A Matemática Inclusiva

Nos últimos anos, temos percebido uma mudança muito grande nas repartições e meios urbanos  no que se refere à promoção da acessibilidade. Lembro-me como se fosse hoje:  eram raros  os espaços atentos a esta  questão, o  que dificultava ou mesmo inviabilizava a circulação de cadeirantes ou indivíduos com mobilidade reduzida nesses espaços. Há pouco tempo, não era difícil encontrarmos escolas com corredores muito estreitos, caixas eletrônicos com altura inacessível a cadeirantes, espaços urbanos  sem rampa de acesso, sinaleiras sem sinais sonoros e etc.

Na verdade, de lá pra cá, todas as mudanças ocorridas nestes últimos anos, teve uma motivação fundamentada em eventos históricos. As primeiras discussões sobre o tema só surgiram nos Estados Unidos, fruto dos heróis de guerras que sofreram mutilação na Segunda Guerra Mundial e Vietnã. De lá pra cá, muitas mudanças ocorreram. Em 1981, a Organização das Nações Unidas publicou as Normas sobre a Igualdade de Oportunidades para as Pessoas com Deficiência. No Brasil, em 1985, através da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, foi lançada a Norma Técnica NBR9050, que trata sobre acessibilidade às edificações, mobiliários, espaços e equipamentos urbanos.

O processo de projetar ambientes cada vez mais abrangentes e menos restritivos é um desafio para os arquitetos e engenheiros. É através da Matemática que os profissionais da área conseguem tornar esses projetos uma realidade. Ela é utilizada para determinar a largura e declividade dos passeios, dimensões e área de vagas em estacionamentos públicos, ângulos de rotação para manobra de cadeiras de rodas, altura ideal para manipulação de comandos, controles de elevadores, sinalizações de trânsitos e etc.

 Para facilitar o trabalho destes profissionais, a NBR 9050 possui um conjunto de determinações e normas, referentes à acessibilidade, nos projetos de arquitetura, urbanismo e transporte, assim como no planejamento de equipamentos, acessórios, comunicações e serviços. Para aplicar essas normas, o arquiteto utiliza uma série de conceitos matemáticos, que envolvem desde o simples ato de mensurar, até o de cálculos mais complexos, como o de áreas e inclinações de rampas.

 O projeto desses espaços requer alguns cuidados, especialmente, para os cadeirantes. A dificuldade que eles enfrentam para se deslocar demanda corredores de circulação que tenham largura mínima de 0,90m, uma vez que o módulo de referência (projeção de 0,80m por 1,20m no piso, ocupada por uma pessoa utilizando cadeira de rodas) tem largura de 0,80m.

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As áreas destinadas para manobra de cadeiras de rodas sem deslocamento devem ter medidas que permitam que o cadeirante efetue giros de 90°, 180° e 360°. Para efetuar um giro de 90°, a área deverá ter medidas de 1,20m x 1,20m; para rotação de 180°, a área deverá ter medidas de 1,50m x 1,20m e para rotação de 360°, a circunferência deverá ter diâmetro de 1,50m.

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Outro cuidado importante refere-se à ergonomia dos mobiliários e equipamentos. Itens como mesa de trabalho e estudos, caixas eletrônicos, bilheteria, telefones públicos, dentre outros, devem estar adequados aos cadeirantes. A ilustração a seguir reúne uma série de medidas e ângulos que devem ser observados na adequação desses equipamentos e mobiliários:

André2As vagas de estacionamento destinadas aos cadeirantes também devem atender a uma série de normas. A área destinada ao estacionamento de cadeirantes, sejam eles condutores ou não, deve facilitar seu embarque e desembarque. Assim, o primeiro item a ser observado, é a sinalização horizontal e vertical, indicando que se trata de uma vaga especial, além disso, a vaga deve contar com uma área lateral, destinada ao desembarque e circulação de cadeirantes. Para que essa área de circulação atenda às normas técnicas, ela deverá ter no mínimo 1,20m de largura, e deverá estar devidamente sinalizada por faixas transversais amarelas pintadas no chão, para que não sejam obstruídas; impedindo, assim, a circulação de cadeirantes.

