PW é presença confirmada no 2º Encontro Estudantil de Ciência, Arte, Esporte e Cultura – Todos pela Escola

Olá, turma!

Confirmando nossa presença no 2º Encontro Estudantil de Ciência, Arte, Esporte e Cultura – Todos pela Escola, que acontece de 27 à 29 de novembro na Arena Fonte Nova. O Encontro marca a culminância de projetos estruturantes realizados nas escolas da rede durante o ano letivo, com mais de um milhão de estudantes do Estado. E gostaríamos de convidar você para se juntar a nós e compartilhar de mais este espaço de colaboração.

O Professor Web e sua equipe estará no espaço Tenda Digital e terá a honra de receber e dialogar com tod@s, na perspectiva da colaboração mútua. Não deixe de interagir e participar conosco das atividades. Montamos um espaço espacialmente para te receber! Teremos atividades com música, jogos e desafios.

A abertura oficial acontece na quarta-feira, às 9h, com a participação do governador do Estado da Bahia, Jaques Wagner, do secretário da Educação, Osvaldo Barreto, autoridades e artistas. As atividades se iniciam com a apresentação do grupo Samba de Nicinha – Raízes de Santo Amaro, que exalta a diversidade das manifestações populares. Em seguida, acontece a roda de abertura Recado da Primavera, quando os estudantes participantes serão recepcionados por professores de diversas áreas, como música e literatura, para um grande bate-papo sobre os saberes. Já o encerramento acontece na sexta-feira, às 18h30, com a 6ª edição do Festival Anual da Canção Estudantil (Face), que contará, também, com show da cantora baiana Ju Moraes.

Você pode acompanhar a programação completa para se organizar melhor e marcar presença conosco. Não falte!

Fonte: Portal da Educação

Um conto para fazer o pensamento ir além

 O livro Nas asas da liberdade, do escritor Rogério Andrade Barbosa, apresenta uma narrativa comovente, ao contar a história de uma comunidade africana denominada “Gullah”, na qual a população tinha o poder de voar. Os negros da Gullah, que recebiam esse nome por serem oriundos da Angola,  tinham conhecimentos sobrenaturais e asas da cor do ébano. A história une fantasia e traços da realidade, principalmente quando fala de sofrimento e de escravidão.

Foto: Raulino Júnior

O conto de Rogério Andrade Barbosa emociona quando coloca o leitor em contato com a história de um negro idoso Gullah, que era sábio e ensinava aos mais novos uma estratégia infalível para eles se livrarem do mal (no caso, a repressão e a subserviência): voar. Invocando a melodia “Kum buba yali tambe…”, herdada de seus ancestrais, o velho Gullah trazia esperança para aqueles que tinham como destino ser “mercadoria” num navio negreiro qualquer.

No desfecho do conto, o velho Gullah deixa uma mensagem simples, mas bem importante: “Eu sonhei que no futuro as pessoas não serão julgadas pela cor de sua pele e que as crianças negras e bancas darão as mãos e brincarão como irmãos e irmãs”. É bem por aí.

 Sobre o autor

Rogério Andrade Barbosa é professor e escritor. Formou-se em Letras pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e fez pós-graduação em Literatura Infantil Brasileira na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Referência: BARBOSA, Rogério Andrade. Nas asas da liberdade. São Paulo: Biruta, 2006, 24p.

ARTE AFRICANA

Olá,galera!

A Arte Africana é o retratar da vida dos povos africanos, de suas sociedades. Nada é por acaso. Arte vibrante, informativa e cultural que transcende a beleza de sua estética para revelar, contar, repousar , perpetuar e sedimentar sua história.De extrema sensibilidade,é uma arte funcional e simbólica.

Os africanos buscam na natureza, no elemento animal, muito de sua inspiração. Fazem um dinâmico registro de sua história representado em pintura, escultura, adorno, roupa, máscara, culinária, urna funerária, tecido,dança, etc…,exibindo elementos que representam e suscitam interpretações.

