Você precisa ter um celular?

Nunca se falou tanto e também nunca se escreveu tanto com hoje em dia. Segundo dados do IBGE, cerca de 87,3% da população brasileira na faixa etária entre 25 anos a 29 anos tem, pelo menos, um celular. Ter um telefone fixo também não é mais um luxo há muito tempo e, geralmente, as operadoras de internet também oferecem linhas fixas.

Celular tem pra todos os gostos e bolsos! Não ter celular por questões econômicas ainda acontece, mas por outros fatores é uma opção que poucos fazem, geralmente por ideologia. E aí, ter passa a ser quase uma imposição social e de consumo! Crianças têm celulares! Mas será que elas precisam?

Smartphone Excitement by erlandh

E você tem um celular? Se pudesse escolher, que modelo iria adquirir? Um simples, que ligue e fale ou um smartphone1 cheio de recursos e possibilidades? Sabe que dá pra fazer filmes com ele? Porque foto, todo mundo faz! Veja este vídeo e se inspire: CINEMAÇÃO: uma idéia na cabeça, um celular na mão2.

Ultimamente, é bem difícil usar um simples orelhão! Muitos estão sucateados ou simplesmente não funcionam! Também, com todo mundo com seu aparelho celular, os orelhões deixaram de ter maior importância e até mesmo pra comprar o cartão pra falar fica difícil, pois não é mais um negócio rentável e eu nem sei mais onde vende… Você sabe?

E o que você acha das redes sociais3? Você tem uma conta em alguma delas? Qual? Por quê? Dá pra ficar off line nos dias de hoje? Outro dia, fui ao shopping, minha bateria “arriou” e foi um transtorno, porque não temos mais o hábito de marcar um horário e local fixos… E muita coisa mudou com a tal de “inclusão digital”.

Só pra dar um exemplo, lugares onde a liberdade de expressão é cerceada, as redes sociais e a internet acabam permitindo uma festa de liberdade…. Como aconteceu na Primavera Árabe4…  Será que este movimento seria a mesma coisa sem a liberdade que as redes sociais proporcionam?

Para Castells5,  “a transformação das tecnologias de comunicação cria novas possibilidades para a auto-organização e a auto-mobilização da sociedade, superando as barreiras da censura e repressão impostas pelo Estado”. Entretanto, a possibilidade de rebelar-se sem ser esmagado de imediato dependeu da densidade e rapidez da mobilização e isto relaciona-se com a capacidade criada pelas tecnologias do que ele chama de “auto-comunicação de massas”. Então, estamos nos comunicando mais… Por meios tecnológicos cada vez mais abrangentes e velozes…

Muitos artigos falam dos vícios tecnológicos e das pessoas que não podem ficar longe dos seus celulares e internet, mas isso é outro assunto! Por hoje, fica a dica: a comunicação é importante, mas é muito bom quando acontece pessoalmente também…

Guel Pinna

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino

Links consultados

  1. http://pt.wikipedia.org/wiki/Smartphone
  2. http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/72
  3. http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_redes_sociais. Lista diversas redes sociais e especifica seus objetivos.
  4. http://pt.wikipedia.org/wiki/Primavera_%C3%81rabe
  5. http://outraspalavras.net/posts/castells-sobre-internet-e-insurreicao-e-so-o-comeco . Castells, é um catedrático espanhol, sociólogo e diretor do Instituto Interdisciplinar sobre Internet, na Universitat Oberta de Catalunya,
  6. http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2015/04/brasileiros-passaram-a-ter-mais-aparelhos-celulares-entre-2005-e-2013
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Você lê editais?

Oi, pessoal! Tudo bem? O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) acabou de abrir inscrição para a edição de 2015 e o edital tem novas regras. O candidato que solicitar a isenção do pagamento da taxa (R$ 63) neste ano, e não comparecer nos dias do exame, terá esse direito suspenso em 2016. O participante travesti ou transexual que desejar ter atendimento pelo seu nome social poderá solicitar isso na Página do Participante, no período de 15 a 26 de junho de 2015.

Você lê o edital quando se inscreve num concurso público (é especificamente dos editais de concurso que falo neste texto)?

Captura de tela feita em 27 de maio de 2015

Captura de tela feita em 27 de maio de 2015

O texto de um edital de concurso público, ou de um de qualquer outra natureza, é bastante técnico e instrucional, pois vem cheio de recomendações que os candidatos devem seguir. Mas é muito comum ouvir relatos de pessoas que se inscrevem em processos seletivos e não dão a mínima para a leitura do edital. Isso é um problema!

