Você precisa ter um celular?

Nunca se falou tanto e também nunca se escreveu tanto com hoje em dia. Segundo dados do IBGE, cerca de 87,3% da população brasileira na faixa etária entre 25 anos a 29 anos tem, pelo menos, um celular. Ter um telefone fixo também não é mais um luxo há muito tempo e, geralmente, as operadoras de internet também oferecem linhas fixas.

Celular tem pra todos os gostos e bolsos! Não ter celular por questões econômicas ainda acontece, mas por outros fatores é uma opção que poucos fazem, geralmente por ideologia. E aí, ter passa a ser quase uma imposição social e de consumo! Crianças têm celulares! Mas será que elas precisam?

Smartphone Excitement by erlandh

E você tem um celular? Se pudesse escolher, que modelo iria adquirir? Um simples, que ligue e fale ou um smartphone1 cheio de recursos e possibilidades? Sabe que dá pra fazer filmes com ele? Porque foto, todo mundo faz! Veja este vídeo e se inspire: CINEMAÇÃO: uma idéia na cabeça, um celular na mão2.

Ultimamente, é bem difícil usar um simples orelhão! Muitos estão sucateados ou simplesmente não funcionam! Também, com todo mundo com seu aparelho celular, os orelhões deixaram de ter maior importância e até mesmo pra comprar o cartão pra falar fica difícil, pois não é mais um negócio rentável e eu nem sei mais onde vende… Você sabe?

E o que você acha das redes sociais3? Você tem uma conta em alguma delas? Qual? Por quê? Dá pra ficar off line nos dias de hoje? Outro dia, fui ao shopping, minha bateria “arriou” e foi um transtorno, porque não temos mais o hábito de marcar um horário e local fixos… E muita coisa mudou com a tal de “inclusão digital”.

Só pra dar um exemplo, lugares onde a liberdade de expressão é cerceada, as redes sociais e a internet acabam permitindo uma festa de liberdade…. Como aconteceu na Primavera Árabe4…  Será que este movimento seria a mesma coisa sem a liberdade que as redes sociais proporcionam?

Para Castells5,  “a transformação das tecnologias de comunicação cria novas possibilidades para a auto-organização e a auto-mobilização da sociedade, superando as barreiras da censura e repressão impostas pelo Estado”. Entretanto, a possibilidade de rebelar-se sem ser esmagado de imediato dependeu da densidade e rapidez da mobilização e isto relaciona-se com a capacidade criada pelas tecnologias do que ele chama de “auto-comunicação de massas”. Então, estamos nos comunicando mais… Por meios tecnológicos cada vez mais abrangentes e velozes…

Muitos artigos falam dos vícios tecnológicos e das pessoas que não podem ficar longe dos seus celulares e internet, mas isso é outro assunto! Por hoje, fica a dica: a comunicação é importante, mas é muito bom quando acontece pessoalmente também…

Guel Pinna

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino

Links consultados

  1. http://pt.wikipedia.org/wiki/Smartphone
  2. http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/72
  3. http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_redes_sociais. Lista diversas redes sociais e especifica seus objetivos.
  4. http://pt.wikipedia.org/wiki/Primavera_%C3%81rabe
  5. http://outraspalavras.net/posts/castells-sobre-internet-e-insurreicao-e-so-o-comeco . Castells, é um catedrático espanhol, sociólogo e diretor do Instituto Interdisciplinar sobre Internet, na Universitat Oberta de Catalunya,
  6. http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2015/04/brasileiros-passaram-a-ter-mais-aparelhos-celulares-entre-2005-e-2013
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Você lê editais?

Oi, pessoal! Tudo bem? O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) acabou de abrir inscrição para a edição de 2015 e o edital tem novas regras. O candidato que solicitar a isenção do pagamento da taxa (R$ 63) neste ano, e não comparecer nos dias do exame, terá esse direito suspenso em 2016. O participante travesti ou transexual que desejar ter atendimento pelo seu nome social poderá solicitar isso na Página do Participante, no período de 15 a 26 de junho de 2015.

Você lê o edital quando se inscreve num concurso público (é especificamente dos editais de concurso que falo neste texto)?

Captura de tela feita em 27 de maio de 2015
Captura de tela feita em 27 de maio de 2015

O texto de um edital de concurso público, ou de um de qualquer outra natureza, é bastante técnico e instrucional, pois vem cheio de recomendações que os candidatos devem seguir. Mas é muito comum ouvir relatos de pessoas que se inscrevem em processos seletivos e não dão a mínima para a leitura do edital. Isso é um problema!

