Café Filosófico: Retratos de Família

Salve, salve turma!

A família de fato é a célula base da sociedade, ficaria muito difícil imaginar como seria a sociedade desprovida da instituição familiar. No entanto, a cada tempo a família assume novas configurações, se depara com novos desafios e valores éticos e morais.

Sobre esse tema confiram o Café Filosófico com os psicanalistas Diana Lichtenstein Corso e Mário Corso.

Mutações da família I: “Um filho, se e quando eu quiser”, foi reivindicação atendida a partir da consolidação das conquistas feministas. A maternidade que nasce do livre arbítrio da mulher desenvolveu-se, então, longe do ideal de reclusão familiar, de papéis fixos. Mesmo em família, os filhos sentem-se sempre meio desamparados, assim como suas próprias mães, tal como a noviça órfã Maria von Trapp, precisam inventar sozinhas um modo de ser. Jovens como Mary Poppins já voavam livres ao sabor do vento, mudando a família tradicional e o papel da mãe como um redemoinho.

Já em relação ao pai, o tom é sempre reivindicativo: o filho se queixa do pai que teve, embora o pai que ele pode ser tampouco lhe causa melhor impressão. Por isso, os pais são os grandes palhaços do entretenimento infanto-juvenil, numa linhagem que começou com Fred Flinstone e encontrou em Homer Simpson seu representante mais notório. Entre os pais inseguros com seu papel, o do peixinho Nemo mostra as dificuldades de ser pai quando se tem tanto medo e a mãe não está presente, além de que é muito difícil resignar-se a crescer e ocupar esse lugar, mesmo que se seja grande, forte e assustador como o ogro Shrek.” (Diana Lichtenstein Corso e Mário Corso)

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