Radiola PW – Rosas

Olá, galera esperta!

Já ouviu o grupo Atitude Feminina? O Radiola PW indica para você a música “Rosas”. Uma canção interessante que retrata uma realidade vivida por muitas mulheres no Brasil, onde essas são vítimas de violência física e psicológica de seus companheiros.


O grupo Atitude Feminina foi formado no ano 2000 e sempre esteve engajado nas questões que envolvem
violência doméstica e a discriminação contra as mulheres de classes mais humildes da sociedade. Conseguiram, através de suas letras, se destacar no movimento hip hop e com isso participar de importantes festivais da cena. Além de gravar dois discos e conquistar alguns prêmios.

A violência contra a mulher ainda é uma verdade no país, toda e qualquer política de luta contra essa realidade é valida. O hip hop do Atitude Feminina discute essas questões com música e reflexão. Um convite a repensar a sociedade e o que podemos melhorar.

http://www.youtube.com/watch?v=0h2f6NaEOmI

ATITUDE FEMININA – ROSAS

A cada quinze segundos uma mulher é agredida no Brasil.
E a realidade não é nem um pouco cor-de-rosa.
A cada ano dois milhões de mulheres são espancadas
por maridos ou namorados.

Hoje meu amor veio me visitar
E trouxe rosas para me alegrar
E com lágrimas pede pra eu voltar
Hoje o perfume eu não sinto mais
Meu amor já não me bate mais
Infelizmente eu descanso em paz!

Tudo era lindo no começo, lembra?
Das coisas que me falou que era bom, sedução
Uma história de amor
Vários planos, desejo, ilusão
E daí?
Não tinha nada a perder
Queria sair dali
No lugar onde eu morava me sentia tão só
Aquele cheiro de maconha e o barulho de dominó
A molecada brincava na rua
E eu cheia de esperança
De encontrar no futuro um rapaz
Sem tiroteio, vingança
E ele veio como quem não quisesse nada
Me deu um beijo e me deixou na porta de casa
Os meus olhos brilhavam estava apaixonada!
Deixa de ser criança! – a minha mãe falava
Que no começo tudo é festa e eu ignorava
Deixa eu viver meu futuro, zipá
Muda nada menina boba iludida
Sabe de nada da vida
Uma proposta ambição de ter uma família
Entreguei até a alma e ele não merecia
O meu pai embriagado nem lembrava da filha
O meu príncipe encantado meu ator principal
Me chamava de filé e eu achava legal
No começo tudo é festa
Sempre é bom lembrar!
Hoje estou feliz o meu amor veio me visitar

(Refrão)
Hoje meu amor veio me visitar
E trouxe rosas para me alegrar
E com lágrimas pede pra eu voltar
Hoje o perfume eu não sinto mais
Meu amor já não me bate mais
Infelizmente eu descanso em paz!

Numa atitude pensada sai de casa
Pra ser feliz
Não dever satisfação ser dona do meu nariz
Não agüentava mais ver a minha mãe sofredora
Levar porrada do meu pai embriagado e a toa
Meu irmão se envolvendo com as paradas erradas:
cocaína, maconha, 1 5 7
Ah, mas eu estava feliz no meu lar doce-lar

Sua roupa, olha só!
Tinha prazer de lavar
Mas alegria de pobre dura pouco, diz o ditado
Ele ficou diferente agressivo, irritado
Chegava tarde da rua aquele bafo de pinga
Batom na camisa e cheiro de rapariga
Nem um ano de casado, ajuntado sei lá
Não sei pra que cerimônia o importante é amar
Amor de tolo amor de louco, o que foi que aconteceu?
Me mandou calar a boca e não me respondeu
Insisti foi mal, ele me bateu
No outro dia me falou que se arrependeu
Quem era eu pra julgar?
Queria perdoar
Hoje estou feliz o meu amor veio me visitar

Eu tava a quatro meses grávida, ele me deu uma surra tão violenta
que eu cai, desmaiei ai quando eu acordei eu tava numa poça de
sangue assim que tinha saido da minha boca e do meu rosto
ele me catou assim pelos meus cabelos me puxou e falou:
Você vai morrer!

