[Censurado] O papel da imprensa no Brasil – O Pasquim

Olá, pessoal!

Existiu um período na história do Brasil, que os(as) filhos(as) deste solo, viveram apreensivos(as), com os rumos políticos e sociais que abruptamente estavam sendo submetidos(as) – estamos falando da Ditadura ou Regime Militar, instituída em abril de 1964, prosseguindo até 1985.

Vozes e vontades foram aprisionadas pelo medo da repressão física, moral e intelectual. O pensar e o agir eram permeados pela restrição da liberdade, onde até mesmo situações em que duas pessoas conversando na rua poderia representar perigo ou conspiração contra o governo vigente e essas em muitos casos sofreram violentas punições e, algumas, jamais retornaram aos seus lares.

Nesse contexto, o processo democrático foi sumariamente negligenciado, assim como a comunicação crítica, a literatura, a música ou outras formas de exprimir e sustentar ideologias foram barrados por meio da censura. Foi neste mesmo período que intelectuais, artistas, estudantes, jornalistas, sindicalistas e todos(as) que se opunham ao truculento direcionamento do regime sofreram desde perseguição política e exílio a tortura e cárcere.

No tenebroso ciclo da “gestão” militar, a imprensa nacional encontra-se vigiada, controlada ou aliada aos militares, as informações que eram divulgadas passavam necessariamente pelo crivo ou regras daqueles que deliberavam contra a oposição de qualquer natureza. Entretanto, em meados de 1969, surge, da inquietação e, podemos dizer, da subversão de profissionais como os cartunistas Jaguar, Henfil, os jornalistas Tarso de Castro e Sérgio Cabral – o semanário “O Pasquim”, que como colaboradores teve também figuras centrais da imprensa, a exemplo de Millôr, Ziraldo, Claudius, Marta Alencar, entre outros(as).

Abordando, em um primeiro momento, temas comportamentais, tornou-se incômodo à Ditadura, por ter, numa segunda fase, posicionamento de contestação e contrariedade ao regime vigente, alfinetando também a elite brasileira. O semanário teve como principais elementos o humor inteligente e ironia, inovando a linguagem jornalística da época, porém, essa abordagem, acabou culminando na prisão de muitos(as) de seus(uas) idealizadores(as).

Confiram, no documentário – O Pasquim – A subversão do humor, realizado pela TV Câmara, ricos depoimentos sobre os Anos de Chumbo em nosso país e a representatividade que essa mídia independente obteve junto ao povo, que se sentiu representado por esta.

Clique aqui ou na imagem abaixo:

Fonte/imagem: Portal TV Câmara

Fonte/imagem: Portal TV Câmara

Repressão, caos político e social, nada disso pode impedir o ecoar do grito pela abertura das asas da liberdade sobre nós, continuemos na luta para que a voz da igualdade seja sempre a nossa voz.

Abraços!

Fonte: Wikipédia; Tv Câmara; Anos de Chumbo/Wikipédia

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