Essa leitura é importante porque, além de ficar por dentro de todos os detalhes da seleção, faz a pessoa entender o objetivo do concurso e saber se ela atende às exigências dos organizadores.

Num edital, a função referencial da linguagem predomina no texto e isso dá a impressão de que, em muitos trechos, o documento é repetitivo. Tudo é estratégia! Quem redige um edital, se preocupa em deixar tudo bem claro, para não dá vazão a outras interpretações. Nada pode ficar ambíguo.

Quem vai fazer o Enem, deve ler o edital de 81 páginas antes. O item 4.1, que fala da inscrição, esclarece: “Antes de efetuar sua inscrição, o PARTICIPANTE deverá ler este Edital, seus anexos e os atos normativos neles mencionados, para certificar-se de que preenche todos os requisitos exigidos para a participação no Enem e aceita todas as condições nele estabelecidas”. No site oficial do exame, o candidato pode fazer o download do documento.

Boa leitura e não deixe de seguir esta recomendação, que vale para qualquer coisa na vida: quando a gente lê, as coisas ficam mais fáceis de ser compreendidas.

Até o próximo!

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino

O Dia da África e o Trabalho no Brasil: para além do samba e do futebol

Em 1963, no dia 25 de maio, numa reunião na cidade de Adis Abeba, capital da Etiópia, chefes de Estado e Governo africanos se reuniram para discutir a unificação de lutas em favor das independências. O continente vivia um contexto de ideologias anti-coloniais, pois muitos países ainda se viam na condição de colônias de nações europeias, numa edição renovada e nefasta do colonialismo do século XVI.

Essa reunião resultou na criação da Organização da Unidade Africana, mais tarde chamada de União Africana com 53 países membros no continente e cuja data de criação – 25 de maio de 1963 – é lembrada a cada ano e celebrada em diversas nações africanas e também naquelas que foram destino de diásporas africanas, como o Brasil com o nome de Dia da África.

É sabido pela história e pelo senso comum o quanto os africanos contribuíram para a construção da sociedade brasileira. Chegados pelas vias da colonização portuguesa que negociou milhões de pessoas em condição de subalternidade para o continente americano, africanos da região do BenimNigéria Angola aportaram no litoral brasileiro e desde os meados do século XVI compuseram a base da estrutura social brasileira contribuindo sobretudo com o trabalho mais efetivo e de sustentação das economia canavieira (cana-de-açúcar), mineira (mineração) e da cafeicultura (café). Nesse processo, ao longo de mais de quatro séculos, africanos, indígenas e europeus (sobretudo portugueses) acabaram por dar forma à diversidade étnica e racial no Brasil.

Bandeira da União Africana

No final do século XIX e com a escravidão já abolida, ao invés de serem incorporados à sociedade brasileira pela via da empregabilidade, os descendentes de africanos foram afastados do trabalho formal em função da vinda de imigrantes de nações europeias que se tornaram a base do trabalho assalariado que se institui a partir de então.

Ao longo do século XX e com a complexificação do mundo do trabalho brasileiro, os afro-brasileiros passam a ser incorporados paulatinamente às estruturas formais de emprego, para além da informalidade a que já vinham acostumados compulsoriamente desde a abolição escravista que não os incluiu devidamente no projeto nacional.

Na indústria nascente, no comércio urbano, nas atividades rurais do interior do país e na cultura artística e esportiva que abria espaço (sem garantias nem segurança enquanto atividades sólidas economicamente), os afro-brasileiros continuaram sendo de extrema relevância para a manutenção de atividades produtivas e base da economia brasileira. Ao contrário do elemento indígena que diminuiu numericamente a olhos vistos, os descendentes de africanos no Brasil não puderam ser apagados da história, embora tenham sido tratados pelos grupos dominantes na sociedade brasileira sem a devida atenção.

Atualmente, algumas políticas públicas como a política de cotas raciais e alguns programas de inclusão no ensino universitário vêm atendendo de maneira indireta a demandas históricas de re-inserção dos afro-brasileiros nos lugares sociais mais cabíveis para a trajetória de contribuição objetiva na construção do Brasil. Mesmo com as dificuldades enormes encontradas, há advogados, cientistas sociais, literatos negro-mestiços e negros que podem ser elencados como ícones no Brasil. Cosme de FariasMilton Santos e Lima Barreto são exemplos importantes da presença de afro-brasileiros de destaque no mundo do trabalho no nosso país. Da primeira para a segunda metade do século XX, conquistas foram realizadas na ampliação de espaços profissionais para esse grupo social.

