Universidade para Todos oferece mais de 23 mil vagas

Começam às 8h30 desta terça-feira (30.04) as inscrições para 23.625 vagas no cursinho pré-vestibular gratuito oferecido pelo programa Universidade para Todos, da Secretaria da Educação do Estado da Bahia. As inscrições devem ser feitas, exclusivamente, pela internet, no Portal da Educação, até o dia 10 de maio. Os nomes dos contemplados, locais para matrícula e data de início das aulas serão divulgados ainda no mês de maio.

FAÇA AQUI A SUA INSCRIÇÃO

Pode participar do programa o estudante que estiver regularmente matriculado no 3º ano do ensino médio regular seriado ou no 4º ano da Educação Profissional integrada ao ensino médio da rede pública estadual e/ou municipal da Bahia, tenha cursado, em escola pública municipal e/ou estadual da Bahia o ensino fundamental (5ª a 8ª séries, atual 6º ao 9º ano ou modalidades correspondentes, e 1ª e 2ª séries do ensino médio regular ou modalidades correspondentes); egresso da rede pública estadual e/ou municipal da Bahia, tenha cursado, em escola pública municipal e/ou estadual da Bahia, o ensino fundamental e médio, regular seriado ou modalidades correspondentes.

As mais de 23 mil vagas ofertadas estão distribuídas em 186 municípios baianos. Em Salvador, as aulas acontecem em 31 locais (escolas, ONGs e associações). O projeto oferece material didático, fardamento e isenção da taxa de inscrição em processo seletivo das universidades estaduais aos alunos que apresentarem frequência igual ou superior a 75% das aulas ministradas.

upt3Foto: Claudionor Jr. Ascom/Educação

O curso é presencial, com carga horária de 25 horas semanais e aulas das disciplinas português, redação, matemática, física, química, biologia, literatura, língua estrangeira (inglês ou espanhol), história e geografia. Além das aulas regulares serão realizados projetos complementares, como seminários, oficinas, simulados e orientação vocacional.

O edital com todas as informações, inclusive sobre documentação necessária para matrícula, está disponível no Portal da Educação. A Secretaria da Educação também esclarece dúvidas referentes à inscrição pelo telefone 0800 285 8000, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, ou pelo e-mail upt@educacao.ba.gov.br.

Acesso e permanência – De acordo com dados da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, somente nos últimos seis anos, o programa Universidade para Todos já contribuiu para o ingresso de cerca de 8 mil estudantes da rede pública somente em cursos da educação superior da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Universidade Estadual do Sudoeste Baiano (Uesb) e Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB).

Ivo Gama Santos Ferreira, de 17 anos, ex-estudante do Colégio da Polícia Militar de Vitória da Conquista, participou do Universidade para Todos no ano 2012, na Escola Municipal Frei Serafim do Amparo. Agora, o adolescente aguarda o início da formação em Enfermagem na Ufba. “Valeu muito a pena ter participado do cursinho, foi bastante legal, principalmente pelo fato de ser público e tem qualidade boa. Os professores são muito atenciosos e qualificados. Minha aprovação na Ufba tem muito a ver com a participação no cursinho”.

Na capital, Jordan Santos de Jesus, de 18 anos, ex-estudante do Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, comemorou, também no início deste ano, a aprovação no vestibular de Enfermagem da Uneb. Ele, que integrou a turma do Universidade para Todos sediada no Colégio Estadual Landulfo Alves, declara: “É um aprendizado a mais, com professores de qualidade, das universidades. O nosso conhecimento é uma coisa que ninguém tira. Se nos esforçarmos, o Universidade para Todos faz toda a diferença para aprovação”.

A coordenadora do projeto Patrícia Machado, ressalta que, “além do acesso, a permanência do estudante na universidade é foco do programa Universidade para Todos”. Patrícia Machado explica que “os professores-monitores do cursinho são estudantes dos cursos de licenciatura das universidades públicas estaduais da Bahia, da Ufba e da UFRB, a partir do 5º semestre. Os professores-monitores são selecionados e capacitados para ministrar aulas, aliando teoria e prática”.

Fonte: http://estudantes.educacao.ba.gov.br/noticias/universidade-para-todos-oferece-mais-de-23-mil-vagas

Dia Mundial do Trabalho

Olá, pessoal!

Operários -  Tarsila do Amaral

Operários – Tarsila do Amaral

O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época.

Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.