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Não podemos deixar de fazer referência ao acesso aos banheiros e vestiários,  que devem obedecer aos parâmetros da norma  no que diz respeito à instalação de bacia, mictório, lavatório, boxe de chuveiro, acessórios e barras de apoio, além das áreas de circulação, transferência, aproximação e alcance, ou seja, todos os itens tratados nesse texto deverão ser observados, agregados a elementos como barras de apoio que, segundo a norma, devem suportar a resistência a um esforço mínimo de 1.500N, em qualquer sentido e estar firmemente fixados na parede.

Todos esses exemplos nos mostram a importância da Matemática na viabilização e construção de espaços inclusivos. Todavia, sem esses conhecimentos elementares dessa área do conhecimento, arquitetos e engenheiros teriam muita dificuldade para executar esses projetos.

Quer aprender mais sobre o tema? Não perca tempo, acesse agora, o Ambiente Educacional Web, AEW,  e tenha acesso a uma grande variedade de objetos educacionais que tratam da inclusão.

André Soledade

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino

 

Referência:

Portal Ambiente Educacional Web. Disponível em:<http://bit.ly/1plsrD2> Acesso em 25 de julho de 2015.

Portal vida mais livre. Disponível em:<http://www.vidamaislivre.com.br/colunas/post.php?id=479&/quando_e_onde_comecaram_a_falar_em_acessibilidade> Acesso em 25 de julho de 2015.

Portal da Associação Brasileira de Normas Técnicas. Disponível em:<http://www.abnt.org.br/> Acesso em 25 de julho de 2015.

Todas as figuras foram retiradas da NBR 9050.

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Etimologia, curiosidades e afins

Oi, pessoal! Tudo bem? Hoje, o nosso papo será sobre a origem das palavras. Como vocês sabem, tudo tem uma origem, não é? A família da qual vocês fazem parte, a escola na qual estudam e até o nome com o qual foram registrados. A propósito, vocês já fizeram uma pesquisa para saber a origem e significado dele? É uma atividade bem interessante e prazerosa. Enfim, vamos voltar a falar sobre o assunto que motivou este texto.

Imagem capturada do site Origem da Palavra.
Imagem capturada do site Origem da Palavra.

Etimologia, de acordo com o artigo A Etimologia, um estudo que encanta, do professor e etimólogo Miguel Barbosa do Rosário, “é a disciplina que busca estabelecer a origem formal e semântica de uma unidade lexical”. Ou seja, a Etimologia busca, através da raiz da palavra e dos aspectos históricos, geográficos e sociológicos, desvendar por que tal palavra tem o significado que carrega e como ela se formou. Isso é fruto de muita pesquisa!

O site Origem da Palavra é um bom espaço para conhecer um pouco mais sobre Etimologia. Nele, o internauta tem acesso ao Consultório Etimológico, no qual pode pesquisar a origem de qualquer palavra, através do envio de perguntas. A equipe do site responde com muita rapidez. Há também seções que utilizam a literatura para discutir questões etimológicas, como a X-8 Detetive Etimológico e a Conversas com meu avô. Passem lá!

Outra dica é a proposta de aula O que é etimologia?, constante no site Portal do Professor, do Ministério da Educação. De autoria da pedagoga Denise Leipziger, a aula foi pensada para estudantes do Ensino Fundamental, mas pode, com adaptações, ser utilizada para as turmas do Ensino Médio. É isso aí!

Até o próximo!

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino

CINE PW: Andaraí do Passado e do Presente

Por Fátima Coelho

Olá!

O Filmei! traz o vídeo: Andaraí do Passado e do Presente – autoria de Josinei dos Anjos Araujo – Colégio Estadual Edgar Silva – do município de Andaraí / Bahia.
O documentário aborda, paralelamente, o cinema, a cidade e seus moradores”, como diz Josinei:

[…] a história de um antigo cinema […] com equipamentos antigos, como os carretéis de filme 16 mm.[…]

[…] O Alto do Ibirapitanga […] no principio era só matagal desabitado, mas hoje é uma região que concentra boa parte da população, senão a maioria.”

