A cor da pele: uma visão multicor da Física na prática pedagógica

Olá, turma!

Em nosso dia-a-dia em sala de aula não temos “tempo” para olhar ao nosso redor e enxergar além de fórmulas de Física e de Química, que para os nossos(as) estudantes são tão abstratas em um mundo repleto de informações concretas. Talvez seja um bom momento para abordamos as diferentes cores de pele que existem em um Estado repleto de grupos étnicos, como a Bahia, a partir de uma prática pedagógica menos tradicional.

A origem das diferenças de cor da pele nos humanos tem sido alvo de muitos estudos gerando, entretanto, incertezas e a desconstrução de antigos paradigmas. Essas pesquisas levam a crer que quando o homem moderno, o Homo sapiens, surgiu na África há cerca de 150 mil anos, a cor de pele predominante era a preta. Tinham a pele mais escura em resposta ao clima: o excesso de raios ultravioletas das zonas que habitavam levou a este efeito, ou seja, produziu maior quantidade de pigmentos (melanina), mera adaptação biológica.

Do ponto de vista da Física, a dispersão da luz branca (luz solar) é decomposta em sete cores: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Nós podemos ver esse fenômeno na formação do arco-íris, por exemplo. A cor de um objeto é dada pela cor que ele reflete, ou seja, quando uma luz branca incide sobre ele todas as cores são absorvidas exceto a dele, por isso quando a luz branca incide sobre uma flor vermelha, todas as cores são absorvidas, exceto a cor vermelha que é refletida. Assim, podemos dizer que, segundo as leis físicas, a cor da pele é apenas um fenômeno de reflexão da luz, onde as pessoas tem a mesma cor na falta de luz e na luz refletem o espectro de acúmulo de seus pigmentos pardos de melanina.

Talvez não exista um ramo da Física que explique tanto sofrimento, desigualdade e preconceito sobre as populações de pele escura, porém podemos utilizá-la como base para desenvolvermos, junto com nossos(as) educandos(as), um olhar critico, ético e atuante diante da sociedade em que vivemos e tentar, desta forma, minimizar as mazelas sociais criadas pelo simples olhar diferente a um raio de luz sobre a pele.

Acessem também os nossos ambientes de aprendizagem A Física e o Cotidiano e o Ambiente Educacional Web, aproveitem muitos outros conteúdos relacionados e aprofundem as suas pesquisas!

Até a próxima, pessoal!

Texto de Luciano Albuquerque, professor e colaborador da Rede Anísio Teixeira, Programa de difusão de linguagens e Tecnologias da Informação e da Comunicação da Rede Pública Estadual de Ensino.

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