Embora, a música e o futebol sujam duas áreas tradicionalmente associadas à presença do negro no Brasil – e há uma relevância grande nessas duas áreas profissionais – é importante perceber que a contribuição social dos afro-brasileiros vai além e está associada histórica e geo-politicamente às manifestações anti-coloniais no próprio continente africano que se representam na criação da União Africana e às independências no continente africano.

Vale ressaltar que na Bahia, por exemplo, e no mesmo contexto de internacionalização das lutas africanas e da diáspora africana, na década de setenta do século XX, os movimentos políticos de afirmação identitária da negritude geraram consequências interessantes, como a criação do Bloco Afro Ilê Ayiê, um ícone cultural e emblema das lutas anti-racismo no Brasil.

O Dia da África não é mais importante que qualquer outro dia. Ele vem lembrar, apenas, o quanto é necessário se pensar sobre a história da humanidade em seus aspectos políticos e sociais. O continente africano ainda sofre muitas consequências de suas fissuras internas em relação com as pressões externas sentidas desde o século XVI. A saúde deste continente é precária, as condições de vida em geral ainda não alcançam os IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) compatíveis com a média mundial e justamente por isso, muitas epidemias de porte acabam por surgir e se expandir a partir de África.

Atualmente, ao falar sobre o Dia da África, é preciso que o Brasil tome para si a questão do debate sobre as relações com os países africanos enquanto nação irmanada na luta contra os malefícios da colonização, que foi nefasta também para o nosso país.

Neste mês de maio, em que nos reportamos ao trabalho enquanto ação humana fundamental, falar sobre as relações entre o continente africano e o Brasil é falar sobre nossa história e a construção do mundo do trabalho no Brasil. Trabalho esse que passa pela agricultura, pecuária, extrativismos, serviços, cultura e arte.

E você? Que tal consultar este material, disponível no Blog África Portal do Professor e pensar um pouco mais sobre o assunto?

https://africaportaldoprofessor.wordpress.com/

Ah! E aqui, um vídeo do Programa Intervalo, da TV Anísio Teixeira. Trata-se do episódio Heranças além do mar, do quadro Histórias da Bahia!

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/3882

Esperamos que você goste e possa debater com seus professores e colegas!

Conhecer é um bom caminho para sermos melhores!

Por Carlos Barros

Arte Educador

Cantor de Música Popular

Professor de História da Rede Anísio Teixeira

Museus: eu curto, eu aprendo

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Foto: Raulino Júnior

É desejo que a escola consiga proporcionar em cada um de seus 200 dias a qualidade de aprendizagem que uma visita pedagógica a um museu proporciona. Um museu abre portas para o conhecimento tal qual ele se apresenta no mundo, numa relação íntima entre artes, matemática, língua portuguesa, geografia, matemática, língua portuguesa, geografia, história, física e química. Na escola as disciplinas funcionam como uma velha invenção da Didática e, em função disso, vivemos ainda hoje num constante exercício de inter e transdisciplinaridade desejando uma conversa fluente entre as áreas de conhecimento. Já nos museus isto está posto, de alguma forma, pois estes espaços não organizam seus conteúdos a partir do currículo formal.

Nestes espaços a mediação competente entre o exposto e o espectador, entre conteúdos e estudantes, pode oferecer exploração, crescimento e aprendizagem. E aqui vamos sugerir uma excelente atividade educativa. É que vivemos em Salvador e no interior da Bahia a 13ª Semana de Museus no Brasil, cujo objetivo é aproximar museus e sociedade, num convite à reflexão, discussão e troca de experiências em torno do tema “Museus para uma sociedade sustentável”. Quero aqui me referir especialmente à exposição Narrativas Poéticas, um diálogo colorido e belo entre as artes plásticas e as poesias brasileiras. Vamos a Sala de Arte Mario Cravo, no Palacete das Artes, em busca de entretenimento e encontramos muito mais que isso: além do verde resistente da Rua da Graça, temos a exposição de imagens que ajudam a compreender os significados culturais deste nosso país, da sua beleza natural, sua diversidade étnica e sua organização social.

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Foto: Raulino Júnior

Nesta exposição, a ideia é relacionar poemas de Drummond, Augusto dos Anjos, Leminski, João Cabral de Melo Neto, entre outros, com as produções de Volpi, Di Cavalcante, Portinari, Iberê Camargo, Tomie Ohtake e outros artistas. É, como disse um mediador do IPHAC, um trabalho de “telas escritas e poemas pintados.”

Trata-se de uma experiência estética onde todos os sentidos se aguçam. Gasta-se olhos e ouvidos para apreciar a originalidade dos poemas de Drummond ou Vinicius projetados no chão e falados com suas vozes e ritmos próprios.  Ninguém diz como Quintana que…

Esse silêncio é feito de agonias
E de luas enormes, irreais,
Dessas que espiam pelas gradarias
Nos longos dormitórios de hospitais.