O vídeo, oportunamente, faz também a interação escolar inclusiva, conforme o decreto nº 3.298 de 19992. Esta interação é exemplarmente apresentada, da mesma forma, nas temáticas abordadas. Ou seja, podemos indefinidamente estimular, através do audiovisual, a memória do passado, quer esteja relacionada à cultura, ao desenvolvimento espacial da cidade, à fala dos seus moradores ou de Lucas Santos Batista que lindamente apresenta com Josinei Andaraí do Passado e do Presente!
Clique na imagem e assista ao vídeo.

 

Captura de tela de 2015-07-27 16:40:45

REFERÊNCIAS:
 1-http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/3801 – Acessado dia 11 de julho 2015
 2- http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee_df.pdf – Acessado dia 11 de julho 2015
3- http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/ttransversais.pdf – Lei nº 11.645 de 10 / 03 / 2008. Acessado dia 11 de julho 2015
 4 – HOUAISS, Antônio (Coord.). Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa . São Paulo: objetiva, 2007. (01 Cd-rom)

 

 

 

 

Hello, folks!

Fonte: https://pixabay.com/pt/compras-carrinho-gr%C3%A1fico-loja-650046/.

Vamos aprender sobre clothes? Antes, daremos um giro para entender duas palavras que têm tudo a ver. Que tal falarmos sobre consumo? Ou melhor, consumismo? Oxente! E não é a mesma coisa?

Bem… No consumo, as pessoas compram somente o necessário e está relacionado à sobrevivência presente ou futura. Ao passo que o consumismo é caracterizado pela aquisição daquilo que não é necessário ou não está intimamente ligado à sobrevivência.

Hoje vivemos numa aldeia global, onde o consumismo é a palavra de ordem para muita gente. Depois da Revolução Industrial, o mundo nunca mais foi o mesmo. A forma como as pessoas se vestiam foi alterada. Com o surgimento do capitalismo, a aquisição de produtos também foi modificada.

Consumir, na atualidade, tem sido um ato político, porque é preciso questionar sobre o que está comprando. Requer um posicionamento reflexivo sobre a origem do produto, a mão de obra que está por trás, se é resultado de um trabalho escravo ou até mesmo o impacto ambiental que ele causa.

Estamos sempre querendo algo novo! Um tênis novo, um jeans novo, uns shorts da moda! E por falar nisso, o que você acha de darmos uma revisada no vocabulário de clothes? Inclusive, existem muitos sites na Internet para venda de produtos dessa natureza. Be careful! Muitos sites não são confiáveis e exigem cadastros com informações pessoais! A internet tem seu lado perigoso também! E, às vezes, isso dá uma headache danada! A propósito, você é shopaholic? More or less?

A expressão shopaholic é um termo em inglês para designar uma pessoa altamente compulsiva em compras. Isso é caracterizado como um transtorno! Uma compulsão em que as pessoas precisam buscar ajuda. Que tal finalizarmos, então, com a nossa revisão sobre clothes?

Mônica Mota

Professora da Rede Estadual de Ensino

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Fonte: https://pixabay.com/pt/compras-carrinho-gr%C3%A1fico-loja-650046/.

 

Radiola PW – Canção da América

Olá, turma!

Hoje, na Radiola PW, iremos juntar duas coisas superimportantes na vida de qualquer pessoa: música e amizade. Para comemorar o Dia do Amigo, indicaremos “Canção da América”, uma obra famosa do cantor e compositor Milton Nascimento.

Mas, você sabe porque dia 20 de julho é dia do amigo?

O dia do amigo foi adotado primeiramente na cidade de Buenos Aires, com um argentino chamado Enrique Ernesto Febbraro, que, maravilhado com a conquista da chegada do homem à lua no dia 20 de julho de 1969, enviou cerca de quatro mil cartas a diversos países falando que esse acontecimento histórico representava que a união dos homens sobrepõe a qualquer objetivo impossível.

Amigo é coisa pra se guardar!

Motivado pela sua amizade com Ricky Fataar, Milton Nascimento compõe Unencounter e grava em 1979, no seu álbum Journey To Dawn, canção que, posteriormente, vai ter uma versão em português: tratava-se de Canção da América. Criada em parceria com Fernando Brant, a música ficou bastante conhecida em todo o Brasil e, para muitos, é o hino da amizade”

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Canção da América

Amigo é coisa pra se guardar
Debaixo de sete chaves,
Dentro do coração,
Assim falava a canção que na América ouvi,
Mas quem cantava chorou ao ver o seu amigo partir,
Mas quem ficou, no pensamento voou,
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou no pensamento ficou,
Com a lembrança que o outro cantou.
Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito,
Mesmo que o tempo e a distância, digam não,
Mesmo esquecendo a canção.
O que importa é ouvir a voz que vem do coração.
Pois, seja o que vier,
Venha o que vier
Qualquer dia amigo eu volto a te encontrar
Qualquer dia amigo, a gente vai se encontrar.

