O 02 de Julho baiano – Negro é a raiz da Liberdade…

Olá, pessoal!

Pode não parecer, mas a conquista da independência baiana contou com a atuação necessária da camada popular daquele período, entre indígenas, mestiços e majoritariamente negros. A participação negra nos conflitos foi muito significativa, embora houvesse resistência a ela entre as elites libertárias, porém esta foi imposta, sobretudo pelo comandante do Exército libertador, o general Pierre Labatut, que convocou e incorporou escravizados entre obrigados e interessados; povos indígenas, muito usados nestes conflitos para o combate no interior baiano principalmente por conheceram mais a afundo as regiões; além de negros já alforriados e brancos, dentre os quais estavam os comerciantes, interessados em conquistarem autonomia e liberdade econômica. Fatos que confirmam que esta história de luta e vitória pertence ao povo mestiço da Bahia.

Bem verdade que desde aquele tempo a população esteve nas ruas para garantir seus direitos e colocar suas pautas como prioritárias na agenda política. Por isso, foi necessário, para o processo democrático, que a população ocupasse as ruas com atos no período do governo Madeira de Melo e que se planejassem de maneira organizada as ações de resistência. Neste sentido, pode-se considerar que a luta foi também uma oposição entre o branco português e os mestiços baianos, ainda que alguns senhores de engenho brancos tenham sido patrocinadores financeiros da revolta, pois a maior parte do efetivo que se rebelou a favor da liberdade naqueles dias nas ruas da capital e em localidades adjacentes ao Recôncavo, era de predominância étnica mestiça. Os libertários receberam ainda apoio das tropas vinda do Arraial da Conquista (hoje Vitória da Conquista), composta também de povos indígenas refugiados na região, ao passo que do lado dos conservadores – escravocratas, eram em maioria brancos e ricos.

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Foi somente nove meses após o grito de liberdade às margens do Ipiranga, em 02 de julho de 1823, que a população baiana conquistou a independência à custa de muito sofrimento e com a participação massiva da população que habitava a Bahia. Esta participação na revolta e as regiões onde ocorreram mais conflitos, envolvem a aŕea do recôncavo baiano, pois lá estavam os polos de riqueza do período: os engenhos de cana-de-açúcar, onde mais se investia em escravização dos negros africanos e seus descendentes brasileiros.

Mas qual o interesse de negros, brancos e mestiços nesta “independência”? Para os libertários, negociantes e comerciantes nacionais, a independência do Brasil tornava possível que eles administrassem seus negócios sem interferência da Coroa portuguesa. Para os escravos, a guerra contra os portugueses era uma oportunidade para conquistarem a alforria ou ainda para fugirem em meio à confusão e o desespero dos senhores, para os libertários a luta representava conquistar autonomia na condução do estado brasileiro que deveria se instituir, rompendo de vez a ligação com Portugal, tornando-se uma nação independente e livre.

Segundo a história oficial o desfecho desta luta vitoriosa se deu por conta de um feliz engano, onde o corneteiro Lopes, ao invés de tocar “debandar” erroneamente tocou “cavalaria, avançar e degolar”, os portugueses, acreditando na vantagem dos baianos sobre eles, fugiram, dando a vitória aos brasileiros.

FONTES: REVISTA RAÇA BRASILPORTAL 2 DE JULHO

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Criatividade não tem preço – Softwares e tutoriais livres

Olá, pessoal!

Atualmente, vivenciamos um avanço tecnológico e o uso cada vez mais acelerado das novas tecnologias. Isso nos faz pensar sobre algumas perspectivas e formas de contribuirmos, afinal o crescimento de toda a sociedade seja ela tecnológica ou não, depende da contribuição de cada um de seus indivíduos ou coletivos organizados.

O surgimento dos Softwares de licenças Livres rompeu com a lógica perversa de mercado no seguimento, que delimita o acesso dos usuários por meio de exigências econômicas, e, temos, na alternativa oferecida pelas licenças livres, além da construção colaborativa, liberdade de uso, bem como de compartilhamento, pois grande parte desses programas têm seus códigos abertos para que todos possam apontar e fazer melhorias.

Pensando em tudo isso e no quanto queremos e buscamos igualdade de acesso aos bens e serviços, compartilhamos uma série de tutorias que auxiliarão no uso e apropriação de programas livres que possibilitam a edição de áudios, vídeos e imagens. Usá-los pode significar o fortalecimento de relações justas de trabalho e partilhamento do conhecimento.

A série de vídeos em formato de tutorial foi desenvolvida com objetivo de fomentar a produção de mídias e contribuir com a comunidade escolar e demais interessados.”

Para começar, vamos aprender um pouco sobre o editor de vídeo Kdenlive, que está disponível para download no Ambiente de apoio, do repositório multidisciplinar Ambiente Educacional Web (AEW).

