Mulher e Respeito: palavras que se gostam!

A mulher ocupa um espaço privilegiado na formação humana. Sua capacidade de gerar os novos seres humanos que habitam o planeta já leva, por si só, a uma necessidade de respeito singular.

Entretanto e infelizmente, ao longo da história, o feminino personificado na mulher não recebe o tratamento merecido, com dignidade e trato adequados por parte do mundo masculino.

No século XX, com avanços científicos e tecnológicos, a mulher precisou agarrar a unhas e cérebros possibilidades de mudanças desse estado de coisas. Nesse período de cem anos, o pensamento libertário de intelectuais do porte de Simone de Beauvoir, presença marcante da solidariedade e força espiritual de Madre Teresa de Calcutá, Irmã Dulce ou Mãe Menininha do Gantois e a efervescência artística pelo mundo afora com muitas mulheres no centro foram necessários para chamar atenção dos homens no que diz respeito à necessidade de entender a mulher como vetor fundamental dos movimentos da vida.

Atualmente, depois de conquistas alcançadas por mérito, a mulher vem tendo cada vez mais condições de alicerçar este espaço de vitórias. No âmbito local, na Bahia, o carnaval vem destacando lutas simbólicas interessantes nos quesitos Direitos Humanos e particularmente nos direitos femininos.  Em 2015, uma campanha intitulada “Vá na moral ou vai se dar mal. Violência contra a mulher é crime!” recebeu um investimento de R$ 300 mil do Governo do Estado, com a intenção de conscientizar a população sobre a violência de gênero e sexual.

Além de mobilizar artistas ligados à festa para tratarem do tema em suas apresentações, a campanha ocupou o cenário do carnaval com cartazes abanadores distribuídos nas ruas.

A campanha e a mobilização em si chamam atenção para fatos alarmantes, como o índice ainda alto de casos de violência contra a mulher tanto no âmbito do carnaval quanto na vida cotidiana para além dessa festa. Entre violência verbal e física, 623 casos foram registrados em 2014, somente no período da folia, o que sugere a pertinência de ações constantes para salientar o respeito à dignidade da mulher na sua existência no mundo.

A violência não faz bem nem leva a lugares confortáveis e isso é um ensinamento histórico. O ser humano pode aprender a busca da paz como caminho de melhoria das condições gerais de habitar o planeta. Raça, gênero, credo, posição política, tipo físico não são elementos que devam ser tratados como motivo para agressões.

As diferenças fazem parte da vida. Todos devem ter o direito de ser o que são, respeitando a individualidade e o direito do outro também ser. Esse é o código de permanência de nós — seres humanos — neste mundo.

E como a arte também expressa estados da alma em suas dimensões políticas, termino este texto com uma canção que é referência para o feminino no Brasil. Na voz da cantora Maria Bethânia, a composição de Marina Lima e Antônio CíceroO lado quente do ser.

Porque todas as mulheres são especiais!

Salve o feminino!

Quer saber mais sobre o tema?

Acesse o Ambiente Educacional WEB.

Aqui, um vídeo bem interessante sobre Direitos e Cidadania:

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/940

Por Carlos Barros

Arte educador, Professor e Cantor de música popular

Professor da Rede Estadual de Ensino da Bahia

Anúncios