Cine Documental – Matematizando

Por Geize Gonçalves

O Faça Acontecer é um documentário que retrata e busca as influências culturais que levaram os alunos a se destacarem na Feira de Matemática da Bahia, abordando as relações com a comunidade, com a escola do entorno e sua vida social e cultural; e como seus pais, familiares, amigos e professores influenciaram nesta conquista.

Os alunos premiados na VII Feira Baiana de Matemática, Kamila de Souza Pereira, Marcos Orlando da S. Souza, são estudantes da Escola Municipal Dr. Luís Viana Filho, situada no município Senhor do Bonfim.  Os alunos foram premiados com o projeto Matematizando: pesquisando e fabricando licor também se aprende função afim, sob a orientação da professora Everalda Gomes Araujo.

Os estudantes partiram de uma dificuldade percebida entre seus colegas em compreender os gráficos e equações da função afim e, então, buscaram uma forma de atribuir sentido e significado ao assunto, utilizando-se da cultura da produção de licor caseiro, que é uma tradição em Senhor do Bonfim. Clique na imagem abaixo e assista ao vídeo!

Marcos Souza e Kamila Pereira
Marcos Souza e Kamila Pereira

De ponto em ponto e de tecla em tecla

Hoje, estamos iniciando uma semana temática aqui no blog. O assunto da vez é Educação Especial. Vamos refletir sobre isso? Fique à vontade para discutir com a gente, através dos comentários. A sua participação é muito importante!

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Crédito da imagem: https://pixabay.com/pt/braille-sem-barreiras-s%C3%ADmbolo-99019/.

O Sistema Braille (SB) é um código universal de leitura tátil e escrita, utilizado por pessoas com deficiência visual. Ele foi criado pelo francês Louis Braille, em 1825. No Brasil, foi adotado em 1854, de acordo com informações do Ministério da Educação (MEC). O SB trouxe ganhos significativos para a educação, pois possibilitou uma integração mais ampla das pessoas com deficiência visual na sociedade.

Em 2006, o MEC publicou, através da então Secretaria de Educação Especial (atual Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão – Secadi), o documento Grafia Braille para a Língua Portuguesa, que contém informações importantes para quem deseja se aprofundar na temática. Ela, a grafia, foi aprovada pela portaria n.º 2.678, de 24 de setembro de 2002. Da publicação, vale a pena destacar o apêndice que trata sobre a escrita braille em contexto informático, na página 67.

O Instituto Benjamin Constant, pioneiro no assunto, possui um vasto material em vídeo, texto e áudio falando sobre braille. Nesse sentido, vale a pena também conhecer o site Braille Virtual, vinculado à Universidade de São Paulo (USP), que oferece, gratuitamente, um curso de braille. Em abril de 2013, também fizemos menção a esse site, através do texto Deficiência Visual e Literatura – O livro com duas escritas. No Ambiente Educacional Web (AEW), o vídeo Programa Especial- Recursos para pessoas com deficiência visual, esclarece mais pontos sobre o tema. Quem é da área de Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias, pode aproveitar o material Grafia Química Braille para Uso no Brasil, que também está no AEW.

Até o próximo!

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino

Programa de Proteção ao Emprego

Olá, pessoal!

Você conhece o Programa de Proteção ao Emprego? Recentemente, a presidente da República assinou uma Medida Provisória que permite empresas em dificuldades a reduzir a jornada de trabalho e o salário dos funcionários, o que gerou muita polêmica e revolta dos trabalhadores. Nesse contexto, faremos uma reflexão sobre o assunto e mostraremos que o bicho não é tão feio assim.

