O poder da marca no contexto contemporâneo

Olá, amig@s!

No mundo do consumo, as pessoas acabam sendo levadas a seguir as tendências do mercado capitalista, que propõe um valor representativo da sociedade valorando indivíduos pelo que eles têm, independente daquilo que são. Esses interesses são demonstrados pelo poder de adquirir determinado produto ficando para segundo plano a funcionalidade da mercadoria e prevalecendo o status e a representação social construída, midiaticamente, pelas empresas e que proporcionam uma falsa sensação de status.

Qualquer produto / mercadoria é representado por uma marca, que é um símbolo, identidade visual de uma empresa produto ou serviço.

O ideário do consumo é uma máscara representativa decorrente de alguma atividade ou produção de mercadoria, que é operante na obtenção de lucros e benefícios para esses proprietários. O crescimento das marcas e a violência de um marketing que serve de maquiagem para produtos comuns passam a servir como um atrativo para tal público e tem grande influência na decisão e aquisição de um determinado produto.

Diante disso, há uma necessidade de “induzir” esses consumidores a comprar cada vez mais, tendo uma mobilização da publicidade a favor para incentivar os consumidores.

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Mas vocês já pararam para pensar que independente do lucro obtido, as condições que são oferecidas para a maioria dos trabalhadores continuam precárias, e eles acabam submetidos a ganhar um valor mínimo gerando receita apenas para enriquecer os proprietários dos meios de produção?

Pesquisem por vídeos sobre o tema e descobrirão que vários produtos que são desenvolvidos pelas mesmas pessoas, acabam tendo diferenças exorbitantes de preço apenas pela inserção de uma marca. Será que vale a pena pagar caro para se tornar um outdoor ambulante e um vendedor indireto de uma marca que nem se importa com você e com as pessoas inseridas no seu processo de produção?

Vale a pena pesquisar sobre comércio justo, economia solidária, compra sem intermediários e outras formas de relação. A gente se esforça pra ganhar dinheiro e ter uma marca que só tem um beneficiado: o dono da  empresa que teve a ideia de criar uma etiqueta e dinheiro para fazer um belo comercial.

Abraços!

 

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2 thoughts on “O poder da marca no contexto contemporâneo

  1. Prezado Professor Web e leitores do blog,

    Sou uma profissional do ramo do Marketing e Comunicação e tenho uma observação a fazer, que precede qualquer discussão sobre o poder das marcas e a situação dos trabalhadores e outras preocupações que as empresas podem não ter.

    A questão é que, antes mesmo das marcas existirem, existe a necessidade de os indivíduos se sentirem parte de um grupo. Para tal, não importando o grupo social que está inserido, o indivíduo busca identificar-se através de atitudes e fazer uso de objetos que representem o seu grupo de referência.

    O que acontece no mundo do marketing e das marcas é que os produtos passam a ser objetos de identificação de certos grupos e transmitem valores para as pessoas. Antes, os produtos eram desenvolvidos a partir de uma necessidade, numa escala que vai da necessidade biológica do indivíduo como comer, passando pela sofisticação e depois pelo desejo. E é neste último ponto que mora o foco da discussão do PW, onde as pessoas veem numa marca a representação da sua necessidade de participação de um grupo, e por isso, tornam-se dispostas a pagar o que acham que vale (aí recomendo uma leitura profunda sobre a definição de valor no mundo dos negócios).

    O problema maior está nas empresas que taxam lucros exorbitantes, como na indústria automotiva ou na construção civil, e relegam direitos do trabalhador. Aí já passa a ser uma questão de ética empresarial, que varia a cada empresa. Por isso, noções de marketing social ou responsável estão sendo melhor desenvolvidas, para atender melhor a esta reivindicação da sociedade sobre os reais deveres das empresas para com seus trabalhadores, fornecedores e também clientes.

    Acho que essa discussão nunca terá fim, uma vez que temos em nossa sociedade pessoas que tanto pagam por produtos mais caros somente por conta da marca impressa, como também pessoas que em sua simplicidade e valor reconhecem um produto apenas pela sua necessidade funcional. E também empresas dispostas a atuar com transparência e outras com pobreza de valores.

    Estou à disposição para compreender melhor as razões de ambos os lados e cada vez mais contribuir para o conhecimento colaborativo.

    • Olá, Mariana!

      Muito bom o seu comentário, nos remete a ter uma outra visão do ponto de vista da marca na sociedade.Obrigado pelas constantes contribuições!
      Agradecemos pela sua interação e continue acompanhando as nossas postagens, onde abordaremos temas interessantes com informação e interatividade.
      Abraços

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