2 DE JULHO

Olá, galera esperta!

O mês de julho está prestes a começar e com ele vem um dos dias mais importantes na construção da independência do Brasil. Mais que isso, as histórias que envolvem o 2 de julho mostram personagens que fizeram trajetórias marcantes na historicidade da Bahia, e que reflete no imaginário coletivo do povo baiano.

Com a chegada do general português Madeira de Melo, em fevereiro de 1822, a câmara de Salvador é fechada. Com isso, a tropa brasileira se refugia no Convento da Lapa, que fica no atual bairro de Nazaré. Surge então nessa história, a sóror Joana Angélica, que acolheu esses refugiados e por isso foi morta pelos soldados lusitanos com golpes de baioneta. Nesse momento, outros lugares conhecidos de Salvador são invadidos pelos portugueses, como o Forte de São Pedro, o quartel da Mouraria e o Convento da Palma.

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Com tamanha repressão, parte da população de Salvador foge para a cidade de Cachoeira, formando alguns grupos de resistência. Sabendo disso, o general Madeira de Melo começa uma batalha fechando o porto de Cachoeira com uma escuna. Nesse período, é travado muitos conflitos que finalmente culminou na vitória dos brasileros.

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A ilha de Itaparica também foi palco de lutas contra os portugueses. Mas foi na batalha de Pirajá que a independência da Bahia começa a solidificar. A tropa brasileira se espalha pela cidade, mas precisamente nos bairros de Brotas, Cabula, Graça, Resgate, Vitória e Ubaranas (atual região do Nordeste e Amaralina). E o maior conflito acontece quando os lusitanos desembarcam em Plataforma e Itacaranha e encontram os soldados brasileiros em Pirajá. Estima-se a participação de 5 mil homens nesse encontro.

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Outros personagens são importantes nessa história, como Maria Quitéria e Maria Felipa, mulheres que participaram ativamente na resistência brasileira contra as tropas portuguesas.

Em junho, as tropas brasileiras, depois de 6 meses em Pirajá, começam a libertar as povoações de Brotas, Rio Vermelho, Pituba e Itapuã. E no dia 2 de julho, os batalhões brasileiros saem marchando do quartel de Pirajá até o centro de Salvador, passando pela Liberdade e se encontrando com tropas que vinham da Armação e Rio Vermelho. Depois disso, ocupam o Forte da Gamboa, o quartel da Pólvora, a Casa da Pólvora e o Forte de São Pedro.

Em 1824, o famoso cortejo de 2 de Julho acontece pela primeira vez. Para simbolizar a vitória brasileira nesse importante evento, é colocado um mestiço em cima de uma carreta que antes pertencia aos portugueses. Dois anos depois, o mestiço foi substituído por uma escultura do caboclo.

A TV Anísio Teixeira, através do quadro “Histórias da Bahia”, explica esse momento histórico da Bahia.

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Confira: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/3774

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Ouvindo música? Não, revisando alguns assuntos de português, matemática, geografia…

O ENEM já está com as inscrições encerradas e agora é hora de intensificar os estudos. Há uma gama de conteúdos disponíveis na internet para todos os tipos de necessidade, das mais variadas disciplinas, falando de vários assuntos. Mas nem sempre temos tempo para revisar tudo, não é? Aí entram as tecnologias para facilitar nossa vida! E a dica que temos para você, hoje, é sobre como utilizar os podcasts!

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Imagem: Openclipart

Mas o que é isso?

Os podcasts são, nada mais, nada menos, que arquivos de áudio. Como num rádio, só que “podendo ser ouvidos a qualquer hora, os podcasts criam uma espécie de rádio virtual direcionada para assuntos específicos, ou seja, de acordo com as características de cada ouvinte”, segundo o Tecmundo.

Por exemplo, um programa de rádio pode disponibilizar entrevistas com seus convidados em seu site e permitir que os ouvintes acessem estes conteúdos num momento mais oportuno.

Como utilizar para estudar?

Os podcasts são conteúdos de áudio muito versáteis. Geralmente, são arquivos leves e podem ser armazenados até no celular.  As dicas dos podcasts podem ajudar nos estudos e ainda fazer valer aqueles momentos de ócio ou em que estamos fazendo outras coisas, como no trajeto de casa para a escola ou no intervalo das aulas.

Você pode buscar os conteúdos na internet e simplesmente baixar os que te agradam. É importante também pesquisar aqueles assuntos que estão te tirando o sono!

Para te ajudar com essa pesquisa, listamos aqui alguns podcasts disponíveis no Ambiente Educacional Web. Alguns deles podem ser baixados e compartilhados.