A Etnografia, através de elementos plásticos e estruturais, como: simetria,horizontalidade,material usado para sua elaboração,acabamento da peça de arte,código cromático,etc…,possibilita a leitura da arte africana trazendo informações referentes a diversos aspectos de sua cultura como: A ancestralidade de seu povo;a tradição presente em um adorno feito de folhas ;a intenção representada em uma máscara ;a identidade presente em um colar de contas e sua composição cromática,entre outros.

A presença da figura humana é uma constante desta arte representada em pinturas e esculturas, havendo sempre uma preocupação com os valores religiosos, morais e éticos.Há arte  no cantar, no dançar, no gestual, nas roupas e nos adereços usados.

Saiba mais, assista  vídeoaula Arte Africana, do projeto Ensino Médio com intermediação tecnológica(EMITEC) da Secretaria de Educação do Estado da Bahia.

ANA RITA

Representante de belíssima estética, a arte africana está para além belezas artísticas.Etnologicamente traz uma carga de  significados e significâncias inerentes ao seu  Continente,já que o “DNA” de uma arte depende do espaço de sua criação,da interação entre os povos neste espaço,da subjetividade e intenção que permeiam e acompanham a tudo e a todos.

 REFERÊNCIAS:

  • Texto elaborado a partir das aulas do Módulo “Artes Africanas, saberes e herança cultural” ministrado pelo Prof.º Mestre Jaime Sodré,do curso de Especialização em Arte e Educação:Cultura brasileira e linguagem artísticas contemporâneas/2013 – Escola de Belas Artes UFBA.
  • Videoaula  ARTE AFRICANA disponível em: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/2468

A crítica e a resistência na arte do Bando de Teatro Olodum

O Bando de Teatro Olodum foi fundado em outubro de 1990; o espetáculo Cabaré da RRRRRaça esteve envolvido numa polêmica mesmo antes de estrear;  hoje em dia, não existe nenhum vínculo entre  a banda Olodum e o Bando. Essas e outras informações estão presentes na estimulante biografia O Teatro do Bando: negro, baiano e popular, escrita pelo jornalista soteropolitano Marcos Uzel. Nela, Marcos convida o leitor a fazer um passeio por toda a trajetória do grupo criado por Márcio Meirelles e Chica Carelli. “A intenção é que sirva como um documento para a memória do teatro baiano”, é o que afirma Uzel, numas das páginas da obra, lançada em 2003.

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Foto: Vitor Moreira

O Bando de Teatro Olodum nasceu de uma inquietação da conhecida banda afro, que, com o nome consolidado no âmbito musical, queria estender as suas ações na área de teatro e de dança. Para isso, no segundo semestre de 1990, convocou o diretor teatral Márcio Meirelles para comandar a audição que escolheria os atores do novo projeto. A Casa do Benin, no Pelourinho, serviu de local para os testes dos jovens baianos, negros em sua maioria, que queriam agarrar aquela oportunidade. Em 25 de janeiro de 1991, o Bando estreava o primeiro espetáculo, intitulado Essa é nossa praia.

Uma das características mais evidentes no trabalho do Bando de Teatro Olodum é a discussão crítica sobre o lugar do negro na sociedade brasileira. Isso, inclusive, motivou a escolha do nome, uma sugestão de Márcio Meirelles. Quando ele deu a ideia de batizar o grupo com o termo “bando”, boa parte do elenco não gostou, porque achava que as pessoas iam associar a algo negativo. Mas Márcio argumentou e, mesmo sem agradar a todos, o nome foi aceito. De acordo com Marcos Uzel, “ a expressão dava a ideia de reunião de pessoas e era uma referência à turma de escravos que fugia das senzalas para os quilombos”.

Na narrativa, Uzel fala sobre os desafios que o grupo teve ao longo dos anos, as premiações, a montagem de textos clássicos, como Sonho de uma noite de verão, de Shakespeare, e a importância do Bando para a arte brasileira e autoestima da população negra. O autor enfatiza também as peças do grupo que foram bem-sucedidas, como Ó pai ó! e Cabaré da RRRRRaça. Cabaré, que é o maior sucesso de público do Bando, já nasceu com polêmica: Márcio Meirelles e o elenco resolveram que os ingressos dos espectadores que se assumissem como negros, durante a temporada da peça, custariam metade do preço. Isso teve repercussão nacional negativa e marcou o rompimento definitivo do pouco vínculo que existia entre a companhia teatral e a banda Olodum. Hoje, a única coisa em comum entre a banda e o Bando, é o nome.

