Estrada, dificulta a compreensão clara e objetiva da mensagem. Trazê-lo em ordem direta, por exemplo, pode ser uma boa estratégia para atividade com este belo texto.

Sabemos que o desafio não é apenas de natureza didática e as escolas constantemente repensam seus tempos, espaços e função social dedicando-se ao objetivo de educar para a cidadania. Pode se considerar que ensinar e cantar o hino nas escolas perdeu a importância diante de tantos outros projetos e objetivos escolares e, sobretudo, diante da crise política que vivemos. Há, por isso, falta de canto e há um inegável desencanto pela terra-mãe. Apele-se, então, para a emoção de ouvir o Hino Nacional em voz brasileira e perceber que ali onde isso acontece, mesmo com tropeços na letra original e produção de virunduns, ele – o hino – nos diz que somos de uma mesma nação. Gerar a idéia de pertencimento é um dos seus sentidos.

 

Lilia Rezende

Professora da Rede Pública de Ensino da Bahia

NOW: marcha das mulheres por direitos iguais

O dia 26 de agosto de 1970 foi um dia memorável! Milhares de mulheres de distintas etnias e classes sociais saíram às ruas em diversos estados da América do Norte para protestar por direitos iguais. O movimento ganhou ampla divulgação na imprensa ocidental. Mas o que essas mulheres queriam? A resposta é simples e complexa ao mesmo tempo:. elas queriam poder frequentar as instituições de ensino livremente, receber os mesmos salários que os homens para executar trabalhos semelhantes, poder colocar seus filhos em creches de tempo integral e decidir sobre o direito ao aborto. Essas mulheres não queriam mais esperar para que seus anseios fossem atendidos. Daí o surgimento do movimento que passou a ser denominado NOW, palavra que em português significa AGORA! Desde então ficou estabelecido que o dia 26 de agosto se tornaria o Dia Internacional da Igualdade da Mulher.

Em 1971, Betty Friedan, fundadora do movimento NOW veio ao Brasil para lançar seu livro Mística Feminina. O movimento pelo direito das mulheres no Brasil, nesta mesma época ocorria de forma privada, nas casas de algumas mulheres, posto que a Ditadura Militar proibia a aglomeração de pessoas, bem como as passeatas e qualquer outro tipo de protesto.

Para saber mais sobre o movimento das mulheres e a luta  por direitos aqui no Brasil e no mundo, acesse o site do Ambiente Educacional Web e veja o episódio “Diversidade de Gênero”!

Telma Santos

Professora da Rede Pública de Ensino da Bahia

Radiola PW – Festival Anual da Canção Estudantil

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Olá, turma!

Vocês conhecem o Festival Anual da Canção Estudantil? Esse evento foi criado em 2008 com o intuito de promover a diversidade artística dos alunos da rede pública de ensino. É no FACE que os alunos mostram todo o talento com a música, transformando o festival numa interessante plataforma que dá visibilidade ao estudante-artista.

Em 2012, o FACE percorreu mais de mil escolas da rede estadual, prestando homenagem a diversos artistas regionais e tendo a participação de mais de 5.000 estudantes.

Mas se você ainda não teve a oportunidade de acompanhar o festival, a Radiola PW te dá uma ajuda. No soundcloud da Rádio Educação Bahia, você consegue ouvir uma playlist dos artistas que passaram pelo evento. Acesse: soundcloud.com/radioeducacaobahia/sets/face.

Melhor que uma indicação de um bom artista, é poder ouvir e ver o nascimento de vários deles. A Radiola PW faz um convite não só para prestigiar nossos artistas, mas também para acompanhar o festival até a calorosa final, que atualmente acontece no Encontro Estudantil.

O perigo dos copos descartáveis

Recentemente, em função da escassez de água em São Paulo, se discutiu a viabilidade do uso de descartáveis. A discussão surgiu a partir do momento que se questionou a quantidade de água gasta para fabricar um descartáveis, a quantidade que se usa para lavar um reaproveitável (vidro, porcelana, acrílico, etc.), e o impacto ambiental que estes poderiam causar.