(Refrão)
Hoje o perfume eu não sinto mais
Meu amor já não me bate mais
Infelizmente eu descanso em paz

Quase dois anos e a rotina parecia um inferno
Que saudade da minha mãe
Desisti do colégio
A noite chega madrugada e meu amor não vinha
Quanto mais demorava, preocupada mais eu temia
Não estava aguentando aquela situação
Mais hoje tudo vai mudar ele querendo ou não
Deus havia me escutado há uns dois meses atrás
Aquele filho na barriga era esperança de paz
Tantos conselhos me deram de nada adiantou
Era a mulher mais feliz, o meu amor chegou
Que pena!
Novamente embriagado.
Aquele cheiro de maconha
Inconfundível, é claro
Tentei acalma-lo ele ficou irritado
Começou a quebrar tudo loucamente lombrado
Eu falei que estava grávida ele não me escutou
Me bateu novamente mais dessa vez não parou
Vários socos na barriga, lá se vai a esperança
O sangue escorre no chão, perdi a minha criança
Aquele monstro que um dia prometeu me amar
Parecia incontrolável eu não pude evitar
Talvez se eu tivesse o denunciado
Talvez se eu tivesse o deixado de lado
Agora é tarde
Na cama do hospital
Hemorragia interna o meu estado era mal
O sonho havia acabado e os batimentos também
A esperança se foi pra todo sempre, amém!
Hoje meu amor implora pra eu voltar
Ajoelhado, chorando
Infelizmente não da
Agora estou feliz ele veio me visitar
É dia de finados, muito tarde pra chorar.

(Refrão)
Hoje meu amor veio me visitar
E trouxe rosas para me alegrar
E com lágrimas pede pra eu voltar
Hoje o perfume eu não sinto mais
Meu amor já não me bate mais
Infelizmente eu descanso em paz!

É muito importante que o limite seja posto pela mulher
Não vou aceitar uma situação de violência dentro da minha casa!

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Instituições de atenção às diversidades

Olá, pessoal.
No mês em que focamos a mulher, os gêneros e as sexualidades, não poderíamos deixar de falar de algumas ações promovidas em favor destes grupos. Catalogamos e compartilhamos com vocês uma séria de instituições, projetos e ações atuantes na nossa sociedade em favor da promoção de igualdade de direitos para e entre estes grupos.

Em nível federal, temos a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), que é uma das comissões permanentes da Câmara dos Deputados do Brasil para analisar os assuntos e propostas legislativas a ela pertinentes cujas ações devem receber e investigar denúncias de violação desses direitos, bem como promover, avaliar, fiscalizar e preservar os direitos referentes às minorias étnicas e sociais. A Secretaria dos Diretos Humanos, está presente em quase todos os aspectos da vida pública e também lança seu olhar sobre os direitos das chamadas “minorias”, como LGBT.

Índice

Ainda nacionalmente, contamos com as ações da SPM – Secretaria de Políticas para as Mulheres, que se ramifica em nível estadual e, em Salvador por exemplo, conta com uma superintendência cujos objetivos e ações de intervenção são compartilhados por estas instâncias, entre eles, fazer valer as leis de incentivo ao respeito e equidade entre os gêneros e assegurar a participação feminina na construção/transformação social.

Para as relações educativas, existem ações e instituições que, além de debater e fomentar as discussões, trabalham assegurando a implantação de uma sociedade mais justa e igualitária para todas/os, através de capacitações e formações oferecidas a estudantes, educadores/as, militantes sociais e pessoas dos diversos setores da sociedade.

Entre estas oportunidades de educação para uma sociedade com igualdade de gêneros e respeito às sexualidades estão o Ser-tão – o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gênero e Sexualidade da Universidade Federal de Goiás (UFG). Na Bahia contamos com o NEIM – Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher da Universidade Federal da Bahia e o DIADORIM – Núcleo de Estudo de Gênero e Sexualidade (NugSex, da Universidade de Estado da Bahia. Ambos oferecem cursos de extensão, formando especialistas em Políticas Públicas de Gênero e Raça, mestre e doutores na temática. Em 2009, um importante passo foi dado no sentido de assegurar equidade, pois o NEIM passou a oferecer o Bacharelado em Gênero e Diversidade, uma graduação que objetiva formar profissionais capazes de formular, acompanhar e monitorar projetos e ações de materialização de direitos, imbuídos de uma perspectiva crítica de gênero e diversidade.