Ler um poema é uma coisa; ouvir um poema é outra. Valem as duas, ambas trazem, ao menos a mim, um delicado prazer. É grata a surpresa de encontrar na exposição um dos poemas do Poesia de Cada Dia, produção da Rede Anísio Teixeira, disponível no Portal da Educação. É que compartilhamos da idéia de disseminar textos poéticos na nossa programação e disponibilizamos uma dúzia de belos poemas brasileiros, destacando, agora, o de Gregório de Matos, Inconstância das coisas do mundo!

Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas e alegria.
Porém, se acaba o Sol, por que nascia?
Se é tão formosa a Luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?
Mas no Sol, e na Luz falta a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se a tristeza,
Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza.
A firmeza somente na inconstância.”

(Poesia de Cada Dia)

E, se lhe faltar olhos para esta aventura, há nesta exposição plataformas táteis de telas produzidas em alto relevo sobre mármore, um belo exemplo de quem considera a acessibilidade como um valor de igualdade, é preciso, afinal, tornar acessível a todas as pessoas o saber e a arte.

A exposição Narrativas Poéticas acontecerá até o domingo, dia 31 de maio.

Curta Museu. Aprenda.

Lilia Rezende

Pedagoga, Rede Anísio Teixeira

Oficina Gestão de Blogs Livres

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Imagem: Josymar Alves

A fim de colocar em prática algumas de suas premissas básicas (divulgar, realizar formação de docentes e estudantes e dá apoio técnico e pedagógico ao uso de tecnologias da informação e da comunicação), o Programa de Difusão de Mídias e Tecnologias Educacionais – Rede Anísio Teixeira, em parceria com o Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC), promove a oficina Gestão de Blogs Livres.

Com carga horária de 8h, a oficina é voltada para docentes e estudantes de escolas públicas, tem como objetivos apresentar os conceitos de criação de blogs, a partir de um desenho pedagógico minucioso, que apontará quais estratégias serão aplicadas às necessidades do(a) publicador(a), a fim de divulgar informações e conteúdos pertinentes para alcançar o público-alvo. Serão discutidos temas relevantes relacionados ao uso das TCI no contexto educacional, assim como o foco da oficina também será a gestão das funções administrativas da plataforma, busca e publicação de conteúdos multimídia livres, produção textual para blogs, além da experiência dos(as) editores(as) do blog educacional Professor Web e Professora Online.

A oficina ocorrerá na unidade do Centro Juvenil de Ciência e Cultura, em Salvador (Avenida Joana Angélica – Nazaré), nos dias 26/05 e 28/05, das 13h às 17h. Interessados(as) em participar podem enviar email(constando nome completo, unidade escolar e telefone) para o endereço: professorweb2010@gmail.com.

*Vagas limitadas

Semana Nacional de Museus 2015: museus para uma sociedade sustentável

A Semana Nacional de Museus acontece anualmente para comemorar o Dia Internacional de Museus (18 de maio), quando os museus brasileiros, convidados pelo Ibram (Instituto Brasileiro de Museus), desenvolvem uma programação especial em prol dessa data. O tema norteador dos eventos é proposto pelo Conselho Internacional de Museus (Icom).

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Neste ano, a sua 13ª edição ocorrerá entre os dias 18 e 24 de maio, quando instituições museológicas de todo o país promoverão atividades em torno do tema Museus para uma sociedade sustentável. Saiba mais sobre o tema.

Na Bahia, museus de cidades como Alagoinhas, Boa Vista do Tupim, Cabaceiras do Paraguaçu, Caetité, Cachoeira, Feira de Santana, Ilhéus e Itabuna estão participando da semana comemorativa. Em Salvador, o Museu do Beiru, o Centro Cultural Solar Ferrão e o Museu de Arte da Bahia promoverão atividades. Para conferir a programação completa, clique em www.museus.gov.br.

Adaptado do site do Instituto Brasileiro de Museus.

Por que devo aprender Matemática?

Olá, pessoal! Tudo beleza? Sou André Soledade, professor de Matemática da Rede Estadual e, acreditem ou não, a pergunta que os alunos mais me fazem é: “Por que devo aprender Matemática?”. Pensando nessa indagação, resolvi responder a essa pergunta de uma vez por todas!

