Diversidade Humana: ontem, hoje e sempre!

Olá !

Vamos bater um papo sobre DIVERSIDADE HUMANA, tema presente nos relatos entre os povos da antiguidade que apontavam as diferenças, notadas entre si e os demais integrantes de outros grupos humanos,como excêntricas, exóticas, esquisitas e intoleráveis. Para alguns, a diferença podia causar espanto, admiração. Em outros, podia ser motivo para aproximação ou severa repulsa.

Na contemporaneidade tais relatos e discussões continuam. Atualmente, “causar na diversidade” ainda pode ser visto como problema e não como valor. É comum um olhar preconceituoso à “diversidade” que a desapropria de beleza e a submete à discriminação?

Em pleno século XXI, é possível afirmar que a “barbárie” está presente em crimes homofóbicos, violência contra mulher, conflitos geracionais, desrespeito aos novos arranjos familiares e etc.

Vivemos num país paradoxal: a maioria da população brasileira é formada por negros. No entanto, o racismo no Brasil ainda é latente. Estamos diante de atos de desrespeito à dignidade humana.

Então, a diversidade é um desafio? Ou, o desafio está em sua aceitação, já que muitos se colocam como seres histórico-sociais arregimentados pela normatização da “igualitariedade” destinada aos que sentem, pensam e agem de forma similar? E, sendo assim, é possível deduzir que os que não contemplam tal regimento, não são aceitos?

A diversidade mexe, muda e enriquece a dinâmica, a transformação e a construção histórica de uma sociedade e de seus indivíduos, pares ou não.

É preciso pensar em democratização da diversidade, porém, para tal, as mudanças acontecem de forma lenta, se apresentam como resultado das lutas de grupos organizados através de movimentos sociais ( movimento feminista, movimento gay, Movimento Negro, movimento social e político das pessoas com deficiências físicas, movimento contra a intolerância religiosa no Brasil, movimento na luta contra desigualdades sociais, movimento indígena no Brasil e etc.). É preciso ter ações sociais contínuas, em longo prazo, em prol de uma causa, objetivando reconhecimento aos direitos reivindicados em sua bandeira.

A Educação é ferramenta de transformação social. Logo, é possível entender que no espaço escolar deve-se travar um diálogo franco sobre diversidades, e respeitá-las para a formação e desenvolvimento do cidadão. Saiba mais, clique aqui.

No cenário brasileiro, mesmo preconceituoso e discriminativo, brilham estrelas como: Daniel Dias – campeão mundial de natação paraolímpica; Lázaro Ramos – considerado por muitos o maior artista negro do país; Lea T.– transexual brasileira, brilha nas passarelas internacionais; Luislinda Valois – primeira juíza negra do Brasil; Maria da Penha – Lutou contra a violência doméstica e familiar à mulher; Mario Juruna – Cacique, foi Deputado Federal; Edu Camargo – Cantor, deficiente visual; Mãe Estella – Primeira ialorixá a assumir uma cadeira na Academia Baiana de Letras.

Então, vale promover a democratização às diversidades?

Saiba mais, assista ao Programa Intervalo – Episódios do Diversidades – uma realização da TV AT – Rede Anísio Teixeira. Acesse: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/3329

Até a próxima!

Ana Rita Esteves Medrado.

Prof.ª da Rede Estadual de Ensino do Estado da Bahia.

Referências:< http://www.brasilescola.com/filosofia/a-diversidade-cultural-levi-strauss.htm >. Acesso em 03 de março de 2015.

< http://www.febraban-diversidade.com.br/o_que_e.html >.Acesso em 03 de março de 2015.

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