O PW entrou nessa discussão e pesquisou sobre o assunto, com interesse específico nos copos descartáveis (oportunamente falaremos sobre outros tipos de descartáveis). Eis o resultado.

Segundo o Professor Bruno F. Gianelli do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – IFSP, Campus Itapetininga, em entrevista à Revista Planeta Sustentável, “para medir o impacto ambiental de um produto, é necessário levar em conta vários fatores tais como: processo de fabricação do produto (consumo de matéria-prima, de energia elétrica, de água), o transporte do produto final até o local de consumo (o que impacta em consumo de combustíveis fósseis: o petróleo, por exemplo, não é renovável; e liberação de gases tóxicos na atmosfera), a vida útil desse produto, enfim.

No caso da produção de um copo descartável, são gastos, aproximadamente, 8 gramas de poliestireno (PS) ou polipropileno (PP) – os plásticos mais empregados pela indústria; 6 Wh de energia elétrica e 500 ml de água.

Os copos plásticos possuem em sua composição uma substância chamada Estireno e conforme pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Química da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em contato com o café quente, o copo pode liberar uma quantidade de Estireno acima do que é considerado seguro pelo Ministério da Saúde. Um dos riscos que isso pode acarretar é o Câncer.

Pesquisadores baianos perceberam que 20% dos peixes coletados nas praias de Salvador apresentam amostras de pellets, uma micropartícula do plástico. A situação é tão preocupante que já foram encontrados vestígios desses pellets na composição da água da região.

Os copos mais procurados do mercado têm capacidade para 200 ml, pesa aproximadamente 2 g e custa R$ 0,02 (dois centavos), cada. O de 300 ml, que custa R$ 0,04, tem o tamanho mais parecido com o copo utilizado em casa e pesa aproximadamente 3 g.

Quantos cafezinhos ou chás você tomou hoje na empresa em que trabalha? E quantos copos d’água tomou? Quantos copos descartáveis utilizou? Muitas pessoas desconhecem os riscos que eles podem causar a médio e a longo prazo ao meio ambiente. Para se ter uma ideia, segundo o ‘site sustentável‘, o tempo de decomposição de um copo plástico está entre 250 a 400 anos. Ou seja, tantas gerações passarão e o copo ainda existirá. Um “vida” contraditória, pois mesmo sendo utilizado de forma tão rápida, é apenas após alguns séculos que irá se decompor. O copo plástico é o resíduo sólido urbano menos reciclado ao redor do planeta.

Agora, faça as contas dos milhares de copos utilizados na sua empresa e veja como isso pode afetar o planeta que seus filhos e netos herdarão.

Aqui no Instituto Anísio Teixeira, segundo um levantamento feito pelo coordenador III da DIRAF/CAD, Sr. Alexnaldo M. Conceição, são gastos, em média, 50.000 (cinquenta mil) copos descartáveis de 200 ml, a um custo de R$ 1.125,00 (um mil, cento e vinte e cinco reais) por mês. Ou seja, 600.000 (seiscentos mil) copos a R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) por ano.

Se construíssemos uma torre com esses copos consumidos em 1 ano, daria uma altura de aproximadamente 36 m, o que corresponde a altura média de um prédio residencial de 13 andares. Imagine, então, todos os copos consumidos nas empresas em Salvador, no Brasil e no mundo?!

Foto: Samuel Oliveira

 A produção de um copo descartável chega a consumir 500 ml de água, como já foi dito, enquanto a lavagem de um reaproveitável feita na pia utiliza 400 ml e na máquina ‘lava copo’ apenas 100 ml, isto é, apenas 20% do que é gasto para se produzir um copinho plástico.