Essa leitura é importante porque, além de ficar por dentro de todos os detalhes da seleção, faz a pessoa entender o objetivo do concurso e saber se ela atende às exigências dos organizadores.

Num edital, a função referencial da linguagem predomina no texto e isso dá a impressão de que, em muitos trechos, o documento é repetitivo. Tudo é estratégia! Quem redige um edital, se preocupa em deixar tudo bem claro, para não dá vazão a outras interpretações. Nada pode ficar ambíguo.

Quem vai fazer o Enem, deve ler o edital de 81 páginas antes. O item 4.1, que fala da inscrição, esclarece: “Antes de efetuar sua inscrição, o PARTICIPANTE deverá ler este Edital, seus anexos e os atos normativos neles mencionados, para certificar-se de que preenche todos os requisitos exigidos para a participação no Enem e aceita todas as condições nele estabelecidas”. No site oficial do exame, o candidato pode fazer o download do documento.

Boa leitura e não deixe de seguir esta recomendação, que vale para qualquer coisa na vida: quando a gente lê, as coisas ficam mais fáceis de ser compreendidas.

Até o próximo!

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino

O Dia da África e o Trabalho no Brasil: para além do samba e do futebol

Em 1963, no dia 25 de maio, numa reunião na cidade de Adis Abeba, capital da Etiópia, chefes de Estado e Governo africanos se reuniram para discutir a unificação de lutas em favor das independências. O continente vivia um contexto de ideologias anti-coloniais, pois muitos países ainda se viam na condição de colônias de nações europeias, numa edição renovada e nefasta do colonialismo do século XVI.

Essa reunião resultou na criação da Organização da Unidade Africana, mais tarde chamada de União Africana com 53 países membros no continente e cuja data de criação – 25 de maio de 1963 – é lembrada a cada ano e celebrada em diversas nações africanas e também naquelas que foram destino de diásporas africanas, como o Brasil com o nome de Dia da África.

É sabido pela história e pelo senso comum o quanto os africanos contribuíram para a construção da sociedade brasileira. Chegados pelas vias da colonização portuguesa que negociou milhões de pessoas em condição de subalternidade para o continente americano, africanos da região do BenimNigéria Angola aportaram no litoral brasileiro e desde os meados do século XVI compuseram a base da estrutura social brasileira contribuindo sobretudo com o trabalho mais efetivo e de sustentação das economia canavieira (cana-de-açúcar), mineira (mineração) e da cafeicultura (café). Nesse processo, ao longo de mais de quatro séculos, africanos, indígenas e europeus (sobretudo portugueses) acabaram por dar forma à diversidade étnica e racial no Brasil.

Bandeira da União Africana

No final do século XIX e com a escravidão já abolida, ao invés de serem incorporados à sociedade brasileira pela via da empregabilidade, os descendentes de africanos foram afastados do trabalho formal em função da vinda de imigrantes de nações europeias que se tornaram a base do trabalho assalariado que se institui a partir de então.

Ao longo do século XX e com a complexificação do mundo do trabalho brasileiro, os afro-brasileiros passam a ser incorporados paulatinamente às estruturas formais de emprego, para além da informalidade a que já vinham acostumados compulsoriamente desde a abolição escravista que não os incluiu devidamente no projeto nacional.

Na indústria nascente, no comércio urbano, nas atividades rurais do interior do país e na cultura artística e esportiva que abria espaço (sem garantias nem segurança enquanto atividades sólidas economicamente), os afro-brasileiros continuaram sendo de extrema relevância para a manutenção de atividades produtivas e base da economia brasileira. Ao contrário do elemento indígena que diminuiu numericamente a olhos vistos, os descendentes de africanos no Brasil não puderam ser apagados da história, embora tenham sido tratados pelos grupos dominantes na sociedade brasileira sem a devida atenção.

Atualmente, algumas políticas públicas como a política de cotas raciais e alguns programas de inclusão no ensino universitário vêm atendendo de maneira indireta a demandas históricas de re-inserção dos afro-brasileiros nos lugares sociais mais cabíveis para a trajetória de contribuição objetiva na construção do Brasil. Mesmo com as dificuldades enormes encontradas, há advogados, cientistas sociais, literatos negro-mestiços e negros que podem ser elencados como ícones no Brasil. Cosme de FariasMilton Santos e Lima Barreto são exemplos importantes da presença de afro-brasileiros de destaque no mundo do trabalho no nosso país. Da primeira para a segunda metade do século XX, conquistas foram realizadas na ampliação de espaços profissionais para esse grupo social.