Jornada de Trabalho é o período de tempo em que o trabalhador deve prestar serviços ou permanecer à disposição do empregador em troca de um compensação financeira (salário). A Constituição de 1988 reduziu este período, de 48 para, no máximo, 44 horas semanais ou 8 horas diárias. Há, em Brasília, uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional), a  231/95, de um deputado, que objetiva reduzir para 40 horas semanais.

Contudo, no dia 06/06/2015, os trabalhadores brasileiros foram surpreendidos com a Medida Provisória nº 680 (MP) que instituiu o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), que permite que empresas com dificuldades financeiras temporárias reduzam a jornada de trabalho e o salário dos funcionários em até 30%, sendo que parte das perdas dos trabalhadores será reposta pelo governo. Essa parte do salário que será complementada com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) não poderá ser superior a R$ 900,84 (65% do valor do maior benefício do seguro – desemprego, hoje de R$ 1.385,91).

Outros pontos importantes do PPE é que a duração do programa só poderá ser de, no máximo, um ano (seis meses, podendo ser prorrogada por mais seis), sendo que as empresas que desejarem aderir ao programa poderão fazê-la até 31 de dezembro de 2015, não poderá haver demissões durante sua vigência e por mais um terço dessa vigência. Por exemplo: PPE por 6 meses garante mais 2 meses de emprego. PPE por 1 ano garante mais 4 meses de emprego.

“O programa é destinado a proteger empresas de setores atingidos por uma crise de produção e de vendas”, disse o secretário geral da Presidência, Miguel Rossetto. O governo diz ainda que o programa protege o emprego em tempo de crise, reduz as despesas com o seguro-desemprego e mantém a arrecadação do FGTS e INSS.

De acordo com a MP, empresas e trabalhadores vão ter que firmar um acordo coletivo. As empresas terão até o final do ano para aderir ao programa. O trabalhador continua empregado e as empresas podem reduzir o custo com folha de pagamento. Um comitê formado por cinco ministérios vai definir quais setores vão poder participar.

Quem ganha até R$ 6 mil, recebe do FAT, no máximo, R$ 900, sendo a perda final de 15% do salário. Quem ganha acima de R$ 6 mil, perde mais, porque receberá do FAT R$ 900, já que é o teto. Quem trabalha 44h semanais (8h diárias), passará a trabalhar 30h48min (5h36min diárias). Já quem trabalha 30h semanais (6h diárias), com a redução de 30%, passará a trabalhar 21h semanais (4h12min diárias). Vejamos alguns exemplos:

(A) Quem ganha R$ 2.000 passa a receber R$ 1.400 da empresa, mais R$ 300 do FAT (50% da perda de R$ 600). Ou seja, o trabalhador passa a receber 1.700, com perda de 15% do que ganhava.

(B) Quem ganha R$ 6.000 passa a receber R$ 4.200 da empresa, mais R$ 900 do FAT (50% da perda de R$ 1.800). Ou seja, o trabalhador passa a receber 5.100, com perda de 15% do que ganhava.

(C) Quem ganha mais de R$ 6.000, tera perda salarial de 30%, porém só tera R$ 900 do FAT, pois trata-se do teto máximo. Assim, observa-se que, os trabalhadores que ganham acima de R$ 6.000 terão perdas salariais ainda maiores. Todavia, a porção do bolo de trabalhadores que estão nessa faixa salarial é muito pequena.

Na nossa análise, ganham os trabalhadores, apesar da perda salarial, com a manutenção de seus empregos. Ganham as empresas, com a redução dos gastos com folha de pagamento, porém, preservando sua mão de obra qualificada e possibilitando o equilíbrio das contas. Ganha o governo, na medida que “assegura o nível de emprego e preserva receitas importantes do ponto de vista fiscal”, como declarou o ministro chefe da Secretaria-geral da Presidência, Miguel Rossetto.

Um abraço e até a próxima!

REFERÊNCIAS

EU QUERO 40 HORAS SEMANAIS. Disponível em: http://www.euquero40horas.org.br/comentar.asp?id_CON=61. Acesso em 08/07/2015, 13h30.

G1. Disponível em: http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2015/07/dilma-assina-mp-que-permite-reducao-da-jornada-de-trabalho.html. Acessado em 08/07/2015, 14h.

G1. Disponível em: http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/07/governo-edita-mp-com-programa-de-protecao-ao-emprego.html. Acessado em 08/07/2015, 16h.

