Copenhagen

Oi, turma! Tudo bem? O poema abaixo foi escrito por Vitor Moreira, um dos colaboradores do Blog do Professor Web. Ao acompanhar as notícias acerca da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP15), realizada em Copenhague (Dinamarca), em 2009, ele se sentiu estimulado a escrever sobre o evento. O Brasil participou das discussões. No texto, Vitor considera a forma como a humanidade trata do planeta como um “erro” e uma “rebeldia”. Na sequência, enfatiza que uma sociedade pode mostrar toda a sua fúria quando o seu império é arruinado. A destruição do meio ambiente pode suscitar até guerra entre países. Ele também não deixa de fazer críticas à apropriação dos recursos naturais pelo homem, evidenciados nestes versos: “Transforma produção em cifras/Assim aumenta sua horta”. Vitor optou, no título, em colocar o nome da capital da Dinamarca em língua inglesa.

A Dinamarca é um país que tem muita preocupação em manter uma “sociedade verde”. A cultura do ciclismo é bem desenvolvida por lá, bem como a produção de energia eólica. De acordo com dados do The official Website of Denmark, Copenhague é a primeira capital neutra em carbono no mundo.

Copenhagen

Tanta rebeldia, acaso que um dia
Tudo certo como céu que desaba em cima
De teu sossego e leva tuas quimeras
Te mostrando o teu erro durante as eras

Tua metonímia tem devorado
Um mundo que, sem saber, explorado
Mostra a fúria de um descontrolado
Após ter seu império arruinado

Faces em fases de crise e vaidade
Demora a perceber em si que ri
Em meio a fogo, terremotos
Sangue, perdas e remorsos

Fora da tua normalidade
Aprende o que menos importa
Transforma produção em cifras
Assim aumenta sua horta

Acordar ao som do metal
Ver o cinza se tonalizar verde natural
Mesmo sabendo que não verá o final
De um ciclo que busca ser normal

#FicaADica: na primeira estrofe, o 2º verso do poema de Vitor traz o seguinte: “Tudo certo como céu que desaba em cima”. Às vezes, muita gente confunde a grafia da locução adverbial em destaque. Por fazer uma associação com o advérbio “embaixo”, as pessoas costumam grafar a locução como se fosse uma palavra só, assim: “emcima” ou “encima”. Mas, a locução adverbial é escrita como está no verso do poema. O que caracteriza uma locução é exatamente o fato de ser um conjunto de duas ou mais palavras de significado distinto. Até a próxima!

Radiola PW – Xote Ecológico

Oi, pessoal! Tudo bem? Hoje, quem vai tocar na nossa radiola é o rei do baião, Luiz Gonzaga. Em 1989, ele lançou o LP Vou te matar de cheiro, no qual continha a canção Xote Ecológico. Como estamos tratando de educação ambiental neste mês, vamos conhecer melhor a letra desse xote?

 A música Xote Ecológico foi composta por Aguinaldo Batista e Luiz Gonzaga. Nos versos, os autores chamam a atenção para algumas dificuldades causadas pela poluição, que já era uma preocupação da época. Na canção, o ato de poluir é visto como algo negativo, responsável pelos desmandos como os recursos naturais. A industrialização e a ação antrópica (alterações realizadas pelos seres humanos no planeta Terra) contribuíram e contribuem para que tal problema permaneça vivo na sociedade. No final do xote, os autores citam Chico Mendes, importante ativista ambiental brasileiro, que morreu em dezembro de 1988. Num tom irônico, Aguinaldo e Gonzaga afirmam que, com tanta poluição e falta de cuidado com o ambiente, nem Chico resistiu. Ou seja, “a poluição” matou quem lutava contra ela. É importante destacar que “poluição”, nesse caso, pode muito bem ser interpretada como uma metonímia. Ela é só uma parte de algo bem maior e que, certamente, os compositores quiseram evidenciar.

 É isso aí, turma! Leiam a letra, escutem a canção e mandem as suas impressões nos comentários ou nas nossas redes sociais. Até a próxima Radiola PW!

Xote Ecológico
(Aguinaldo Batista/Luiz Gonzaga)

Não posso respirar, não posso mais nadar
A terra tá morrendo, não dá mais pra plantar
Se planta, não nasce; se nasce, não dá
Até pinga da boa é difícil de encontrar

Cadê a flor que estava ali?
Poluição comeu
E o peixe que é do mar?
Poluição comeu
E o verde onde é que está ?
Poluição comeu
Nem o Chico Mendes sobreviveu

Observação 1: Letra extraída do site oficial de Luiz Gonzaga.

Observação 2: Clique aqui e escute a canção.