Confiram o tutorial  – Cliquem aqui!

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É responsabilidade de cada um de nós a propagação dos saberes, o que precisamos considerar é, de que forma o faremos e com que propósito estamos fazendo.

Abraços!

Fonte: ambiente.educacao.ba.gov.br 

Mostra Hip-Hop Consciência – Centro Cultural dos Barris

Batalha de break, graffiti ao vivo, exposição fotográfica, dicotecagem e muito rap agitam o Centro Cultural dos Barris.

 

Uma das atividades especiais do mês de junho do Espaço Xisto Bahia, a Mostra HIP-HOP CONSCIÊNCIA acontece no dia 17 de junho, às 19h, no Quadrilátero-Centro Cultural dos Barris. O evento é gratuito e irá contar com uma Batalha de Break 2vs2 (com premiação), graffiti ao vivo com Nova10ordem, discotecagem com Dj Branco, exposição fotográfica, participação do grupo de rap Fúria Consciente e das rapper’s Sil Kaila e Jamile Guerra. O evento tem curadoria de Dj Branco e Ananias Break, apoio da CMA Hip-Hop, Circuito Motiva e Irdeb.

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A Mostra Hip Hop Consciência, integra o projeto Cultura em Campo – Esporte & Arte, da SecultBA, por ocasião da Copa das Confederações.

Serviço:
Mostra Hip-Hop Consciência
Dia:
 Segunda, 17 de junho de 2013
Hora: 19 horas
Local: Quadrilátero, Centro Cultural dos Barris, Salvador/Ba
Entrada franca

Mais informações:
Xisto Bahia  (71) 3117.6156 | xisto.comunica@gmail.com
CMA Hip-Hop (71) 9151.0631 | cmahiphop007@gmail.com

DOCSETOQUE – Ações e retirada das tropas do exército brasileiro do Haiti

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O DOCSETOQUE é parte das iniciativas promovidas pelo LAVSAMB – Laboratório de Audiovisual em Saúde e Meio Ambiente da Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia da UFBA, o qual se dedica à pesquisa na área de comunicação em saúde e meio ambiente, à produção de documentários nessas áreas, bem como, a estimular o interesse dos estudantes na utilização do audiovisual como ferramenta complementar à reflexão e difusão do conhecimento científico, fomentando uma educação que contribua para a transformação da nossa sociedade, tornando-a capaz de respeitar outras formas de vida e o ambiente que a todos abriga e alimenta.

Para saber mais, acesse: http://docsetoque.blogspot.com.br

[SISU] Inscrições para segunda edição deste ano vão até sexta-feira

Os candidatos ao acesso à educação superior pública têm prazo até sexta-feira, 14, para fazer a inscrição no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação. Nesta segunda edição de 2013, o estudante pode fazer até duas opções de curso e concorrer a 39.724 vagas, oferecidas por 54 instituições de ensino superior.

O Sisu seleciona estudantes com base nas notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ao longo do período de inscrições, a classificação parcial e a nota de corte dos candidatos serão divulgadas on-line diariamente para consulta a qualquer hora do dia. No próprio sistema, o estudante pode tirar dúvidas sobre notas de corte, datas das chamadas, período de matrículas nas instituições, resultados e lista de espera.

O resultado definitivo da primeira chamada será divulgado no dia 17 próximo. Os convocados farão a matrícula nos dias 21, 24, 25 de junho. O candidato aprovado na primeira opção de curso será automaticamente retirado do sistema. Caso não faça a matrícula na instituição para a qual foi selecionado, perde a vaga.

Os selecionados com base na segunda opção ou que não atingirem a nota mínima em nenhum dos dois cursos escolhidos podem permanecer no sistema e aguardar a segunda chamada, em de julho. Nesse caso, os convocados farão a matrícula no período de 5 a 9 do mesmo mês.

Quem não for convocado em nenhuma das duas chamadas pode aderir à lista de espera, entre e 12 de julho. A convocação dos selecionados, de acordo com o cronograma, ocorrerá em 17 de julho.

 Os candidatos devem conferir a oferta de vagas na página do Sisu na internet. O Edital da Secretaria de Educação Superior (Sesu) nº 5, de 31 de maio de 2013, que define o processo de seleção unificada para o segundo semestre, foi publicado no Diário Oficial da União do dia 3 último, seção 3, página 40.

Assessoria de Comunicação Social

Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=18774

 

Dia Mundial do Meio Ambiente – “Pensar. Comer. Conservar”

Olá, pessoal!

