Você beija com Ciência?

(texto elaborado a partir do Livro Didático Público de Química da Secretaria de Educação do Paraná, disponível no Ambiente Educacional WEB através do link:

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudosdigitais/conteudo/exibir/id/3574)

Provavelmente você já viu, sentiu ou experimentou o sabor de um beijo

Vamos ver como isso começou?

O beijo é uma forma de manifestar carinho entre alguns seres vivos. Os seres humanos os conhecem de longa data. Representações de beijos, em desenhos, foram encontradas nas paredes dos templos de Khajuraho, na Índia, por volta de 2500 a.C., segundo um artigo publicado no dia 09/06/2005 na revista BOA SAÚDE.

O que leva um casal a se apaixonar, a trocar carinhos? Dizem os românticos que é o “AMOR”. E você?

Nunca sentiu aquele suorzinho nas mãos, alguns calafrios que procurou disfarçar, o coração querendo saltar do peito, a expectativa antes do primeiro beijo, os pensamentos confusos, as pernas tremerem?

Quem nunca sentiu que atire a primeira pedra!

Mas de onde vem estas sensações?

beijo1

FIGURA 1 – Moléculas neurotransmissoras. Fonte: http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/livro_didatico/quimica.pdf

As estruturas apresentadas na figura 1 representam moléculas orgânicas. Uma molécula orgânica apresenta fundamentalmente uma sequência de átomo de carbono (C) ligados entre si. São as chamadas cadeias carbônicas. Estas representações de moléculas estão sempre presentes em questões de vestibulares e do ENEM. Como devem ser interpretadas?

O átomo de carbono tende a formar quatro ligações covalentes (ligação formada a partir de compartilhamento de elétrons) para adquirir estabilidade. A molécula orgânica mais simples é o metano, cuja fórmula molecular é CH4. Estruturalmente, a molécula pode ser representada assim:

beijo2

Observe as quatro ligações do átomo de carbono e que cada átomo de hidrogênio (H) faz apenas uma ligação para tornar-se estável.

Moléculas com mais de um carbono, como o propano, por exemplo, apresentam o encadeamento de átomos de carbono:

beijo3

 

Para simplificar, os químicos criaram outra forma de representar esta molécula que omite as os átomos de carbono, de hidrogênio e as ligações entre carbono e hidrogênio. Assim, a molécula de propano fica:

beijo4

 

Um molécula  como esta:

beijo5

 

representa, portanto,  cinco átomos de carbono e dez átomos de hidrogênio:

beijo7

Assim, a molécula de dopamina apresentada na figura 1 apresenta: 8 átomos de carbono (C), 11 átomos de hidrogênio (H), 2 átomos de oxigênio (O) e um átomo de nitrogênio (N).

Você conseguiu encontrar todos estes átomos? Atente para as ligações duplas entre os átomos de carbono!

Observe novamente a figura1! Veja que as moléculas de  dopamina, adrenalina, noradrenalina e serotonina possuem partes em comum. Todas possuem cadeias carbônicas de seis átomos de carbono fechadas (formando um hexágono) com três ligações duplas alternadas, grupos –OH, e o grupo amina:

beijo6

A presença destes grupos confere às três substâncias propriedades semelhantes. Todas são responsáveis pelo nosso comportamento emocional. No nosso organismo, no sistema nervoso, há muitas substâncias que pertencem às classes das aminas e que desempenham uma função muito importante na transmissão dos impulsos nervosos: são chamadas de NEUROTRANSMISSORES. As mais comuns são: a acetilcolina, certos aminoácidos e dentre as aminas, a noradrenalina (representada no quadro anterior).  Assim, os neurotransmissores podem ser responsáveis pelas agradáveis sensações que experimentamos como um beijo apaixonado.

Pesquise sobre o funcionamento dos neurotransmissores no nosso cérebro e aprenda mais sobre como a ciência interpreta o nosso corpo e tudo que fazemos no dia a dia.

Mais uma dica: as representações de moléculas orgânicas aparecem constantemente nas questões do ENEM!

Para saber mais sobre moléculas orgânicas, conheça os conteúdos digitais do AEW:

Construa uma molécula:

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudosdigitais/conteudo/exibir/id/2286

Chemtool:

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/427

Construtor de moléculas:

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/1427

 

Fonte: Química / vários autores. – Curitiba: SEED-PR, 2006. – p. 248

Disponível em: http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/livro_didatico/quimica.pdf

Cine PW: Sem Censura- Especial Acessibilidade

Oi, pessoal! Tudo bem? Hoje, a minha dica para o Cine PW é a edição especial do programa Sem Censura, da TV Brasil, cujo tema em destaque é a acessibilidade. A apresentadora Leda Nagle reúne pessoas que nasceram com limitações físicas ou sofreram acidentes que ocasionaram tal situação, bem como interessados pela causa. Durante o debate, os convidados refletem e discutem sobre políticas de inclusão no Brasil e em outros lugares do mundo.