Para uma afinidade internacional dos direitos das mulheres, promoção do respeito às diversidades e promoção da igualdade a Organização das Nações Unidas – ONU, possui entidades internas que focam suas ações neste sentido. Citamos duas delas: a ONU Mulheres, entidade para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres e o ACNUDH, Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, responsável pela promoção da igualdade de diretos entre todas as pessoas.

Enfim, existem várias ações e grupos que colaboram para a construção de uma sociedade mais justa, acessível à todos/as, respeitosa e igualitária. Certo que ainda há muito a ser feito e conquistado, para isso contamos com você. Seja um/a multiplicador/a e construtor/a da justiça. Colabore com essa ideia. Juntos somos mais!

Valeu e até a próxima!
Fontes: NEIM, DIADORIM, SPM, ONU e Ser-tão.

As mulheres, o poder e a equiparação de gêneros

Olá, pessoal!

Dando continuidade ao debate sobre Gêneros e Sexualidades para desconstruir conceitos e adquirir novas informações, devemos lembrar as constantes lutas pela emancipação e reconhecimento dos direitos e valores sociais das mulheres.

No dicionário, a palavra gênero está com o seguinte significado: 1.Agrupamento de seres ou objetos que têm entre si características comuns.Mas será que todos os sujeitos estão submetidos às mesmas condições de direito?

Todos as pessoas são livres e dotadas de personalidade para construir sua autonomia e fazer as suas próprias escolhas, independentemente da classe social, crença, cor, etnia e gênero. Para obter e ter os direitos reconhecidos, a disputa contra os processos discriminatórios foi intensa, já que a mulher foi impedida de ocupar cargos de liderança ou liderar tais bandeiras para ser reconhecida na sociedade.

“Numa sociedade regida pelas relações de forma, é natural que os papéis de liderança se consubstanciassem [sic.] como masculinos, consolidando-se o patriarcalismo. No entanto, o estabelecimento diverso de papéis sociais não necessariamente se faz acompanhar de subjugação nas relações de gênero, pois, segundo a antropologia atual, os procederes humanos são culturalmente construídos, bem além das questões biológicas.” 1

PW-ela

Fazendo um mapeamento histórico das transformações, podemos destacar: a luta envolvendo a igualdade dos direitos trabalhistas, com a redução da carga horária de trabalho, ocorrido na greve de 1857 na cidade americana de Nova York; a conquista do voto feminino legislada em 24 de fevereiro de 1932, até mesmo a criação da lei Maria da Penha, que criminaliza a violência doméstica contra as mulheres.

As conquistas são nítidas e a maioria delas dolorosas, contando com a altivez e participação de mulheres como: Bertha LutzMaria da Penha e Luislinda Valois. Para garantir a ampliação dos direitos conquistados é preciso continuar com as reivindicações. As conquistas ainda podem ser consideradas poucas, mas junt@s temos ainda muito o que alcançar!

Lutar pela igualdade sempre que as diferenças nos discriminem; lutar pela diferença sempre que a igualdade nos descaracterize”.

Boaventura de Souza Santos

Fontes:

http://blogueirasfeministas.com/2011/12/direitos-das-mulheres/

Dicionário Priberam da Língua Portuguesa: http://www.priberam.pt/dlpo/g%C3%AAnero

1 http://www.ambitojuridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=7544  Taylisi de Souza Corrêa Leite. Advogada e professora universitária

 

PRÉ-VESTIBULAR GRATUITO

Aí galera do PW!

As inscrições para o cursinho pré-vestibular gratuito Universidade para Todos foram iniciadas na terça-feira (25/03), e seguem até o dia 1º de abril. Para se candidatar a uma das 21.785 vagas, o interessado deve se inscrever exclusivamente pela internet. O projeto, da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, é desenvolvido em parceria com a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Universidade Estadual da Bahia (Uneb) e com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).

