II Seminário de Educação e Tecnologia: como foi o primeiro dia

O II Seminário de Educação e Tecnologia reuniu gente da Bahia e de outros cantos do Brasil. O evento uniu vários sotaques e culturas com um importante propósito: discutir e pensar o uso e a produção de mídias e tecnologias livres nas escolas. Durante os dois dias, debates, discussões e questionamentos protagonizaram a atenção dos participantes.

No dia 14 de maio, a primeira temática discutida falou sobre mídias e tecnologias educacionais livres, abordando os conceitos e as políticas públicas relacionadas. Mônica Franco, da Diretoria de Formulação de Conteúdos Educacionais do Ministério da Educação e Yuri Wanderley, colaborador da Rede Anísio Teixeira, participaram da mesa. Em sua fala, entre outras coisas, Mônica chamou a atenção para as transformações que ocorreram na educação pública brasileira para a valorização da escola como um lugar de aquisição de conhecimento. “Eu me preocupo muito com essa tendência de desvalorizar a escola e valorizar os espaços virtuais, como se a escola não fosse mais necessária”, pontuou. Yuri destacou a importância de cada pessoa utilizar as tecnologias da informação e da comunicação de forma crítica. “A gente fala de um estímulo a apropriações tecnológicas, não de inserção, de uso. Porque a gente quer propor um uso crítico, diferenciado e problematizador”. Confira tudo que foi discutido nesta mesa clicando aqui

Em seguida, Rodrigo Nejm, da Safernet; e Débora Abdalla, do Programa Onda Solidária de Inclusão Digital, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), estiveram na mesa redonda que tratava de ética e tecnologias livres na inclusão digital. De acordo com Débora, o ambiente escolar tem um importante papel nessa discussão. “A gente precisa, cada vez mais, da escola e dos professores para orientar todo esse uso de tecnologia. O papel da escola é questionar, problematizar. Isso é ética”. Rodrigo considera a combinação de ética e tecnologia como uma temática que sempre deve ser discutida: “É necessário incorporar questões de ética e cidadania dentro e fora dos ambientes escolares, mesmo sendo um desafio”. Para assistir a íntegra desta mesa, clique aqui.

Veja o vídeo completo do turno da manhã e compartilhe conosco as suas impressões.

No turno vespertino, os destaques foram as sessões de compartilhamento, encabeçadas por professoras da rede estadual de ensino. Magaly Alencar, do Centro Estadual de Educação Magalhães Neto, apresentou o trabalho A Tecnologia Facilitando o Conhecimento; Huda Santiago, do Colégio Estadual Aristides Cedraz de Oliveira, compartilhou com o público o projeto Comunicação, Interação e Aprendizagem; e Elisabeth Amorim, do Colégio Estadual Lauro Farani Pedreira de Freitas, falou sobre A Literatura em Rede: o texto escapando da sala de aula.

Outro destaque da tarde foi o lançamento do programa Intervalo, com os educadores da TV Anísio Teixeira. O Intervalo é um programa feito com a comunidade escolar, para a comunidade escolar e sobre a comunidade escolar. É composto de nove quadros (Minha Escola, Meu Lugar, Ser Professor, Cotidiano, EmCenAção, Faça Acontecer, Gramofone, Diversidades, Histórias da Bahia e Filmei!), cada um com quatro minutos de duração. Toni Couto, colaborador da TV Anísio Teixeira, enfatizou que toda a equipe se esforçou para que os programas não ficassem maçantes. “Nós nos esforçamos para que o conteúdo não chegasse ao estudante como mais uma videoaula. Os quadros do Intervalo são de caráter lúdico e pretende plantar uma semente para que o estudante floresça como indivíduo”.

As discussões foram encerradas com a mesa redonda que discutiu as formas de apropriação da linguagem audiovisual pela comunidade escolar. Toni Couto (da TV Anísio Teixeira), Nide Nobre (da Coordenação de Projetos Intersetoriais da Secretaria da Educação da Bahia), Beto Severino (da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/UFBA)) e José Araripe Júnior (do Irdeb/Secom) foram os responsáveis pelo debate. Araripe Júnior, em seu discurso, fez questão de esclarecer que não é apenas os equipamentos eletrônicos que devem ser considerados como tecnologia. “Há uma mistificação de que a tecnologia é tudo aquilo que é eletrônico. O garfo e o lápis são instrumentos tecnológicos. Foi a compreensão do mundo, a partir das nossas ferramentas, que nos permitiu evoluir”. Já Nide Nobre, que coordena os projetos culturais (AVE, EPA, TAL, Face e Prove) promovidos pela Secretaria da Educação nas escolas públicas, acredita que o aspecto cultural é indispensável no processo educativo: “Não há mais como dissociar a educação da vida. A educação pós-moderna é aquela que deve ser retomada a partir da vida cultural. A gente tem que entender o estudante como sujeito de criação, não há mais lugar para ele ser visto como objeto de consumo”, avaliou. Beto Severino chamou a atenção para o caráter autônomo proporcionado pelo uso de audiovisual no ambiente educativo . “O audiovisual, como ferramenta nas escolas, pode contribuir para que nós possamos ver outras coisas; mas, mais importante, para que possamos nos ver fazendo outras coisas. A noção de emissor e receptor já está bastante enfraquecida na contemporaneidade. Cada vez mais, nós somos produtores”.

                                                   

Para encerrar as atividades do dia, houve uma apresentação cultural com os professores e colaboradores do programa Intervalo: Carlos Barros, Elton Prata, Andréa Prata e Carlos Leal.

É isso aí! Foi muito bom poder compartilhar com vocês mais este momento de ensino, aprendizagem e colaboração. Até mais!

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