O atleta paraolímpico Fernando Fernandes, o músico Marcelo Yuka, a arquiteta Silvana Cambiaghi (especialista em acessibilidade e autora do livro Desenho Universal), o consultor e especialista em acessibilidade, Marco Antonio Queiroz (criador dos sites Bengala Legal e Acessibilidade Legal), e a coordenadora do Projeto Cão-Guia de Cegos, Maria Lúcia Campos, falam sobre dificuldades e avanços acerca da temática. Mesmo o programa sendo de 2012, vale muito a pena conferir e tentar transformar a sociedade em que vivemos!

Tema é uma coisa; título, outra: vamos distinguir?

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está se aproximando e milhares de estudantes brasileiros devem estar, neste momento, estudando para ter um bom desempenho na avaliação, que acontecerá nos dias 8 e 9 de novembro de 2014. A redação do Enem é sempre motivo de muita especulação, principalmente no que diz respeito ao tema que será abordado. “Qual vai ser o tema deste ano?”, “Eu estou preparado (a) para dissertar sobre ele?”. Enfim, são muitos questionamentos. Contudo, você sabe distinguir “tema” de “título”?

De acordo com o documento A Redação do Enem 2013: Guia do Participante, elaborado pelo Ministério da Educação e lançado, obviamente, no ano passado, com validade para 2014, não é obrigatório colocar título na redação. O texto do Guia diz o seguinte: “O título é um elemento opcional na produção da sua redação e será considerado como linha escrita”. No entanto, como já foi dito numa outra publicação feita aqui, reflita: quando você passa por uma banca de revista ou acessa um site de notícias, o que é que chama a sua atenção para ler o conteúdo completo? Se você pensou no título, acertou! Ele serve de chamariz para que o leitor se interesse pelo texto. Então, use isso a seu favor. Elabore um título criativo e coerente com a temática e abordagem da sua redação.

Agora, é bom saber que tema e título não são palavras sinônimas. O tema é um aspecto geral; o título, um aspecto específico. Por exemplo, a escravidão é o tema do romance de Bernardo Guimarães que narra a história de uma moça branca que faz de tudo para adquirir a própria liberdade e a liberdade de seu pai ; o título de tal obra é A Escrava Isaura. Tema é o assunto. Título é a palavra ou expressão que indica e faz referência ao assunto discutido. O título deve ser retirado do tema. O contrário pode resultar na famosa “fuga do tema”.

O tema da redação do Enem de 2013 foi este: Efeitos da Implantação da Lei Seca no Brasil. Nesse sentido, respeitando os dados e informações dos textos motivadores, um bom título para a produção textual poderia ser: Lei Seca, Vida Gorda. Ou seja: o título é criativo (porque brinca com outro sentido da palavra “seca” e faz um contraponto com “gorda”. Metaforicamente, o autor quis dizer que mais vidas foram protegidas) e já traz a tese defendida pelo redator (a de que, com a implantação da lei, mais vidas foram preservadas; a quantidade de acidentes de trânsito provocados por embriaguez diminuiu e, por isso, a vida ficou “gorda”).

E você? Qual título daria? Conte pra gente! Até a próxima!

Língua Brasileira de Sinais

PW-LIBRAS-2013

De acordo com a Lei n.º 10.436, sancionada pelo então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, em 24 de abril de 2002, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é “a forma de comunicação e expressão, em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constituem [sic] um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil”.

A Libras faz parte das iniciativas do Ministério da Educação (MEC), através da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), para promover a inclusão social de pessoas com deficiência. Uma das ações dessa secretaria é o Prolibras, Programa Nacional para Certificação de Proficiência no Uso e Ensino da Língua Brasileira de Sinais-Libras e para a Certificação de Proficiência em Tradução e Interpretação da Libras/Língua Portuguesa. O Prolibras é realizado anualmente e, desde 2011, está sob a responsabilidade do Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES).

Em 2004, o MEC lançou três publicações voltadas para os (as) interessados (as) em saber um pouco mais sobre a Libras: Ensino de Língua Portuguesa para Surdos: caminhos para a prática pedagógica (volume 1), Ensino de Língua Portuguesa para Surdos: caminhos para a prática pedagógica (volume 2) e O Tradutor e Intérprete de Língua Brasileira de Sinais e Língua Portuguesa. Os livros fazem parte do Programa Nacional de Apoio à Educação dos Surdos, que tem entre seus objetivos apoiar e incentivar o desenvolvimento profissional de professores e professoras.