Diante das lutas, mortes, injustiças históricas, perseguições e expropriações da classe trabalhadora, o 1º de Maio é mais do que o “dia do trabalho”, não é apenas uma homenagem a ação de trabalhar, destituída de uma reflexão critica sobre o contexto e contradições que circundam as relações de produção. O 1º de maio é o dia para celebrar as conquistas obtidas pelos trabalhadores(as) e saber que há muito para ser conquistado e revolucionado.

Em memória das mulheres grevistas queimadas numa fabrica de Nova York em 1857, aos mártires de Chicago e das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de maio foi instituído como o Dia Mundial do Trabalho.

“A história do Primeiro de Maio mostra, portanto, que se trata de um dia de luto e de luta, mas não só pela redução da jornada de trabalho, mais também pela conquista de todas as outras reivindicações de quem produz a riqueza da sociedade.” – (Perseu Abramo)

Em homenagem ao Dia Mundial do Trabalho confiram aqui vídeos que retratam algumas profissões. Cada vídeo traz informações específicas, como perfil profissional e dicas para passar no vestibular, de duas áreas, em uma entrevista com um profissional de cada uma delas!

Assista e sucesso!

 

Fonte: IBGE / Ministério do Trabalho

Texto de Samuel Oliveira de Jesus

Professor de Matemática da Rede Anísio e de Cálculo dos Cursos de Tecnologia do SENAI-CIMATEC

Postagens sobre os povos indígenas

Olá, pessoal!

No blog do Professor Web, essa semana foi de compartilhar e se arriscar a escrever sobre uma pequena parte da história dos povos indígenas – que pretendemos continuar a contar. Nos materiais que pesquisamos fica claro que não existe o que comemorar e foi com base em depoimentos e textos divulgados nas mídias geridas por representantes dos povos indígenas que escrevemos nossas postagens ao longo dessa semana. Pedimos desculpas caso a equipe tenha cometido algum equívoco na abordagem. Esperamos receber as críticas, pois é um aprendizado que resolvemos buscar ao invés de ignorar a existência de conflitos vivenciados por estes povos. Nossa intenção foi abrir um canal de diálogo e de interação e, a partir desse objetivo, buscamos inspiração nos vários sites indicados ao longo da semana que podem ser muito úteis para atividades de educação. Acreditamos que não há ninguém mais apto para falar da cultura indígena do que cada um dos inúmeros povos espalhados pelo Brasil, mas temos todo o interesse em abordar temas relacionados para poder divulgar o trabalho que vem sendo feito por eles. Esperamos ter ajudado e gostaríamos de contar com a colaboração de vocês para continuar dando visibilidade à causa indígena.

Visite postagens da equipe do Professor Web sobre o tema.

https://oprofessorweb.wordpress.com/tag/povos-indigenas/

Abraços!

Identidades indígenas

Olá, pessoal!

É notável, em cada sociedade, as diferenças relacionadas aos hábitos, costumes fatores linguísticos, crenças e mitos. Nas sociedades indígenas não é diferente e pode ser notada essa diversidade cultural.

Elaborar novas compreensões políticas / ideológicas é algo comum de acontecer a partir da convivência. A relação mais próxima com elementos naturais é tratada pelos povos indígenas como um processo de transformação e inserção favorável para cultivar, agregar e compartilhar conhecimentos e experiências, sendo necessário para valorização identitária.

É importante fortalecer e divulgar a identidade cultural das diversas sociedades indígenas e tentar compreender a sua organização. Em busca de preservar elementos dessa cultura, o site Povos Indígenas no Brasil Mirim promove e destaca a importância de divulgar como as tribos como a Guarani Kaiowá, que vive no Mato Grosso do Sul e lutam para retornar os seus territórios tradicionais. Sugerimos um dos vídeos sobre como membros da comunidade escolhem os nomes das crianças da tribo, num ritual de batismo onde é característico as suas manifestações com o canto e dança, celebrando um momento importante e marcante na vida das crianças indígenas.

Então ficaram curios@s? Acessem aqui e conheçam um pouco mais dessa rica e diversificada cultura.

Abraços!

Fonte: http://pibmirim.socioambiental.org/node/8533

Cine PW: Produções Indígenas

Salve, turma!

O Cine PW homenageia hoje as centenas de comunidades indígenas e suas produções audiovisuais, que refletem a preservação de sua cultura e os desafios sociais vivenciados por cada etnia.