Embora, a música e o futebol sujam duas áreas tradicionalmente associadas à presença do negro no Brasil – e há uma relevância grande nessas duas áreas profissionais – é importante perceber que a contribuição social dos afro-brasileiros vai além e está associada histórica e geo-politicamente às manifestações anti-coloniais no próprio continente africano que se representam na criação da União Africana e às independências no continente africano.

Vale ressaltar que na Bahia, por exemplo, e no mesmo contexto de internacionalização das lutas africanas e da diáspora africana, na década de setenta do século XX, os movimentos políticos de afirmação identitária da negritude geraram consequências interessantes, como a criação do Bloco Afro Ilê Ayiê, um ícone cultural e emblema das lutas anti-racismo no Brasil.

O Dia da África não é mais importante que qualquer outro dia. Ele vem lembrar, apenas, o quanto é necessário se pensar sobre a história da humanidade em seus aspectos políticos e sociais. O continente africano ainda sofre muitas consequências de suas fissuras internas em relação com as pressões externas sentidas desde o século XVI. A saúde deste continente é precária, as condições de vida em geral ainda não alcançam os IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) compatíveis com a média mundial e justamente por isso, muitas epidemias de porte acabam por surgir e se expandir a partir de África.

Atualmente, ao falar sobre o Dia da África, é preciso que o Brasil tome para si a questão do debate sobre as relações com os países africanos enquanto nação irmanada na luta contra os malefícios da colonização, que foi nefasta também para o nosso país.

Neste mês de maio, em que nos reportamos ao trabalho enquanto ação humana fundamental, falar sobre as relações entre o continente africano e o Brasil é falar sobre nossa história e a construção do mundo do trabalho no Brasil. Trabalho esse que passa pela agricultura, pecuária, extrativismos, serviços, cultura e arte.

E você? Que tal consultar este material, disponível no Blog África Portal do Professor e pensar um pouco mais sobre o assunto?

https://africaportaldoprofessor.wordpress.com/

Ah! E aqui, um vídeo do Programa Intervalo, da TV Anísio Teixeira. Trata-se do episódio Heranças além do mar, do quadro Histórias da Bahia!

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/3882

Esperamos que você goste e possa debater com seus professores e colegas!

Conhecer é um bom caminho para sermos melhores!

Por Carlos Barros

Arte Educador

Cantor de Música Popular

Professor de História da Rede Anísio Teixeira

Museus: eu curto, eu aprendo

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Foto: Raulino Júnior

É desejo que a escola consiga proporcionar em cada um de seus 200 dias a qualidade de aprendizagem que uma visita pedagógica a um museu proporciona. Um museu abre portas para o conhecimento tal qual ele se apresenta no mundo, numa relação íntima entre artes, matemática, língua portuguesa, geografia, matemática, língua portuguesa, geografia, história, física e química. Na escola as disciplinas funcionam como uma velha invenção da Didática e, em função disso, vivemos ainda hoje num constante exercício de inter e transdisciplinaridade desejando uma conversa fluente entre as áreas de conhecimento. Já nos museus isto está posto, de alguma forma, pois estes espaços não organizam seus conteúdos a partir do currículo formal.

Nestes espaços a mediação competente entre o exposto e o espectador, entre conteúdos e estudantes, pode oferecer exploração, crescimento e aprendizagem. E aqui vamos sugerir uma excelente atividade educativa. É que vivemos em Salvador e no interior da Bahia a 13ª Semana de Museus no Brasil, cujo objetivo é aproximar museus e sociedade, num convite à reflexão, discussão e troca de experiências em torno do tema “Museus para uma sociedade sustentável”. Quero aqui me referir especialmente à exposição Narrativas Poéticas, um diálogo colorido e belo entre as artes plásticas e as poesias brasileiras. Vamos a Sala de Arte Mario Cravo, no Palacete das Artes, em busca de entretenimento e encontramos muito mais que isso: além do verde resistente da Rua da Graça, temos a exposição de imagens que ajudam a compreender os significados culturais deste nosso país, da sua beleza natural, sua diversidade étnica e sua organização social.