Algumas universidades brasileiras já oferecem o curso de graduação em Libras, como a Universidade do Estado do Pará (UEPA), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e a Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB). Em outras instituições de ensino superior da Bahia, a língua já faz parte do currículo dos cursos de Letras (Universidade Federal da Bahia e Universidade Estadual de Feira de Santana) e Pedagogia (Universidade Estadual de Feira de Santana). Além disso, a Fundação Pedro Calmon oferece cursos, através da Biblioteca Anísio Teixeira (BAT).

Até a próxima!

Sistema Internacional de Medidas

Olá Pessoal!
Escrever as unidades de medidas, segundo as normas internacionais estabelecidas é uma questão de cidadania e um dever do profissional. É muito comum encontrarmos em folders, cartazes, panfletos, revistas, jornais, etc. as unidades de medidas escritas em desacordo com esses padrões. Contudo, nada é tão desconcertante, quando isso acontece em instituições de ensino, embora ocorra também em outros órgãos públicos, em clínicas, em embalagens de produtos de todas as espécies, etc. Essa conduta pode levar à perda de credibilidade e, consequentemente, a perda de interesse pelo produto, se for o caso.

Hoje, falaremos dos equívocos cometidos em relação a escrita das unidades de medidas. Antes, porém, vamos a um breve histórico.

Em todo mundo, havia vários sistemas de unidades de medidas com diferentes unidades fundamentais, o que atrapalhava a compreensão, interpretação e o comércio entre países com sistemas diferentes. Por conta dessa divergência foi que, em 1960 a 11ª Conferência Geral de pesos e medidas (CGPM), da qual o Brasil é signatário desde 1959, criou o Sistema Internacional de Unidades (SI) com o objetivo de eliminar essa multiplicidade de padrões e unidades. Em 1971, na 14ª CGPM, foi realizado um acordo quanto a utilização de apenas uma unidade padrão para cada grandeza, onde também foram estabelecidos seus símbolos, unidades derivadas, unidades suplementares e prefixos. O CONMETRO – Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, em 12 de outubro de 1988, na Resolução nº 12, uniformizou as expressões quantitativas e metodológicas das grandezas. Eis, então o motivo pelo qual devemos escrever de acordo com o padrão adotado e assim sermos entendidos por qualquer cidadão do mundo.

É muito comum as pessoas escreverem ‘oito horas’ assim: 8hs ou 8Hs ou ainda 8H, ou suas variantes com essas simbologias, contudo, “os símbolos são invariáveis, não sendo admitido colocar, após o símbolo, seja ponto de abreviatura, seja “s” de plural, sejam sinais, letras ou índices” (CONMETRO 3.3.1a). O padrão é 8 h (ou 8 h 00), 1 h, 3 h, independente da quantidade unitária ou não, e, no caso das unidades simples (comprimento, massa, capacidade, área, volume) sempre com letra minúscula. Desejando – se escrever, por exemplo, 6 horas, 20 minutos e 30 segundos fica assim: 6 h 20 min 30 s. Escrever 6h20’30” está fora do padrão! Os símbolos (‘) e (“) de fato representam minuto e segundo, respectivamente, mas quando se trata de unidade de medida de ângulo (ou arco). Não se pode confundir com unidade de medida de tempo. Cada qual no seu quadrado!

Outra situação muito corriqueira ocorre nos restaurantes de comida a quilo (quilograma). É comum vermos o grama (g) representado por ‘gr.’ E as pessoas se referindo ao grama como ‘a grama’. O correto é falar ‘o grama’, substantivo masculino, unidade padrão de massa derivada do (SI) e não ‘a grama’ que se trata da relva que enfeita os jardins e cobre os campos de futebol oficiais, no Brasil. Pedir 200 gramas de alguma coisa é dizer “duzentos gramas dessa coisa” e não ‘duzentas’ que, aliás, é representado por 200 g e não 200 grs; 3 kg e não 3 KG (ou 3KGs). Se ligue!

Os símbolos das unidades:
i) Não têm plural – 2ms, 5hs. (Padrão: 2 m, 5 h).
ii) Não têm ponto final – 2m., 8t. (Padrão: 2 m, 8 t)
iii) Não são escritos com letras maiúsculas (casos simples) – 10Km, 12H. (padrão: 10 km, 12 h)
iv) Apresentam espaço entre o número e o símbolo – 2 m, 20 km. (Pedrão: 2 m, 20 km).

Veja, abaixo, a simbologia padrão das unidades de medidas mais comuns do nosso cotidiano:

Tempo: Unidade padrão: segundo (s); hora (h), minuto (min).
Massa: Unidade padrão: quilograma (kg); grama (g)
Capacidade: litro: l e mililitro: ml
Comprimento: Unidade padrão: metro (m), quilometro (km) e centímetro (cm), tonelada: t
Área (ou superfície): metro quadrado (m²), centímetro quadrado (cm²), quilometro quadrado (km²).
Volume: metro cúbico (m³), centímetro cúbico (cm³) e decímetro cúbico (dm³)

NOTA: A grafia adotada para quilômetro, centímetro, decímetro, embora aceita atualmente, será gradualmente extinta. Nessa publicação utilizamos a nova grafia pela regra do SI.

