Novembro Negro – Silenciadas na história, porém atuantes!

Olá, amigas(os)!

No mês em que dedicamos as nossas publicações para contarmos um pouco mais sobre as lutas e conquistas do povo negro em nosso país, não podemos deixar de fora o que os fatos históricos não negam e a estatística também revela, mas que durante muito tempo foi ocultado por aqueles que hegemonicamente “contavam” a história – A participação da mulher negra na sociedade.

Mesmo que silenciadas por uma cultura racista e machista, elas tiveram papel fundamental nos avanços dos direitos d@s afrodescendentes e figuraram em momentos cruciais na defesa destes(as).

Dentre as tantas mulheres negras que fizeram e fazem a diferença desde a diáspora aos tempos atuais, temos como exemplo as ganhadeiras, que com os seus esforços vendiam suas iguarias e com parte do que arrecadavam conseguiam comprar a suas próprias alforrias e em muitos casos as de seus esposos e filhos, tendo uma representatividade muito forte no sustento de suas famílias.

Podemos citar também Eugênia Anna dos Santos – Mãe Aninha, fundadora do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, que com a sua atuação e sabedoria pressionou o então presidente Getúlio Vargas, para que o Decreto-Lei 1.202 que poria fim à proibição aos cultos afro-brasileiros fosse promulgado, pois naquele tempo, acreditem, os(as) seguidores(as) das religiões de matriz africana eram impedidos(as) de expressar a sua fé publicamente. Ainda na esfera jurídica como não referenciar a baiana pobre que após uma série de humilhações em sua juventude, tirou forças de onde só havia dor e descaso e hoje é a desembargadora do Tribunal de justiça da Bahia – a juíza Luislinda Valois. Em uma conjuntura onde os homens eram aclamados como heróis, o que dizer da escrava Zeferina, que liderou com altivez e bravura o Quilombo do Urubu?!

São tantas essas mulheres, que a história e o tempo não podem deter ou contê-las, nomeá-las não é tarefa fácil, as muitas Lélias, Estelas, mães guerreiras, Menininhas, Felipas, Mirians, Rosas, Antonietas, Chiquinhas, Carolinas, que hoje são representadas por uma geração de negras muito mais conscientes dos seus destinos na história, e nela empunham a caneta para mudar aquilo que ainda as silenciam.

Abraços, guerreir@s!

2 thoughts on “Novembro Negro – Silenciadas na história, porém atuantes!

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