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Foto: Raulino Júnior

Nesta exposição, a ideia é relacionar poemas de Drummond, Augusto dos Anjos, Leminski, João Cabral de Melo Neto, entre outros, com as produções de Volpi, Di Cavalcante, Portinari, Iberê Camargo, Tomie Ohtake e outros artistas. É, como disse um mediador do IPHAC, um trabalho de “telas escritas e poemas pintados.”

Trata-se de uma experiência estética onde todos os sentidos se aguçam. Gasta-se olhos e ouvidos para apreciar a originalidade dos poemas de Drummond ou Vinicius projetados no chão e falados com suas vozes e ritmos próprios.  Ninguém diz como Quintana que…

Esse silêncio é feito de agonias
E de luas enormes, irreais,
Dessas que espiam pelas gradarias
Nos longos dormitórios de hospitais.

Ler um poema é uma coisa; ouvir um poema é outra. Valem as duas, ambas trazem, ao menos a mim, um delicado prazer. É grata a surpresa de encontrar na exposição um dos poemas do Poesia de Cada Dia, produção da Rede Anísio Teixeira, disponível no Portal da Educação. É que compartilhamos da idéia de disseminar textos poéticos na nossa programação e disponibilizamos uma dúzia de belos poemas brasileiros, destacando, agora, o de Gregório de Matos, Inconstância das coisas do mundo!

Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas e alegria.
Porém, se acaba o Sol, por que nascia?
Se é tão formosa a Luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?
Mas no Sol, e na Luz falta a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se a tristeza,
Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza.
A firmeza somente na inconstância.”

(Poesia de Cada Dia)

E, se lhe faltar olhos para esta aventura, há nesta exposição plataformas táteis de telas produzidas em alto relevo sobre mármore, um belo exemplo de quem considera a acessibilidade como um valor de igualdade, é preciso, afinal, tornar acessível a todas as pessoas o saber e a arte.

A exposição Narrativas Poéticas acontecerá até o domingo, dia 31 de maio.

Curta Museu. Aprenda.

Lilia Rezende

Pedagoga, Rede Anísio Teixeira

Oficina Gestão de Blogs Livres

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Imagem: Josymar Alves

A fim de colocar em prática algumas de suas premissas básicas (divulgar, realizar formação de docentes e estudantes e dá apoio técnico e pedagógico ao uso de tecnologias da informação e da comunicação), o Programa de Difusão de Mídias e Tecnologias Educacionais – Rede Anísio Teixeira, em parceria com o Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC), promove a oficina Gestão de Blogs Livres.

Com carga horária de 8h, a oficina é voltada para docentes e estudantes de escolas públicas, tem como objetivos apresentar os conceitos de criação de blogs, a partir de um desenho pedagógico minucioso, que apontará quais estratégias serão aplicadas às necessidades do(a) publicador(a), a fim de divulgar informações e conteúdos pertinentes para alcançar o público-alvo. Serão discutidos temas relevantes relacionados ao uso das TCI no contexto educacional, assim como o foco da oficina também será a gestão das funções administrativas da plataforma, busca e publicação de conteúdos multimídia livres, produção textual para blogs, além da experiência dos(as) editores(as) do blog educacional Professor Web e Professora Online.

A oficina ocorrerá na unidade do Centro Juvenil de Ciência e Cultura, em Salvador (Avenida Joana Angélica – Nazaré), nos dias 26/05 e 28/05, das 13h às 17h. Interessados(as) em participar podem enviar email(constando nome completo, unidade escolar e telefone) para o endereço: professorweb2010@gmail.com.

*Vagas limitadas

Semana Nacional de Museus 2015: museus para uma sociedade sustentável

A Semana Nacional de Museus acontece anualmente para comemorar o Dia Internacional de Museus (18 de maio), quando os museus brasileiros, convidados pelo Ibram (Instituto Brasileiro de Museus), desenvolvem uma programação especial em prol dessa data. O tema norteador dos eventos é proposto pelo Conselho Internacional de Museus (Icom).

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Neste ano, a sua 13ª edição ocorrerá entre os dias 18 e 24 de maio, quando instituições museológicas de todo o país promoverão atividades em torno do tema Museus para uma sociedade sustentável. Saiba mais sobre o tema.