Acesse a página do Universidade para Todos, clicando aqui e se inscreva.

Pode participar da iniciativa o estudante que estiver regularmente matriculado no 3º ano do ensino médio regular seriado, ou no 4º ano da educação profissional integrada ao ensino médio da rede pública estadual e/ou municipal da Bahia, tenha cursado, em escola pública municipal e/ou estadual da Bahia, o ensino fundamental (5ª a 8ª séries, atual 6º ao 9º ano ou modalidades correspondentes, e 1ª e 2ª séries do ensino médio regular ou modalidades correspondentes), egresso da rede pública estadual e/ou municipal da Bahia e tenha cursado, em escola pública municipal e/ou estadual da Bahia, o ensino fundamental e médio, regular seriado ou modalidades correspondentes. O candidato poderá esclarecer as dúvidas referentes à sua inscrição por meio do telefone 0800 285 8000, que funcionará de segunda a sexta-feira, das 08h30 às 12h e das 13h30 às 18h, ou pelo e-mail: upt@educação.ba.gov.br.

Um abraço e até logo!

Cine PW: Carolina Maria de Jesus

Olá, pessoal! Vamos fazer um Cine PW um pouco diferente hoje. Selecionamos três vídeos/documentários e convidamos você a conhecer uma mulher que viveu e adotou uma postura a frente de seu tempo, lutando por justiça social como pouc@s que já lutaram e ainda lutam Brasil afora: Carolina Maria de Jesus. Vamos lá?

Inquieta, explosiva, atrevida, petulante, corajosa, arredia e rebelde. Esses são alguns dos adjetivos que críticos e admiradores utilizam para descrever a personalidade autêntica de Carolina, escritora mineira, negra, favelada e de pouca escolaridade.

Bitita, como era chamada desde a infância, saiu de Sacramento-MG, cidade onde nasceu, tão logo sua mãe morrera, em direção a São Paulo, indo parar na favela de Canindé. A princípio, trabalhou como doméstica, mas logo precisou abrir mão desta forma de sobreviver, restando como alternativa catar resíduos descartados pelas ruas da cidade. Morou num barraco construído com materiais encontrados nas ruas, forma com a qual, por muitos anos, manteve a si e a seus três filhos – os quais criou sozinha por decisão própria, uma vez que não se sujeitava aos padrões sociais destinados às mulheres de sua época.

Apesar da pouca escolaridade, ela se interessava muito pelos papéis que recolhia (livros, jornais, revistas e cadernos) em meio a outros materiais.    Àqueles, em especial, dava destino específico: separava-os para suas leituras em busca de conhecimento e para os registros sobre sua vida, coisa que fazia sempre que sentia necessidade de escrever.


Carolina foi revelada pelo jornalista Audálio Dantas, quando este esteve em Canindé para uma reportagem sobre a ordem de desocupação em função da construção de uma rodovia. Já tendo conhecimento de quem era Carolina e sobre a obra dela, Dantas sugeriu à escritora que publicasse os seus registros. A princípio, ela resistiu, mas com o tempo aceitou a ideia.

Em “Quarto de despejo: diário de uma favelada” (1960), a escritora conta detalhes das angústias que os moradores de uma favela sentem e como a pobreza e o desespero podem levar pessoas boas a trair seus princípios, para assim conseguir comida para as suas famílias. O nome do livro foi inspirado numa fala da escritora: “Quando estou na cidade tenho a impressão que estou na sala de visita com seus lustres de cristais, seus tapetes de ‘viludo’, almofadas de ‘sitim’. E quando estou na favela tenho a impressão que sou um objeto fora de uso, digno de estar num quarto de despejo”.

A obra tornou-se um best seller dos anos 60 e 70, com tradução em treze idiomas e para mais de quarenta países. Além desta, produziu outras publicações: “Casa de Alvenaria” (1961) – inspirada no período em que, após o sucesso internacional, conquistou a casa própria onde viveu os últimos anos de sua vida; “Pedaços de fome” (1963) e ainda os livros póstumos Diário de Bitita (1986) e “Meu estranho diário” (1996). Ela também escreveu peças de teatro, poemas (abaixo) e canções, todos com temáticas relacionadas à sua vida miserável e seu sonho de tornar-se cantora e atriz.