Acreditem! Desde os tempos mais remotos, o homem utiliza a matemática para facilitar a sua vida e organizar a sociedade. Há registros da sua utilização pelas sociedades egípcia e grega na construção de templos, pirâmides, diques, canais de irrigação, arenas e estudos da astronomia. Nos dias de hoje, a Matemática está presente em tudo ao nosso redor, desde o projeto urbanístico de uma praça até a complexidade que envolve o lançamento de um foguete. Tudo isso, descrito através de equações, relações, funções e gráficos matemáticos!Sendo assim, podemos afirmar que esta bela ciência está presente em todas as profissões, sendo que em algumas, ela é a principal ferramenta.

Imagem: Josymar Alves
Imagem: Josymar Alves

Na engenharia e a arquitetura, por exemplo, a Matemática é de fundamental importância, é através de conceitos elementares como ponto, reta, plano e figuras espaciais como: prismas, cilindros, cubos e outros, que o arquiteto une os seus conhecimentos na área de humanas e arte aos de exatas, colocando a sua criatividade a prova para desenvolver belíssimos projetos. O papel do Engenheiro Civil é tornar essa criação uma realidade. Ele é responsável por elaborar e acompanhar todas as etapas de execução desse projeto, utilizando, para isso aptidões múltiplas, como o domínio do Cálculo, desenhos intuitivos, técnicas de construção, leitura e produção de relatórios.

Além da Engenharia e Arquitetura, a Matemática também está presente em áreas como o Direito, Administração, Agronomia, Cinema, Contabilidade e Música.

Música? Como Assim? Verdade! Os músicos, com freqüência, usam a matemática para entender a estrutura musical, as escalas e as características do som como timbre, altura e intensidade, sendo que alguns compositores incorporaram a proporção áurea e o número de Fibonacci em seu trabalho. No jazz, por exemplo, há músicos que usam esses números na divisão rítmica e dos compassos.

Até mesmo nas profissões da área de saúde, encontramos vários exemplos de aplicação da Matemática. No planejamento terapêutico, as dosagens dos medicamentos prescritos pelo médico são calculadas utilizando equações diferenciais, que determinam quando um medicamento atinge a sua meia-vida na corrente sanguínea do paciente, fornecendo, assim, a periodicidade que o medicamento deve ser administrado. Nos procedimentos cirúrgicos de diversas doenças, a Matemática ajuda no desenvolvimento de modelos que facilitam nas tomadas de decisões durante a operação, minimizando os erros médicos. Nas clínicas de fertilização, o uso da teoria das probabilidades permite determinar as chances de se obter sucesso no processo de inseminação artificial, fornecendo dados para que os médicos avaliem se vale ou não a pena submeter a paciente ao procedimento, tendo em vista que fatores como idade, massa corporal e níveis hormonais dos pais influenciam nesses números.

Para finalizar, os modelos matemáticos também permitem descrever de forma quantitativa fenômenos biológicos, tais como epidemias e pandemia, cujas taxas de crescimentos obedecem a funções exponenciais. O estudo desses modelos ajuda a prever o crescimento e o impacto destas epidemias, bem como elaborar planos de ação para o seu controle.

Legal, não é? Bem, acho que finalmente respondi a essa pergunta! Mas, se você quiser aprender um pouco mais sobre a utilidade da Matemática nas profissões, não perca tempo!

Acesse agora o AEW e assista: http://bit.ly/1QGwNU5.

Referências:

http://www.ebb.com.br/mostrar_noticia.php?ref=13597

http://www.descomplicandoamusica.com/matematica-na-musica/

http://www.somatematica.com.br/mundo/profissoes.php

http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2014/04/matematica-na-cabeca

André Soledade

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino

ENEM: edição de 2015 abre inscrições no dia 25 e provas serão realizadas em outubro

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015 será realizado nos dias 24 e 25 de outubro. Medidas para reduzir a abstenção, ampliar a segurança e dar mais tranquilidade aos participantes são os destaques do edital do exame, que será publicado na segunda-feira, 18. As inscrições, pela internet, serão abertas às 10h do dia 25 e se estenderão até as 23h59 de 5 de junho próximo, pelo horário oficial de Brasília. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 14, pelo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, pelo secretário executivo MEC, Luiz Cláudio Costa, e pelo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Chico Soares.

Os candidatos isentos de taxa de inscrição que não comparecerem nos dois dias de provas perderão o benefício para a próxima edição. O objetivo da iniciativa é diminuir os índices de abstenção e, com isso, evitar desperdício de dinheiro público. Na edição do ano passado, dos 8.721.946 inscritos, 2.494.477 faltaram aos dois dias de provas — abstenção de 28,6%.