 MBYÁ REKO PYGUÁ, a luz das palavras 

Sinopse:A sensibilidade do povo guarani em educar as crianças permanece viva apesar das influências urbanas. Mas esforços dos professores indígenas são marcados por dilemas, buscas, encontros e desencontros. Este registro todo gravado em guarani na aldeia Yynn Moroti Wherá, em Biguaçu (SC), comprova: espiritualidade, simplicidade e verdade traduzem a luz dos guarani no seu processo de educação.” (saiba mais)

GUARANI, povo da mata e da floresta

Sinopse: “Karay Tataendy é cacique na aldeia Mymba Roká (Biguaçu, SC) e um dos 100 alunos do curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica (UFSC), vindos de vários estados. Os desafios da primeira faculdade dirigida a povos indígenas do país tem grandes desafios: capacitar professores com ferramentas e conhecimentos e, ao mesmo tempo, reforçar os valores da própria língua e tradição.” (saiba mais)

Além das duas indicações acima, o Cine PW sugere os portais Índio Educa, Oca Digital e Índios Online que possuem acervos com peças audiovisuais produzidas pelas/com comunidades indígenas.

Confiram outros vídeos, relacionados – Cliquem: aqui, aqui e aqui

Dia Nacional da Lei da Libras – Por uma sociedade inclusiva!

Olá, pessoal!

Em 24 de abril de 2002, foi sancionada a Lei 10.436, a partir de então, nesta data celebramos o Dia nacional da lei da libras.

Muito além das celebrações, essa Lei, figura como uma conquista para a comunidade surda em nosso país, pois reconhece a Língua Brasileira de Sinas – Libras, como meio legal de comunicação e expressão, assegurando assim, o uso e difusão desta, que é própria e natural da pessoa surda.

Embora o acesso igualitário a educação, trabalho, bens ou serviços, seja legalmente instituído, sabemos que a realidade das pessoas com deficiência não corresponde ao que podemos qualificar de, no mínimo ideal, visto que, ainda vivemos em uma sociedade pouco inclusiva e de políticas públicas ineficazes.

Podemos mudar essa prática, ao tomar algumas atitudes como, por exemplo, buscar aprender a língua de sinais para viabilizar a interação com os/as surdos/as. Essa ação fortaleceria a luta pela participação efetiva e garantia de inserção plena destes/as nos processos sociais, tanto pelos meios públicos, quanto privados, garantindo assim reais avanços.

Acessem o Dicionário da Língua Brasileira de Sinais e conheçam um pouco mais!

 PW-LIBRAS-2013

Essa é uma data para refletirmos e nos conscientizarmos de que, ainda há muito a ser feito para que o direito das pessoas com deficiência seja uma realidade em nossa sociedade, bem como as oportunidades e acesso a bens e serviços sejam de fato para todos/as.

*Confiram também: DECRETO Nº 5.626, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2005.

Abraços!

Fonte: AcessoBrasil; Planalto.gov; Wikipédia; Portal Justiça

Cinco séculos de resistência

Salve, turma!

A chegada de colonizadores portugueses na terra que viria a ser o Brasil, é marcada pelo extermínio de vários povos indígenas. Nos primeiros séculos de colonização inúmeros índios foram mortos em combates, escravizados, centenas de povos foram dizimados pela fome e por epidemias contraída dos europeus.

No século XVI havia cerca de 2000 povos indígenas no Brasil, vestígios arqueológicos apontam que no ano 1000, havia cerca de 5 milhões de índios na região amazônica. No entanto, ao longo dos séculos a colonização, preconceitos, violência causadas por conflitos fundiários, ausência de leis e politicas de amparo resultou no desaparecimento diversas etnias.

Hoje, no Brasil, vivem 817 mil índios, cerca de 0,4% da população brasileira, na Bahia se encontra cerca 40 mil índios de 15 etnias e em Salvador são mais de 7 mil índios¹, segundo dados do Censo 2010. As comunidades indígenas brasileiras estão distribuídas entre 688 Terras Indígenas e algumas áreas urbanas. Há também 82 referências de grupos indígenas não-contatados, das quais 32 foram confirmadas. Existem ainda grupos que estão requerendo o reconhecimento de sua condição indígena junto ao órgão federal indigenista.²

Apesar da discriminação e injustiças históricas, os povos indígenas têm lutado para conquistar espaço na sociedade e garantir seus direitos à terra, educação e saúde. Muitos procuram manter sua cultura viva, apreendendo o idioma de sua etnia, valorizando conhecimentos e práticas ancestrais que marcam sua vida cotidiana e reafirmando sua identidade indígena.

Fonte: Indígenas IBGE, FUNAI