A ONU (Organização das Nações Unidas) realiza em 2013 a 41ª edição do Dia Mundial do meio Ambiente que traz para este ano a proposta: “Pensar. Comer. Conservar”. O evento de lançamento foi realizado na Mongólia e propõe alertar para o mau uso e o desperdício de alimentos próprios para o consumo em nosso planeta. O desperdício de alimento em todo o mundo por consumidores e comerciantes tem contribuído pra grandes impactos negativos ao meio ambiente, como o aumento de emissão de carbono, desperdício de água potável e desmatamento. Além disso, essa relação de descaso e a desigual distribuição alimentar está estritamente ligada ao caos da fome no mundo.

Segundo a Pnuma e a FAO, no mundo quase 1,3 bilhão de toneladas de comida são jogadas fora a cada ano e enquanto esse desperdício continua sendo registrado, uma em cada sete pessoas no mundo passa fome e mais de 20 mil crianças com menos de 5 anos morrem todos os dias por desnutrição. Sobretudo nos países do continente africano.

A Mongólia foi escolhida por se destacar no desenvolvimento da Economia Verde, que entre outras mudanças econômicas, vem implantando o sistema agrícola de produção orgânica.

Você deve estar se perguntado, mas por que o tema se utiliza das palavras Pensar. Comer e Conservar?

Se analisarmos que todos os passos relacionados à produção e ao consumo de alimentos podem ser orientados pelo cuidado com o meio ambiente e com a preservação dos elementos naturais do planeta (que sabemos, são esgotáveis, como a vida!), o simples ato de refletir sobre o nosso consumo de alimentos contribuirá e muito para a nossa própria existência, possibilitará análises e escolhas coerentes com o objetivo de tomar decisões mais éticas e diminuirá o desperdício, você não acha?!

Vamos citar alguns exemplos pra entender melhor a proposta da ONU.

São necessários mil litros de água para produzir um litro de leite, e cada hambúrguer consome 16 mil litros de água por meio de ração para o gado, além de gases estufas serem emitidos ao longo em toda a cadeia de produção. E mais, a produção global de alimentos ocupa 25% das terras habitáveis e é responsável por 70% do consumo de água potável, 80% do desmatamento e 30% das emissões de gases poluentes – como o gás carbônico. (PNUMA, 2013).

No Brasil, o aumento na produção de alimentos para a industrialização e os destinados a alimentação de animais confinados aumenta a emissão de gás carbônico. O que significa dizer que, nem toda produção de alimentos se justifica pelo consumo diretamente humano.

A intenção da ONU é mostrar que qualquer pessoa pode adotar decisões conscientes, como a escolha de alimentos que tenham menor impacto ambiental para serem produzidos, como os orgânicos que não usam agrotóxicos e os produzidos no próprio país onde vive. “É importante pensar antes de comer e, assim, ajudar a conservar o meio ambiente”, acrescentam nos documentos a PNUMA.

E você, o que você tem a contribuir com a proposta? De que forma você pode e deve participar?

Quer saber mais sobre como você pode colaborar para uma vida global melhor? Acesse: http://www.unep.org/portuguese/wed/

Agora, se você já desenvolve ações que estejam engajadas na proposta e queira compartilhar sua ideia, acesse http://www.unep.org/portuguese/wed/ e faça sua parte!

Por tanto, Pense. Coma. Conserve. É responsabilidade sua também!

Cine PW – O veneno está na mesa

Olá, amig@s!

A relação de necessidade humana com os alimentos, passa além das questões biológicas.

Para atender e fomentar demandas do setor alimentício, produtores lançam mão de formas de produção que geram destruição da natureza e, consequentemente, trazem danos aos consumidores, um exemplo alarmante é o uso dos agrotóxicos na produção agrícola.

Embora o ideário de alimentação saudável esteja ganhando cada vez mais espaço em nossa cultura – o que é um grande passo, se pensarmos que grande parte da qualidade de vida está diretamente ligada a esse fator – nos vemos em uma verdadeira cilada no que se relaciona à qualidade dos alimentos que vão para as nossas mesas diariamente.

Estamos sendo vitimados por uma forma de produção criminosa, que em sua cadeia também enlaça os pequenos produtores, obrigando aos adeptos da agricultura familiar adequarem-se ao “esquema” de produção em larga escala, e, por conta da falta de políticas públicas, créditos financeiros, assim como amparo legal, acabam entrando nesse inescrupuloso negócio.

Para um melhor entendimento sobre esse assunto sugerimos no Cine PW desta semana o documentário – O Veneno está na mesa – que nos mostra relatos impressionantes sobre o uso desses compostos químicos nas plantações brasileiras e as consequências danosas à saúde de todos os envolvidos, bem como soluções viáveis para reversão desse quadro.

 

Nada melhor que, no dia de celebramos o Meio Ambiente, amadureçamos as discussões acerca das formas que interagimos neste.