Nos dois dias de exame, os portões nos locais de provas serão abertos às 12h e fechados às 13h (horário de Brasília). A diferença em relação aos exames anteriores é o início das provas, às 13h30. O tempo extra de meia hora será usado para procedimentos de segurança, como revista eletrônica, e para dar tempo a todos os presentes de entrar em sala e guardar os pertences. O período total de duração das provas permanece em quatro horas e meia, no sábado; e cinco horas e meia, no domingo.

Nome — Para aperfeiçoar o atendimento e também evitar fraudes, a inscrição de travestis e transexuais que pretendem ser identificados pelo nome social terá alterações. Esses candidatos devem fazer a inscrição normalmente, no período estabelecido no edital. Para usar o nome social, eles devem encaminhar cópia de documento de identificação, foto recente e formulário disponível on-line, preenchido, entre os dias 15 e 26 de junho, pelo sistema do participante, na página do Enem na internet.

Especiais — Nesta edição, também haverá melhorias no atendimento a pessoas com visão monocular (que enxergam com apenas um dos olhos) e com discalculia (dificuldade ou desabilidade para fazer cálculos matemáticos). Quem tem visão monocular pode pedir prova ampliada e em braile, ledor e transcritor. Candidatos com discalculia podem pedir auxílio de ledor e de transcritor.

Oportunidades  A nota do Enem é usada como critério de acesso à educação superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em 115 instituições públicas, e do Programa Universidade para Todos (ProUni). Além disso, a participação na prova é requisito para receber o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), participar do programa Ciência sem Fronteiras ou ingressar em vagas gratuitas dos cursos técnicos oferecidos pelo Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec). Estudantes maiores de 18 anos podem obter a certificação do ensino médio por meio do Enem.

Inscrição — Estão isentos da taxa de inscrição os concluintes do ensino médio em 2015, matriculados em escolas da rede pública, além das pessoas que se declararem carentes. Para os demais, o valor é de R$ 63. O pagamento deve ser feito até às 21h59 (de Brasília), do dia 10 de junho. A confirmação das inscrições será feita apenas pela página do Enem na internet.

Assessoria de Comunicação Social

Texto adaptado do site do Ministério da Educação.

13 de maio no Bembé do Mercado

Desde o século XIX, na data 13 de maio, em Santo Amaro, região do Recôncavo baiano, acontece o Bembé do Mercado, festa realizada em comemoração à abolição da escravatura. O Bembé reúne os principais terreiros de candomblé no Mercado Municipal da cidade em um momento de cantos, danças e toque dos atabaques. O objetivo não é comemorar a assinatura da Lei Áurea, mas sim a liberdade simbolizada pela livre vivência da religiosidade. Nesse sentido, os tambores que ecoam no mercado simbolizam a libertação dos negros.

Santo Amaro tem uma população majoritariamente negra/mestiça, em virtude da quantidade de engenhos instalados ali no período colonial. O Recôncavo baiano foi o principal centro produtor e exportador de cana de açúcar, responsável pelo abastecimento dos gêneros de primeira necessidade da capital e interior. Para compreender melhor a história dessa região, é importante assistir ao episódio “Recôncavo“, do  quadro Histórias da Bahiado programa Intervalo, e perceber a relação entre a composição étnica dessa região e as manifestações culturais como o candomblé, samba de roda, capoeira e o próprio Bembé do Mercado. Clique na imagem abaixo para assistir.

Recôncavo

A data 13 de maio, durante muito tempo, foi “comemorada” como  emblemática para a abolição da escravatura, pois foi nesse dia que a princesa Isabel assinou a Lei Áurea. O Movimento Negro empreendeu uma forte luta política em torno da ressignificação desse fato, tendo em vista que no dia 13 de maio não há o que comemorar senão o protagonismo da Princesa Isabel, motivada, entre outras coisas, pelo contexto econômico internacional.

O Bembé do Mercado ou candomblé do mercado, como muitos preferem chamar, significa a resistência e fé de um povo que escolhe comemorar junto a seus ancestrais, festejar com sua pertença africana, agradecer e pedir forças para se sustentar com firmeza dentro do âmbito das relações sociais tensas do período pós-abolição. No site da Biblioteca Virtual 2 de Julho,  há um importante documentário sobre essa festa: Bembé do Mercado. Clique na imagem para assistir!

Bembé

E, neste 13 de maio, nos convida a refletir sobre a abolição da escravatura na perspectiva das populações negras, como um ato de resistência; provando que os negros não tiveram um papel secundário nesse processo, mas empreenderam formas particulares de autoria em importantes manifestações culturais.

Valdineia Oliveira

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino

 

FONTES:

Biblioteca Virtual 2 de Julho – Disponível em: http://www.bv2dejulho.ba.gov.br/portal/.

