Brasil e África unidos por ancestralidade, memória e história

Êa, turma!

Brasil e África são unidos por laços de ancestralidade e memória e a história é o fio condutor que arremata esse laço e que nos faz irmãos a partir do berço de um continente-mãe: a África.

Na atualidade temos dispositivos como a internet, que nos conectam ao mundo em tempo real, mas é importante que estejamos primeiro conectados(as) às nossas raízes históricas e isso implica em entender o papel da cultura africana para a história do Brasil. A tecnologia africana foi fundamental para a formação da sociedade e da economia brasileira: o desenvolvimento da tecnologia do ferro e da metalurgia, as técnicas de construção, de tecelagem, as culturas agrícolas como as da cana-de-açúcar, a banana, o café, etc. Henrique Cunha Junior afirma que até o século XVI o desenvolvimento do continente africano era superior ao europeu em várias áreas de conhecimento. Durante muitos anos houve silêncio em torno dessa contribuição. Na escola, textos e imagens afirmavam uma identidade brasileira constituída apenas a partir da herança européia. Os efeitos produzidos por esse discurso ecoaram em um racismo repleto de estereotipias que sempre fizeram parte do cotidiano escolar.

A lei 10.639 de 2003 tornou obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana e abriu uma possibilidade importante para corrigir essas distorções. É importante que professores(as) não continuem afirmando a idéia do(a) negro(a) como escravo(a), mas ampliem os conhecimentos sobre o histórico de lutas e resistência dos heróis e heroínas negros(as) tais como Zumbi, Ganga ZumbaAqualtune, a rainha Nzinga,  entre muitos(as) outros(as), que deixaram um legado de força e coragem para a identidade do povo negro e afrodescendente.

Nesse sentido, o mês de novembro é emblemático para a consciência negra porque em 20 de novembro de 1965 morreu Zumbi dos Palmares, conhecido também como “Líder negro de todas as raças”. Esta data é uma referência para lembrarmos que os(as) negros(as) lutaram pela sua liberdade, que ela não foi dada de presente pelas mãos da princesa Isabel.

Então vamos nos conectar com nossa herança africana, valorizando a história, a cultura, os ensinamentos, a dança, o canto, os mitos, a solidariedade, a ancestralidade e a sapiência dos(as) mais velhos(as), a coragem, a força e, sobretudo, a consciência de que somos em novembro, como em todos os dias do ano, filhos(as) da África!

Saibam mais sobre o ilustre homenageado – Zumbi dos Palmares: Cliquem aqui!

Valdinéia Oliveira dos Santos – Professora da Rede Estadual de Ensino – Núcleo Pedagógico – Rede Anísio Teixeira

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