Outras unidades de medidas: Tensão elétrica (volt: v); Resistência elétrica (ohm: Ω); Forças (newton: N); Frequência (hertz: Hz), Potência (watt: W); Energia (joule: J); Intensidade ou Corrente elétrica (ampère: A).

Note que, o nome das unidades de medidas acima, foi escrito por extenso, com letra minúscula (volt, ohm, newton, hertz, etc.), a única exceção é o grau Celsius. Para escrevê-las no plural, basta acrescentar ‘s’ no final (volts, ohms, newtons, etc.), exceto se a unidade terminar com s, x ou z, como é o caso de hertz. Já os símbolos são escritos com letras maiúsculas, segundo o CONMETRO – Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, na Resolução nº 12, de 12 de outubro de 1988.

Para saber mais, acesse os links abaixo:
http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/531
http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/2383

Espero que, agora, você adote os padrões estabelecidos para o sistema de unidades de medidas e ajude seu próximo a fazer o mesmo.
Um abraço e até a próxima oportunidade. Tchau!

Samuel Oliveira de Jesus
Professor de Matemática da Rede Pública estadual – Rede Anísio Teixeira – IAT

Revisado por: André Soledade, João Henrique e Vanildes S. S. Jesus.

REFERÊNCIAS
WIKIPIDIA. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Grama. Acesso em 11/08/2014, às 9h46.
SULINFORMAÇÃO. Disponível em < http://www.sulinformacao.pt/2013/09/como-utilizar-corretamente-simbolos-e-nomes-de-unidades/>. Acesso em 11/08/2014, às 12h00.
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. Decreto – Lei nº 240 de 28 de fevereiro de 1967. Disponível em < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1965-1988/Del0240.htm>. Acesso em 11/08/2014, às 12h23.
NETO, Ernesto Rosa; DE MENDONÇA, Eliana Riscalla; SMITH, Maria Lúcia. Matemática Para o magistério. 6. ed. Editora Ática. São Paulo: 1995.
ELECTRÔNICA. Símbolos de Unidades Electricas SI. Disponível em http://www.electronica-pt.com/content/view/45/. Acesso em 14/08/2014, às 9h55.
EUROPA. Código de Redação Interinstitucional. Disponível em http://publications.europa.eu/code/pt/pt-5000300.htm>. Acesso em 14/08/2014, às 10h10.
CONMETRO – Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial. Resolução nº 12 de outubro de 1988. http://www.inmetro.gov.br/legislacao/resc/pdf/RESC000114.pdf. Acesso em 14/08/2014, às 10h25.
INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia. Sistema Internacional de Unidades SI. Disponível em < http://www.inmetro.gov.br/noticias/conteudo/sistema-internacional-unidades.pdf>. Acesso em: 18/08/2014, às 11h40.
BRASIL ESCOLA. Disponível em < http://www.brasilescola.com/fisica/sistema-internacional-unidades-si.htm>. Acesso em 15/08/2014, às 16h30.

“A visibilidade é uma armadilha”

Salve, turma esperta!

Hoje em dia, em praticamente todas as áreas de atuação da vida humana e em quase todos os lugares e organizações sociais, os sistemas computacionais tem sido utilizados como ferramenta para registrar e tratar dados, operacionalizar atividades e facilitar o acesso à informação, comunicação e compartilhamento de conteúdos. Os ambientes digitais, que compõem o chamado ciberespaço, possibilitam a construção de novas formas de interação e sociabilidade, sobretudo através da rapidez – quase instantaneidade – com que esse fluxo se realiza. Não podemos perder de vista, contudo, que tão importante quanto a velocidade é a forma com que nos expomos e/ou somos expostos(as) a esta enorme quantidade diária de estímulos.

O surgimento da internet está historicamente ligado à Guerra Fria, localizada entre o fim da Segunda Guerra Mundial e a extinção da União Soviética (atual Rússia), caracterizado como um período de tensões entre este país e os Estados Unidos na busca pela supremacia geopolítica e militar sobre os países em suas áreas de influência e sobre o planeta como um todo. Pesquisas inicialmente desenvolvidas pelo exército norte-americano no final da década de 1960 com o objetivo de criar um sistema de comunicação integrado entre suas agências militares e bases de pesquisa deram origem a ARPANet – sigla em inglês que pode ser traduzida como Rede de Agências para Projetos de Pesquisa Avançada – protótipo do que seria mais tarde a nossa conhecida internet.

