Existe Água Virtual?

Essa expressão foi desenvolvida pelo geógrafo inglês Tony Allanno início da década de 1990. 

Trata-se da água invisível, incorporada nos alimentos desde a plantação, cultivo, cozimento e outros processos, como na fabricação de produtos industriais que são comercializados e levados de um lugar a outro.  Envolve todas as etapas da produção, até o consumo.

A água, líquido precioso, indispensável a todos os seres vivos, não renovável, não fabricável e que já vem pronto, direto da mãe-natureza, nem sempre é tratado com o devido grau de importância. Para algumas pessoas, o uso da água traz preocupações com o temor da escassez dos recursos indispensáveis à continuação da jornada humana no planeta. Para outras, uma inquietude frente às responsabilidades para com as gerações futuras. De um modo ou de outro, não há mais como se omitir de uma questão tão vital. E você?  Já parou para pensar quanto de água virtual consome diariamente?

Crédito do infográfico: Mídia NINJA

Crédito do infográfico: Mídia NINJA

O conceito “água virtual” não é ainda muito conhecido. Por essa razão, a escola, como um locus de construção, desconstrução, reprodução e sistematização do conhecimento, tem o dever de estimular o despertar da consciência, estudar e divulgar questões que envolvem o tema. Os estudantes, jovens e crianças, hoje, serão os que vão decidir sobre o uso dos recursos naturais, serão ou votarão em políticos que vão administrar nossas riquezas, enquanto temos. 

 Professores de todas as modalidades de ensino e de áreas do conhecimento, desde a educação infantil, podem dialogar e elaborar projetos, tratando desse assunto. Quanto mais se souber sobre esta questão, mais tenderemos a cuidar de ampliar a qualidade de vida neste Planeta.  

É isso mesmo: se somos o quinto exportador de água virtual e o que importa   produtos com pouca “água embutida”, qual será o nosso futuro? Qual o custo-benefício de exportar uma substância indispensável à vida e que não se pode repor? E o empobrecimento do nosso solo, quanto custa e custará à nação? Para se ter uma ideia, países como a Suíça m mais reservas de água que o Brasil e comporta-se como se tivesse a metade. Tem política pública de utilização da água, começando pelo investimento maciço na educação formal e informal. É preciso racionar enquanto se tem e não somente diante da escassez, da falta.

 As perguntas anteriormente colocadas, um dia, inevitavelmente, deverão ser respondidas. Muitos dos políticos que governam esta nação, infelizmente, não têm se mostrado confiáveis para gerir o nosso patrimônio. Historicamente, comportam-se como se não fossem nativos brasileiros. Cabe à nação construir conhecimento e desmistificar conceitos. A escola tem um papel fundamental nesse processo. Pode elaborar projetos interdisciplinares nas salas de aula, pode-se discutir, pesquisar, gravar minidocumentários, envolver a comunidade no entorno, organizar debates, júris simulados, seminários. Enfim, todos os professores, não somente os de Geografia, podem tratar da questão, da sua forma, com sua metodologia.

Elzeni Bahia

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino

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