Artes – http://bit.ly/1dwU10x

Biologia – http://bit.ly/1GsHVAQ

Física – http://bit.ly/1ID94S9

Geografia – http://bit.ly/1GsIjiK

História – http://bit.ly/1GsIsmp

Literatura – http://bit.ly/1dwUyzy

Língua Portuguesa – http://bit.ly/1GsIA5b

Matemática – http://bit.ly/1GsIIld

Química – http://bit.ly/1GsIN8r

Sociologia – http://bit.ly/1dwUMXn

E aí? Gostou da sugestão? Já utilizava arquivos de áudio nos seus estudos diários? Tem algum conteúdo que queira indicar?

Deixe o seu comentário!

A Alfabetização e as Novas Tecnologias, por Emília Ferreiro

Nos anos 80, Emília Ferreiro revolucionou as práticas de alfabetização ao valorizar o modo como as crianças aprendem, em sua pesquisa de doutorado feita à luz da Epistemologia Genética de Jean Piaget. Todos os educadores que desejavam compreender como se dá a aquisição da leitura e escrita pela criança, dedicaram-se à leitura da Psicogênese da Língua Escrita que, desde sua publicação em 1985, passou a ser uma referência internacional pois havia no país àquela época – e ainda há – grande preocupação com as altas taxas de analfabetismo ou com o analfabetismo funcional, condição daqueles que decifram textos e não os compreende e nem os utiliza socialmente para maior integração no mundo.

A pesquisadora esteve em Salvador, no Colóquio Internacional de Alfabetização promovido pelo Instituto Chapada de Educação e Pesquisa – ICEP – e na ocasião repetiu o que diz há 40 anos: “Alfabetização não é um estado, é um processo largo, longo, de início incerto e de final impossível”, para dizer que não é possível precisar o início desta aprendizagem e acrescenta que as mudanças no mundo contemporâneo nos impõem sempre novas aprendizagem sobre a leitura e a escrita. Para ela, estar alfabetizado significa transitar de modo eficiente numa vasta trama de práticas sociais ligadas à escrita.

Neste contexto, destaca a revolução tecnológica como um fato que naturalmente redefiniu todas as profissões e assim fará com o fazer docente. Os professores mudaram com os novos recursos interativos, os modos de comunicação que são criados velozmente suscitam novos tipos de textos e criam novos comportamentos leitores e escritores que precisam ser estudados, diminuindo as tensões que se estabeleceram na complexa relação entre tecnologias e escolas.

Sobre a realidade do Brasil, Ferreiro avalia que “está em curso uma mudança sensível em relação à escolarização. Muito mais crianças e jovens em idade escolar estão nas salas de aula. Agora, vem o mais importante: o desafio da qualidade da aprendizagem. Não basta ocupar todas as carteiras. É preciso ensinar.”

Para a pesquisadora, quando se propõe problemas interessantes, é possível ver as crianças fazerem buscas particularmente inteligentes na internet. Este suposto problema a ser discutido e pesquisado coloca os alunos diante de informações que devem ser confrontadas, hierarquizadas, organizadas. Afinal, o Google não lê e compara, este é um trabalho do leitor.

Estar alfabetizado no século XXI exige muito mais, “não se pode fazer mais do mesmo”, diz Emília. Deste evento participaram também Telma Weisz, Regina Scarpa e Claudia Molinari, educadoras que discutem ações possíveis para uma efetiva formação de leitores e escritores, em programas de formação continuada de professores. No Instituto Anísio Teixeira, temos diversos projetos cujo objetivo é o desenvolvimento das competências de leitura e escrita para alunos da rede estadual e, deste modo, trazemos aqui um convite aos professores para que conheçam as ideias de Emília Ferreiro e busquem articulação entre estas e as propostas educativas das escolas onde atuam. Temos novas perguntas e devemos ir construindo coletivamente nossas respostas.

Discutindo a possibilidade do avanço tecnológico gerar o desaparecimento do livro, Emília cita Umberto Eco e encerra assim sua participação no Colóquio: “O livro é perfeito, o livro não vai desaparecer”. E acrescenta como Eco, “… o livro é perfeito como a roda e a colher.”

 

Lilia Rezende

Pedagoga, Rede Anísio Teixeira

Mais uma experiência de êxito!

A Rede Anísio Teixeira recebeu, no dia 25 de maio de 2015, a visita do Professor Eliezer Batista da Silva, do Colégio Estadual Padre José Vasconcelos – Estrada Velha do Jardim Nova Esperança.