Conclusão: quer exercer sua cidadania, contribuindo com meio ambiente e dando sua parcela de colaboração com a sociedade? Utilize canecas de vidro ou de louça para tomar seu café ou água e incentive seus colegas a fazerem o mesmo. Se for fazer uma festa na sua casa, por que não usar copos de vidro, ou até mesmo de plástico, mas que possam ser reutilizáveis? Existem serviços de aluguel de copos, pratos e talheres que, por uma causa nobre, o meio ambiente, vale a pena utilizá-los.

Outra opção são os copos biodegradáveis. O produto é composto por materiais naturais e que causam menos impacto ambiental, como o amido de milho ou batata e ácido polilácteo, derivado da fermentação do açúcar. De acordo com os fabricantes, o produto desaparece da natureza dentro do período de três meses.

Cuidar do meio ambiente é uma questão de cidadania e dever de todos nós.

Um abraço e até logo.

Samuel Oliveira de Jesus

Professor de Matemática da Rede Pública Estadual

REFERÊNCIAS:

REVISTA Planeta Sustentável. Disponível em: http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/sustentavel-na-pratica/copos-descartaveis-x-duraveis/. Acessado em 17/08/2015, 3 h 30 mim.

SITE SUSTENTÁVEL. Disponível em: http://inst.sitesustentavel.com.br/evite-usar-copos-descartaveis-na-sua-empresa/ . Acessado em 17/08/2015, 17 h 15 mim.

ECYCLE. Disponível em: http://www.ecycle.com.br/component/content/article/57-plastico/196-como-reciclar-copos-plasticos.html. Acessado em 17/08/2015, 17 h 45 mim.

G1. Disponível em: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/02/producao-de-copo-de-plastico-gasta-mais-agua-do-que-lavar-copo-de-vidro.html. Acessado em 17/08/2015, 13 h.

Orientações Curriculares para o Ensino Médio: como e por que

A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC-BA) decidiu colocar os documentos das Orientações Curriculares para o Ensino Médio (OCEM) em consulta pública. A comunidade escolar e toda a sociedade vão poder contribuir na avaliação das propostas, criticando e sugerindo ideias. As colaborações podem ser enviadas até 31 de agosto e todas as informações necessárias para entender o processo estão no site da SEC.

Imagem: reprodução da capa do documento disponibilizado pela SEC-BA.
Imagem: reprodução da capa do documento disponibilizado pela SEC-BA.

Linguagens

Na área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, o documento disponibilizado no site esclarece quais são os cinco componentes curriculares que estão dentro dessa esfera (Língua Portuguesa, Língua Espanhola, Língua Inglesa, Arte e Educação Física) e descreve, pedagogicamente, como cada área é pensada dentro da proposta da Secretaria.

Para o ensino de Língua Portuguesa, por exemplo, a ênfase está nos aspectos pragmáticos, concebendo a língua como um atividade social viva: “…as competências e habilidades a serem desenvolvidas, em torno dos eixos temáticos propostos, devem ampliar as situações de práticas de leitura e de produção de textos em diversos gêneros textuais e nas modalidades da Língua Portuguesa: oral e escrita”.

Eixos integradores

Toda a orientação sugerida para a àrea de Linguagens deverá ser delimitada por quatro eixos integradores: a) Letramento e Formação cidadã (a escola deve possibilitar uma construção autônoma do conhecimento, contribuindo, assim, para uma formação cidadã); b) Interações e Diversidades (o intuito é fazer com que os educandos convivam e respeitem as diversidades existentes dentro e fora da escola, tendo os temas transversais como norteadores); c) Sociedades e Mundo Globalizado (nesse tópico, a “leitura de mundo e do mundo” é evidenciada); d) Pesquisa, Tecnologia e Produção Científica (os temas centrais são a importância da tecnologia e a preparação do estudante para o mundo do trabalho).

O documento traz também as competências e habilidades de cada componente curricular, relacionado-as com os eixos já citados. Além disso, levanta a discussão sobre as possibilidades metodológicas da área.

A sua parte

É importante que toda a sociedade e os interessados em educação contribuam, de fato, para melhorar as Orientações Curriculares para o Ensino Médio propostas pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia. Você tem até 31 de agosto para fazer a sua parte. Entre no site e envie as suas considerações!