Desde então, com a expansão do modelo para formas comerciais, as redes de troca de pacotes tem se disseminado e cada vez mais temos utilizado tal recurso. Um destes sistemas de conexão, talvez o mais conhecido da atualidade, é o World Wide Web, WWW ou simplesmente Web.

Plataformas comunicacionais com as mais variadas finalidades são hoje uma realidade relativamente acessível à maioria das pessoas: navegadores (browsers), serviços de correio eletrônico (webmails), fóruns de discussão, mensageiros ou comunicadores instantâneos (chats), redes sociais, etc.. A própria estrutura que nos permite escrever e compartilhar este texto com vocês, o blog, é uma destas. Facílimo, então, tornou-se produzir, difundir e trocar saberes e fazeres com qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo!

Infelizmente estas facilidades não parecem ter sido acompanhadas de uma reflexão mais detida, mais profunda, por parte dos(as) “navegantes” deste mar eletrônico, fundamental para uma apropriação crítica e contextualizada destes processos tecnológicos: diante da excitante novidade que nos é apresentada, que nos atiça o desejo de ver e sermos vistos, vamos comendo este melado. E nos lambuzando…

Segurança, liberdade e privacidade na internet, assim, entraram na roda como pontos estratégicos nas discussões sobre os possíveis limites éticos do ciberespaço. Escândalos envolvendo agências de informação de empresas e governos, acusadas de espionagem e mesmo invasão de dados de usuários(as) em todo o planeta, deixaram a nu a vulnerabilidade do mundo digital e a existência de interesses obscuros por trás do monitoramento das pegadas que deixamos na web. A rastreabilidade tornou-se, escancaradamente, um negócio.

Ainda que não garantam segurança total, os softwares livres são, por exemplo, uma excelente alternativa para quem se preocupa com estas questões. Por conterem em um dos seus princípios éticos/técnicos o acesso aberto ao código fonte – a arquitetura do programa ou sistema operacional – permitem, entre outras possibilidades, que os softwares sejam estudados, que se aprenda como foram construídos e que sejam, por assim dizer, “fiscalizados” por qualquer pessoa com algum conhecimento em programação.

Mas atenção, pessoal: o aspecto mais importante para entendermos este tema talvez seja a necessidade de recuperarmos a consciência de que a internet é uma rede mundial de usuários(as) de computadores conectados entre si e não meramente uma rede mundial de computadores, recolocando o ser humano em seu lugar de protagonista, artífice original deste processo, tornando-nos a todos(as) responsáveis pelos rumos, belos ou terríveis, que o mundo virtual possa tomar.

Abaixo deixamos, para reforçar esta reflexão, um trecho da obra Vigiar e Punir: nascimento da prisão, do filósofo Michel Foucault:

O princípio é conhecido: na periferia uma construção em anel; no centro, uma torre; esta é vazada de largas janelas que se abrem sobre a face interna do anel; a construção periférica é dividida em celas, cada uma atravessando toda a espessura da construção; elas têm duas janelas, uma para o interior, correspondendo às janelas da torre; outra, que dá para o exterior, permite que a luz atravesse a cela de lado a lado. Basta então colocar um vigia na torre central, e em cada cela trancar um louco, um doente, um condenado, um operário, um escolar. Pelo efeito da contraluz, pode-se perceber da torre, recortando-se exatamente sobre a claridade, as pequenas silhuetas cativas nas celas da periferia. Tantas jaulas, tantos pequenos teatros, em que cada ator está sozinho, perfeitamente individualizado e constantemente visível. O dispositivo panóptico organiza unidades espaciais que permitem ver sem parar e reconhecer imediatamente. (…) A visibilidade é uma armadilha.”

Até a próxima!

REFERÊNCIAS:

Guerra Fria: acesso em <http://www.quickiwiki.com/pt/Guerra_Fria>, aos 31/07/2014;

ARPANet: acesso em <http://www.quickiwiki.com/pt/ArpaNET>, aos 31/07/2014;

World Wide web: acesso em <http://www.quickiwiki.com/pt/World_Wide_Web>, aos 31/07/2014;

Software Livre: acesso em <https://oprofessorweb.wordpress.com/2010/10/05/9%C2%AA-dica-professor-web-fala-sobre-software-livre/>, aos 31/07/2014;

Pan-óptico: acesso em <http://www.quickiwiki.com/pt/Pan-%C3%B3ptico>, aos 31/07/2014;

FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir: nascimento da prisão. Petrópolis: Editora Vozes, 1987;

Tem boi na linha? Guia prático de combate à vigilância na internet. Acesso em <https://temboinalinha.org/>, aos 31/07/2014.