Ao longo dos anos, o Bando revelou nomes como Leno Sacramento, Arlete Dias, Rejane Maia, Jorge Washington, Valdinéia Soriano, Cásia Valle, Lázaro Ramos, Érico Brás, Virgínia Rodrigues e Auristela Sá. O grupo segue escrevendo uma importante história nas artes cênicas do Brasil e na luta pela igualdade social.

Referência: UZEL, Marcos. O teatro do Bando: negro, baiano e popular. Salvador: P555 Edições, 2003, 294p. (Cadernos do Vila).

RADIOLA PW: QUILOMBO, O ELDORADO NEGRO

https://www.youtube.com/watch?v=W75Q1NZBHVk

Olá, galera esperta!

Hoje é dia de Radiola PW e a música escolhida é “Quilombo, O Eldorado Negro”, do mestre da música popular brasileira, Gilberto Gil. Esse samba conta a importância do surgimento dos quilombos, enquanto um grupo ou comunidade, que trazia, além da revolução, uma nova proposta contra a estrutura hegemônica daquele momento. Gil chama o quilombo de Eldorado, que representa uma antiga lenda indígena contada aos espanhóis sobre uma cidade com construções maciças de ouro. Nesse caso, o Eldorado Negro traria a ideia de uma nova realidade aos quilombolas, juntamente com o “…clarão do sol da liberdade…”. O compositor baiano também enfatiza a luta que os quilombos tiveram de enfrentar para se manterem firmes, quando ele diz:

“…Quilombo
Que todos fizeram com todos os santos zelando
Quilombo
Que todos regaram com todas as águas do pranto
Quilombo
Que todos tiveram de tombar amando e lutando
Quilombo
Que todos nós ainda hoje desejamos tanto…”

A letra é finalizada com um tom de consciência da importância desses movimentos sociais surgidos nos quilombos. A música, apesar de apresentar uma história marcada por luta e tristezas, tem uma sonoridade mais dançante e alegre, como qualquer samba. Esse encontro de alegria e dor condiz com o trecho:

“…Existiu
Um eldorado negro no Brasil
Existiu
Viveu, lutou, tombou, morreu, de novo ressurgiu
Ressurgiu
Pavão de tantas cores, carnaval do sonho meu
Renasceu
Quilombo, agora, sim, você e eu…”

Até o próximo Radiola PW, pessoal!

Luiz Gama, um baiano cheio de ideais

 A breve biografia de Luiz Gama, escrita por Myriam Fraga, em 2005, dentro da coleção “A luta de cada um”, da Biblioteca Afro-Brasileira, da editora Pallas, é um convite saboroso para conhecer um dos homens mais importantes da nossa história, sobretudo quando se fala da luta abolicionista. Filho da quitandeira Luiza Mahin, africana de origem nagô, e de um fidalgo português, Luiz Gonzaga Pinto da Gama nasceu em Salvador, em 21 de junho de 1830.

LuizGama

Foto: Vitor Moreira

Luiza, embora fosse livre, participava ativamente de levante de escravos na cidade e nos arredores. Dentre as rebeliões de que participou, a mais famosa foi a Revolta dos Malês. Os malês eram escravos muçulmanos que não se conformavam com o cativeiro e sempre tentavam fugir para os quilombos. Luiza foi educada na religião do profeta Maomé e não se dobrava facilmente. Contudo, dois anos depois, ao participar da Sabinada, viu-se obrigada a abandonar o filho para livrar-se da sanha dos vencedores. Sendo assim, deixou o pequeno Luiz, de apenas sete anos e meio, os cuidados de um pai que ele pouco conhecia e que não confiava.

Mas o fidalgo era irresponsável e não cuidou bem do menino. Aos dez anos, Luiz Gama caiu numa cilada arquitetada pelo próprio pai. Alegando um passeio de navio e usando o argumento de que o filho nunca tinha visto o transporte, ele atraiu o pequeno Luiz para uma viagem sem volta para o Rio de Janeiro. Na verdade, tinha vendido o menino para pagar dívidas.