SILVA, Isadora Maria Lima da Silva.  Festejando a Liberdade no Bembé do Mercado. Disponível em: http://www3.ufrb.edu.br/lehrb/wp content/uploads/2014/07/Isadora-Silva-Bemb%C3%A9-do-Mercado-pdf.pdf.

Código de barras – Pura Matemática! (Parte 2)

O código de barras GTIN – Número Global de Item Comercial (antigo EAN/UPC – em inglês Universal Product Code) nada mais é do que um identificador para itens comerciais, uma representação gráfica da sequência de algarismos que vem impressa logo abaixo das barras, que pode ser lidas oticamente (ou digitada) em qualquer ponto de venda de varejo, em qualquer lugar do mundo. O código de barras GTIN é o sistema de identificação mais amplamente utilizado no mundo e há mais tempo estabelecido, com caráter único global garantido pela estrutura que será mostrada mais adiante. É um método de marcação de produto indispensável, que é encontrado em praticamente todos os produtos de consumo do mundo. Aquele curto aviso sonoro que as pessoas associam com o pagamento no caixa de um supermercado é um dispositivo de leitura ótica a laser, lendo as informações codificadas em um código de barras GS1, que pode ser lido normalmente ou de cabeça para baixo.

A vantagem das barras é que elas podem ser identificadas rapidamente, e sem risco de erros, por aparelhos decodificadores portáteis de leitura óptica, uma espécie de scanner, como os usados pelos caixas de supermercados, podendo ser de mão ou de mesa (fixo ou móvel) (figuras abaixo). Mas o que realmente importa para identificar o produto é sua sequência numérica, que também pode ser digitada manualmente pelos caixas ou operador. Esse número funciona como uma espécie de RG do produto. Como não existem duas pessoas com o mesmo RG, não existem dois produtos diferentes com o mesmo número.

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Scanner de mesa fixo
Samuel3
Scanner de mesa móivel
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Scanner de mão

 

Existem quatro tipos principais de código de barra GTIN (antigo EAN) e todos são simbologias lineares: GTIN–8, GTIN–12, GTIN–13, GTIN–14. Saiba como são construídos clicando aqui.

Mas, enquanto os norte – americanos usam uma sequência numérica de 12 dígitos (GTIN–12), os europeus optaram por um padrão com 13 (GTIN–13), que foi adotado no resto do mundo, inclusive no Brasil. Existem ainda outros tipos de códigos especiais, como o formado por 14 dígitos (GTIN–12), usado em caixas de papelão para informar a quantidade de produtos guardados, e o de 8 dígitos (GTIN–8) utilizado quando a embalagem do produto é muito pequena. Clique aqui e veja alguns tipos de códigos de barras.

Linguagem cifrada: O aparelho de leitura óptica emite um raio vermelho que percorre todas as barras (representação gráfica do código binário).  Através da luz refletida pelos módulos que compõem o espaço, ou pela ausência dos mesmos, o leitor interpreta o código. A interpretação acontece através do uso de um conversor analógico/digital que transforma os sinais analógicos produzidos pela luz recebida por meio de um sensor fotoelétrico, em um sinal digital (sucessão de 0 e 1 em forma de pulso). Na ausência de luz, a reflexão gera outro sinal que caracteriza a barra, assim, cada caractere do código é interpretado como um número binário e cada módulo reproduz um dígito 0 para espaço em branco e 1 para barra, onde a luz não é refletida. Uma barra escura mais grossa que as outras é, na verdade, a somatória de vários traços pretos. O mesmo princípio vale para as barras brancas ou espaços. Falando em código binário, você já assistiu ao vídeo ‘O hit dos Bits’? Assista!

Vejamos como exemplo a leitura de um código de barras GTIN–13 (antigo EAN-13) do sistema mais comum, desenvolvido na Europa e utilizado no Brasil, que usa 13 algarismos para cada produto.


 Código2

 

Aviso inicial: As duplas de barras mais cumpridas são uma sinalização, fazem separação indicando que a seguir vem o código do produto. As barras e seus respectivos algarismos não ficam alinhados – por isso o número 7 vem antes das barras de sinalização.

Registro nacional: Esses três primeiros dígitos (789) fornecem a posição numérica de cada organização membro do GS1. Nesse caso, indicam que o produto foi cadastrado no Brasil, apesar de não, necessariamente, ter sido fabricado aqui. Cada país tem uma combinação própria, sempre com três dígitos. A da Argentina, por exemplo, é 779. Veja a lista completa dos prefixos aqui.

RG do fabricante: A segunda sequência de números (9999), que pode variar de quatro a sete algarismos, é a identificação da empresa fabricante. Esse número é fornecido GS1, que faz o controle para que não sejam distribuídos números iguais.