O TRABALHO E A CRIANÇA

O tema que apresento neste ensaio é uma das diversas temáticas que podemos encontrar disponíveis no AEW – Ambiente Educacional Web –, um espaço diversificado com potencial para contribuir com o trabalho de professores e estudantes.

 

O objeto escolhido tem como tema: SALTO PARA O FUTURO – EDUCAÇÃO E TRABALHO INFANTIL – PGM 2 – TRABALHO INFANTIL E DESEMPENHO ESCOLAR. Logo, a partir do tema macro “TRABALHO”, apresentamos um objeto que tem como eixo norteador um subtema, ora denominado como “TRABALHO INFANTIL”. Este objeto nos convida a refletir sobre a relação da criança com o espaço educacional e o trabalho, as demandas e necessidades no período da infância e a importância da escola na vida desses sujeitos.

 

O debate proposto no vídeo convida os trabalhadores em educação a refletir sobre o potencial que a escola tem e como ela pode enfrentar o trabalho desestruturado e ilegal, que coopta os estudantes ainda na sua infância.

 

O vídeo tem a duração de aproximadamente 55 minutos e apresenta um debate qualificado com falas de especialistas e participação de educadores. Vale a pena conferir!

 

A proposta não é buscar culpados ou responsáveis, mas sim reconhecer o problema, compreender as facetas desta problemática e buscar metodologias e estratégias que permitam a todos (famílias, educadores, secretarias de diversos setores. Enfim, toda e qualquer organização que atenda a este grupo social/ crianças), coletivamente e de forma organizada colaborar com a formação de sujeitos emancipados e felizes.

 

Para concluir, ressaltamos que este objeto é um de uma série, vale a pena acessar o ambiente e consultar a série completa.

 

Abaixo, o link para iniciar suas reflexões.

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/3256

 

Acessibilidade, Matemática e Tecnologia

A acessibilidade ainda é um grande problema nos grandes centros urbanos. Trafegando pelas ruas, encontramos facilmente vagas especiais ocupadas irregularmente, rampas de acesso projetadas fora das especificações técnicas, ausências de banheiros adaptados, entre outros problemas. Conversando com um aluno portador de deficiência, ele me relatou que a maior dificuldade encontrada estava relacionada às rampas de acesso. Segundo ele, muitas delas são construídas de forma inadequada. Do bate-papo, surgiram alguns questionamentos: “Será que as rampas de acesso presentes em espaços públicos, repartições e escolas estão adequadas para os portadores de deficiência? Como saber se um local é ou não acessível? De que forma a Matemática ensinada nas escolas poderia ajudar essas pessoas?”.

A Matemática está presente em quase tudo. É possível encontrá-la nos códigos de barras, nas contas de luz, água e telefone, nas complexas equações que regem o nosso Universo e também nos projetos de rampas de acesso. Atualmente, segundo o IBGE, a cidade de Salvador possui mais de 600 mil portadores de deficiência, o que representa aproximadamente 20% dos mais de 2,8 milhões de habitantes da capital baiana.  Ainda que a Lei 5.296/04, que regulamenta a legislação da acessibilidade, garanta a inclusão dos portadores de deficiência na sociedade, percebemos que muitos espaços públicos não possuem rampas de acesso ou a construção adequada delas. Isso indica que a legislação não vem sendo cumprida, prejudicando o direito de ir e vir destes cidadãos.

A construção de rampas segue normas que são regulamentadas pela NBR 9050. Existem regras a serem seguidas na hora de determinar a inclinação de uma rampa. Esse quesito é muito importante, tendo em vista que o esforço físico dispensado por um cadeirante deve ser o mínimo possível. Segundo a Mecânica newtoniana quanto maior a inclinação da rampa, maior será a força necessária para equilibrarmos e deslocarmos um corpo sobre ela. Para a NBR 9050, o valor da inclinação da rampa é a razão entre a altura e o comprimento dela, expresso em porcentagem. Ou seja:

André Soledade. IAT
André Soledade. IAT
André Soledade. IAT
André Soledade. IAT

Por exemplo: uma rampa com 8% de inclinação é aquela em que o valor da altura corresponde a 8% do valor do comprimento. Então, quando se tem um rampa de 2m de comprimento, o desnível ou altura dela será 8% de 2m. A operação fica assim: 0,08 x 2 = 0,16m de desnível.

Muito bem, mas como saber qual é a inclinação necessária para vencer o desnível entre a rua e o acesso a uma loja, por exemplo, quando conhecemos o valor do desnível? É aí que entra a norma NBR 9050. Vejamos o que ela diz acerca da inclinação:

tabela NBR

Como podemos notar, quanto maior for a altura que se quer vencer, mais suave deverá ser a inclinação da rampa para que portadores de deficiência possam acessá-la sem dificuldade. O que justifica a dificuldade que muitos deles vivenciam ao tentarem subir rampas que não obedecem as normas da NBR 9050.