Este ano, Carolina Maria de Jesus completaria seu centenário e hoje o Museu Afro Brasil, possui uma biblioteca cuja é Carolina Maria de Jesus e onde se encontra obras disponíveis para download. Para fim de homenageá-la, reconhecer e disseminar ainda mais sua importância para a história e para a literatura nacional, damos a essa célebre escritora dos favelados mais este espaço. Com o intuito é o de compartilhar com tod@s a história e as obras dela, segue abaixo o curta-metragem “O Papel e mar”, adaptação do diretor Luiz Antônio Pilar para a obra da autora que leva o mesmo nome. Apesar de sua célebre obra ter repercutido bastante, Carolina morreu como viveu: pobre.

“A tontura da fome é pior que a tontura do álcool. A tontura do álcool nos impele a cantar. Mas a da fome nos faz tremer. Percebi que é horrível só ter ar dentro do estômago.” Trecho de Quarto de Despejo.

Fontes:  A Cor da CulturaWikipedia, Labjor, Blogueiras Negras, Fundação Palmares.

Isadora Faber e Malala Yousafzai: Adolescentes feministas

Olá, Amig@s!!!

Vivemos em uma sociedade de infinitas transformações e aqui faremos uma reflexão, sobretudo quanto às contribuições de duas adolescentes, de comportamentos feministas e do quanto repercutem suas ações e ideias para as mudanças de nossa realidade contemporânea.

Conversaremos agora sobre duas personagens sociais que tiveram suas ações repercutidas nacional e internacionalmente. Pessoas que pretenderam, com suas ações, contribuir para a transformação da realidade imposta historicamente, de uma cultura que oprime e domina o comportamento humano quanto à busca de seus direitos como indivíduos sociais, para um mundo mais justo e oportuno para tod@s.

Malala_yousafzai.Iniciamos com Malala Yousafzai, uma adolescente paquistanesa, hoje com 16 anos, que depois de criar um blog repercutido nas mídias mundiais, onde tratava do papel social das mulheres na sua cultura e, principalmente, reforçava o acesso à educação, no blog ela destaca a condição de que em seu país as mulheres não tem direito aos estudos. Mesmo utilizando um pseudônimo, seu protesto repercutiu num importante noticiário inglês, que realizou com ela uma reportagem sobre esta realidade e Malala fez um depoimento que quase lhe custou a vida.

Durante o retorno de um curso que realizava ela sofre uma tentativa de assassinato, sendo acometida por um tiro na cabeça e outro no ombro; felizmente não morreu e recebe ajuda médica internacional. Depois de toda repercussão e já tratada dos ferimentos ela foi convidada para discursar na Assembleia das Organizações das Nações Unidas ONU, em 12 de julho de 2013, que coincidiu com seu aniversario. Iniciou sua fala com uma importante declaração: “Vamos pegar nossos livros e canetas. Eles são nossas armas mais poderosas. Uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo. A educação é a única solução”. […].

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A outra adolescente que tratamos é brasileira, moradora da capital catarinense – Florianópolis e estudante de escola publica. Isadora Faber, que em julho de 2012, aos seus 13 anos, decidiu criar uma página numa rede social com o título: Diário de Classe, A verdade. Nela colocava a realidade de abandono e descaso que sua escola enfrentava, iniciou tratando dos equipamentos com defeitos que davam choques elétricos nos estudantes, portas sem maçanetas, salas sem ventilação e ventiladores, dos tratos e comportamentos dos professores e demais profissionais da escola, dentre tantos outros casos. A principio ela foi rechaçada, vítima de bullying e até sua casa foi atingida, o detalhe é que a família forneceu a ela todo apoio possível.

No início um representante da secretaria de educação visitou a escola e garantiu a realização dos reparos na condição que ela postasse as realizações, ainda assim ele não retornou e os serviços não foram realizados, então ela seguiu postando a situação que seguia, chegando ao ponto de uma professora planejar e aplicar uma aula pautando política e internet, “ela informou que os alunos não deviam falar dos professores na rede” afirmou Isadora.

