Escrito na pele

Olá, pessoal! Tudo bem? Uma das características mais evidentes entre os povos indígenas é o uso de pinturas pelo corpo. Essas pinturas são parte da identificação e representação cultural de cada povo. Elas são carregadas de valores simbólicos e representativos, que se distinguem de uma cultura para outra. Entretanto, é possível relacioná-las à atualização e manutenção da cultura, evitando a extinção de seus valores.

Será que as pinturas dos povos indígenas têm apenas significados estéticos? O que elas representam?

EtniaTupinambá de Olivença. (Foto: Peterson Azevedo)

O grafismo, como é chamada a pintura sobre o corpo, pode expressar uma série de informações sobre rituais, sistemas de hierarquias, tempos de caça, pesca ou coleta, atribuições dos indivíduos, encerramento ou iniciação numa determinada fase da vida, obrigações e etc. Funcionando como forma de expressão, as pinturas também podem ser consideradas como um sistema de escrita, uma vez que comunica e transmite conhecimento.

Ao estudar a etnia Tapirapés, no estado do Mato Grosso, o professor Vandimar Marques Damas, mestre em Cultura Visual, identificou que, nesta cultura, o grafismo serve para indicar “os indivíduos pertencentes aos grupos de caçadores e dos coletores dentro da aldeia, indica a idade de uma pessoa, e estabelece distinções desde a identificação de aspectos físicos, como uma gravidez, até a função que uma pessoa exerce na aldeia, como a função do pajé. Ademais, os estilos de grafismo também indicam o tipo de ritual ou a atividade que será realizada, se é caça ou pesca ou mesmo uma preparação para a guerra”.

É importante ressaltar que estes grafismos não são produzidos com tintas industriais. Na verdade, a matéria-prima principal são materiais e substâncias encontradas na natureza, como jenipapos, urucum, carvão e outros. De acordo com informações do site Índio Educa, o jenipapo é retirado verde e o líquido é extraído. Quando entra em contato com a pele, se transforma numa tinta preta que pode ficar na superfície epitelial por até duas semanas.

Assim como a técnica do grafismo, as culturas dos povos indígenas são ricas e diferentes, pois cada uma possui sua própria identidade. Até o nosso próximo encontro!

Fontes: UFGUNICAMP, INDIOEDUCA  e OcaDigital

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