Tomemos um outro exemplo, para melhorar nossa compreensão: um estabelecimento ou mesmo uma calçada, cujo desnível é 20 cm, terá, segundo a tabela acima, uma inclinação de 8,33%. Efetuando os cálculos:

cálculos

Ao concluir os cálculos, percebemos que a rampa é muito comprida, o que pode ser comprometido pela falta de espaço para que ela seja contínua.

plano inclinado 2
Disponível em http://www.arquitetonico.ufsc.br/como-projetar-rampas

Para resolver esse problema, podemos trabalhar a rampa de acesso em segmentos, sempre colocando patamares entre eles. Assim, cada segmento vence um desnível menor do que o desnível total a ser vencido, e por isso pode ter uma inclinação um pouco maior, ocupando menos espaço. Observe que essa solução, além de resolver a questão do espaço ocupado pela rampa, possibilita ao cadeirante repousar entre um segmento e outro dela.

plano inclinado 3
Disponível em http://www.arquitetonico.ufsc.br/como-projetar-rampas

A Matemática por trás do projeto de rampas de acesso nos mostra que as aplicações da geometria plana vão muito além dos problemas de sala de aula, e que podemos, através de conceitos básicos, melhorar a vida de quem precisa enfrentar diariamente ausência de rampas em calçadas, prédios, escolas, repartições públicas, cinemas e teatros. Também é necessário estar atento às normas e especificações técnicas na hora de construi-las. Foi pensando nestes problemas, que o ativista  alemão Raul Krauthausen, criou o Wheelmap, site e aplicativo para smartphones que mapeia a acessibilidade de locais para cadeirantes, classificando-os em verdes, quando os locais são acessíveis; amarelos, quando são parcialmente acessíveis; vermelhos, quando não são acessíveis e cinza, indicando que não existem informações sobre o local, deixando que as pessoas os classifiquem, em acessíveis ou não. Uma iniciativa inédita, que visa informar quais locais públicos estão preparados para receber os portadores de deficiência.

Acessando recentemente o mapa de Salvador através do aplicativo, descobrimos que muitos locais são marcados como cinza, o que significa que nós não temos informações sobre eles, mas pode-se adicioná-las facilmente. E você vai fazer a sua parte? Baixe o aplicativo no seu smartphone ou acesse o site, e contribua com informações sobre locais públicos da nossa cidade!

Um abraço e até o próximo Matemática e cotidiano!

André Luiz Santos da Soledade

Professor de Matemática da Rede Pública Estadual

 

Referências:

http://atarde.uol.com.br/noticias/5834170, acessado em 09/01/2014

http://www.arquitetonico.ufsc.br/como-projetar-rampas, acessado em 09/01/2014

http://wheelmap.org/en/, acessado em 06/08/2014

http://tvbrasil.ebc.com.br/programaespecial/episodio/programa-especial-revela-iniciativas-de-apoio-a-acessibilidade#media-youtube-1, acessado em 06/08/2014

Educação Especial: uma questão de cidadania

Olá, galera!

Iniciamos o mês de agosto com uma temática muito interessante. Vamos “bater um papo” informativo, esclarecedor e sério sobre Educação Especial,Ética e Cidadania.Outros temas também serão discutidos durante este mês.Mas,manteremos um foco mais aguçado sobre estes acima mencionados.

O exercício da Educação Especial requisita e pressupõe direitos,logo,falamos em Cidadania. A Ética tem uma grande influência sobre a Cidadania,pois ela trata da conduta humana,e é através desta que os direitos políticos,sociais e civis do cidadão serão assegurados.É possível ,então,perceber que em determinados momentos os temas em questão podem estar entrelaçados.

O protagonista deste texto é o cidadão com necessidades especiais educacionais, que necessita de uma Educação Especial voltada para estudantes com transtornos globais de desenvolvimento e com altas habilidades/superdotação. Entretanto, ser portador de limitações e/ou transtornos nem sempre é ser ou sentir-se incapaz.

Para muitas pessoas, presenciar estudantes especiais desenvolvendo atividades que necessitam competências e habilidades complexas é motivo de admiração e espanto. Mas, a realidade mudou e esse estudante especial, principalmente, o que desde cedo encontra em sua família apoio e incentivo, vem desenvolvendo atividades diversas, surpreendentemente desmistificando estereótipos.

A Secretaria de Educação do Estado da Bahia, através de convênios firmados com Instituições Especializadas, oferece atendimento prioritário ao estudante especial em Associações, Instituto, Instituições e Federações especializadas e credenciadas.