Depois de um tempo algumas coisas foram aos poucos sendo reparadas e as opiniões de Isadora, postadas no blog, já são bem aceitas na escola. “Gostaria que estudantes do mundo inteiro tivessem direito e acesso a uma educação digna e moderna. Tenho certeza que, se todo mundo fizer um pouquinho, juntos poderemos dar a educação, e assim, deixaremos o planeta mais justo e melhor para todos”, diz. Depoimento de Isadora, sobre educação, em um site brasileiro.

O blog, atualmente com mais de meio bilhão de acessos, repercutiu para além da escola, da cidade e até mesmo do estado de Santa Catarina e hoje Isadora com a colaboração de amigos criou uma ONG com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento da educação em seu estado. Servindo de exemplo para muitos estudantes Brasil afora.

Malala Yousafzai e Isadora Faber são personagens de enriquecedores exemplos, servindo como fonte para análise do uso responsável, livre e positivo das mídias digitais para cobrar a atuação das políticas públicas e, além disso, quanto à atuação feminina que transforma nossa sociedade globalizada e contemporânea, ainda que elas sejam muito jovens.

Valeu e até a próxima!!!

Fontes: Wikipédia, Site Oficial

Radiola PW – Masculino e feminino

E aí, galera!

Para iniciar o mês de março, que aborda o tema “Gêneros e Sexualidades”, o Radiola PW indica a música “Masculino e feminino”, escrita por Pepeu Gomes em parceria com Baby Consuelo e Didi Gomes. A canção pertence ao disco homônimo lançado em 1983.

Pepeu Gomes é um importante músico baiano, participou da banda Novos Baianos e é uma referência nacional quando o assunto é guitarra. Em carreira solo, lançou 16 discos e em 1988 foi considerado, pela revista Guitar World, como um dos dez melhores guitarristas do mundo na categoria “world music”.

Pepeu Gomes / Foto: Secult

A letra da música traz uma provocação sobre os paradigmas e estereótipos que envolvem os gêneros, tentando desconstruir conceitos socialmente estruturados sobre o universo do homem e da mulher. A ideia é desmontar tudo que possa ser um padrão que difere o masculino do feminino, o que nos faz pensar sobre esse fator como discriminação.

Essa música surge numa época em que ocorre a explosão da androginia no mundo, fenômeno que consiste em misturar características culturais dos universos feminino e masculino, principalmente aos aspectos físicos e na esfera da moda. Longe da distração causada pela catarse que a canção proporciona, podemos construir um discurso bastante interessante para o nosso mês temático. Afinal, ser um homem feminino afeta o seu lado masculino?

Masculino e feminino

 Ôu! Ôu!
Ser um homem feminino
Não fere o meu lado masculino
Se Deus é menina e menino
Sou Masculino e Feminino…
Olhei tudo que aprendi
E um belo
dia eu vi…


Que ser um homem feminino
Não fere o meu lado masculino
Se Deus é menina e menino
Sou Masculino e Feminino…

Olhei tudo que aprendi
E um belo dia eu vi
Uh! Uh! Uh! Uh…


E vem de lá!
O meu sentimento de ser
E vem de lá!
O meu sentimento de ser
Meu coração!
Mensageiro vem me dizer
Meu coração!
Mensageiro vem me dizer…


Salve, salve a alegria
A pureza e a fantasia
Salve, salve a alegria
A pureza e a fantasia…

Olhei tudo que aprendi
E um belo dia eu vi
Uh! Uh! Uh! Uh…


Que ser um homem feminino
Não fere o meu lado masculino
Se Deus é menina e menino
Sou Masculino e Feminino…


Vou assim todo o tempo
Vivendo e aprendendo
Ôu!…


E vem de lá!
O meu sentimento de ser
E vem de lá!
o meu sentimento de ser
Meu coração!
Mensageiro vem me dizer
Meu coração!
Mensageiro vem me dizer
Ôu! Ôu! Uh!…