O Prof. Eliezer leciona Língua Inglesa no referido colégio, se diz apaixonado pelas TICs e é um grande defensor do uso do celular em sala de aula; afirma que já não há como impedir o uso do aparelho, que a tecnologia está em toda a sociedade e precisa marcar seu lugar na educação. Ele diz :

Foto: acervo do Comitê Gestor do AEW

Da esquerda para a direita: Ana Rita Medrado, Eliezer Batista da Silva e Eugles Oliveira. Foto: acervo do Comitê Gestor do AEW

Não vejo problema na utilização do celular, quando bem utilizado só traz benefícios para os estudantes. Proibir o uso do celular é voltar no tempo, não dá mais para tirar dos alunos o celular.”

O professor veio nos apresentar a um equipamento, por ele inventado, que pode ser utilizado por alunos e professores em sala de aula. Segundo Eliezer , a invenção pode ser muito útil nas aulas:

Os alunos e professores, com os quais testei o invento, acharam muito interessante e gostaram da experiência. O meu objetivo é quebrar esse costume de que o celular que não pode ser utilizado em sala de aula e transformá-lo em um mecanismo de educação, veiculador de educação, deve-se utilizar o celular.”

Muito empolgado com o seu invento, Eliezer assim o descreve:

O aparelho é adaptado ao celular para uso em sala de aula. O processo acontece via rádio do celular, é por ondas do rádio que o aluno vai escutar o que o professor fala. O aluno tem que ter um celular que tenha rádio. O telefone deve estar conectado ao aparelho desenvolvido por mim. Caso chegue uma ligação para o aluno, no momento que ele estiver conectado ao meu aparelho, ele poderá também receber a ligação. O meu invento gasta apenas a bateria do celular. O aluno conecta o meu aparelho ao celular dele via ondas da rádio e vai me ouvir pelo fone de ouvido do seu celular. De onde eu estiver e transmitir a aula, revisão de aula, palestra e etc.,o aluno poderá me ouvir e acompanhar. É, também, como uma aula a distância. Também pode ser utilizado em aula presencial, é a mesma coisa. Eu falo no meu microfone e os alunos me ouvem no fone de ouvido deles. O aparelho só “ leva a voz do professor.”

O invento será patenteado pelo Professor Eliezer, que quer o reconhecimento do pioneirismo do invento e do uso do equipamento.

A Rede Anísio Teixeira mais uma vez prestigiando e divulgando “ experiências bem-sucedidas “ parabeniza o Prof.º Eliezer Batista da Silva, do Colégio Estadual Padre José Vasconcelos – Estrada Velha do Jardim Nova Esperança .

O professor se comprometeu a escrever um artigo falando sobre o seu invento, que será publicado na próxima edição da REVISTA AEW ,da Rede Anísio Teixeira. Aguarde novas informações sobre isso.

Até breve!

Prof.ª Ana Rita Medrado.

Radiola PW – Gramofone

Por: Geize Gonçalves

Olá! 

Jefferson de Castro, aluno do Colégio Estadual Vila São Joaquim, Sobradinho Ba, participou da 5º Edição do FACE com a música Mel Que Adoça a Alma. Sua inspiração é a MPB e a proposta é relembrar o tempo de criança fazendo uma relação com o mundo real. Ele diz que “o mundo poderia ser melhor, se todos nós pudéssemos ser crianças outra vez.” Apreciem!

Jeff

Clique na imagem para assistir ao vídeo

Cidadania e Meio Ambiente – Parte 2

Contaminação do solo do recôncavo baiano pelo uso de agrotóxicos na agricultura


O uso indiscriminado de produtos químicos, ao mesmo tempo que permite o desenvolvimento de uma diversidade de culturas agrícolas, traz como consequência o aumento da resistência das pragas e a contaminação do solo e de lençóis freáticos e rios.

O Recôncavo Baiano apresenta uma diversidade de culturas agrícolas e uso intensificado de fertilizantes e agrotóxicos, principalmente nas lavouras de fumo, mandioca, laranja, entre outras, tem aumentado a concentração de nitratos , fosfatos e outros resíduos químicos, provocando um desequilíbrio no ciclo da matéria orgânica, assim como alterações na microflora do solo. Outras consequências, como o favorecimento do processo de lixiviação e a contaminação de mananciais próximos de lavouras são objetos de estudos de órgãos governamentais como a ANVISA ( Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Medidas como o uso correto, o controle das aplicações dos agrotóxicos e fertilizantes e a fiscalização para impedir o uso de produtos proibidos na agricultura (o Brasil consome 14 agrotóxicos proibidos no mundo, reconhecidos como cancerígenos) podem diminuir os impactos ambientais e os casos de intoxicação (veja o quadro a seguir)

Quadro: Sintomas de intoxicação por agrotóxicos.