Temos uma Legislação com decretos e Leis que dispõem sobre a Educação Especial para que esta ampare o seu público-alvo, facultando-lhe direitos diversos, como o de Atendimento Educacional Especializado (AEE), que busca,com projetos e ações atender às especificidades do estudante especial, dando-lhes condições de enfrentamento à vida através da conquista de uma autonomia que o fortaleça como cidadão sujeito de direito.

Para o cientista político Norberto Bobbio, “O Direito do cidadão é a conversão universal, em direito positivo dos direitos do ser humano”. Logo, é possível entender que Bobbio refere-se ao fato de que os direitos registrados em legislação,ou o que o valha, sejam convertidos em direitos positivos, praticados,exercidos.É fazer a teoria virar prática,e para isso é preciso uma conduta ética.

Assista ao vídeo “Adulto, cidadão e diferente (Deficiência Física)”:

 

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Este audiovisual mostra que os portadores de necessidades especiais já estão fazendo,há muito tempo o seu papel de cidadãos, assumindo compromissos, responsabilidades, fazendo a diferença em sua sociedade, quebrando paradigmas de preconceito e discriminação.

 

Até a próxima!

Prof.ª Ana Rita Medrado.

CJCC do Colégio Central realiza mostra de projetos

Estudantes participam de oficina de confecção de cartões no pátio do Colégio Estadual da Bahia (Central). Foto: Vitor Moreira

O Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC), do Colégio Estadual da Bahia (Central), realizou uma mostra de seus projetos no dia 30 de julho. O CJCC é uma iniciativa que tem como objetivo prioritário complementar a educação escolar dos estudantes do ensino médio. Na Bahia, além da unidade de Salvador, há outra em Senhor do Bonfim.

Ao todo, o CJCC do Central oferece 13 oficinas: Ciência Bruta, Embaixadores da Ciência, Contadores de História, Leitura Sonora, Papéis Interativos, Ser & Grafias, Filme, Edite e Publique, Fotografias, Conectados, Games, LabMath, Universo e seus Mistérios e Curso Básico de Piloto Virtual. Estudantes de outras instituições também podem participar das atividades.

Oficinas

A professora Camila Garcia, monitora da oficina de Games, declarou que a tônica da atividade é mostrar o lado positivo dos jogos. “O nosso objetivo é mostrar os benefícios que os jogos podem trazer, uma vez que eles auxiliam na concentração. Há também jogos educativos, que trabalham conteúdos de disciplinas como história e biologia”.

Na oficina Embaixadores da Ciência, coordenada pelo professor de biologia Jorge Bugary, os estudantes podem realizar experimentos e se tornar cientistas. Roberta Fraguas, de 15 anos, estudante da Casa Pia e Colégio dos Órfãos de São Joaquim, está passando por tal experiência. Ela criou o plástico biodegradável orgânico para embalagens de polpa de fruta. A tecnologia é feita com mandioca. “Fiz com a intenção de mudar o mundo e pensando na sustentabilidade. Temos que evitar mais lixo na atmosfera”, aconselhou. O plástico criado por Roberta é comestível e, caso a pessoa não queira comê-lo, pode descartar sem danos para a natureza.

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Embaixadores da Ciência (da esquerda para a direita): Felipe Fontes, Denise Lima, Jorge Bugary, Roberta Fraguas, Ingrid Lima e Isaac Silva. Foto: Vitor Moreira

As estudantes Denise Lima, 16 anos, do Colégio Estadual Governador Lomanto Júnior e Ingrid Lima, 15, da mesma instituição, se juntaram ao colega Isaac Silva, de 16 anos, do Colégio Modelo Luis Eduardo Magalhães, e criaram o projeto Simulando tornados: a parceria da física com o meio ambiente. “A gente queria investigar, caso houvesse um tornado aqui no Brasil, o que aconteceria”, explica Ingrid. Para simular o tornado, os estudantes usam glicerina.

Além das duas iniciativas citadas, outro projeto que integra a oficina é O clique sustentável sob a ótica de uma pinhole. “Gosto muito de fotografia e quis estudar uma forma de fazer uma câmera boa e barata. Por isso, usei o bambu, que contribui para a sustentabilidade também”, afirma Felipe Fontes, 18 anos, estudante do Colégio Central.

Artesanato

Nicole Vasconcelos e Alcicléa Marques, monitoras da oficina Papéis Interativos. Foto: Vitor Moreira

Na oficina Papéis Interativos, os estudantes podem expressar toda a criatividade que têm. Quem garante isso é Nicole Vasconcelos, uma das monitoras do espaço. “O nosso objetivo é reutilizar o lixo e transformar em arte. Usamos a técnica da papietagem, que é a junção do papel craft com cola e água, para produzir objetos”. Ficou interessado/a nas oficinas? Ligue para o telefone (71) 3243-2836 e veja como proceder para fazer a inscrição.

Até o próximo!