OBS.: Esses dois primeiros grupos de números podem conter de sete a onze dígitos, nesse caso do GTIN–13, são sete. São definidos pela GS1 no momento da filiação da empresa.

RG do produto: A terceira sequência (91234) identifica o produto em si. A numeração varia conforme o tipo, o tamanho, a quantidade, o peso e a embalagem do produto – um refrigerante em lata, por exemplo, tem uma sequência diferente de um em garrafa.

Checagem final: O último número (9) é um dígito verificador, que ajuda a impedir erros acidentais na identificação de um produto. Ao ler todo o código do produto, o computador faz um cálculo simples, somando, dividindo e multiplicando os dígitos anteriores. Se a leitura estiver correta, o resultado desse cálculo é igual ao do dígito verificador. Vejamos como foi encontrado o código verificador 9 do código GTIN–13 do exemplo:

Como se trata de um código de 13 dígitos, ou seja, um código GTIN–13, 1 e 3 serão os fatores que usaremos para multiplicar os outros 12 dígitos do código de barras (789999991234), na sequência, obtendo a soma desses produtos, assim:

7 x 1 + 8 x 3 + 9 x 1 + 9 x 3 + 9 x 1 + 9 x 3 + 9 x 1 + 9 x 3 + 1 x 1 + 2 x 3 + 3 x 1 + 4 x 3 = 171

Ache o múltiplo de 10, mais próximo da soma dos produtos, que seja maior ou igual a essa soma (171): Neste caso é 180. Subtraia desse múltiplo (180). A soma dos produtos (171): 180 – 171 = 9, que é o código verificador procurado. Assim, o código de barras completo é: 789 99999 1234 9.

Pronto! Agora você já pode descobrir muitas informações sobre um produto lendo o seu código de barras! Também constitui uma ótima terapia, não somente efetuar o cálculo do código verificador dos códigos de barra de produtos que entram na sua casa, mas estudar os padrões existentes nos diversos tipos de códigos de barras.

Mas, peraê! Esse Digito Verificador (D.V.) também é utilizado em documentos: RG, CPF, CNPJ, Título de Eleitos, números de processos, conta bancária, etc.! Os processos utilizados para o cálculo desses dígitos nesses casos, podem variar de um documento para outro e é muito interessante. Veja como acessando http://ghiorzi.org/cgcancpf.htm.

 

Por Samuel Oliveira de Jesus

Professor de Matemática

 

FONTES

CÓDIGO DE BARRAS BRASIL. Disponível em: http://www.codigosdebarrasbrasil.com.br/blog/tipos-de-codigos-de-barras. Acesso em 19/03/2015, às 16h00.

GLOBO.COM. Disponível em: http://redeglobo.globo.com/globociencia/noticia/2013/05/brasil-adotou-o-padrao-europeu-de-codigos-de-barras-saiba-mais.html. Acesso em 24/04/2014, às 16h.

GS1 BRASIL. Disponível em: https://www.gs1br.org/sobre-a-gs1. Acesso em 04/12/2014, às 9h.

HISTORY: The Uniform Code Council, Inc. Disponível em: http://www.cummingsdesign.com/bar_codes101_UCC_History.htm. Acesso em 28/04/2015, às 14h.

INFO ESCOLA. Disponível em: http://www.infoescola.com/administracao_/definicoes-de-cadeia-de-suprimentos/. Acesso em 04/12/2014, às 9h.

MGITECH. Disponível em:  http://www.rogetechbrasil.com.br/blog/bid/112186/O-que-%C3%A9-o-c%C3%B3digo-de-barras-e-como-funciona-a-sua-leitura. Acesso em 04/12/2014, às 11h15.

MUNDO ESTRANHO. Disponível em: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-funciona-o-codigo-de-barras. Acesso em 04/12/2014, às 11h.

PADRÕES DE CÓDIGOS DE BARRAS. Disponível em: http://www.modulocomercial.com.br/codigo_de_barras.htm. Acesso em 28/04/2015, às 17h.

TIPOS DE CÓDIGOS DE BARRAS. Disponível em: http://www.fernandozaidan.com.br/pitagoras/aiaT3/Aulas/Tipos%20de%20Cdigo%20de%20Barras.pdf. Acesso em 24/04/2015, às 15h30.

WIKIPÉDIA. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo_de_Barras. Acesso em 04/12/2014, às 11h15.

TABELA DE VALORES DE CÓDIGOS DE BARRAS PARA EMPRESAS AFILIADAS: https://www.gs1br.org/filiacao-online/tabela-de-valores.