Luiz viveu um curto período no Rio e depois foi pra São Paulo. Durante todo esse tempo, carregava a esperança de reencontrar a mãe. Na capital paulista, foi trabalhar na casa do alferes Antonio Pereira Cardoso. Lá, fez de tudo um pouco e viu sua perspectiva de vida mudar. Isso se deu porque conheceu o estudante de direito Antonio Rodrigues do Prado Júnior, que resolveu alfabetizar o jovem de dezessete anos. Luiz Gama tomou gosto pelos estudos e se aprimorava a cada dia. Nesse sentido, a sua criticidade também crescia, como Myriam afirma no seguinte trecho: “À medida que aumentavam seus conhecimentos, mais revoltado ficava com a injustiça da sociedade para com os negros e, consciente de que sua situação como escravo era ilegal, pois a mãe era uma africana liberta, decidiu-se a tentar outro rumo de vida”.

E Luiz, corajoso como a mãe, enfrentou o alferes Cardoso e pediu a própria liberdade. Como justificativa, usou o argumento de que era filho de uma negra livre. O alferes retrucou e Luiz rebateu. Como a conversa não deu em nada, ele resolveu fugir.

Depois de muita luta e de algumas prisões, conseguiu atuar como rábula (advogado sem formação acadêmica) e os seus ideais abolicionistas ficaram ainda mais fortes. Em 1857, estreou na literatura com o livro Primeiras trovas burlescas de Getulino e passou a ser mais aceito socialmente. Exerceu também atividade de jornalista e fundou vários periódicos, como o Diabo Coxo, primeiro jornal dedicado à sátira no Brasil. Casou-se com Claudina Fortunato Sampaio, com quem teve o filho Benedito Graco Pinto da Gama. Faleceu de diabetes, em São Paulo, no dia 24 de agosto de 1888. Depois de cinco anos e nove meses de sua morte, a princesa Isabel assinaria a Lei Áurea, que declarava a escravidão extinta no Brasil.

 Sobre a autora

Myriam Fraga é escritora, poetisa, jornalista e biógrafa. Integra a Academia de Letras da Bahia e o Conselho de Cultura do Estado. É diretora da Fundação Casa de Jorge Amado desde o ano em que foi criada, 1986.

Referência: FRAGA, Myriam. Luiz Gama. São Paulo: Pallas, 2005, 56p. (Coleção A Luta de Cada Um).

Cine PW: O Contador de Histórias

Salve, salve, galera!

Mais uma sessão do Cine PW, especial Novembro Negro! Hoje, trazendo a obraO Contador de Histórias‘, um filme de Luiz Villaça, baseado em fatos reais da vida de Roberto Carlos Ramos. Um garoto mineiro negro, de origem humilde e bem criativo. Ele recriava as histórias e causos de sua própria vida, a ponto de chamar a atenção da professora francesa Margherit Duvas (Maria de Medeiros), que veio ao Brasil para desenvolver sua tese de doutorado, escolhendo o pequeno Roberto para participar de sua pesquisa.

 

Roberto é o mais novo de uma família de dez irmãos e, ainda com seis anos ele é levado pela mãe à antiga FEBEM, hoje Fundação Casa Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente, com o propósito de lhe proporcionar mais oportunidades e um futuro melhor. Contudo, o menino logo vai descobrir que a realidade do local é bem diferente do que se propagava na TV e Roberto, aos poucos, perde a esperança. Com treze anos, depois de muitas fugas e retornos, ele é classificado como irrecuperável, nas palavras da diretora da entidade. Mas Margherit insiste em abrigá-lo em sua casa.

Entre conflitos e cumplicidade, a história dos dois personagens vão se fundindo e Roberto Carlos acaba recriando sua vida e seu futuro.

Hoje, Roberto é um premiado professor,  contador de histórias e escritor de livros infantis, como ‘O Dia depois de Amanhã em Minas ‘, ‘O Morro e a Morte‘ e ‘O Contador de Histórias‘. Além de também ter adotado muitos 25 filhos.

É isso aí, pessoal! Verifique a classificação indicativa e bom filme!

FONTES: Roberto Carlos Ramos, Site do Filme, Wikipédia e Youtube.