Na Bahia, museus de cidades como Alagoinhas, Boa Vista do Tupim, Cabaceiras do Paraguaçu, Caetité, Cachoeira, Feira de Santana, Ilhéus e Itabuna estão participando da semana comemorativa. Em Salvador, o Museu do Beiru, o Centro Cultural Solar Ferrão e o Museu de Arte da Bahia promoverão atividades. Para conferir a programação completa, clique em www.museus.gov.br.

Adaptado do site do Instituto Brasileiro de Museus.

Por que devo aprender Matemática?

Olá, pessoal! Tudo beleza? Sou André Soledade, professor de Matemática da Rede Estadual e, acreditem ou não, a pergunta que os alunos mais me fazem é: “Por que devo aprender Matemática?”. Pensando nessa indagação, resolvi responder a essa pergunta de uma vez por todas!

Acreditem! Desde os tempos mais remotos, o homem utiliza a matemática para facilitar a sua vida e organizar a sociedade. Há registros da sua utilização pelas sociedades egípcia e grega na construção de templos, pirâmides, diques, canais de irrigação, arenas e estudos da astronomia. Nos dias de hoje, a Matemática está presente em tudo ao nosso redor, desde o projeto urbanístico de uma praça até a complexidade que envolve o lançamento de um foguete. Tudo isso, descrito através de equações, relações, funções e gráficos matemáticos!Sendo assim, podemos afirmar que esta bela ciência está presente em todas as profissões, sendo que em algumas, ela é a principal ferramenta.

Imagem: Josymar Alves

Imagem: Josymar Alves

Na engenharia e a arquitetura, por exemplo, a Matemática é de fundamental importância, é através de conceitos elementares como ponto, reta, plano e figuras espaciais como: prismas, cilindros, cubos e outros, que o arquiteto une os seus conhecimentos na área de humanas e arte aos de exatas, colocando a sua criatividade a prova para desenvolver belíssimos projetos. O papel do Engenheiro Civil é tornar essa criação uma realidade. Ele é responsável por elaborar e acompanhar todas as etapas de execução desse projeto, utilizando, para isso aptidões múltiplas, como o domínio do Cálculo, desenhos intuitivos, técnicas de construção, leitura e produção de relatórios.

Além da Engenharia e Arquitetura, a Matemática também está presente em áreas como o Direito, Administração, Agronomia, Cinema, Contabilidade e Música.

Música? Como Assim? Verdade! Os músicos, com freqüência, usam a matemática para entender a estrutura musical, as escalas e as características do som como timbre, altura e intensidade, sendo que alguns compositores incorporaram a proporção áurea e o número de Fibonacci em seu trabalho. No jazz, por exemplo, há músicos que usam esses números na divisão rítmica e dos compassos.

Até mesmo nas profissões da área de saúde, encontramos vários exemplos de aplicação da Matemática. No planejamento terapêutico, as dosagens dos medicamentos prescritos pelo médico são calculadas utilizando equações diferenciais, que determinam quando um medicamento atinge a sua meia-vida na corrente sanguínea do paciente, fornecendo, assim, a periodicidade que o medicamento deve ser administrado. Nos procedimentos cirúrgicos de diversas doenças, a Matemática ajuda no desenvolvimento de modelos que facilitam nas tomadas de decisões durante a operação, minimizando os erros médicos. Nas clínicas de fertilização, o uso da teoria das probabilidades permite determinar as chances de se obter sucesso no processo de inseminação artificial, fornecendo dados para que os médicos avaliem se vale ou não a pena submeter a paciente ao procedimento, tendo em vista que fatores como idade, massa corporal e níveis hormonais dos pais influenciam nesses números.

Para finalizar, os modelos matemáticos também permitem descrever de forma quantitativa fenômenos biológicos, tais como epidemias e pandemia, cujas taxas de crescimentos obedecem a funções exponenciais. O estudo desses modelos ajuda a prever o crescimento e o impacto destas epidemias, bem como elaborar planos de ação para o seu controle.

Legal, não é? Bem, acho que finalmente respondi a essa pergunta! Mas, se você quiser aprender um pouco mais sobre a utilidade da Matemática nas profissões, não perca tempo!

Acesse agora o AEW e assista: http://bit.ly/1QGwNU5.

Referências:

http://www.ebb.com.br/mostrar_noticia.php?ref=13597

http://www.descomplicandoamusica.com/matematica-na-musica/

http://www.somatematica.com.br/mundo/profissoes.php

http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2014/04/matematica-na-cabeca

André Soledade

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino