Reflexões sobre o 13 de maio de 1888 e suas consequências

“Vamos! De pé! Abram alas
À id
eia da Abolição!
Já não existem senzalas,
Foi outrora a escravidão!”

(Oliveira e Silva)

Olá, amig@s!

Na rica história do Brasil, uma face atroz não pode ser escondida, muito embora cause-nos ainda sofrimento, é impossível deixar de refletir sobre os séculos de escravidão que foram submetid@s milhares de negr@s oriund@s do continente africano, em terras brasileiras.

Num tempo em que mulheres, homens e crianças foram retirad@s violentamente de seus lares, tratad@s como mercadorias, conduzid@s nos porões de tumbeiros em condições desumanas, destinad@s a servidão além-mar, pelas mãos dos escravocratas europeus, e, de semelhante forma, ocorreu no tenebroso período da então colonização portuguesa em nosso país, iniciado em abril de 1500 no território que já habitavam diversos povos indígenas, também vitimados pelos luso invasores.

Em meio aos anos de dilaceração da dignidade humana, diversas lutas foram travadas em favor da erradicação do trabalho escravo, dando surgimento ao movimento abolicionista, formado pelos estudiosos da época, advogados, políticos, escritores, artistas e população em geral.

Entre seus representantes, personalidades como a compositora Chiquinha Gonzaga, o poeta Castro Alves, o jornalista Luís Gama, o jurista e político Rui Barbosa e tantos outros adeptos que, por meio do empenho coletivo conquistaram grandes avanços naquele contexto, resultando em Leis abolicionistas, a exemplo da Lei do Ventre Livre(1871), que declarava livre todos os filhos de escravos nascidos a partir daquela data; a Lei do Sexagenário(1885), que declarava livre os escravos com mais de 65 anos de idade; e a Lei Áurea, esta última promulgada em 13 de maio de 1888, sendo o último país do ocidente a tornar a comercialização de pessoas ilegal.

Mas é preciso compreendermos que, ao assinar a Lei Áurea, a princesa Isabel de Bragança não o fez por questões morais ou humanitárias, mas sim, pelo fato do império estar sofrendo grande pressão do mercado internacional, em especial da Inglaterra, que foi a grande propulsora para erradicação do comércio e utilização de escravos aqui, com intenções nada nobres, visto que os ingleses objetivavam converter trabalhadores escravos, em consumidores de suas mercadorias, impulsionando assim a economia britânica.

No entanto, após os 388 anos de efetiva escravidão, ainda convivemos com as consequências da falta de amparo e políticas públicas destinadas aos negros e negras violentados pela usura humana, errantes pós libertação em 14 de maio de 1888, como algoz do cárcere da liberdade, tiveram a falta de moradia, educação de qualidade, emprego e salários dignos, fatores que, infelizmente, nos levam a crer que a servidão, para alguns, ainda não acabou.

Abraços, pessoal!

Fonte: Wikipédia; Homenagem aos Povos indígenas; Sua Pesquisa

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6 thoughts on “Reflexões sobre o 13 de maio de 1888 e suas consequências

  1. (Rafael filho de Rosimeire)Eu tenho que fazer uma redação sobre a abolição da escravatura e isso me ajudou muito.Valeu Professor Web! Esse assunto é muito importante.

    • Olá, Rafael!

      Que bom que podemos ajudá-lo em sua atividade! É muito importante conhecermos a nossa história, para refletir e interagir na sociedade de maneira eficaz.

      Um abraço, amigo!

  2. Infelizmente ainda existe algum tipo de escravidão em pleno séc XXI, as empregadas domestica estão conseguindo sua libertação e valorização.

    • Olá, Rosimeire!
      Estamos na expectativa de que os direitos, tardiamente conferidos às empregadas domesticas, sejam respeitados e postos em prática de fato. É papel de tod@s nós, junto a essa categoria somar forças e buscar sempre melhorias.

      Fiquemos de olho….abraços e obrigado por participar!

  3. Muito bom texto, nos faz de fato refletir sobre o que realmente foi a “abolição” da escravatura. Vocês estão de parabéns.
    Abraços,

    • Olá, Diogo!
      Tudo bem?

      Que bom que gostou! Não podemos deixar de refletir sobre os fatores da nossa história que diretamente influenciam o nosso cotidiano.
      Agradecemos a sua participação.

      Abraços!

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