Até o próximo!

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública de Ensino da Bahia

Agosto é Tempo de Liberdade Na Revolta dos Búzios

Quem passa pela Praça da Piedade, no centro de Salvador, e se detém a olhar em seu entorno, avista as estátuas de quatro homens importantes para a história da Bahia: João de Deus do Nascimento, Manuel Faustino Santos Lira, Lucas Dantas de Amorim Torres e Luís Gonzaga das Virgens e Veiga, que foram presos, condenados e mortos na Revolta dos Búzios.

Vejamos como tudo se deu: na manhã de domingo, do dia 12 de agosto de 1798, a população de Salvador acordou avistando manifestos afixados em diversos locais da cidade. Nesses boletins, o povo era convocado a lutar contra a Coroa Portuguesa, nos seguintes termos: “Animai-vos, povo bahinense, que está para chegar o tempo feliz da liberdade. O tempo em que todos seremos irmãos, o tempo em que todos seremos iguais”. No século XVIII, Salvador era uma cidade escravista cuja estrutura social dividia rigidamente senhores e escravos. O discurso nesses panfletos sinalizava o início de uma revolução: afinal, falar em um “tempo em que todos seremos iguais” significava insuflar aspirações de liberdade entre a população de negros e mulatos da cidade.

Os boletins foram espalhados por pontos estratégicos de Salvador, rapidamente todos ficaram sabendo, o que instaurou um clima de tensão contra a Coroa Portuguesa. Quem assinava era um grupo denominado “anônimos republicanos”, membros do “partido da liberdade”. No teor dos manifestos, havia pedidos de diminuição de impostos, medidas para dinamizar o comércio, pedia-se isonomia nos critérios para concorrer à carreira militar, o fim da escravidão e havia críticas contra o príncipe D. João, chamando-o de “indigno coroado”. As insatisfações representavam diversos segmentos sociais, o que levou as autoridades locais a concluírem que pessoas importantes estavam  envolvidas na conspiração. O governador, de imediato, instaurou uma devassa para descobrir a autoria dos manifestos e prender os responsáveis.

A pesquisadora Patrícia Valim estudou a fundo a Revolta dos Búzios e afirma que havia muitas pessoas da elite envolvidas, tendo em vista que os 50 primeiros depoentes foram homens brancos e de posses. Ao final do inquérito, esses depoentes apontaram outros senhores de escravos envolvidos na conspiração. É possível conferir uma entrevista realizada com Patricia Valim no Ambiente Educacional Web  e compreender que a investigação criminal apontou nomes de poderosos locais, mas, ao final, negociações e acordos de delação condenaram, apenas, quatro homens pobres à morte por enforcamento e esquartejamento na Praça da Piedade: o mestre-alfaiate João de Deus do Nascimento, o aprendiz de alfaiate Manuel Faustino Santos Lira e os soldados Lucas Dantas de Amorim Torres e Luís Gonzaga das Virgens e Veiga, homens que ousaram sonhar com a igualdade e liberdade para negros e mulatos e que servem de inspiração para as lutas contemporâneas da população negra do nosso país.

Assista ao quadro Conjuração Baiana, no Ambiente Educacional Web:

Clique na imagem para assistir ao vídeo.
Clique na imagem para assistir ao vídeo.

A Revolta dos Búzios nos convoca a pensar nas demandas atuais da nossa sociedade: alcançamos um tempo de igualdade social entre negros e brancos no Brasil?

Valdineia Oliveira

Prof. de História da Rede Anísio Teixeira

 

 Fonte:

Conjuração Baiana – Disponível em: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/3768.

A Revolta dos Búzios – Disponível em: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-revolta-dos-buzios/

VALIM, Patrícia. Conspiremos todos, punam-se alguns – Disponível em: http://revistadehistoria.com.br/secao/capa/conspiremos-todos-punam-se-alguns.