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 680 DE 22 de Julho de 2015: Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Mpv/mpv680.htm. Acesso em 08/07/2015.

Samuel Oliveira

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino

Centro Juvenil de Ciência e Cultura abre inscrições para cursos e oficinas

CJCC

O curso de Piloto Virtual, ministrado numa cabine real de aeronave da Embraer, é uma das opções de cursos que estão com inscrições abertas no Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC). Ao todo, a unidade da rede estadual de ensino, localizada no Pavilhão Dalva Matos, do Colégio Estadual da Bahia – Central, em Nazaré, oferece 21 cursos no segundo semestre, dirigidos a estudante do 9º ano do Ensino Fundamental e de todo o Ensino Médio que poderão cursar no turno diferente ao qual estão matriculados. As inscrições seguem até o dia 17 de julho, as aulas iniciam no dia 20 de julho e acontecem nos três turnos.

Para se inscrever, os interessados devem se dirigir ao Centro Juvenil e apresentar cópias do RG, CPF e comprovante de residência, número da matrícula e duas fotos 3×4.

Ao todo, são oferecidas 1.800 vagas. O curso de Piloto Virtual oferta 40 vagas. Por meio deste curso, os alunos aprendem os primeiros conceitos do voo e desenvolvem conhecimentos para voar no simulador em condições visuais (céu aberto). Com isso, reforçam o processo de ensino e de aprendizagem de disciplinas como Física, Matemática, História, Geografia e Inglês, por meio do conhecimento aeronáutico numa experiência única.

Quem preferir pode optar por outros cursos e oficinas como Inglês Básico, Fotografia, Clube de Leitura, Papéis Interativos e Ecociência. Há, também, o Robograma, oficina que abre espaço para o diálogo com o campo da Robótica, por meio de experimentações e incentivo à introdução do tema no contexto contemporâneo da ciência.

Estamos iniciando mais um ciclo de atividades no Centro Juvenil com muitas possibilidades de construções coletivas com os estudantes,” explica a diretora do CJCC, Carla Almeida. Ela também destaca que “para esse segundo ciclo, também mantemos a opção de convênios com escolas, que têm a possibilidade de trazer as suas turmas para participar de atividades realizadas no Centro Juvenil”.

Para saber quais são os cursos e oficinas oferecidos pelo Centro Juvenil, clique aqui.

Texto adaptado do site da Secretaria da Educação.

Batalhe Pela Independência da Bahia

E aí,  galera, beleza?!

As celebrações do 2 de Julho passaram, mas que tal nos divertirmos um pouco com a nossa história através de jogos digitais?

Para começar, sugerimos o 2 de JulhoTower Defense, que é um jogo baseado nas batalhas pela Independência da Bahia que culminaram no dia 2 de Julho de 1823. Desenvolvido pelo grupo Comunidades Virtuais (UNEB), o jogo apresenta personagens icônicos como Maria Quitéria, Maria Felipa e General Labatut, que marcaram essas lutas. O objetivo consiste em criar uma estratégia, com nossas tropas de militares, índios, escravos e encourados, para impedir o avanço das tropas portuguesas em nosso território. É um jogo muito divertido e desafiador.

Acessem e joguem – Cliquem aqui!

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Outro jogo bem divertido, também com foco na Independência da Bahia, é o Tabuleiro Virtual 2 de Julho.

Esse é um jogo de tabuleiro comum, em que vocês podem jogar com seus amigos e aprender bastante. Cada jogador escolhe um personagem para jogar e, no lugar dos dados, existe uma roleta que após ser girada informará a quantidade de casas que o jogador irá avançar. Em algumas casas, temos que responder questões sobre o 2 de Julho para podermos avançar. O Tabuleiro virtual é um ótimo jogo didático, que favorece o aprendizado, de maneira lúdica com muita diversão.

Todo esse conhecimento fortalece o nosso entendimento de como é importante a união de todos em busca de mudanças e melhorias sociais, não é mesmo? Então, junte a sua turma e vamos aprender e nos divertir, afinal, “Nossa pátria hoje é livre e dos tiranos não será.”

Acessem e joguem – Cliquem aqui!

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Fontes: 2 de Julho Tower Defense , Tabuleiro 2 de Julho