[ SAIBAM MAIS] Campanha permanente contra os agrotóxicos e pela vida (vários movimentos sociais e instituições públicas estão inseridos).

Acessem: http://www.contraosagrotoxicos.org

Confiram abaixo na entrevista com o cineasta Sílvio Tendler importantes recomendações do uso deste documentário para enriquecer o entendimento nos estudos para o Enem, ou clique aqui!


Abraços, pessoal!

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Agrot%C3%B3xico

Qual educação ambiental queremos?

Como dizem por aí, junho é o mês de discutir meio ambiente, correto? Ué, mas com tanta gente passando fome, como alguém é capaz de se importar com os animais ou com as plantas?

A visão por etapas da resolução dos problemas sociais é uma marca em muitos discursos. Infelizmente, parece ser uma marca mais presente nos discurso de defensores de “uma única causa”, inclusive naquele(a)s que se autodeclaram defensore(a)s dos direitos humanos, pois cada um parece acreditar que sua causa é a mais importante e que deve ser privilegiada. É como existir algum homem do movimento negro capaz de olhar para uma mulher ou um homossexual e se sentir superior ou achar que devemos primeiro discutir as cotas pra depois discutir a violência contra mulheres e homossexuais. A dificuldade de unificar estas discussões em torno de uma única bandeira de luta e percebê-las como decorrentes de uma construção cultural mais ampla que alicerça princípios éticos, provavelmente, resulta do fato de muito(a)s defensore(a)s dos direitos de uns, ainda serem ostentadore(a)s de preconceitos contra outr@s e não admitem “essa igualdade toda para tod@s”…

Bom, a ideia de priorizar por importância e emergência até poderia fazer sentido se estivessemos falando de algum tipo escassez, como ocorre na administração, em que é possível falar em prioridade. Porém, quando falamos da capacidade humana de reflexão e quando coloca-se em pauta a questão dos princípios, soa estranho alguém dizer que devemos ter consideração ética por um grupo de cada vez. Talvez tenha sido por essa visão que a humanidade decidiu considerar primeiro os homens, depois pensamos nas mulheres, depois pensamos nas crianças, senis, homossexuais (não necessariamente nessa ordem)… Ah, e quando algum dia começarmos a pensar em animais e plantas terá que ser um de cada vez também, começando pelo cão que é “o melhor amigo do homem”, depois pensamos na amazônia, depois pensamos nas baleias e golfinhos e por aí vai. Vamos defendendo um a um até chegarmos a algum lugar coerente, pois não há coerência argumentativa alguma nessa visão por etapas. O que faria alguém acreditar que uma ética biocêntrica não resultaria em uma sociedade muito mais justa para todos os grupos que hoje sofrem perseguições e destruição cultural?

A educação ambiental acaba sendo uma via necessária para colocar em pauta esses debates, afinal, também não há consenso no modelo de ambientalismo a ser adotado pelos movimentos sociais. Alguns partem de uma premissa conservacionista em que devemos “cuidar” do ambiente com objetivo de satisfazer as necessidades humanas, ou seja, devemos conservar com o objetivo de uso para entrentenimento, trabalho, companhia, “ciência”…

Ao contrário dessa perspectiva, foi defendido por John Muir um cuidar verdadeiro do ambiente, visando atender as necessidades que são inerentes a cada espécie. Essa visão trouxe contribuições para justificar a criação de parques, impedir construção de barragens e, especialmente, para fundamentar a discussão de uma ética biocêntrica. Ou seja, não é esquecer uns para proteger outros, mas considerar as necessidades de qualquer espécie viva diante daquilo que é importante para ela.

Você já notou também que as pessoas passaram a discutir, cada vez mais, o meio ambiente vinculado a algum tipo de mercado? Cada vez se fala mais nos “recursos” naturais à disposição do homem e em desenvolvimento sustentável, enquanto as crianças são levadas para ver animais aprisionados nos zoológicos das cidades, rodeios, vaquejadas, circos sem nem ter a oportunidade de entender de onde vieram esses animais e as consequências para estes animais de terem que vivenciar essa condição. Bom, mas pra que se importar com a insensibilização do olhar da criança se temos que nos preocupar com a violência que é cometida por adultos que passaram a vida acreditando que sua pseudosuperioridade física ou mental lhe dava o direito de subjugar animais humanos e não humanos que considera mais fracos. Que ética queremos para nossa sociedade?

Bom, recomendo logo abaixo que assistam o vídeo de uma palestra e leiam um artigo da professora Sonia Felipe que, de maneira extremamente clara, coloca em pauta esse debate que continua a ser um grande tabu para a nossa sociedade.

Abraços e até breve.

Fonte: Diálogos Libertários