Escola ganha prêmios nacionais por projetos voluntários

A partir de um trabalho de ressignificação do valor do voluntariado e das boas práticas para a construção de uma vida mais digna no campo, o Colégio Estadual Casa Jovem II, localizado na zona rural de Igrapiúna (a 322 km de Salvador), no Baixo Sul da Bahia, conquistou o Prêmio Educar para a Igualdade Racial 2012, com o projeto de Fortalecimento da Identidade Local, e o 12º Prêmio Escola Voluntária, com o projeto Teatro e Poesia Fortalecendo Identidades.

Participaram do projeto Teatro e Poesia Fortalecendo Identidades 21 estudantes que, ao longo do ano, promoveram encontros e apresentações artísticas nas comunidades rurais, com o objetivo de incentivar a leitura e valorizar a identidade e as tradições do homem do campo, conforme disse o diretor Ademário Reis. O Colégio Estadual Casa Jovem II, único representante do Norte-Nordeste entre os finalistas, foi premiado, em São Paulo, com R$ 15 mil.

jovem

A conquista desses prêmios, considera o professor de artes Francisco Nascimento, que está à frente das iniciativas, leva a um maior investimento na arte como força de transformação da juventude brasileira. “É por isso que sempre apoiamos e incentivamos os jovens a participarem do TAL (Tempos de Arte Literária), AVE (Artes Visuais Estudantis) e Face (Festival Anual da Canção Estudantil), projetos promovidos pela Secretaria da Educação do Estado”, afirma.

Conhecimento – A ideia inicial foi doar alimentos e roupas de frio para a comunidade carente, pois, no inverno, as temperaturas locais são baixas. “Mas, percebemos que os estudantes que estavam doando tinham suas dificuldades. Daí decidimos que eles passariam a doar o que eles possuíam: o conhecimento”, explica o diretor da unidade escolar que, em 2010, foi eleita Escola Referência em Gestão Escolar – Destaque Brasil (iniciativa que estimula experiências bem-sucedidas na educação básica do País).

“Nossos projetos trazem alegria, possibilidade de reflexão e intervenção dos estudantes junto as suas comunidades, visando elevar a autoestima das comunidades rurais e fortalecer nelas o sentimento de pertencimento cultural.”, ressalta o professor Francisco Nascimento.  Segundo ele, o protagonismo juvenil funciona “como instrumento de transformação da realidade social. “Esses trabalhos diferenciados fizeram com que os estudantes compreendessem melhor a importância do voluntariado”.

Ex-aluno do colégio, Ueslei da Conceição Nascimento, 19 anos, formado em técnico em agroecologia e cursando faculdade, fala da importância do trabalho: “Com o trabalho que é feito na Casa Jovem, conseguimos enxergar um leque de possibilidades das comunidades desenvolverem experiências sustentáveis de sobrevivência”.

Estrutura – O CECJ é uma unidade de ensino ligada ao Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDCIS), fomentado pela Fundação Odebrecht em parceria com o Poder Público, iniciativa privada e sociedade civil. A unidade escolar atende a 1.146 estudantes entre Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) e cursos médio e técnico de Agroecologia.

O complexo educacional oferece, também, cursos profissionalizantes e de inclusão digital, visando capacitar jovens para o trabalho. A estrutura conta, ainda, com laboratórios de informática, biblioteca (cujo acervo de 2.500 volumes pode ser utilizados também pela comunidade próxima à escola), auditório, cozinha industrial, quadra poliesportiva e dez salas de aula.

Fonte: http://www.educacao.ba.gov.br/node/4087

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