Classificação

Sintomas da intoxicação aguda

Sintomas da intoxicação crônica

INSETICIDAS

Fraqueza, cólica abdominal, vômito, espasmos musculares, convulsão, náusea, contrações musculares involuntárias, irritação das conjuntivas, espirros, excitação.

Efeitos neurológicos retardados, alterações cromossomais, dermatites de contato, arritmias cardíacas, lesões renais, neuropatias periféricas, alergias, asma brônquica, irritação das mucosas, hipersensibilidade.

FUNGICIDAS

Tonteira, vômito, tremores musculares, dor de cabeça, dificuldade respiratória, hipertermia, convulsão.

Alergias respiratórias, dermatites, doença de Parkinson, cânceres, teratogênese, cloroacnes.

HERBICIDAS

Perda de apetite, enjoo, vômito, fasciculação muscular, sangramento nasal, fraqueza, desmaio, conjuntivites.

Indução da produção de enzimas hepáticas, cânceres, teratogênese, lesões hepáticas, dermatites de contato, fibrose pulmonar.

Fonte: Peres e Moreira, 2003

Para mais informações veja a Cartilha da ANVISA diponível no AEW em:

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/4024

Contaminação do rio Subaé em Santo Amaro por Metais Pesados

Aempresa COBRAS, subsidiária de uma empresa francesa, instalou-se na cidade de Santo Amaro em 1959, localizada aproximadamente a 300 metros do rio Subaé que corta toda a cidade. O objetivo era a extração do minério de chumbo que contém altas concentrações de outros metais pesados como o cádmio, arsênico, zinco, entre outros. Todos estes metais não interessavam a empresa e foram disponibilizados em contato direto com o solo do pátio de fundição. Como alternativa, toda essa escória rica em metais pesados foi usada até como pavimentação das ruas da cidade durante as décadas de 1960 e 1970.

Durante quase 40 anos, quatro milhões de toneladas de escória da metalúrgica contaminaram o meio ambiente e as pessoas, principalmente pelo chumbo e o cádmio. Essa é considerada a maior contaminação do mundo por metais pesados. Esses metais pesados podem causar doenças como o saturnismo, demência, câncer, infetilidade, má formação de fetos e problemas respiratórios.

Decorridos mais de 16 anos do fechamento da metalúrgica, os resultados apontam para uma persistência nos níveis de contaminação no solo por chumbo e um pequeno decréscimo para o cádmio.

Várias pesquisas forma feitas por universidades e organizações da área de saúde. Acesse alguns artigos de pesquisas sobre essa contaminação em Santo Amaro através dos links a seguir:

1) http://www.meau.ufba.br/site/publicacoes/conteudo-de-cd-e-pb-em-alimentos-vegetais-e-gramineas-no-municipio-de-santo-amaro-ba

2) http://www.meau.ufba.br/site/artigos/estudo-da-influencia-na-contaminacao-do-solo-por-metais-pesados-derivada-das-emissoes-atmosf

Estes são apenas alguns dos muitos problemas ambientais que estão próximos de nossa realidade. A verdadeira cidadania requer também a formação de um pesquisador.

Propomos a professores e estudantes a realização de uma atividade de pesquisa sobre estes e outros casos de contaminação do meio ambiente no Estado da Bahia. A atividade de pequisa pode solicitar:

1- Caracterizar o problema quanto a:

  • História – levantar os fatos históricos pertinentes (notícias, entrevistas, imagens, etc.);

  • Ciências (Química, Biologia, Física) – interpretar o problema à luz do conhecimento científico, com destaque para os conhecimentos da ciência química;

  • Economia – destacar as consequências para a economia da região;

  • Saúde – relatar como o problema afeta a saúde da população local;

  • Impactos ao Meio Ambiente;

2 – Apresentar as soluções adotadas

3 – Apresentar propostas de soluções

Conteúdos que ajudam a compreender o meio ambiente e o que pode causar desequílibrios são recorrentes no Enem. Vários conteúdos estão disponibilizados no Ambiente Educacional WEB – AEW. No link a seguir, você encontrará uma busca já realizada no AEW sobre o tema transversal “Educação Ambiental”: http://bit.ly/1rKvsmF.

 

Ródnei Souza

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino

Cidadania e Meio Ambiente – Parte 1

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Muito se fala que a principal função da educação atualmente é a formação de cidadãos. Mas você sabe o que significa cidadania? E o que é necessário aprender para ser um cidadão? As respostas podem ser complexas e não tão … Continue lendo